Notas iniciais
Olá babys *-* Como vocês estão??? Bom gostaria de agradecer primeiramente a Jhessy Lacerda, Radioativa, Marina Vasconcelos e micheellee por favoritarem a fic e por estarem acompanhando ♥ vocês me deixam muito feliz... Eu ia postar esse capítulo no dia em que o Nyah entrou em manutenção da migração... u.u As informações sobre a Evoque não são reais a Evoque de fabrica ela fica em no máximo 220 km/h somente ok? Bom fiquem com o capítulo ♥ Até lá em baixo *m*

Acordei com leves batidas na porta, abri os olhos lentamente. Olho na direção da porta e vejo Scott parado na mesma. Ele esta com um sorriso de canto e eu confusa. Sento-me na cama e coço os olhos.

— Scott? — pergunto ainda sonolenta — O que foi?

— Nora você já viu que horas são? — ele pergunta com um sorriso no rosto.

Pego meu celular em cima da mesa de cabeceira e olho as horas, arregalando os olhos logo em seguida — Ai meu Deus! — eu falo dando um pulo da cama. Já são 14h29min e o percurso até a praia demora mais ou menos 30 minutos. Fui até o banheiro e escovei os dentes — Estamos atrasados Scott! — eu falo afoita saindo do banheiro, logo escuto meu celular tocar. — Alô?

Nora cadê você? — me pergunta Cam do outro lado da linha — e Patch disse que você o autorizou a ir conosco... É verdade? — ele pergunta inseguro.

— Sim Cam eu autorizei — eu disse calçando meus all star às pressas — e eu já estou quase chegando. Preciso desligar. Beijo.

— Tá bom, estamos todos aqui — ele diz sorrindo — e não se atrase se não será W.O sem corrida! — ele diz rápido desligando em minha cara.

— Infeliz! — eu disse correndo pegando minha bolsa com meus documentos e com o do carro — Vamos Scott temos menos de 15 minutos.

Desci os degraus de dois em dois e Scott fez o mesmo que eu, logo já estávamos na garagem, eu ligando o carro e Scott abrindo o portão. Liguei meu som bem alto ouvindo I Write Sins Not Tragedies do Panic! At The Disco, Scott entrou no carro e não esperei nem ele fechar a porta direito e já arranquei com o carro, engatei a primeira, a segunda e a terceira marcha uma atrás da outra devido ao autogiro do motor, Scott ao meu lado sorria bobo, mas não tenho tempo para isso agora.

O fluxo de carros está um pouco movimentado eu corto os veículos pela contra mão fazendo zigue-zague na pista e entrando na rodovia, piso mais fundo no acelerador, meu carro já se encontra na quinta marcha, então é só pisar. Logo a saída para a praia chega, Scott ao meu lado somente sorri e nada diz, presta tanta atenção quanto eu na pista, mas a adrenalina fala mais alto em nossos corpos e mentes. Olho pelo espelho retrovisor do lado de Scott e está livre, mudo de faixa e já entro na saída para a praia, diminuo um pouco a velocidade, até porque se eu fizer uma curva a 180 km/h não será boa ideia, consigo diminuir para 110 km/h antes da curva.

— Scott — eu digo chamando sua atenção — que horas são, por favor?

— Faltam 5 minutos para as 15h00min — ele diz olhando o relógio — Por quê?

— Ufa! — eu disse aumentando a velocidade de novo — Vamos conseguir chegar a tempo — Scott mudou a música de novo, colocando um rock mais pesado que não identifiquei qual era. Logo o velocímetro já marcava 190 Km/h e já avistava a praia, comecei a diminuir a velocidade e logo chegando ao local marcado. Diminui consideravelmente a velocidade, pisei no freio, virei o volante, depois acelerei e puxei o freio de mão dando um cavalinho de pau e parando na vaga. — Pronto Scott — disse dando um sorriso — faltando 1 minuto para as 15h00min.

— Nora! — grita Cam assim que desliguei o som. Ele esperou eu e Scott descermos do carro e nos aproximarmos — Isso é jeito de chegar?

— Desculpa — disse somente.

— Por que chegou assim? — perguntou Vee curiosa, ela estava um pouco mais atrás de Cam, com Luce e Patch — Você veio correndo não foi?

Desviei o olhar e olhei para o chão — Não sei do que estão falando.

— Nora... — diz Cam em tom de alerta — Scott, onde vocês estavam quando eu liguei?

Scott olha para mim e sorri “Você me paga!” ele não vai mentir para me salvar. — Nora estava calçando o tênis — ele diz dando de ombros.

— O QUE? — grita Luce e Vee.

— Ai quanto drama — eu digo revirando os olhos.

