Notas iniciais
Oiii Babys como estão? Consegui terminar mais um capitulo, esses dias que Nyah ficou em manutenção aproveitei para dar continuidade nos capítulos *-* Queria dar as boas vindas as JF25 e Miss B, sejam muito bem vindas a minha humilde fic ♥ Boa leitura e até lá em baixo *-*

Estou sentada na beira da minha cama, olhando para as portas do meu guarda-roupa abertas e quase pedindo para uma roupa pular de lá e me vestir por milagre... Vocês devem estar pensando o que essa Nora tem? Ela surtou de vez? Pois bem meus amigos e minhas amigas eu vou contar para vocês.

Flashback On:

Ai meu Deus, essa escola está a cada dia mais chata e mais insuportável. Estou sentada em meu lugar no fundo da sala — ainda continuo forever alone — e o professor está dando uma aula sobre as importâncias dos vegetais em nossas vidas, todos nós sabemos da importância que eles têm em nossas vidas, mas não precisa ficar duas horas falando disso!

Dou um suspiro cansado e volto a fazer rabiscos em meu caderno, eles estão mais interessantes do que essa aula chata. O sinal bate e começo a enrolar para um ser vestido todo de preto saia da sala junto de sua fiel escudeira. Logo eles saem e eu me dirijo ate a mesa de Vee e Scott.

— Vamos? — eu pergunto e ambos levantam o olhar para mim — O que foi?

— Nora pode ir à frente — Vee diz com um olhar preocupado — Estou terminando meu trabalho com Scott, o da próxima aula — ela termina de dizer envergonhada.

Explodo numa gargalhada — você não fez o trabalho? — ela me fuzila com o olhar — Tudo bem meus amores, eu estarei esperando vocês lá — dou um sorriso safado — Mas não demore posso interpretar errado...

— NORA! — os dois gritam e eu saio correndo rindo que nem uma louca.

Depois de parar com minha crise de risos vou caminhando em direção ao refeitório, mas sou parada por uma mão que segura em meu braço.

— Nora — uma voz rouca e grave se dirige a mim e como não reconhecer uma voz grave daquelas? — Posso falar com você?

— Pode sim Traves — eu digo dando um sorriso — O que você quer falar comigo?

— Na verdade eu queria te fazer um convite — ele diz com um jeito frio e com um olhar igualmente frio, mas não sei por que sinto que ele está sendo gentil comigo — Você aceita ir ao cinema comigo no domingo?

Opa espera aí, esse Deus grego está me convidando para sair? No domingo... Bom posso aceitar, até porque faz tempo que não tenho muito lazer e cinema é sempre bom, quem não ama cinema?

— Cinema? — eu faço uma cara de pensativa — No domingo... É pode ser... — eu digo e depois abro um sorriso — Vou sim, assim quem sabe não ficamos amigos não é mesmo?

— Sim Nora — ele diz dando um sorriso de canto — eu quero muito ser seu amigo. — ele olha para um ponto acima da minha cabeça e depois me olha — antes de irmos ao cinema queria ir a um parque de diversões que tem aqui perto o Delphic — ele dá um sorriso de canto — então as 14h00min nos encontramos aqui na porta da escola — e saiu.

Fiquei parada olhando por onde ele seguia, vou ter um “encontro” com Traves.

Flashback off

Isso foi na segunda, então amanhã faz uma semana, não contei a ninguém sobre esse encontro, pois Cam é um irmão muito ciumento e Scott também é... Decidi contar depois de acontecer... Bom como vamos a um parque antes de irmos ao cinema, optei por uma calça jeans preta com uma camiseta regata branca longa na parte de trás com uma estampa de caveira e uma jaqueta de couro com spikes prateados na parte da dobra e com uma bota de cano médio de couro também preto sem salto, coloquei um anel escrito Love e um colar com uma guitarra com brilhantes, deixei meus cabelos soltos e fiz uma leve maquiagem, peguei minha bolsinha transversal e a coloquei saindo do quarto logo em seguida.

