Notas iniciais
Boa Leitura ;)

Após Patch e Vee terem ido embora, Scott e eu entramos novamente. Minha mãe e meu pai estavam sentados no sofá os encarando com uma cara de preocupados.

– Onde estavam? – perguntou minha mãe um pouco séria.

– Fomos levar Patch e Vee até a saída, já está tarde né — disse Scott e deu de ombros. — Já são quase nove horas da noite...

– Tudo bem — disse minha mãe se levantando — Nora, vamos levar seu pai até a casa dele, Scott você vem também — Scott somente assentiu positivamente — Só vou pegar a chave da casa que está no meu quarto. Nora tire meu carro que é maior sim? Vamos todos nele — e após isso subiu as escadas.

Fui até a garagem retirar o carro da minha mãe e parei próxima a saída da casa, já próximo à calçada. Desci do mesmo o fechando, vou caminhando em direção à entrada quando escutei meu nome sendo chamado. Parei no mesmo instante me perguntando o que esse ser faz aqui novamente?

– Nora! — disse a voz masculina — Espere um pouco!

Eu me virei com a expressão mais fria que podia e com o olhar igualmente frio — O que você está fazendo aqui Hank? — eu perguntei realmente muito brava.

– Vim aqui saber como minha filha está... — ele parou de falar assim que a porta da casa fora aberta, ele encarava a todos que saíam primeiro foi Scott, depois minha mãe, mas seu olhar mudou para um muito sério quando viu a ultima pessoa a aparecer na mesma, ele não passou, pois mamãe parou no batente da porta — O que esse homem faz aqui Blythe? — ele perguntou assim que viu que meu pai era o outro homem que apareceu para sair da casa.

– Nada que eu te deva satisfações Hank! — diz mamãe visivelmente irritada — O que faz aqui? Já dissemos que não queremos nada vindo de você!

– Vim ver a minha filha! — ele diz superior com um sorriso ridículo nos lábios.

– Você está enganado Millar — disse meu pai sério e inabalável como sempre — Nora é minha filha — e após isso o sorriso no rosto de Hank foi se desfazendo até ficar em uma linha reta.

– Nora é minha filha! — Hank diz muito nervoso — Blythe escutou o que ele está dizendo? Como ele pode dizer que Nora é filha dele?

A discussão agora mudou um rumo diferente foi tomado, eu e Scott estamos agora somente observando o desenrolar desse assunto que envolve somente os três, estamos mais afastados para não nos envolvermos, mas pra falar a verdade eu estou muito ansiosa para saber o que essa discussão vai dar, finalmente eu poderei dizer quem é meu pai sem vergonha nenhuma!

– Está errado Hank — disse minha mãe o encarando seriamente — Connor que é o pai de Nora e não você... — Hank arregalou os olhos e abria a boca verdadeiramente espantado.

– Como assim? – perguntou Hank aturdido – Que brincadeira de mau gosto é essa Blythe?

– Não é brincadeira nenhuma Hank – minha mãe o olha seriamente sem mudar a expressão – Eu namorava Connor, você sabia disso. É algo mais do que natural termos nos relacionado mais intimamente, gerando assim a minha filha e dele – ela dá um sorriso superior – Naquele dia não chegamos a transar, eu te dopei, fiz você acreditar que tínhamos dormido juntos e que a filha de Connor era sua filha... Simplesmente não podia aparecer grávida sem um pai para minha filha, meu pai me mataria antes de eu dar a luz a minha pequena – e dá de ombros.

Enquanto eu escutava mamãe falando, um carro do outro lado da rua chamou minha atenção. Não que não passe carros por minha rua, mas eles nunca param. “Scott, olhe disfarçadamente para a rua – assim ele fez, eu não olhava mais – está vendo o carro parado do outro lado da rua? O Civic preto?” Scott olhava discretamente na direção do carro e logo falou comigo “Sim, mas o que será que ele está fazendo ali?”, quando fui responder o carro simplesmente se moveu silenciosamente pela rua, ainda com os faróis apagados e sumiu na penumbra da noite, olhei para Scott e ele tinha o mesmo olhar que eu, acabamos murmurando ao mesmo tempo em nossas mentes “Muito suspeito”. Paramos de conversar quando escutamos um grito.

– COMO VOCÊ OUSOU ME ENGANAR DESSA FORMA? – gritou Hank muito, mas muito nervoso – Eu acreditei que ela era minha filha! E agora depois de 17 anos descubro que não tenho nenhuma responsabilidade para com essa garota?