— Mas Nora eu te liguei faltando meia hora e você disse que já estava a caminho — ele diz com um olhar reprovador — da sua casa ate aqui dão 30 minutos... Em quanto tempo? — ele pergunta sério.

— Menos de 15 minutos — diz Scott sorrindo bobo — Realmente Nora sabe correr, você tinha que ver como ela dirige bem...

— Bolinha, foi Cam que me ensinou a dirigir e a correr — eu digo explicando a ele — consequentemente ele sabe como eu dirijo — olho para todos — só Patch nunca me viu correr, Luce e Vee já foram até minhas passageiras.

— Sim Bolinha — diz Vee se aproximando e me abraçando — Nora também me ensinou a correr, Luce também sabe — ela diz sorrindo para Luce — Cam a ensinou também. Essa é uma maneira que temos de nos divertir. — ela me solta — E essa é a primeira vez que Patch vem e você também... Mas já andou com Nora né?

— Sim... — ele diz sorrindo — Adrenalina a todo o momento...

— Anjo... — diz Patch se aproximando — você se importa se eu for com você no carro? — eu fico meio receosa e ele se aproxima mais, e eu afasto um passo para trás — Por favor!

— Tá! — eu digo me dando por vencida — Mas nada de ficar gritando comigo e nem me falando o que fazer! — eu digo o olhando séria — Eu vou fazer tudo do meu jeito essa é a condição Cipriano — eu digo me aproximando de Cam — vai ou não?

— Vou — ele diz e vai em direção ao carro.

— Cam? — eu digo assim que me aproximo — É o mesmo circuito de sempre? — eu pergunto e ele balança a cabeça em afirmativa — E nada de atalhos e nem de roubar certo? — ele balança a cabeça novamente em afirmativa — Então vou para o carro — me aproximo e fico na ponta dos pés e ele se abaixa um pouco, dou um beijo em sua testa e ele faz o mesmo em mim — Boa Sorte e cuidado — dou um sorriso e vou em direção ao carro. Scott se aproxima de mim.

— Nora — ele diz chamando minha atenção — Toma cuidado tá? — ele me dá um beijo na bochecha e se afasta.

Chego ao meu carro e abro a porta entrando em seguida — Entra Patch — eu disse e comecei a mexer no som para programar minha pasta de músicas que escuto para as corridas. As músicas delas são a maioria de um de meus jogos de corridas favoritos: Midnight Club 3 Dub Edition Remix. As músicas são Ghetto, Real Big, Shine On, Go DJ, Dammit Man, Real Talk 123 e Freak-A-Leek. Acho que essas músicas já são o suficiente.

Patch entra no carro e se acomoda, coloca o cinto de segurança e me analisa — Terminou? — ele assentiu que sim — Então vamos — Ligo o carro e me posiciono do lado direito da pista ao aguardo de Cam, termino de arrumar o som e deixo a música no pause.

Vejo Luce se aproximar — Já está pronta Raio de Sol? — ela pergunta com um olhar preocupado eu somente balanço a cabeça em afirmativa — Cuidado tá?

— Não se preocupe Luce — dou um sorriso na tentativa de tranquilizá-la — Vocês vão ficar?

— Sim... — ela diz simplesmente — Scott, Vee e eu vamos ver quem vai ser o ganhador. — ela me dá um beijo na testa — Vou falar com Cam e quando voltar será dada a largada.

Somente acenei. Luce foi falar com Cam e eu fiquei somente observando pelo retrovisor. Por um momento esqueci que Patch se encontrava do meu lado, ele estava tão quieto que me esqueci de sua existência.

— Você não tem medo? — eu pergunto curiosa.

— Eu confio em você Anjo — ele diz me fitando, me sinto corar — Sei que não vai fazer nada demais, nada que nos machuque — ele dá um sorriso de canto. — Boa sorte para nós.

Olho para o lado e vejo Cam parando o Evoque do meu lado. Ele me olha e sorri, depois volta a olhar para frente, aperto o play e aumento o volume bem alto, eu ligo o carro em seguida já engatando a primeira. Olho para frente e vejo Luce a frente, ela levanta as mãos para cima e faz três com os dedos, vai diminuindo até o um e abaixa os braços de uma vez dando a largada. Cam e eu saímos cantando pneu, um barulho alto e ensurdecedor da borracha protestando no asfalto.

O circuito consiste em, 10 km da estrada da praia, mais uns 15 ou 20 km, nunca contei, mas sei qual é a entrada, na rodovia, passamos por uma estrada secundária a avenida que dá para a cidade, fazemos o retorno na primeira rotatória,voltando todo o percurso contrario. Dão mais ou menos 50 km.

