Notas iniciais
Olá babys *-* tudo bem com vocês? Já estavam com saudades de mim que nem eu estava de vocês? Espero que sim em! MINHA PRIMEIRA RECOMENDAÇÃO!!!! Daniela Nicacio, como sempre você ama me surpreender *m* amei cada palavrinha lá escrita... Você me deixou super feliz *o* Bom eu criei uma conta lá no AnimeSpirit e estou postando "Os Fragmentos do Meu Coração" lá também, quando terminar aquela estou pensando em portar essa lá também... O que vocês acham? Melhor eu parar de escrever kkkkkkkk Sem mais delongas até lá em baixo *-*

Marcie encara o pai de maneira séria e assustada. Olha para mim e depois novamente para Hank, ela dá um sorriso aberto e continua olhando para o pai.

— Isso é uma piada de mau gosto não é papai? — pergunta Marcie apertando a alça de sua bolsa — Você está aqui para me zuar não é?

— Marcie para com isso! — diz Hank desfazendo o sorriso de seu rosto e se virando para mim — Nora, sei que aquele dia começou errado, mas eu quero muito conversar com você e com Marcie — ele olha para ela — pois sei muito bem que existe uma rixa entre vocês duas — ele olha para mim novamente — Então Nora, podemos conversar?

Quando eu ia responder sou surpreendida por um grito — NÃO ACREDITO NISSO!!! — grita Marcie muito nervosa — Você não podia ter feito isso comigo! Por que justo ela? — ela aponta para mim — Porque com tantas putas por aí você tinha que se envolver com a mãe dela? — ela continua dizendo coisas desconexas e começa a chorar — Você quer ser pai da vadia filha?

Não aguento mais — Você olha bem como fala da minha mãe Marcie — eu disse indo para cima dela e Scott e Cam me seguram — ela não é puta! — eu começo a me debater nos braços dos dois e adivinhe só, estou conseguindo me soltar — você pode falar o que quiser de mim, mas não de minha mãe! — consigo me soltar dos meninos e vou para cima dela, mas o que me magoa é Patch entrar na frente dela, em claro sinal de proteção — Você pense bem antes de falar de minha mãe! — eu disse voltando para o lado de Scott, ele me abraça por trás e Cam me lança um olhar de desculpas.

— Ora Nora, não sabia que tinha namorado — diz Hank, olhando para os braços de Scott e depois para o rosto dele — Você não é muito velho não?

— Primeiro você não sabe nada da minha vida — eu digo o olhando friamente — segundo, Scott não é meu namorado e se fosse você não teria nada a ver com isso Hank e terceiro Scott não é velho, ele tem a mesma idade que eu, não que isso seja importante para você, não é mesmo — eu digo ainda o olhando de maneira fria — Para de se achar no direito de que pode mandar na minha vida, eu fico com meus amigos como eu quiser, se eu quiser andar nua por aí eu ando e você não tem nada a ver com isso!

— Nora, eu só quero conversar — ele diz se fazendo de vítima.

— Chegou tarde Hank — eu disse me soltando dos braços de Scott e pegando em sua mão. Olho para Marcie que ainda chorava e Patch ainda estava ao lado dela, ela continua dizendo ofensas sobre mim e sobre minha mãe — Porque você não vai acalmar sua filha? — olho para Patch e dou um sorriso frio — Ou o namorado dela irá cuidar dela por você — Patch arregala os olhos — e não me procura mais — saio puxando Scott pela mão e Cam anda ao meu lado, Vee e Luce vêm logo atrás. Seguimos para nossos carros e dou um suspiro, deixando assim todos os sentimentos que estava reprimindo saírem em forma de lágrimas, mas a seguro. — Bolinha, você dirige sim?

— Tudo bem — ele diz somente e pega as chaves.

— Gente nós já vamos — eu disse me despedindo com um abraço em cada um, quando estou me despedindo de Cam vejo Patch vir em nossa direção — Cam, Patch está vindo — sussurro em seu ouvido, ele fica tenso — eu não quero que ele me veja chorar novamente — continuo sussurrando — distraí ele, por favor — e viro em direção ao meu carro, para o lado do passageiro — Vamos Scott — disse para o mesmo que já se encontrava dentro do carro. Quando abri a porta para entrar escutei meu nome.

— Nora — chamou Patch eu fingi não ouvir e entrei no carro, fechando a porta. Quando olhei novamente para Patch, já dentro do carro Cam conversava com ele, saímos da escola em direção a minha casa, fui o caminho todo chorando, mas não por Hank, mas sim por Patch preferir defender ela do que a mim.

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Passei a maior parte da tarde em meu quarto, fazendo, nem eu sei direito. Dormi um pouco, depois fiquei simplesmente sentada apoiada na parede e abraçando as pernas. Quase nunca mostro para ninguém esse meu lado, o indefeso e medroso, mas nesse momento Scott está comigo aqui no quarto, deitado em minha cama e somente me observando. Não sei quanto tempo ele já está assim comigo, mas decido não deixar mais isso me abalar.

— Bolinha — eu disse chamando a atenção dele — vamos dar umas voltas por aí?