— Uau! — escuto essa exclamação e me viro para Scott — que ainda está na minha casa, pois a mãe dele ainda vai demorar a vir e ele meio que está morando aqui — que estava saindo de seu quarto — Raio de Sol, como você está linda! — ele diz depois de me analisar melhor — Mas, aonde você vai?

— Vou dar umas voltas por aí e não me siga — eu disse descendo as escadas, pegando o lanche que tinha pedido para Dorothea preparar antes de me decidir o que vestir — Amanhã você saberá o que eu fui fazer hoje.

— Só amanhã? — ele pergunta com um olhar nada amigável.

— Sim — disse terminando de comer, pego a chave do meu carro e dou um beijo na bochecha de Scott — Até mais tarde Bolinha. — e saí em direção à garagem.

Liguei meu carro e saí em direção à escola. Depois de 10 minutos estava estacionando meu carro ao meio fio em frente à escola. Desço do carro e me encosto-me ao capo do carro me pondo a esperar. Não se passa nem cinco minutos para um Camaro conversível vermelho com as listras pretas, e pelo modelo estamos falando de um ZL1 que chega até 317 km/h muito lindo cara.

— Olá — eu digo admirando o carro ainda — Belo carro em... — digo me aproximando — é um ZL1 não é?

— É sim — ele diz levemente surpreso.

— Nossa que massa! — eu digo dando pulinhos no lugar — ele de fabrica atinge velocidade máxima de 317 km/h, imagine com turbo e nitro para quanto não vai? — eu disse e percebi o olhar curioso dele sobre mim, coro no mesmo instante — Me desculpe, eu me empolguei.

— Nora, você é mesmo diferente — ele diz e eu fico sem entender nada — Você sabe de carro e o que mais?

— Costumo correr com Cam... — eu digo analisando a unha que nessa uma semana aproveitei para ir a manicure estava precisando né, elas estão pintadas de preto — digamos que regularmente — dou um sorriso — e entendo um pouco de carro.

— Você aposta corrida? — balanço a cabeça em afirmativa e ele sorri — O que acha de apostarmos?

— Outro dia pode ser? — eu pergunto e seu sorriso some — é que eu não sei o caminho do parque e nem de lá para o cinema, mas podemos marcar para outro dia, que tal? — dou um sorriso.

— Tudo bem então — ele diz dando um sorriso de canto — Vamos? — eu aceno positivamente e ele segue para o carro dele — Me siga.

Entrei no meu carro rapidamente dando a partida logo em seguida, o seguindo. Andamos um pouco e eu nunca tinha vindo para esses lados. Logo ele entra em uma via de recuo na pista e segue pela mesma, começo a avistar uma montanha russa ao longe e logo estamos em um estacionamento, acabamos conseguindo duas vagas, uma ao lado da outra, paramos nossos carros e descemos nos encaminhamos à bilheteria do local, compramos os ingressos e entramos. O lugar estava cheio de adolescentes por todos os lados, começo a prestar atenção no local e parece ser legal.

— Aonde vamos Nora? — ele me pergunta com um olhar curioso.

— Quero adrenalina — eu digo com um olhar debochado — algo com velocidade ou com sustos...

— Então vamos à casa de sustos e depois na montanha russa — ele diz pegando em minha mão e seguindo em direção a uma casa grande e com aspecto de abandonada — Está pronta? — somente dou um aceno de cabeça — então vamos.

Entramos na casa e logo começa a gritaria, não de minha parte, é que entramos em grupos, são as regras. Assustei-me somente uma vez, pois uma pessoa surgiu em minha frente Deus sabe de onde e eu não estava preparada, Traves ao meu lado começou a rir, mas a rir mesmo e o tom de sua risada é tão lindo... Logo estávamos ao final daquilo.

— Bom Nora, você é corajosa — ele diz me puxando pela mão em direção a montanha russa — Agora vamos lá. — ele aponta para a montanha russa.

— Tudo bem — eu disse o seguindo, ficamos na fila alguns instantes e logo já estávamos no carrinho — Espero sentir adrenalina. — disse com um olhar desafiador.

— E irá — ele diz com um olhar enigmático.