Cam saí na dianteira a Evoque tem mais potência em arrancada, engato a segunda e a terceira em seguida, acelero mais e passo a quarta marcha, eu emparelho com Cam novamente, ele está sorrindo eu posso ver com os cantos dos olhos, no fundo ele se diverte com isso. Cam acelera mais e desconfio que ele já esteja na quinta marcha, dou um sorriso, forço um pouco mais meu carro ainda na quarta marcha e aciono o turbo dele, meu carro já vem com turbo de fabrica, mas sempre o deixo desativado, o Porsche dá um solavanco mínimo e aumenta um pouco a velocidade, engato a quinta e piso fundo no acelerador, a música e a adrenalina me fazem dar uma sorriso de alegria, dou seta e entro na frente de Cam, a entrada está próxima.

— Patch, se segura! — eu digo assim que entro na alça de acesso da rodovia, dou uma rápida olhada pelo retrovisor do meu lado e está livre, jogo o carro direto para a faixa da esquerda e mantenho a velocidade, meu carro pode chegar a 318 km/h e meu velocímetro esta em 190 Km/h, ainda posso pisar muito que meu bebê aguenta! Quando o comprei, comprei com o pacote de turbo direto de fabrica, foi mais caro, mas já veio de fabrica. A Evoque de fabrica ela fica em no máximo 220 km/h, mas como Cam é o dono ela já bateu muito mais do que ela suportaria, ainda tem o kit de turbo que ele colocou nela, o cara que colocou disse que ela chegaria 300 km/h.

Mas o meu tem outro truque... Cam emparelha novamente e me ultrapassa, ele cortou pela direita e depois jogou para a esquerda a minha frente, o trafego está relax tem carros, mas não em excessos. Cam se distância um pouco mais e vejo um carro lá na frente dar seta para entrar em nossa faixa, mas ele não está em velocidade compatível. — Droga! — eu exclamo e começo a diminuir a velocidade, diminuindo para a quarta e terceira, Cam dispara na frente, com a reduzida brusca o turbo desativa.

O carro entrar na faixa e eu consigo jogar para a faixa a minha direita e corto o filho de uma boa mãe antes de bater — Seu desgraçado! — eu digo e ouço uma gargalhada ao meu lado. Patch está rindo e muito, passo a quarta e a quinta marcha assim que consigo velocidade — O que foi Cipriano?

— Você! — ele diz ainda rindo eu acelero mais o carro e aperto o volante com a vontade que estou de bater nele. Ativo o turbo novamente e acelero, a velocidade está ficando tanta que está nos pressionado contra o acento, olho o velocímetro e está em 220 km/h. Patch finalmente parou de rir e me olha — Você é muito engraçada Nora, sabia que era diferente — eu continuo acelerando e prestando atenção na estrada, avisto Cam novamente.

Piso um pouco mais e emparelho novamente, dou uma buzinada em um código a ele, ele me devolve a buzina. Piso um pouco mais e dou seta para a direita, corto todas as faixas e entro em uma alça de acesso que tem uma curva em “C”, diminuo a velocidade rapidamente diminuindo para a terceira marcha e assim que entro na alça dou um drift jogando a traseira pra fora — Uau! Você manja disso em! — exclama Patch ao meu lado e dá um sorriso bobo. Termino o drift e acelero novamente passando a quarta e a quinta, me distancio mais e mais de Cam, logo ele ponta lá no fundo do espelho do meio.

Consigo uma dianteira nessa estrada e logo chega à rotatória e faço a curva e logo volto, passo por Cam e dou um sorriso e ele por incrível que pareça me devolve o mesmo abertamente. Faço novamente todo o percurso, diminuo um pouco a velocidade até porque estou na casa dos duzentos, diminuo para 170 km/h, vou indo mais tranquilamente — Anjo, porque diminuiu?

— Porque estamos muito rápidos — eu disse respondendo o óbvio — Porque?

— É... — quando ele ia falar vejo um vulto preto nos cortando pela contra mão e entrando na minha frente, logo pegando a alça de acesso para a rodovia novamente — Por isso...

— Isso... Não vai ficar assim! — eu digo, odeio perder ainda mais com Patch presente. Aciono o turbo novamente, mas ainda não acelero muito, pois estou fazendo uma curva, assim que entro na rodovia dou um sorriso largo — Querido, se segure! — eu disse pisando fundo no acelerador e o ponteiro ia aumentando cada vez mais a velocidade, eu vejo Cam lá no fundo e dou um sorriso maior, ele ainda está na rodovia, acelero mais se ainda é possível isso.

Novamente um carro muda de faixa só que dessa vez ele não sinaliza — Patch, se segura! — eu digo jogando o carro com tudo para a direita e passo raspando em um carro, quase bato meu bebê, corto novamente e entro na frente do corno que me fechou — Você tá bem?

— Sim — ele dá um sorriso — Porque não estaria?