— Mas para onde Raio de Sol? — ele pergunta se sentando.

— Não sei — eu digo dando de ombros — então vamos assistir a um filme?

— Pode ser — ele diz se levantando e indo em direção à porta, eu me levantei logo depois o seguindo — Mas qual filme?

— Os Vingadores — eu disse já descendo as escadas — vou fazer pipoca, você quer? — ele assentiu positivamente — com leite condensado? — ele assente novamente.

Vou para a cozinha e começo a fazer dois baldes de pipoca, Scott foi para a sala de TV e começou a programar o DVD, despejei a pipoca nos dois baldões de pipoca e joguei muito leite condensado por cima, peguei ambos os baldes e fui para a sala. Scott tinha pegado um cobertor grande. Sentamos-nos e entreguei a ele um dos baldes, ele deu play no filme e logo começamos a assistir.

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O filme já estava quase no final — estava naquela parte em que todos achavam que o Tony ia morrer e o Hulk o salva no último instante — quando minha mãe chegou, pude ouvir o suspiro aliviado dela, que logo tratei de ignorar.

— Nora meu amor — ela diz se aproximando de nós — que bom que está em casa! — ela se senta ao braço do sofá ao meu lado.

— Oi mãe, não é pra tanto tá! — eu digo ainda olhando para a TV — o filme já está acabando daqui a pouco conversamos — eu digo ainda olhando a TV — quando terminar aqui eu vou ao seu escritório.

— Tudo bem — ela disse e saiu da sala, dei um suspiro e terminei de assistir o final do filme, assim que acabou eu decidi resolver isso logo. Saí da sala e fui até o escritório de mamãe, bati na porta — Entre!

Entrei no escritório, e a encarei — O que você queria conversar?

— Bom primeiramente eu queria te pedir um pouco de paciência — disse minha mãe me encarando — Nora, eu vou ter que viajar dois meses, para resolver um caso e esse assunto com Hank vai ter que esperar — ela me encara e desvia o olhar — Não posso te esclarecer tudo agora, pois já estou de saída — ela se levanta e para na minha frente — Prometo que quando voltar nos três vamos conversar, ouviremos o que ele tem a dizer, e depois eu vou ter uma conversa com você — ela diz me dando um beijo na testa — mas a única coisa que te adianto é, nem tudo o que eu ou ele dissermos é verdade — e saiu do escritório me deixando lá, pensativa.

Saí do escritório em direção à sala novamente, e me sento ao lado de Scott, então minha mãe vai viajar. Bom vou ter a casa só para mim — e para Scott é claro — então vou aproveitar. Minha mãe desce as escadas com as malas em suas mãos e as deixa ao lado da porta de entrada.

— Bom crianças eu já vou, o táxi já está aguardando — ela diz vindo em nossa direção — cuidem-se bem e Nora vamos nos falar todos os dias tudo bem? — eu acenei afirmando — Bom Nora, antes que você faça como da última vez, eu deixo você fazer uma festa, como Scott está aí eu sei que você vai se cuidar — ela dá um beijo em minha testa e na de Scott — se cuidem meus amores — e saiu em direção ao táxi.

— Enfim sós — eu disse dando um sorriso — O que vamos fazer agora?

— Jogar Devil My Cry 3 — diz Scott ligando meu Xbox 360 — eu primeiro.

— Agora você falou minha língua! — eu digo me deitando em seu colo, enquanto ele começava a jogar.

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Gente vocês não sabem como minha semana passou chatíssima! Isso mesmo CHATOOOOOO. Bom vou resumir para vocês não perderem nada, Hank veio todos os dias a minha escola para tentar falar comigo, e eu todas às vezes “fugi”, mas na sexta não aguentei mais e disse a ele o que minha mãe tinha dito, que quando ela voltasse, nós três iríamos conversar, ele aceitou e tomará que na segunda quando eu for para a escola ele não esteja lá na saída.

Essa semana também, Marcie deixou de frequentar a mesa — o que por mim foi muito bom — Patch ficou sem ir um dia e depois voltou normalmente a frequentar nossa mesa, eu e ele trocamos somente palavras necessárias — por minha parte é claro — Patch sempre tenta ficar a sós comigo, mas sempre consigo escapar. Também me aproximei um pouco mais de Traves, comentei com ele que estava querendo dar uma festa e se eu fosse mesmo, ele estava convidado, pelo jeito calado dele, quase nunca conversamos, mas também toda vez que me vê parece que quer me comer — no sentido figurado da palavra.

Agora aqui estou eu, procurando uma roupa para ir ao shopping com Vee. Como está calor, optei por um short curto — mas nada vulgar — preto, com uma regata rosa colada ao corpo, coloquei meus all star clássico, peguei uma bolsinha transversal que eu tenho na cor preta, coloquei meus documentos e dei um jeito no cabelo, fazendo um coque mal feito, dando um ar de despojado e moderno. Desço as escadas e encontro Scott e Vee conversando.