Logo o carrinho começa a se movimentar e gente o que é isso? Essa montanha russa chamada O Arcanjo é muito foda, amei, sempre que possível virei aqui. Sai de lá com um sorriso enorme nos lábios. De lá fomos ao tiro ao alvo, carrinho de bate-bate, na montanha russa novamente e na roda gigante. Assim que saímos da roda gigante Traves chama minha atenção.

— Nora — ele diz e eu me viro para ele — vamos ao cinema? — ele olha o relógio — Já são quase seis horas.

— Vamos então — dou um sorriso ele pega na minha mão e segue para fora do parque, assim que saímos ele solta a minha mão — vai à frente que eu te sigo — ele somente assente e entra no carro.

Entro no carro e sigo ele até o Shopping, logo estacionamos, mas dessa vez ficamos em locais diferentes, ele em uma quadra e eu em outra, mas nada muito longe. Vamos em direção ao cinema e pegamos a fila. Ele escolheu um filme chamado Possessão que depois eu descobri ser estrelado pelo meu amado sogro John Winchester, que era o pai da menina que recebia obsessão. Fomos para a fila da pipoca — amo pipoca do cinema minha gente — vamos para a sala e assistimos ao filme.

Duas horas depois.

Saímos da sala de cinema e eu com uma cara engraçada eu tenho certeza. Sério esse filme é tenso. Bom logo nós nos encaminhamos para a praça de alimentação e fomos ao Burguer King. Assim que terminamos o lanche olho no celular e já são 21h00min e minha mãe já me ligou uma vez.

— Traves — eu chamei a atenção dele — queria agradecer o dia maravilhoso que você me propôs hoje — dou um sorriso — mas, como tudo que é bom dura pouco eu já preciso ir embora — mostro o celular para ele quando o mesmo começa a vibrar — minha mãe já está me ligando — me levanto e dou a volta na mesa dando um beijo em sua bochecha — Nos vemos amanhã né?

— Sim, nos veremos amanhã — ele diz me dando um beijo na bochecha também, bem próximo aos meus lábios — gostaria de agradecer também, faz tempo que não me divirto assim — ele me dá um sorriso de canto — durma bem Nora.

— Você também Traves — dou um sorriso — Tchau.

— Tchau.

Segui para o estacionamento e logo sai de lá. Em menos de 30 minutos estava em minha casa. Minha mãe logo apareceu de seu escritório e perguntou onde eu fui, falei por alto que tinha ido ao parque de diversões e ao cinema, ela mais nada me perguntou. Subi para meu quarto e tomei um banho, vesti meu pijama e desci para ver a reprise da 4º temporada de Supernatural. Assisti até terminar que foi por volta de meia noite e subi para dormir.

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Acordei com meu celular despertando, que saco ter que ir a escola, mas também quem mandou ir dormir tarde... Mas tenho uma justificativa, meus amores estavam passando ontem, os irmãos Winchester são uma perdição para mim e não consigo escolher um dos dois, simplesmente não dá. Agora entre os irmãos Salvatore eu prefiro sem sombra de dúvidas o lindo, maravilhoso e perfeito do Damon. Levanto-me sonolenta e vou fazer minha higiene matinal. Saio do banheiro e vou para meu guarda roupa.

Pego uma calça jeans azul clara e com uns rasgos na coxa, uma regata branca, maior na parte de trás com a frase “I’m Batmam” (Eu sou o Batmam) — homenagem ao meu amado Dean — coloquei minhas sapatilhas azul escuro, um anel com uma caveira e um colar dourado com um pingente roxo, deixei meus cabelos numa trança embutida. Desci as escadas e fui para a cozinha, encontrei mamãe, Dorothea e Scott tomando café eu murmurei um bom dia e comecei a comer. Logo terminei.

— Vamos bolinha? — eu perguntei me levantando — Te deixo dirigir hoje — dou um sorriso.

— Está falando sério? — ele pergunta com os olhos brilhando — Então vamos logo — e saiu em disparada para a porta.

— Tchau mãe, Dorothea — e sigo em direção à garagem — apressado a chave está comigo — digo destravando o carro e entrando no banco do passageiro — Toma a chave — entrego para ele.