Dou um sorriso e acelero mais. Logo emparelho com Cam novamente, dessa vez a nossa corrida está acirrada, mesmo que eu não ganhe eu provei a ele que só perdia porque o neon não era potente, isso já me deixa feliz. Dou um sorriso aberto, Cam acelera mais a frente indo para a alça de acesso da avenida da praia. Dou seta atrás dele e fazemos a curva, “juntos” — lógico, ele na frente e eu atrás — logo estamos na estrada que dá para a praia e logo chegaremos ao final é agora ou nunca.

Cam ganha mais dianteira e faz algo que eu não esperava: ele nitrou... Eu pisei mais fundo no acelerador e também soltei meu nitro, logo com a velocidade maior meu corpo e o de Patch foram colados no banco do carro, consigo manter o carro reto é a primeira vez que uso nitro na minha vida e a sensação é incrível! Logo colo na traseira de Cam e o ultrapasso, logo avisto a linha de chegada, mas estamos muito rápido.

— Já sabe o que fazer! — eu digo e começo a dar toques no freio e diminuir as marchas lentamente. Patch se segura na porta e eu logo cruzo a linha de chegada em primeiro, pois Cam também tinha que diminuir a velocidade e não dava mais para me ultrapassar, consegui reduzir bem e depois consegui dá outro cavalinho de pau.

Desci do carro toda alegre e dando pulos de alegria, Patch desce do carro em seguida com um sorriso de canto. Cam para seu carro ao lado do meu, Luce, Scott e Vee se aproximam de onde estamos Patch da à volta no carro parando ao meu lado e assim que Cam desce me dá um sorriso aberto me abraçando logo em seguida. — Parabéns Campeão! — eu digo feliz com um sorriso no rosto — Você dirigiu muito bem...

— Nora, você que foi a campeã, porque está me dizendo isso? — ele pergunta assim que me afasta.

— Porque você sempre será meu campeão favorito em todo o universo! — eu digo sorrindo e ele me devolve o sorriso — Até porque tudo o que eu sei foi com você que eu aprendi... — eu digo dando um passo para trás — Essa corrida de hoje foi só para te provar que eu só não tinha ganhado de você antes por condições de desvantagens, mas para mim, você sempre será o melhor de todos irmãozão! — dou outro abraço no mesmo.

— Nora se você soubesse como estou orgulhoso de você — ele diz sorrindo novamente assim que me afasto — você pensa que eu não vi o que aconteceu? — ele me lança um olhar interrogativo — você pensa que eu não vi as duas vezes que te fecharam? E você pensa que eu não vi como você se saiu bem das duas, sem causar nenhum acidente e muito menos perder a corrida.

— Então você viu? — eu perguntei olhando naqueles olhos verdes brilhantes — Me desculpe, não queria te preocupar Cam, mas como você viu eu não tive culpa. — dou um sorriso sem graça.

— O que aconteceu? — pergunta Scott curioso.

— Como assim Nora foi fechada duas vezes? — Luce com uma expressão preocupada.

— E Patch, como foi correr ao lado de Nora? — pergunta Vee muito, mas muito curiosa.

— Quando ele — disse se referindo a Scott — disse que Nora era uma boa corredora eu tive minhas dúvidas, mas ai Cam também a defendeu, mesmo eu já tendo visto o mesmo dizer que Nora não era uma boa corredora por ser sempre a segunda colocada, tive muita curiosidade em vê-la correr e ai surgiu à oportunidade de ver os dois correndo. Hoje mais cedo quando Nora disse que ia embora eu fui atrás dela — ele me lança um olhar cheio de significado, mas não identifico nada — pedi para ela me deixar ir, pois sabia que Cam não deixaria sem a autorização dela, e ela deixou. — ele olha para Vee — nada mais justo que acompanhar de um dos carros e como queria a ver correr fui com ela — ele dá um sorriso aberto coisa que dificilmente acontece — E nossa! Nora sabe com nos surpreender... Ela dirige muito bem e se saiu muito bem das duas enrascadas que aqueles cornos nos meteram... Poderíamos termos nos acidentado de uma maneira horrível, mas Nora mostrou que sabe o que esta fazendo... Quero participar mais vezes, a adrenalina rola solta com esses dois — ele sorri de canto dessa vez.

— Uau! — exclama Scott — da próxima vez quero ir também Raio de Sol — ele sorri — Cam deve dirigir muito bem também, e como vocês fazem isso com frequência sabem correr de verdade!