— Bolinha — eu digo chamando sua atenção — cuidado com meu bebê, sim? — eu digo séria — já estou de saída, quando estiver voltando eu te ligo — dou um beijo em sua testa, aproveitando enquanto ele está sentado — se divirta sim. — e saí em direção à porta escuto Vee dizer um tchau bolinha e ele responder um tchau rosquinha e entramos no carro — Vamos Vee?

E saímos em direção ao shopping. Scott pediu meu carro para resolver uns problemas com suas coisas na casa de um amigo, segundo ele, esse amigo ameaçou jogar tudo fora então ele foi buscar para guardar em minha casa. Vee dirige o mais rápido que o Neon permite e depois de 50 minutos estamos no estacionamento ao ar livre do shopping.

— Nora, vamos que minhas compras me aguardam — ela diz sorrindo bobamente e eu somente aceno positivamente — Vamos primeiro nessa daqui — ela diz me puxando para uma loja de roupas importadas e caras.

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Mano Vee vai me matar assim! Nesse momento estou sentada nesses bancos que ficam no meio do shopping, pois Vee foi guardar as compras pela terceira vez. Logo vejo aquela cabeleira loira se aproximando.

— Vee, vamos comer sim? — eu pergunto com os olhos de gatos de botas.

— Vamos Nora — ela diz me puxando pela mão — Vamos comer onde?

— No Burguer King — eu disse assim que entramos na praça de alimentação. Encaminhamos-nos até o balcão e fazemos nosso pedido, logo pegamos os mesmos e nos sentamos para comer, comemos em silêncio a maior parte do tempo — Vee daqui vamos fazer algo ainda? — eu pergunto comendo uma batata-frita.

— Não, estava pensando em ir embora — ela diz tomando um pouco de refrigerante — Te deixar em casa e depois mostrar minhas novas aquisições a minha mãe.

— Bom porque ainda são 16h31min e eu quero ver a maratona da 6º temporada de Supernatural, que vai passar na TV — eu digo terminando de comer minhas batatinhas — vamos — digo assim que Vee termina de comer.

Dirigimos-nos para a saída onde Vee e eu sempre estacionamos nossos carros, por ser mais afastado aquele local quase sempre é vazio e nossos carros ficam sempre em um local mais afastado dos outros motoristas malucos, pois é minha gente, vira e mexe tem uma batida nesse estacionamento.

Andamos mais um pouco e não tem ninguém perto de onde Vee e eu estacionamos, eu acho ótimo, pois assim ninguém bate em nossos carros. Quando estamos nos aproximando do Neon eu percebo que não estamos sozinhas. — Vee — eu chamo sua atenção — corre para o carro e não saí de lá — mas quando Vee ia correr eu sinto alguém me segurando e Vee foi arremessada contra uma parede — VEE! — olho em volta e vejo que estamos em muita desvantagem são 10 contra 2 e Vee não sabe lutar então está quase para 10 contra 1 — Quem são vocês — eu pergunto tentando me puxar.

— Não te interessa! — diz um homem com uma aparência muito estranha, ele parece ser cego e sua pele muito branca, suas vestes são gastas, mas não estão sujas, na verdade está muito limpo, ele olha para mim e depois para Vee, mas como ele sabe onde estamos? — Você é Nora?

— Sim — eu respondo receosa, mas não posso por Vee em perigo maior — Vee você está bem? — ela assentiu se levantando — O que vocês querem?

Eles nada dizem e o que me segura simplesmente me solta, por um momento eu pensei que estávamos livres, mas até ver o que me segurava avançar para Vee com uma adaga nas mãos. Vee olha assustada para ele e tenta correr, mas o mesmo a alcança antes e passa a adaga por suas costas de raspão, mas tira sangue.

Vee dá um grito de dor, eu corro para o mesmo e pulo em suas costas, o derrubando no chão, eu acho que só nesse momento os outros se lembram de mim e acabam avançando em nossa direção. Consigo pegar a adaga da mão daquele ser estranho e a olho. A adaga tinha sua folha toda desenhada com varias pontas para cima, como se fossem cerras, ela era toda prateada e tinha um cabo desenhado também em prata, enfio a adaga no mesmo cara de que eu peguei e o mesmo faz uma cara de dor, mas muita dor e caí.

Aí aconteceu tudo muito rápido, senti várias laminas me cortando ao mesmo tempo, no rosto, nas costas, nos braços e pernas, uma pegou também em meu abdômen pelo lado direito, Vee estava um pouco longe, mas também foi acertada, nada muito grave, o que me dá grande alívio, começo a arfar pela dor provocada pelos cortes.

— Quem são vocês — eu pergunto e levo um chute na perna que me faz cair — O que vocês querem?

— Não interessa quem somos Nora e nem o que queremos — diz o mesmo cara que perguntou meu nome, ele se aproxima novamente e se abaixa ao meu lado, pega sua adaga e passa pela minha bochecha arrancando mais sangue — Você ainda vai sofrer querida! — mas no impulso Deus sabe de onde eu me levanto e pulo em cima dele — Sua desgraçada! — ele diz raivoso.