Scott logo dá partida e com um sorriso enorme no rosto saí da garagem. Ele dirige em alta velocidade, mas não me importo estou acostumada a isso e eu confio em Scott, ele é como um irmão “mais velho” — apesar de termos a mesma idade — e eu amo ter ele por perto. Scott passa vários cruzamentos em alta velocidade, mas não crítico em nada, eu mesma faço isso. Logo entramos no estacionamento da escola e muitos olhares estão sobre nós, mas isso é o efeito do meu carro. Scott estaciona e desliga o carro.

— Parabéns bolinha! — eu digo descendo do carro — Não bateu, nem arranhou meu bebê — dou um sorriso e pego a chave de sua mão — Merece uma comemoração — digo andando para onde estão Vee, Luce, Cam e Patch — que esta sem sua fiel escudeira — que nos olham curiosos — O que vai querer? — pergunto assim que chegamos aos outros.

— Querer o que Nora? — pergunta Cam curioso.

— Onde o Scott vai querer ir para comemorar — eu digo dando um sorriso — por não amassar meu bebê.

— O QUE??? — gritam Cam, Luce e Vee. Patch e Scott nos olham assustados.

— Qual é o drama meu povo — eu digo revirando os olhos.

— V-Você deixou Scott dirigir? — pergunta Vee de olhos arregalados — Quem é você e o que fez com Nora — ela pergunta se aproximando e põe à mão na minha testa — você está com febre?

— Ai gente quanto drama — eu digo tirando a mão da Vee da minha testa — eu deixei sim Scott dirigir porque ele é de minha confiança — eu olho para os três — vocês falam como se eu nunca tivesse deixado vocês dirigirem — reviro os olhos.

— Justamente Raio de Sol — diz Cam me encarando — nós três fomos os únicos que dirigimos seu carro até hoje — ele dá um sorriso aberto — você não deixa nem sua mãe tocar nele.

— Scott e eu já aprontamos muito nessa vida, Vee sabe disso — olho para ela e dou um sorriso — ela também sabe que se tem alguém que eu confio cegamente, uma dessas pessoas é ele — olho para os outros e dou um sorriso — e claro vocês também. — olho para o estacionamento e vejo o Camaro de Traves entrando — vamos entrar?

Todos assentem e entramos na escola. Cada um indo para sua respectiva sala e lugares eu me sento e assisto à aula tranquilamente, matemática enche minha cabeça e não penso em mais nada a não serem números.

Logo bate o sinal e saímos da sala indo para o refeitório. Passo na cantina e compro um suco de laranja natural e vou me sentar aguardando meu pedido. Todos já estão sentados aqui agora, a fiel escudeira esta aqui também, ô chatice.

Enquanto eles estão conversando entre si, eu estava com um sorriso idiota na cara, afinal é sempre assim que eu fico quando o assunto é Supernatural minha série favorita, ainda mais ontem que estava passando aquela reprise da 4º temporada e passou o episódio Yellow Fever (Febre Amarela) aquele que Dean passa o episódio inteirinho com medo, ele se assusta ate com um gato, fala sério, um gato. Morro de rir só de lembrar-me do gritinho que ele dá ao ver o gato.

Sou tirada de meus devaneios por dois motivos: um meu suco chegou e dois uma Vee com um olhar mais do que pervertido.

— Hum gostei da camisa... Mas que sorriso bobo é esse Raio de Sol? — se eles estavam conversando param no mesmo instante e começam a prestar atenção em nós duas.

— Sorriso bobo Vee? — eu pergunto com um olhar sarcástico — não estava com um sorriso bobo nada Vee — dou um sorriso — e você sabe a influência que os Winchesters têm sobre mim.

— Ah sim... Mas é claro, lindos, gostosos e maravilhosos do jeito que são — ela diz sorrindo abertamente — mas pelo seu sorriso bobo, achei que você tivesse perdido a virgindade — e da de ombros. Eu que estava tomando meu suco natural, cuspi tudo, ainda bem que não tinha ninguém do meu lado, quase morri engasgada e os outros somente arregalam os olhos, não sei se pelo modo como a Vee falou, ou por eu ainda ser virgem, até Patch estava me olhando com uma cara de “tá brincando!”.