— Sim Bolinha, Cam é o melhor corredor do mundo! — eu digo dando um sorriso que tenho certeza que mostrou minhas covinhas — Respondendo a pergunta de Luce estávamos na rodovia, Cam tinha conseguido me passar, só que teve um pequeno problema, um carro deu seta e ele somente viu que Cam estava em alta velocidade, então assim Cam o passou ele entrou me fechando eu pensei rápido, como já o tinha visto havia reduzido duas marchas e meu turbo desativou com a diminuída brusca — faço uma cara séria — cortei o filho de uma boa mãe pela direita e depois entrei na frente dele, aumentando novamente a velocidade. O segundo não sinalizou e simplesmente me fechou, pensei rápido e tirei em cima, quase arranho ou pior — faço cara de desespero — ia amassar meu bebê! Ah, mas aquele cara me pagaria — dou um olhar psicopata — então foi isso o que aconteceu, só não sabia que Cam tinha visto.

— Não só vi como quase tive um treco — ele diz com um olhar preocupado — Nora aqui entre nós, se você batesse na velocidade em que estava na segunda fechada, você acha que estaria aonde agora? — eu somente desvio o olhar — Então... Mas fiquei feliz que está bem — ele sorri — e me provou que só perdeu por causa do Neon — ele sorri novamente — Parabéns!

— Nora está de parabéns — Diz Scott e Vee.

— Qual a sua velocidade nos dois casos Nora? — me pergunta Luce com um olhar preocupado.

— No primeiro eu devia estar por volta de 120 km/h, mas no segundo... — desvio o olhar — devia estar por volta de 200 km/h, não sei muito bem, não deu para ver!

— Raio de Sol, não vou cansar minha beleza com você — disse Luce com visível irritação — Bom já tiveram a corrida de vocês, vamos Cam tenho que ir ao mercado fazer compras, alimentar Nora e Vee é muito caro — ela sorri — Bom nos vemos amanhã na escola.

— Sim — respondemos nós quatro.

— Vamos Scott, meu Xbox 360 nos aguarda — eu disse sorrindo abertamente — Tchau para vocês, até amanhã. — abri a porta do carro e entrei, Scott entrou em seguida.

— Tchau Anjo — disse Patch e foi para seu carro — tchau Nora — Vee também foi para o carro dela.

Saímos todos juntos em direção à cidade, logo começamos a nos separar e segui para minha casa. Assim que cheguei em casa fomos para minha sala de jogos. Jogamos o resto da tarde e o começo da noite Resident Evil 6 é realmente muito foda! Logo descemos para o jantar, jantamos com mamãe que por incrível que pareça chegou cedo hoje, desde que Scott veio para cá mamãe sempre está presente. Terminamos nosso jantar e continuamos batendo um papo na sala, quando dou por mim já são 22h08min está na hora de dormir. Dou uma boa-noite e subo para meu quarto, vou ao banheiro e tomo um banho relaxante, visto uma roupa confortável e logo me deito dormindo rapidamente.

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Acordo com o barulho do celular despertando, já é de manhã... Nossa parece que não dormi nada essa noite. Levanto-me a pulso da cama, faço minha higiene matinal e vou até o guarda-roupa, não sei como está o tempo, vou até a janela e o tempo está aberto e parece que vai ser quente, opto por um short jeans que vai até a metade das coxas, não muito colado de cor azul claro, pego uma regata branca grande com os dizeres “Keep Calm and Carry On” (Mantenha a calma e siga em frente) em preto com um cinto de correntes fininho na altura do quadril, coloquei um Nike cano alto todo cinza, até o símbolo da Nike, prendo meus cabelos num coque mal feito e desço para tomar café.

Assim que desço já encontro Scott tomando café, murmuro um bom dia e ele me reponde, terminamos nosso café em silêncio. Logo pego minha mochila e as chaves do carro e sigo para a garagem e Scott me segue de perto.

— Está bem Nora? — ele me pergunta inseguro.

Dou um sorriso — Estou Bolinha, só acho que não dormi muito bem — abro a porta do carro e entro em seguida — Não se preocupe vou ficar bem — ele entra e fecha a porta. Vamos o caminho em silêncio e nem o som foi ligado, ele percebeu que estou um pouco mal humorada, estaciono o carro na vaga e vejo que estamos em cima da hora de novo — Scott, vai indo para a sala que eu vou pegar meus livros — eu disse descendo do carro e o trancando — Você pode levar minha bolsa, por favor?

— Claro Nora — ele diz e pega minha bolsa dando um sorriso em seguida — vou colocá-la em sua mesa — aceno positivamente e saio em direção ao meu armário, quando entro no corredor ele está quase vazio, dou alguns passos e avisto duas pessoas próximas ao meu armário, mas do outro lado, quando chego um pouco mais perto consigo identificar que são Patch e Marcie, Marcie de frente para mim e Patch de costas, quando Marcie me vê, ela me lança um olhar vitorioso e fica na ponta dos pés dando um beijo em Patch, ela passa os braços por seu pescoço e ele enlaça sua cintura, fico possessa, quero ver o infeliz falar na minha cara agora que não ta namorando ela.