— Acho que é você quem vai sofrer — peguei a adaga e passei pelo seu braço, mas de repente sou lançada contra a parede com muita força, bato também a cabeça que na mesma hora lateja. — Ai! — eu digo quando caio sentada no chão, logo o mesmo cara me pega pela regata e me levanta, ele me dá dois socos no queixo, o que faz com que minha boca sangre. Agora eu tenho certeza, eles sabem que eu sou uma Nefilim. Ele me dá uma joelhada no rosto, depois soco na boca do estomago e me larga, eu caio curvada sobre o chão.

— Isso é só o começo — ele diz e guarda a adaga dele, já que a que eu “roubei” eu seguro fortemente devida à dor — Nós voltaremos Nora, você verá! — e se foram da mesma forma em que apareceram.

Levantei-me com muita dificuldade e fui até Vee que estava escorada à parede, não muito machucada, agora eu estou fodida e estou sentindo que vou desmaiar logo. Guardei a adaga na lateral de meu short, entre o tecido e a pele — Vee — eu digo com um fiasco de voz e ainda cuspindo sangue — você está bem? — ela assente positivamente — Vamos, me leva até o carro minha visão está ficando turva — Vee caminha até o carro me escorando, estou toda suja de sangue. Vee abre a porta do Neon e eu me sento me acomodo da melhor maneira possível e Vee entra no carro — Me leve até o Cam — eu disse e logo depois fui tragada para a inconsciência.

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Abri os olhos no mesmo momento em que Vee estacionou o carro em frente à casa de Cam. Vee me olha e eu vejo que ela está mal também, Vee não está acostumada à dor.

— Vee — eu disse fechando os olhos devida à dor — você me perdoa? Eles estavam atrás de mim e você acabou se machucando por minha causa e isso eu não perdoo.

— Raio de Sol — ela diz dando um sorriso fraco — você me defendeu e é isso o que importa — ela me analisa — Nora olha o seu estado e olha o meu, isso não é nada comparado a você — ela abre a porta do carro — Você está toda cheia de cortes, seu rosto está horrível de inchado e com um corte nos lábios, você não consegue andar não é? — balanço a cabeça negativamente e me arrependo no mesmo instante faço uma cara de dor — Já volto.

Continuo de olhos fechados enquanto Vee sobe as escadas do apartamento de Cam, sei que ele vai surtar, mas ainda estou muito fraca, se não eu mesma ia andando. Não se passou nem dois minutos e Cam aparece aflito a minha frente, alias ao meu lado e só sei que ele chegou, pois o mesmo dá um grito que me assusta.

— NORA! — ele abre a porta do Neon com tudo e o mesmo protesta com um rangido de lataria sendo amassado — O que ouve com você?

— Não sei Cam — eu digo enquanto ele me pega no colo ainda estou um pouco tonta e cansada — Devagar, por favor — eu digo quando sinto meu corpo protestar — Cam a única pista que eu tenho é essa adaga — tiro a mesma da lateral do meu short e levanto-a na altura de seus olhos e ele arregala as esmeraldas brilhantes — Você sabe algo não é?

— Nora, vamos cuidar de você primeiro — ele diz entrando em seu apartamento e me assusto ao ver que Patch também está lá, ele se espanta ao ver meu estado, assim como Luce — que já tratava dos ferimentos de Vee — ele se levanta e vem em minha direção, fico tensa no colo de Cam — Nora, vou te deitar no sofá, precisamos fazer os curativos.

Cam me deita no sofá e eu protesto no mesmo instante — Ai Cam! — ele me pega de novo e me põe em pé, usando seu corpo como escora — Espera — eu digo tirando a regata e ai ele vê o ferimento em minhas costas e abdômen — está doendo muito Cam. — minha visão começa a ficar turva, mas resisto.

— Nora, como esse ferimento foi feito? — pergunta Patch analisando minhas costas — e essa cicatriz?

— Isso não é hora de ficar vendo minhas cicatrizes Cipriano, outro dia quem sabe eu te conto — dou um bocejo devido ao cansaço — foi com essa adaga — eu digo a levantando em minhas mãos, Luce e Patch olham espantados — Acabei pegando dos carinhas que nos atacaram.

— Carinhas? — pergunta Luce — foram mais de um?

— Foram 10 Luce — diz Vee vestindo uma roupa de Luce — Nora saiu assim machucada porque veio me defender.

Minha visão fica escura de repente — Cam — eu digo sentindo meu corpo mole e caindo ajoelhada no chão — Acho que vou desmaiar de novo — e depois não vi mais nada.

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Acordei com a cabeça no colo de alguém, e esse alguém acariciava meus cabelos constantemente. Tentei me virar, mas meu corpo protestou devido à dor, abri os olhos lentamente e me deparo com vários olhares sobre mim e estou com a cabeça no colo de... Luce? Tento me levantar, mas minhas costas doem.

— Calma Anjo — Patch diz tentando me acalmar — Já está tudo bem, fizemos seus curativos e quantos cortes em...

— Eu sei — eu digo — Cam a Vee já te contou o que aconteceu? — ele assentiu — Bom não está na hora de me contar?