Não aguento mais — E VOCÊ FALA COMO SE TIVÉSSEMOS BRINCADO DE FAMÍLIA FELIZ DURANTE ESSES 17 ANOS! – eu gritei muito nervosa – Se liga você apareceu aqui há uns meses dizendo ser meu pai querendo me reconhecer como sua filha, nunca me deu nada, nunca participou da minha vida e vem querer cobrar como se tivesse direito sobre isso? – o olho friamente e digo com uma voz igualmente fria – Você não é e nunca será meu pai!

– Tudo o que Nora disse é verdade Hank – diz minha mãe muito séria – você nunca deu um centavo para ajudar na criação de sua suposta filha, então não tem direito nenhum de dizer algo.

– Blythe – meu pai disse finalmente saindo de casa – não adianta ficar falando nada com ele – minha mãe acena positivamente para meu pai – Millar, Nora já disse que você nunca foi presente como uma figura paterna e Blythe disse que você nunca ajudou na criação de sua suposta filha – meu pai olha para Hank com um olhar tão sério que até eu me encolhi – Com que direito você acha que pode cobrar algo delas?

– E você Sforza? – pergunta Hank sério e o encarando com superioridade – o que você fez para elas? Que eu saiba você foi tão pai quanto eu fui para ela. Abandonou Blythe grávida e só apareceu agora depois de 17 anos reclamando sua paternidade? – ele dá um sorriso debochado – faça-me o favor, somos iguais nesse aspecto.

– NÃO SE COMPARE A ELE! – eu gritei com toda minha fúria – Você não sabe de nada, nada do que ele passou, o porquê dele ter se afastado e porque de supostamente ter abandonado minha mãe! – eu disse muito irada – Ele foi obrigado a isso, não foi que nem você que se negou – eu me aproximei dele muito séria – Você não é ninguém para julgar o meu pai! – e não me segurei mais acertei um soco na cara de Hank que o fez voar longe – E isso foi por ter falado que minha mãe não passou de uma diversão!

– Você é forte Nora – diz Hank se levantando do chão e cuspindo um pouco de sangue – mas agora tiro um peso das minhas costas. – ele olha para minha mãe e depois para mim – pelo menos não precisarei mais me envolver com pessoas sem classe – e após isso saiu de minha casa e entrou em seu carro indo embora.

Minha mãe se aproximou de mim e me olhou muito séria – Nunca mais bata em ninguém ouviu? – eu assenti positivamente – é claro, a menos que sua vida esteja correndo perigo – ela deu de ombros e voltou até a porta a trancando – Vamos?

Todos nós seguimos para o carro de minha mãe, ela foi dirigindo com meu pai ao seu lado, Scott e eu fomos no banco de trás. O percurso até a casa de meu pai foi silencioso, mas de minha parte, pois Scott, mamãe e papai falavam sem parar desde que saímos... Eu estou é querendo descobrir o porquê daquele carro estar parado em frente a nossa casa, como se estivesse investigando ou buscando por algo... Será que era a pessoa que me procura? Preciso conversar com Patch. Sou tirada de meus devaneios, quando o carro para em frente a uma casa, ela é linda. Mamãe disse que era uma casa simples, mas de simples não tem nada! A pintura está um pouco gasta pela falta de cuidado com os anos, a mesma coisa com o portão, mas ela é muito bonita, suas janelas estão tampadas e a porta também com pedaços de madeira, mas nada que não possamos resolver.

– Que saudade! – escuto meu pai murmurar perdido em pensamentos – Está tudo da forma que me lembrava Blythe – ele dá um sorriso – claro, sem as madeiras... – ele dá um suspiro e depois abre a porta do carro, descemos do carro o seguindo e ele para em frente ao portão – Pensava que nunca mais iria por meus pés aqui... – ele destranca o mesmo com o molho de chaves que a minha mãe entregou – Vamos? – ele disse assim que abriu o portão.

Seguimos meu pai pelo pequeno caminho de pedras e subimos os degraus de uma pequena escada, paramos em frente à porta que estava lacrada, meu pai simplesmente puxou as tabuas de madeira as arrancando sem danificar a porta, agora o caminho já estava aberto, ele destrancou a porta e entrou. Minha mãe, Scott e eu ficamos na sala enquanto meu pai perambulava por toda a casa olhando cada detalhe... Logo ele aparece com um sorriso enorme.

– Está tudo do jeitinho em que eu me lembro... – ele abraça minha mãe e ela cora – foi você que a arrumou não foi? – minha mãe somente acena com a cabeça – Bom, já está tarde né? Vou ver se meu carro ainda pega, ele deve estar sem pegar esse tempo todo – ele dá um suspiro – mas amanhã eu vejo...