— O que?! — eu pergunto assim que consegui parar de tossir — Cala essa sua boca rosquinha! — eu digo ficando com raiva — Isso fala mais da minha virtude e quem sabe não a leiloamos e também grita mais eu acho que o pátio não escutou ainda, anuncia na radio também e posta no Facebook! — eu digo e depois dou um suspiro, a merda já foi feita mesmo — De onde você tirou isso Vee?

Quando Vee ia responder, foi interrompida por Marcie — Isso daí virgem? Se ela for minha mãe também é!

— Ao contrario de você vadia ruiva — diz Scott a encarando com um olhar mortal — Nora não fica competindo para saber em qual cama ela irá passar a próxima noite! — ele lhe lança um olhar frio — ela pode ter o jeito que for, mas é muito pura!

— Isso mesmo Millar — diz Cam também a olhando friamente — Nora não é desse jeito que você esta dizendo — ele continua a encarando — você não pode falar nada dela!

— Isso mesmo! — continua Scott — minha irmãzinha só ira fazer essas coisas daqui 20 anos! — sério mesmo que esse é o assunto? Quero morrer! — ou não...

— Nora será nossa princesinha, certo Scott? — pergunta Cam com um olhar nada amigável — Minha irmãzinha só terá o melhor cara ao lado dela! — ele para pensativo — Ixxi lascou Nora você vai morrer virgem, pois os únicos homens que prestam somos nós seus irmãos! — ele sorri — pelo menos estará segura!

— Já chega vocês dois! — eu digo me irritando — desde quando meus irmãos ficaram tão possessivos assim? — olha para Luce e Vee — e vocês duas não vão me defender? Vão deixar eles me tratarem assim?!

— Cam, Scott, Nora tem razão — diz Vee analisando a situação — Nora terá um namorado, talvez já até tenha... — ela deixou a frase morrer.

— Como assim?! — perguntam Cam, Scott e Patch num pulo.

— Nora teve um encontro esse final de semana — começou Vee e eu me pergunto como ela sabe disso — mais precisamente no domingo...

— Então por isso você saiu arrumada daquele jeito não foi Grey?! — eita! Tô lascada, ele me chamou de Grey — Toda arrumada. Cam eu devia ter suspeitado...

— Devia mesmo! — disse Cam com um olhar mortal para Scott — Com quem você saiu Nora?

— É bom vocês pararem de agir como irmãos ciumentos — eu disse lançando um olhar frio — e eu saí sim, fui ao Delphic e ao cinema com... — fui interrompida.

— Comigo — disse Traves, nem precisei me virar para saber quem é, reconheço aquele timbre de voz rouco e grave — e vim aqui para agradecer a ela pelo dia de ontem e conhecer os tão amados irmãos e irmãs do coração — ele dá um sorriso de canto — muito prazer!

— Muito prazer Traves — diz Luce e Vee.

— Eai — diz Cam e Scott.

— Olá Cipriano — sinto um frio na espinha, então os dois se conheciam mesmo.

— Hm... — ele diz somente.

— Bom Nora eu já vou, depois te mando mensagem — diz Traves já indo embora, mas volta me dando um beijo na bochecha — agora sim é tchau. — e saiu.

— Nora, abre o olho com ele em... — diz Cam com um olhar enigmático para mim — bom vamos voltar para a sala?

— Sim... — eu disse, mas escuto Carry On My Wayward Son e saio para atender, olho no identificador e está “Restrito”, mas quem será? — Alô?

Você terá uma surpresa se for até sua casa, daqui meia hora e não se atrase, você poderá perder algo importante sobre sua vida e sobre seu passado — e desligou. Era um homem, mas a voz estava meio distorcida e não consegui identificar se era novo ou velho.

— Raio de Sol? — pergunta Luce vendo minha cara de espanto — Quem é?