— Bom eles são conhecidos como “Os Parias” e eles não são nem anjos e nem demônios, nenhum dos lados os quiseram. — ele me olha de maneira séria — mas o que eles querem com você eu não sei — ele parece pensativo — Nora tome muito cuidado daqui pra frente sim? — ele diz e dá um sorriso — O irmãozão aqui estava e está preocupado com a minha irmãzinha!

— Desculpa pessoal, eu não queria preocupar ninguém — eu digo tentando me sentar de novo, mas meu corpo dói — Luce, você pode me ajudar? — ela me ajuda a levantar e a me sentar e meus ferimentos ardem — Luce, porque meu corpo ainda não tá completamente curado? — percebi que meu rosto não estava mais tão inchado e que o corte dos lábios já curou.

— Nora aquela arma é feita para ferir Anjos já que não podemos morrer — diz Patch olhando para a adaga em cima da mesa de centro — mas as suas feridas já estão muito mais curadas que as de Vee, ela não aguenta se sentar por muito tempo, é sempre em pé ou deitada — ele me analisa — Onde dói?

— No abdômen e na perna esquerda — eu digo analisando as outras feridas já quase curadas — Vee está dormindo? — Luce assente — Hum... Ai meu Deus — eu digo me levantando com tudo.

— O que foi Nora? — pergunta Cam assustado.

— Scott... — arregalo os olhos — Cadê meu celular? — começo a andar que nem uma louca pela casa de Cam a procura de meu short — sim também estou com uma roupa de Luce — o encontro jogado atrás do sofá, olho o visor e me assusto 29 chamadas perdidas — Ai meu pai! — eu começo a tremer, é hoje que eu morro de verdade.

— O que foi Anjo? — pergunta Patch sem se aproximar, pois Cam está o olhando seriamente.

— Vou morrer hoje naquela casa e o pior, não tem testemunha... — sento no sofá derrotada — se eu sumir me procurem no quintal de casa, porque Scott vai me matar.

— Nora não to entendendo nada — diz Cam se estressando — dá para falar de uma vez?

— Scott não sabe onde eu estou, só sabe que eu saí com Vee — dou um suspiro — ele me ligou 29 vezes, mas como meu celular estava no silencioso vocês não ouviram — fecho os olhos e dou um sorriso — e a parte do assassinato e da falta de testemunha vocês já sabem... Eu estou dois meses sozinha em casa com Scott, na parte da manhã tem Dorothea, mas a essa hora ela já foi a muito tempo.

Patch me olha de forma estranha e resolvo ignorar. Meu celular toca novamente e adivinhe quem é? Quem disse Parnell acertou. Dou um suspiro — Bolinha meu amor tudo bem? — digo assim que atendo.

Bolinha meu amor é o escambau Nora! — ele grita no telefone — Onde é que você está?

Cam toma o telefone de minhas mãos — Scott, sou eu — ele diz de forma séria — Nora está aqui em casa, não se preocupe, daqui a pouco eu a levo aí tudo bem? — Scott responde algo que Cam somente diz um sim e continua a ouvir — Como assim te seguiram? — ele continua a escutar — Procurando por Nora, é de se imaginar... Você estava com o carro dela não é? — ele responde algo novamente — Bom quando ela chegar aí vocês conversam. Falou — e desligou. — Nora Scott tem que saber a verdade. — somente dou um suspiro e afirmo — Vem vou te levar embora.

— Cam pode deixar que eu a levo — diz Patch se aproximando — eu já estava indo mesmo.

Cam me olha por um instante — Tudo bem irmãozão! — eu digo dando um sorriso e disse em sua mente “Não se preocupe Cam, eu sou forte lembra?”, Cam dá um sorriso de canto e me responde “Nora eu sei e é isso que eu admiro em você! Então tudo bem, deixarei ele te levar”. — Bom eu já vou então. Vamos Cipriano? — ele assente — Tchau Luce, cuide de Vee, sim? — ela assente e depois eu saio da casa de Cam.

Caminho com Patch até o Jeep e logo entro no mesmo. Patch entra e dá a partida e começa a dirigir pela estrada não muito rápido, logo estamos próximos a minha casa e quando menos espero Patch para em frente a mesma.

— Obrigada por me trazer Cipriano — eu digo agradecendo e quando fui abrir a porta ele me parou — O que foi?

— Quero te pedir desculpas por tudo o que te fiz passar Nora — olho para ele confusa e sem entender nada — E eu nunca namorei com Marcie, foram somente dois ou três beijos, só isso — ele me olha de forma penetrante — entendeu?

— Patch eu já te disse que você não tem que me dizer nada — eu digo, mas no fundo fiquei feliz em saber — Somos amigos se lembra? Nada mais que isso... Bom agora me deixa enfrentar a fera chamada Scott Parnell — dou um sorriso e abro a porta — Até segunda... — e caminho em direção a porta, quando estou prestes a entrar eu tenho certeza que escutei Patch sussurrando em minha mente “Mas eu não vou desistir Anjo”, mas como não passou de um sussurro acho que é imaginação minha, vou até a sala e vejo Scott com uma expressão preocupada — Oi Bolinha.