Visto minha máscara de frieza e finjo que não vi os dois, quando estou me aproximando deles, ouço a música Carry On My Wayward Son do Kansas, gente eu sou apaixonada por Supernatural, pelos irmãos Winchester e não vamos nos esquecer dos irmãos Salvatore... Pego meu celular e atendo — Alô? — quando Patch escuta minha voz solta Marcie com tudo, ignoro completamente e passo por eles indo ao meu armário.

Nora — diz minha mãe do outro lado da linha — seu instrutor ligou, disse que tem treino hoje por que amanhã ele tem um compromisso.

— Tudo bem para a sorte dele estou com o dia livre — abro meu armário e encosto à cabeça na porta aberta a cena do beijo vem em minha cabeça, mas a ignoro, eu não vou chorar por ele — no mesmo horário?

Na verdade não — ela diz com certa alegria, pelo visto é mais cedo — ele disse que é para você estar a 13h00min e não as 15h00min como de costume.

— Uma hora?! — exclamo alto demais no corredor, pego os livros e bato com força a porta do meu armário, parte pela hora e parte pelo beijo — Mãe! Ele quer que eu faça o que? Aprenda a voar? Faz um favor para mim, liga para ele e diz que uma e meia estarei lá, eu não faço o percurso em 5 minutos né mãe! — aperto a ponte do nariz em nervoso — Fala para ele que não estou de bom humor acordei com o pé esquerdo hoje, não quero quebrar nada meu novamente... Nem dele — dou um suspiro — Você também poderia separar meu quimono e mandar para mim aqui? Você sabe qual é a modalidade hoje né?

Tudo bem meu amor — ela diz mais tranquila — Nora você precisa controlar sua força, agora você tem super-força e pode vir a realmente a machucá-lo seriamente, a modalidade de hoje é Jiu-Jitsu, vou ligar para ele e avisar que você irá chegar um pouco depois do horário — ela dá um suspiro — desculpa não ter tomado café com vocês hoje, tive um imprevisto...

— Sem problema mãe — eu começo a caminhar em direção a minha sala — acho que Scott irá comigo já que não dará para eu passar em casa, mas vou ver com ele ainda — olho para a porta e Patch esta parado no lado de fora, olhando em minha direção, paro onde estou — mas acho que ele irá comigo sim, aliás o Phil também foi professor dele quando criança — dou um sorriso nostálgico — imagina a cara de Phil quando vir o Scott.

Verdade querida — diz minha mãe sorrindo do outro lado da linha — Bom está na hora da aula, mas daqui a pouco mando te chamar para entregar seu quimono tudo bem?

— Tudo, peça para me chamar tá? — ela diz um tudo bem e um tchau — tchau — e desligo o celular. Ando mais em direção à porta, quando sinto alguém segurar meu braço — Se você não soltar eu juro por Deus que quebro seu braço! — eu digo visivelmente irritada.

— Você vai falar comigo se eu te soltar? — ele pergunta sério.

— Eu não tenho nada para falar com você Cipriano — puxo meu braço com certa força — Me deixa em paz ora! Porque você tem que ficar fazendo isso?! — eu digo visivelmente alterada — Me esquece, não finja que se importa com algo, sendo que não se importa! — Scott aparece na porta.

— Raio de Sol, estava indo te procurar — ele para de falar quando vê minha irritação — Nora se acalma você não pode se irritar assim... — ele diz preocupado — Você vai ter novamente aquelas suas crises nervosas...

Dou um suspiro — Realmente você tem razão... — eu digo me acalmando — dá última vez foi essa daqui que eu ganhei — mostro uma cicatriz na parte interna da coxa esquerda que dá aproximadamente 15 cm — e não quero uma tão grande quanto à das costas — olho para Patch — já sei que você quer vir com outras desculpas, mas sabe qual é? Não quero mais saber de nada, você faz como se eu sentisse algo por você, se você quiser ser meu amigo, tudo bem — dou um sorriso — mas não finja que quer ser algo mais que um amigo, não brinque com os sentimentos dos outros assim — eu desfaço o sorriso — quero que vocês sejam muito felizes Patch, mas fique sabendo que vocês juntos não poderemos mais ser amigos, ela não me suporta... — vejo o professor vindo — vamos entrar Patch e Scott?

Entramos primeiro eu e Scott, e Patch fica a porta.

— Anjo, você não sabe do que está falando! — diz Patch observando Nora entrar na sala junto de Scott — Eu vou te provar que não quero nada com ela e sim com... — ele para de falar assim que o professor se aproxima — hum... — e entra na sala, passa direto do seu lugar e se senta ao lado de Nora.

— O que você quer? — eu pergunto irritada — Me deixa em paz em...

— Nora eu só quero conversar com você — ele diz se irritando — meu, eu não tenho nada com ela foi só um beijo — ele dá um suspiro no final.