— Eu não sei, mas eu preciso ir para casa — eu disse me levantando e pegando minha mochila — Vee, pode levar Scott para casa? — ela balança a cabeça em afirmativa — Houve um imprevisto e eu preciso ir embora — dou um sorriso fitando as caras preocupadas que me olham curiosas — Não é nada grave meus amores... Depois conversamos... — dou um sorriso maior — Amo vocês, tchau!

E saí em direção ao meu carro. Logo entrei e liguei o mesmo, coloquei o som para tocar, estava tocando a música Everybody’s Fool da Evanescence. Saí pelas estradas com uma velocidade considerável, nada acima dos limites. Fui o caminho todo pensando em o que poderia ser isso, e se poderia realmente eu descobrir alguma coisa realmente relacionada ao meu passado.

Mas o que será que poderá ser isso, não consigo fazer nenhuma relação a nada de importante, será que foi um trote e eu caí? Ai meu Deus, às vezes eu sou tão impulsiva e não penso em mais nada quando me prepõe algo. Entro na garagem de casa e já tinha estranhado por ter um carro estacionado em frente de casa, entro pela cozinha como de costume e vou atrás de minha mãe no escritório, mas paro assim que escuto uma voz masculina gritar.

— Nora tem o direito de saber quem é o pai dela! — esse homem estava muito alterado pela voz e minha mãe achava que estava sozinha em casa, pois Dorothea foi fazer compras de mercado. Esse homem sabe quem é o meu pai... Ou pior, será que ele é o meu pai? E se for ele? Está do outro lado da porta o ser que mais quis conhecer e mais quis longe de mim.

— Hank! — grita minha mãe — você não vai se aproximar de Nora, ela está muito bem sem você e sua amada Marcie na vida dela! — minha mãe gritava muito alto, com certeza achando estar sozinha em casa — Você nos enganou! Nora não precisa de um pai que não a ama! — chega não quero ouvir mais nada.

Tomo coragem e abro a porta do escritório com tudo, fazendo minha mãe e o tal de Hank — dito cujo pai de Marcie — dar um pulo assustados.

— VOCÊS NÃO PODIAM TER FEITO ISSO COMIGO! — gritei e logo depois saí correndo, minha mãe continuou onde estava e Hank também, ambos surpresos por minha chegada repentina. Cheguei à garagem novamente tirando o carro às pressas e saindo da casa — Eles não podiam ter feito isso, não podiam — sem eu perceber já estava chorando, em meio a essa confusão de pensamentos, só tem um lugar que eu possa ir para me acalmar e que minha mãe não me achará: a clareira.

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Pov’s Autora.

Estavam todos se encaminhando para seus carros que ficam como sempre próximos. Patch caminhava mais a frente e por incrível que pareça sozinho. Luce e Cam de mãos dadas se encaminhavam ao seu carro, trocando algumas palavras entre o percurso, Scott e Vee também vinham logo atrás trocando algumas palavras, mas o principal pensamento de todos era um só: Nora. Todos sabiam que Nora era impulsiva, mas para ela sair daquela forma, os deixou preocupados e ficaram mais ainda quando o celular de Vee começou a tocar Girl on Fire da Alicia Keys. Ela pegou o celular e olhou no visor escrito “Tia”.

— Gente — todos pararam e olharam para ela — a Tia está ligando — todos a olharam preocupados e Vee logo tratou de atender — Alô?

Vee — Blythe disse meio receosa na linha — Tudo bem meu amor?

— Tudo sim tia — Vee disse, mas sua expressão ficando preocupada — Aconteceu alguma coisa?

Você sabe onde Nora está? — ela pergunta muito preocupada — Ela está ai com você? — ela começa a se desesperar — Vee não minta pra mim, pelo amor de Deus!

— Tia se acalma — Vee também estava começando a se desesperar — Não Nora não esta aqui, ela foi para casa — Vee olha os outros que a essa altura já estão mais do que apreensivos — Aconteceu algo?

Sim Vee infelizmente — ela diz com pesar — e Cam e Luce sabem onde ela está? Será que não está com eles? — há esperança em sua voz.