— Oi Nora — ele diz batendo a mão ao seu lado no sofá — Vem aqui. — eu me sento ao seu lado — Nora o que está acontecendo?

Dou um suspiro “Será que ele vai acreditar?” — Scott está acontecendo algumas coisas envolvendo a mim e aos outros, que eu não sei explicar o porquê ainda... — olho para ele e o mesmo me encara — Está vendo esses ferimentos? — pergunto mostrando os braços a ele — eles foram feitos hoje à tarde e já estão quase curados está vendo? — ele assente — Tudo isso é possível porque eu sou uma... — parei e dei um suspiro, mas antes de continuar Scott me corta.

— Nefilim — não passou de um sussurro. Ele me encara sem entender nada e dá um suspiro — Raio de Sol, eu também sou um Nefilim — eu me espanto e não entendo mais nada — Eu vim para cá fugindo de alguns Anjos que queriam que eu fizesse um juramento a ele e eu não tive alternativas, mas não esperava que você também fosse uma Nefilim — ele dá um suspiro — estamos em perigo Nora!

— Não estamos Scott — eu digo o fitando séria — minha mãe também é uma Nefilim, Vee também — ele arregala os olhos — Scott, tem mais uma coisa que você tem que saber — me sento de frente para ele no sofá — Cameron, Lucinda e Patch são Arcanjos. Eles disseram que qualquer coisa é somente falar que já pertencemos a eles, que somos seus vassalos entende? — ele dá um suspiro aliviado e assente — Fico feliz de saber que você também é um Nefilim, mas Scott — eu digo e desvio o olhar — eles estão atrás de mim e não quero que nenhum de vocês saiam feridos novamente... Eu estou pensando em me afastar por um tempo — dou um suspiro.

— Nora eu não vou te abandonar! — ele diz pegando em minha mão — você é a minha irmã de outra mãe, você é minha irmãzinha Raio de Sol! — ele me dá um beijo na testa — vamos sair dessa juntos.

Dou um sorriso para ele — Sim! — dou um abraço nele — Scott já vou subir para dormir, está muito tarde e eu estou toda fodida — dou um sorriso e subo as escadas, assim que chego a meu quarto pego uma camiseta preta que uso para dormir, uma calcinha também preta e vou tomar um banho rápido. Coloquei minha roupa e logo me deitei dando graças a Deus que amanhã era domingo.

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Sábado novamente. Hum, você deve estar se perguntando, mas como assim sábado? Não era para ser domingo? Deixa a Raio de Sol aqui explicar... Já passou uma semana que foi um tédio — ENORME TÉDIO! — mas vou fazer um resumo para vocês. Domingo, fiquei o dia inteiro em casa com Scott, alternávamos entre meu quarto e a sala, mas passamos a maior parte na sala, na segunda contei a Cam, Luce, Vee e Patch — sim Patch, ele agora não saí mais de perto de mim, até passou a se sentar comigo, mas quase nunca converso com ele — que Scott é um Nefilim, eles ficaram bem espantados, mas Vee ficou tão feliz que desconfio de algo.

Na terça comecei a comprar as coisas para a minha festa que é hoje — sábado — com a ajuda de Vee, na quarta convidei o pessoal da sala e alguns amigos de fora da escola, também convidei o deus-grego de Traves e esse ficou muito feliz — a maneira dele é claro — pelo meu convite e disse que com certeza viria, na quinta fui atrás das bebidas e muitas bebidas, ontem — sexta — comecei a arrumar a decoração da minha festa e hoje estamos terminando — sim é isso mesmo estamos, pois estão aqui em casa Cam, Scott — mas é claro — Vee, Luce e Patch.

A decoração era nas cores vermelha, branca e preta. Tinha alguns panos brancos presos à parede e ao teto, coloquei algumas mesas pela sala — pois tirei todos os moveis e foram para no escritório de mamãe — com toalhas pretas e uma fita vermelha com um laço, prendendo o pano a mesa, em cima da mesa tinha um vaso de mais ou menos 15 cm com rosas vermelhas em volta e ao centro duas rosas brancas, tinha por volta de 15 mesas espalhadas pela sala e quintal, então tem em volta de 15 vasos e claro todos estão colados com muita cola quente.

A iluminação conta com Luz Negra, laser verde, um estrobo — aquele que faz efeito de câmera lenta — uma máquina de fumaça, duas iluminações em LED nas cores amarela e azul. No meio da sala tinha um tapete de lona enorme na cor preta, ele simulava mais ou menos onde seria a “pista de dança”, tinha duas caixas de amplificador conectadas ao meu notebook, na cozinha estava outra mesa, aliás, outras duas mesas, ambas com as toalhas vermelhas com um pedaço de pano branco em cima aberto em forma de losango ao centro com uma fita preta fazendo um laço, uma estava arrumada com a comida — que se diga de passagem era muita comida e era a mesa maior — e a outra está com as bebidas, com várias garrafas, tinha Jack Daniel’s, Bacardi Big Apple, Absolut Vodka, Red Label, tinha também Heineken, muita Heineken, todas elas dentro de enormes baldes cheios de gelo. Tinha também refrigerante, tinha Coca-Cola, Fanta, Guaraná Antártica, Pepsi e Soda, tem gente que não bebe ué.