— Tudo bem, você me diz como se tivéssemos algo ou como se você tivesse alguma obrigação sobre me esclarecer algo — eu digo normalmente escondendo meus sentimentos — somos só amigos Patch... Bom é melhor você ir para lá, para o seu lugar — mostro discretamente a direção do lugar dele e ele segue meu olhar, dando de cara com uma Marcie raivosa — não estou de bom humor, então não vou aturar as palavras dela hoje...

— Eu não ia, mas... — ele se levanta e para em minha frente — não quero que você se irrite com futilidades amiguinha — sinta a ironia nas palavras dele, sentiu? Pois é, eu também — até depois Anjo. — e saiu.

A aula passou se arrastando como sempre, na mesma chatice de sempre... Bem que poderia acontecer um apocalipse e os irmãos Winchester aparecerem para deter o mesmo e bem que ele poderia se iniciar com um portal na minha sala né? Sei que é muito delírio da minha parte, mas quem sabe meus sonhos mais secretos não se realizem?

O dia foi chato, o intervalo foi chato, a meu treino foi chato e o resto do dia foi chato, nada me devolvia àquela alegria de sempre, também quem iria gostar de ver a pessoa que você é afim beijar a pessoa que você mais odeia no mundo não é para qualquer um... Chego em casa acabada e sem nenhum pingo de fome, estou muito magoada... Subo direto para meu quarto e tomo meu banho, logo deito em minha cama e deixo todas as emoções que reprimi durante o dia vir tudo de uma vez, e mais marcante de todas é a dor, choro baixinho para Scott e nem minha mãe ouvirem, durmo em meio à dor e as lágrimas.

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Já se passou uma semana desde o ocorrido entre Patch e Marcie, continuei conversando com Patch, mas só o necessário. Marcie esta cada vez mais presente em nosso grupo e isso está me incomodando profundamente, não quero ela em meu círculo de amizades. Nunca mais vi Marcie e Patch se beijando e nem Patch a abraçando mais, mas não sei, não fico 24 horas por dia com ele. Nesse momento estou em minha sala de aula, sentado em meu mais novo lugar, sozinha ao fundo da sala.

Ultimamente Cam, Luce, Scott e Vee têm ficados preocupados comigo, e vivem me perguntando se eu estou bem, ou o que aconteceu para eu estar agindo assim, mas decido não contar ainda, não quero que isso afete a amizade deles, principalmente de Cam e Patch. Ouço o barulho do sinal e sou despertada de meus devaneios. Levanto-me do meu lugar e sigo ao lugar de Vee.

— Vee, Scott — eu digo chamando a atenção dos dois — vocês podem ir à frente eu vou ao banheiro — digo corando por dizer isso a Scott, o que foi? Também coro minha gente! — então me esperem lá, não precisa me acompanhar...

— Tudo bem — os dois me respondem.

Saímos todos juntos da sala, mas eles seguem por um lado e eu por outro. Patch já tinha saído com Marcie, como sempre ela estava agarrada ao braço dele, parece que ela quer mostrar a todos que eles estão juntos e principalmente esfregar em minha cara esse fato. Vou ao banheiro e faço minhas necessidades, saio e lavo as mãos, continuei pensando em Patch e Marcie, e me repreendendo em pensamentos por estar pensando neles. Estava tão perdida em pensamentos que acabei esbarrando em alguém.

— Me desculpe — eu disse levantando o olhar e dando de cara com dois orbes verde escuro me encarando, um olhar tão frio e ao mesmo tempo tão misterioso. Seus cabelos são de um vermelho intenso, sua pele branca que dá um contraste tão lindo com seus olhos e cabelo que o deixa muito lindo. Seu corpo não é muito musculoso, mas é definido, ele é alto — eu tenho 1.70 cm — deve ter por volta de 1.80 cm, à altura de Cam e Patch. Por que tenho a sensação de já tê-lo visto? — Estava distraída e esbarrei em você... — dou um sorriso sem graça — me desculpe de verdade.

— Tudo bem Nora — ele diz com um timbre de voz rouco e grave e soa tão sexy. Mas como ele sabe meu nome? Eu não me lembro dele.

— Ér... Como sabe meu nome? — eu pergunto sem jeito — não me lembro de você...

— Ah! Eu me esqueci de me apresentar da primeira vez que nos encontramos — ele diz dando um sorriso de canto – muito encantador – e me estende a mão — Sou Traves Crowler, muito prazer.

— Muito prazer — eu digo pegando em sua mão — meu nome é Nora Grey — dou um sorriso e solto sua mão — Mas de onde você sabe meu nome?