— Infelizmente tia, ela não está com eles, pois eles e Scott estão comigo — diz Vee ficando super preocupada — mas não se preocupe tia, nós vamos procurar por ela nos lugares que ela costuma ir e quando a acharmos te avisaremos — Vee dá um suspiro — só não sei se ela ira querer ir para casa.

Vee ela estando em segurança ela pode ficar onde quiser! — diz Blythe nervosa — Por favor, assim que vocês a acharem me liguem sim, não precisa ela vir para casa hoje, até porque conheço a filha que tenho — ela dá um sorriso e Vee percebe que é sem emoção — mas me avise sim. Beijos, tchau.

— Vamos encontrá-la tia, é uma promessa. Beijo e tchau. — Vee desliga o celular e se vira para os amigos — Bom, ela fez de novo. Sumiu e a mãe não tem ideia de onde ela está — Vee da um suspiro — precisamos procurá-la e encontrá-la, vai saber qual besteira ela fará dessa vez — Vee olha para todos e continua — Temos que nos separar.

— Bom levando em conta as circunstâncias — começa Cam — Patch só sabe de um lugar que Nora costuma ir, então ele irá cobrir aquela região — Patch assente positivamente, ele quer saber o que aconteceu com o Anjo dele — Vee, você levará Scott para casa e ele ficará lá para nos informar caso Nora apareça e depois irá ver onde ela costuma apostar corrida escondida — Vee assente positivamente, estava muito preocupada com sua melhor amiga — e Luce e eu vamos até a gangue que Nora andava até pouco tempo atrás.

— Gangue? — diz Scott e Patch juntos espantados.

— Longa história, mas não temos tempo a perder agora — diz Luce muito preocupada — Assim que a encontrarem liguem para os outros.

E assim foram todos os cinco seguiram em busca de Nora e todos torcendo para que ela ficasse bem.

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Pov’s Nora.

Cheguei à clareira rapidamente, também correndo a maior parte do caminho. Minhas lágrimas não tinham cessado ainda, também me sentia muito mal, não julgo minha mãe, sei que ela fez isso por bem, por saber que minha vida com um pai que me renegou não seria boa. Mas mesmo assim porque meu coração se sente traído? Por que novamente eu sinto que confiar é um erro?

Sento-me no chão da clareira mesmo e apoio os braços nas pernas e abaixo a cabeça nos mesmo me pondo a chorar novamente. Prefiro chorar todas as minhas mágoas agora, sozinha, do que depois na frente dos outros me mostrando fraca e insegura, assim como todas as pessoas são eu também tenho sentimentos e também tenho sonhos. Esse meu jeito briguenta e encrenqueira é só para mascarar meus medos e inseguranças, minhas fraquezas e também tenho medo de alguém mais descobrir esse meu lado. Acabo parando de chorar, mas ainda continuo de cabeça baixa.

Por isso Cam, Luce, Vee e Scott se aproximaram, porque mesmo com medo e insegura eu estou me mostrando forte, isso os conquistou, faz com que eu pareça inatingível, mas do nada eu mostro minha verdadeira face, não que eu seja duas caras, somente sou reservada quanto a mim mesma.

Sou tirada de meus devaneios com passos próximos e levanto os olhos para ver quem é me assustando logo em seguida: Patch está agachado a minha frente me olhando fixamente, o susto foi tanto que caí de costas na grama, logo depois explodindo em gargalhadas, ele me olha confuso e também começa a rir do meu susto, e logo depois me estende a mão, me ajudando a me levantar.

— Anjo, todos estão preocupados com você — ele diz me analisando e depois da um suspiro aliviado — Até mesmo eu...

— Hum... Minha mãe já recorreu aos seus escudeiros não é? — eu pergunto com um sorriso fraco — Onde eles estão? — pergunto olhando em volta.

— Já estão vindo para cá — ele diz simplesmente e se senta — Vamos esperar?

— Sim — e me sento novamente.