— Terminamos Nora, agora vamos nos arrumar, até daqui a pouco — disse Vee saindo com Cam, Patch e Luce logo atrás. Logo, logo o pessoal começaria a chegar. Subi para meu quarto e Scott foi para o dele se arrumar também. Fui tomar um banho relaxante e também lavei os cabelos.

Saí do banho e parei em frente à gaveta de peças íntimas, peguei um conjunto preto e de renda — a calcinha era de shortinho — vesti o mesmo e coloquei um short bem curto e justo que tinha, na cor preta, peguei minha agora inseparável adaga e coloquei no short.

Parei em frente ao guarda roupa e escolhi um vestido rosa bebê que no meio tinha outra renda preta com um laço também preto, vesti o mesmo e me olhei, é tá bom assim... Sentei-me a beira da cama e comecei a desembaraçar os cabelos os deixando soltos mesmo, fui até a sapateira e peguei um salto preto com rosa que eu tinha e que eu particularmente amava, terminei de me vestir, fiz uma maquiagem em tom rosa e preto, passei lápis de olho preto e um gloss rosa claro e segui para o corredor.

— Scott — eu digo seguindo para seu quarto e bato na porta — Bolinha já está pronto? — eu pergunto abrindo a porta. Scott vestia uma calça jeans azul escura, uma camiseta branca com gola em V, nos pés um all star todo preto. Ele me analisa por um instante e dá um sorriso bobo — está muito feio?

— Você está linda Nora! — ele diz se aproximando e me dando um beijo na testa — Vamos descer? — aceno positivamente — Vamos ter dor de cabeça hoje — ele sussurra e eu não entendo direito.

— Oi?

— Não é nada — e descemos as escadas. Scott vai até a mesinha onde está meu notebook e seleciona a pasta de músicas para festa que eu já tenho criada há algum tempo. Logo começa uma música alta e envolvente, a porta está aberta e por ela passam Vee, Luce, Cam e Patch — Olá pessoal — Scott diz cumprimentando a todos — Vocês também estão lindas meninas — elas coram. Vee usava um vestido rosa com preto e um sapato de salto cor de rosa. Luce usava um vestido vermelho bordô estilo lolita e um salto rosa com renda preta.

— Obrigada — dizem juntas.

— Anjo você está muito linda — diz Patch me analisando milimetricamente — Vai chamar muita atenção.

Finjo não ouvir o que ele falou e logo os convidados começam a chegar, logo já estão todos dançando e bebendo, eu vou é comer primeiro, como alguns salgadinhos e um pedaço da baguete de lanche natural, agora sim, vou e encho um copo com Jack Daniel’s e viro de uma vez, desce queimando em minha garganta, dou um sorriso e encho o copo novamente.

A festa rola solta e já está bombando, de vez em quando eu percebo Patch olhando para mim e logo trato de fugir de seu olhar. A festa começou 19h30min e já são 23h30min, a maioria das pessoas estão começando a ir embora, deve ter ficado em torno de 15 pessoas, estou dançando quando sinto alguém colocando a mão em minha cintura, me viro assustada e me deparo com orbes verdes escuras me fitando com um sorriso de canto.

— Você está linda Nora — Traves diz e passa a mão pelo meu rosto — Nunca imaginei te ver de salto e de vestido, e adivinhe, é a visão mais linda do mundo — ele dá um sorriso de canto.

— Muito obrigada Traves — eu digo dando um sorriso — Faz tempo que chegou? — ele acena negativamente — já sei está só de passagem e só veio para não me fazer desfeita?

Ele dá um sorriso de canto — Sim Nora — ele me olha intensamente — e para isso também. — Não tive tempo de perguntar o que, pois sinto meus lábios serem tomados em um simples selinho, logo sinto sua língua pedir passagem para a minha boca e eu cedo. Sua língua invade minha boca explorando cada canto dela, ele se aproxima mais e enlaça minha cintura e eu seu pescoço, ele continua a me beijar de modo quente e muito sensual, quando estamos quase terminando sinto uma coisa ruim, uma aura maligna a minha volta e um olhar constante, Traves termina o beijo me dando um selinho demorado — Agora eu preciso ir Nora. — ele me dá um beijo na testa e saí.

Fico atordoada com o beijo de Traves e também quando percebo o olhar de raiva que Patch me lança, Luce e Vee viram o beijo também e quando eu começo a andar em direção à saída de casa elas me seguem. Patch fala comigo com o poder da mente “Precisamos conversar Anjo”. Eu dou um suspiro e continuo andando “Anjo, não me ignore”. Continuo andando e respondo o mesmo, vai que ele me deixa em paz “Não temos nada para conversar Patch” e chego ao jardim, percebo Luce, Cam, Vee e Scott logo atrás de mim e Patch bem mais longe, mas também seguindo em minha direção “Anjo...” ele não conseguiu terminar, pois eu dei um grito assustada.