— Você não se lembra de mim? — eu balanço a cabeça em negativa e ele dá um suspiro — Magoou — ele diz fazendo uma cara de magoado, mas sem perder a expressão fria — nos conhecemos aquele dia na trilha.

— Ah! Agora me lembrei — eu disse realmente me lembrando — desculpa, mas é que aquele dia eu estava com um baita problema. — dou um sorriso — mas... Não me lembro de você por aqui...

— Sou novo aqui — ele diz se explicando — estou na sala do 3º B e comecei hoje.

— Ah, eu sou do 2º A — eu digo para ele — você já conhece a escola?

— Não — ele diz com seu jeito frio — na verdade estava procurando o refeitório quando você esbarrou em mim — ele dá um sorriso de canto — você poderia me mostrar o caminho?

— Posso fazer melhor — digo começando a andar — posso te levar até lá Traves.

— Eu agradeceria Nora — ele diz andando ao meu lado.

Começamos a caminhar em direção ao refeitório trocando algumas palavras de vez em quando. Logo estávamos na entrada do refeitório.

— Bem Traves é aqui — eu digo me virando para ele — agora vou para onde meus amigos estão — digo mostrando a mesa de meus amigos e cruzo com o olhar de Patch que lança um olhar nada amigável a Traves, acho que ele percebeu pois Traves o encara da mesma forma — Bom, até qualquer hora Traves.

— Até Nora — ele se aproxima e me dá um beijo na bochecha — Nos trombamos por aí. — e saí logo em seguida em direção à mesa mais afastada do refeitório.

Sigo para onde meus amigos estão e recebo muitos olhares curiosos. Sento-me ao lado de Scott, pois esse era o único lugar vazio, ainda bem, pois não queria me sentar ao lado de Patch ou Marcie.

— Olá cambada — digo assim que me sento — como vão os meus amores? — olho para Marcie — tirando você coisa ruiva — ela me fuzila com o olhar.

— Quem era aquele ruivo Nora? — me pergunta Vee super curiosa, Luce também está, mas ela não vai perguntar perto de Cam — Ele é um gato... É seu novo ficante? — ela pergunta com um olhar pervertido, ouço um “não pode ser” e Cam e Luce olham para Patch que está com uma expressão mais fria que o normal.

— O nome dele é Traves Crowler — eu digo para todos — ele é novo na escola está no 3º ano e ele estava perdido, só mostrei o caminho — disse a verdade para eles — e também... — acabei deixando a frase morrer.

— E também? — continua Patch — e também o que Nora?

— E também eu o conheci aquele dia que resolvemos nossa briga — eu disse olhando para todos menos para Patch — ele me viu entrar na trilha e me chamou, dizendo que eu poderia me perder... — coloquei a mão no queixo pensativa — Mas naquele dia, ele não me disse seu nome — dou de ombros.

Terminamos nosso intervalo conversando besteiras, como sempre. O sinal bate e vamos todos em direção à sala, logo escuto Carry On My Wayward Son e pego meu celular, olho o visor e vejo que é minha mãe.

— Podem ir à frente — mostro o celular — é minha mãe.

Eles vão em direção a suas respectivas salas e eu atendo a ligação, começo a andar para um lugar mais afastado, um corredor pouco movimentado a esse horário e realmente ele estava vazio, enquanto isso minha mãe dizia que ia resolver um problema e não estaria em casa para jantar, eu disse que tudo bem, e que depois conversávamos mais. Desliguei e coloco o celular novamente no bolso.

Quando ia andar em direção à sala, sinto meu corpo ser prensado a parede e minhas mãos seguradas novamente acima da cabeça — isso já tá virando rotina em — eu dou um suspiro de susto.

— Anjo, você tem que se afastar desse Traves — ele diz com uma voz extremamente rouca — tão sexy — ele olha em meus olhos — Por favor!

— Patch dá para você parar de fazer isso? — pergunto tentando me soltar — Me solta não quero te machucar — ele me solta meio relutante — Obrigada! E porque me afastar ele parece tão legal — eu digo começando a andar.

— Você não o conhece Nora — ele diz com um olhar enigmático.

— Você o conhece? — eu pergunto e ele desvia o olhar.

— Não... — ele diz, mas acho que ele o conhece sim.

— Então não o julgue sem saber — eu digo andando sem me importa com ele me seguindo — até que você me prove que ele não é confiável serei amiga dele sim.

— Anjo... — eu o cortei.

— Não Patch! — eu digo irritada — Você não manda na minha vida! Então pare de se meter, eu não me meto nos seus assuntos!

Começo andar em direção à sala a passos pesados. Odeio que mandem em minha vida, ainda mais ele, que faz o que quer e quando quer e eu não posso, pois ele está muito enganado!

Notas finais
Bom eai, o que vocês acharam? Queria pedir desculpas se houver algum erro :/ Bjos babys e até o próximo *-*