Ambos ficamos em silêncio apenas curtindo o momento. Porque com tantas pessoas a me achar tinha que ser justamente Patch Cipriano? Por que no momento em que eu mais quero um abraço e um conforto, sinto que esse alguém tem que ser ele? Acho que estamos ficando muito próximos e isso vai ser muito ruim para meu coração, a rejeição de ele já ter feito à escolha dele é muito ruim. Dou um sorriso fraco que chama a atenção de Patch pra mim, mas finjo que não percebi, pelo canto de olho posso perceber que ele me analisa a todo tempo, quando vou fazer menção de me virar na direção dele, ele volta a olhar para frente como se nada tivesse acontecido.

— Patch... — eu começo meio sem jeito — muito obrigada por você ter vindo me procurar, sei que você devia, ou deve, sei lá, ter um monte de coisas a fazer e por causa de minha — eu digo fazendo aspas com os dedos — “irresponsabilidade” você e os outros foram atrapalhados — dou um sorriso fraco — agora eu peço desculpas por atrapalhar tanto sua vida...

Patch me olha nos olhos por alguns instantes e se perde em pensamentos, quando ele ia me responder, escutamos passos apressados na mata e logo um grito em coro.

— NORA!

Olho para eles com uma expressão indecifrável até para mim. Os três se aproximam de onde estou e eles sabem que eu estou com problemas.

— O que aconteceu Raio de Sol? — me pergunta Cam assim que ele se agacha na minha frente e alisa meus cabelos.

— Algo péssimo Cam — eu digo com os olhos lacrimejando novamente, os três me olham preocupados, sabem que eu não choro por algo com pouco significado.

— E o que aconteceu para você estar chorando? — disse Luce, nesse instante Patch que ainda estava sentado ao meu lado me olha e constata por ele mesmo — Você quase nunca chora.

— É que eu descobri algo que eu já não sei se eu queria tanto assim descobrir — eu acabo deixando uma lágrima escapar e Cam a seca — Descobri quem é o meu pai...

— COMO??? — gritam Vee, Luce e Cam em espanto.

— Recebi uma ligação restrita dizendo para eu ir para casa que eu teria uma bela surpresa — eu disse dando um sorriso fraco se eu soubesse que era isso talvez nem fosse mais — como eu sou impulsiva e como a pessoa disse que era algo importante sobre minha vida e meu passado eu achei, te juro que eu achei que poderia analisar não é? — dou um sorris fraco — mas aí quando chego em casa escuto um homem gritando a seguinte frase “Nora tem o direito de saber quem é o pai dela!”, na hora não pensei muito até porque meu pai estava do outro lado da porta, mas quando eu escutei o nome dele, meu mundo parou de girar e eu entrei em desespero... — deixei as palavras irem morrendo.

— Raio de Sol, quem é? — me pergunta Luce — quem é essa pessoa?

— Hank — quando eu digo todos arregalam os olhos menos Patch — Hank Millar — agora sim Patch arregala os olhos e me fita diretamente — então imaginem como eu fiquei... Quando escutei minha mãe gritando que eu estava melhor sem ele, sem um pai, aí eu não aguentei abri a porta e mostrei que estava lá, ai depois vim para cá e ela provavelmente ligou para um de vocês...

— Ligou para mim Nora — disse Vee — ela está preocupada com você... — ela me analisa — você vai pra casa não é? — dou um aceno negativo de cabeça — então vai para onde?

— Isso eu ainda não sei, mas para a casa de vocês que não é — eu digo convicta.

— Por que não Nora? — me pergunta Cam.

— Porque será o primeiro lugar que ela irá me procurar, na casa dos meus irmãos... — eu digo dando um sorriso logo em seguida — Não se preocupem comigo eu vou dar um jeito, nem que passe a noite no meu carro, eu já fiz isso antes...

Mas, antes de alguém protestar ou dizer algo sobre minha decisão, surgiu à proposta mais inesperada da noite que pegou a todos de surpresa.

— Você quer ir para minha casa?

Notas finais
*Caso não dê pra ir clicando na palavra > Carro Traves: (http://www.blogauto.com.br/wp-content/2012/08/Chevrolet-Camaro-ZL1-Convertible-1.jpg) Eai? O que será que vai acontecer? Assim que possível posto o próximo, prometo não demorar tanto, eles estão dando em média 10 dias de demora u.u Bjos baby até a próxima...