— O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?? — eu grito apontando para o mesmo cara que me bateu — Cara me deixa em paz! — eu estava realmente nervosa e eu não posso ficar muito nervosa, pois eu surto.

— Mas eu te avisei Nora — ele diz dando um sorriso de canto que se diga de passagem muito estranho — Avisei que era só o começo e avisei que voltaríamos — ele me analisa — Vejo que já se recuperou bem dos cortes que nós fizemos, mas podemos fazer outros — ele avança em minha direção e Cam entra na frente.

— Scott, expulse todos daqui! — Scott saiu correndo em direção a casa e logo o som some — Então foi você que feriu Nora e Vee? — ele assentiu e me olha em deboche — Você vai pagar! — Cam avança em direção a ele, mas de repente surgem mais catorze deles.

— Estão errados! — ele diz e os outros avançam. Nesse momento Scott volta e vê aquele monte de Parias sem entender nada. Eles avançaram para atacar todos os presentes, um focou em Scott, um em Vee, dois em Luce, três em Cam e três em Patch, e adivinhe só, cinco — isso mesmo meu povo C-I-N-C-O em mim — Você é minha Nora. — Todos nós estávamos desviando e não sendo acertados na medida do possível.

Minha raiva já estava nas alturas. Como ele ousa atacar em minha festa? Como ele ousar querer acabar com meu sossego? Vejo que Vee leva um soco e isso foi à gota d’água. Dou um grito e todos param, meus olhos estão se cerrando contra minha vontade e eu já sei o que é: uma crise nervosa com um ataque de fúria. Pego a adaga que está me minha cintura e tiro meus saltos, os cinco que tinham focado em mim se assustaram com meu grito e se afastaram. Olhei para eles com um olhar psicopata e disse — Melhor correr enquanto podem — e corri tão rápido para cima deles que nem me importo com isso.

Com a adaga vou acertando eles em vários lugares, também vou dando socos e chutes, eu acabei pegando mais uma adaga de um dos bocós que estavam me atacando então com duas fica melhor. Continuo atacando os mesmos, os cortando profundamente em vários locais e só uma vez um consegue me acertar, o que faz com que minha raiva aumente, derrubo todos com um corte no peito, um corte bem profundo, sei que não vão morrer só irão sentir muita dor. Corro até Vee e enfio as adagas nas costas do Paria que a atacava e antes de tirá-las as giro dentro de seu corpo o que faz com que o mesmo dê um grito em pânico.

Olho em volta e os cinco que eu estava lutando estão agonizando no chão, mais o da Vee. Ainda tem o que está atacando Scott, Patch, Cam e Luce. Os deles já estavam bem mais feridos. Aproximo-me de Scott e o ajudo com o Paria que o atacava, enfiei a adaga em seu peito também, cortando profundamente, saio em direção a Luce que lutava contra os dois e quase não se machucou, mas dava para ver que o plano deles eram cansá-la, me irritei mais ainda com isso.

Corri muito rápido pra cima deles, eu pulei nas costas de um que não esperava minha aproximação e nós dois caímos rolando no chão, eu acabei ficando por cima e ele por baixo, mas o que me tirou do sério de vez foi quando ele passou a mão em minha coxa, comecei a socá-lo no rosto com as duas mãos, dando cruzados com toda minha força, seu rosto já estava ficando desfigurado quando sinto mãos fortes me puxando, era Scott — Nora, sou eu — ele diz parando meu soco, pois estava cega de raiva e não diferenciando nada — Já passou calma tá — ele diz me sentando no chão e acariciando meu cabelo — Calma Nora, você tinha prometido não perder mais o controle! — ele diz preocupado.

— Eu sei me desculpe — eu disse me levantando e olhando os outros, eles já tinham parado de lutar e os outros Parias estavam pegando os feridos, nem sei de onde eles surgiram — EI! — eu grito quando vejo que eles iam pegar o que me bateu no estacionamento corro em direção a ele com a adaga na mão — ELE NÃO! — ele se assusta e foge o deixando para trás, me aproximo e me abaixo ao lado dele — Você me dará respostas! — eu digo e dou um soco em seu rosto — Como você me disse aquele dia — passo a adaga pelo seu rosto tirando sangue — Isso é só o começo — eu dou um sorriso sarcástico — O que você quer comigo? O que você sabe? — pergunto o pegando pelo colarinho de sua camiseta.

Ele dá uma gargalhada — Nora Grey, você é uma comédia, completamente diferente do que me falaram — ele me olha desafiador — A única coisa que eu sei é que, sua cabeça está a prêmio Nora.

Eu arfo e o solto deixando cair com tudo no chão. Então é isso, minha vida corre perigo?

Notas finais
*Sapato Vee: (http://agrandediferenca.com.br/wp-content/uploads/2012/02/sexy-rosa.jpg). Bom gente, não sou muito boa com lutas, mas me empenhei em fazer o melhor u.u espero que ela tenha agradado... Se não gostarem de algo digam sim? Bjos babys, até a próxima *-*