– Connor, seu carro está funcionando perfeitamente – minha mãe diz ainda sem olhar pra ele – eu sempre o levo no mecânico periodicamente, eu mesma, pois sei do ciúme que você tem dele – ela dá um sorriso e tira a chave do bolso – então amanhã aparece lá em casa para almoçar – ela dá um sorriso. – A propósito, vamos fazer um almoço em família, Nora, avise a Cam e aos outros para estarem em casa na hora do almoço.

– Tudo bem – ele devolve o sorriso.

– Tudo bem, mãe eu dou o recado. Pai, estamos indo na frente pra vocês se despedirem melhor – e pisquei, mas antes me aproximei e dei um beijo em seu rosto – Estamos no carro esperando – e peguei a chave do bolso de minha mãe e sai com Scott – Bolinha, o que você acha daquele carro preto? – perguntei abrindo a porta do carro e entrando no mesmo, Scott entra do meu lado.

– Suspeito Nora – ele diz se acomodando no assento ao meu lado – O que você acha que ele estava fazendo lá?

– Observando a rotina... – disse pensando um pouco – pode estar envolvido com os Parias – dei de ombros – amanhã vou conversar com Patch sobre isso...

– É o melhor que você faz – diz Scott perdido em pensamentos – vamos ficar mais espertos daqui pra frente...

– Certo, certo – olho para a porta da casa e vejo minha mãe se aproximando – Não comente nada com minha mãe – ele somente assentiu. Minha mãe entrou no carro levemente corada e eu sorri – Ué mãe, o que é isso em seu rosto?

– Não é nada – ela diz pegando a chave que eu estou estendendo a ela – Vamos pra casa...

– Mas me diz ai mãe – eu digo na maior expectativa, minha mãe já está com o carro em movimento – O que vocês resolveram?

– Estamos namorando... – ela diz dando um sorriso e me olhando pelo espelho retrovisor central do carro – Feliz?

– Muito! – eu digo dando pulinhos no mesmo lugar, mas logo fico um pouco mais séria – Provavelmente amanhã quando você acordar eu não estarei em casa, vou cedo à casa de Patch tudo bem mãe?

– Sim – ela diz e continua a dirigir. Mando a seguinte mensagem para Cam, Luce e Vee “Amanhã almoço lá em casa, minha mãe conta com a presença de vocês, nada de faltarem. Bjos *3*”. Coloco o celular no bolso, Scott está perdido em pensamentos e eu também acabo fazendo o mesmo. O que será que aquelas pessoas queriam observando a minha casa? Será que podia ser ladrões? Tenho que parar com isso de que tudo podem ser os párias né, porque hoje em dia tem tanto ladrão... Mas algo dentro de meu coração diz que eu sei o que é só não quero enxergar, e pra falar a verdade, eu não quero mesmo... Sou tirada de meus devaneios quando sinto o carro parar, descemos do mesmo e minha mãe se dirige em direção ao escritório – Bom crianças, boa noite, vou terminar meu trabalho.

– Boa noite – respondemos eu e Scott em uníssono.

– Scott, eu vou subir agora – subi dois degraus da escada, me virei pra ele e sorri – Boa noite – ele me respondeu e eu entrei em meu quarto, já fui tirando a roupa e tomei um banho demorado e relaxante. Sai coloquei meu pijama e logo adormeci.

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Acordei um pouco antes das 7 horas. Levanto-me preguiçosamente, vou pra casa de Patch e termino de dormir lá... Belo plano... Vou para o banheiro e tomo um banho rápido, saio enrolada na toalha e coloco uma lingerie vermelha, visto uma meia fina preta, um shorts jeans azul uns três dedos abaixo da poupa da bunda, coloco uma baby look preta e meus inseparáveis all star. Deixei meus cabelos soltos mesmo e não coloquei nenhum acessório... Preguiça nível máster...

Peguei meu celular e o coloquei no bolso, desci para a cozinha comi alguma coisa, só pra não sair de estomago vazio e peguei minha chave. Fui para a garagem e entrei em meu carro, saindo para casa de Patch em seguida, coloquei uma música qualquer e dirigi o mais rápido possível para a casa de Patch, cheguei antes das oito, Patch costuma acordar as 10h00min no final de semana. Desci do carro e o tranquei, parei em frente à porta da sala e a destranquei – há, pensaram que ia acordá-lo né? Errado, eu tenho a chave, ele me deu. Bitch please – entrei na casa, trancando a porta novamente, desta vez com a chave dele mesmo que está na fechadura.

Subi silenciosamente pela escada, tomando o cuidado para não fazer nenhum barulho alto demais, vai que ele tá acordado. Parei em frente à porta do quarto e a abri devagar, olhei pra dentro do quarto e ele continua dormindo, dei um sorriso, entrei, fechei a porta, nossa, mas que quarto mais escuro! Patch sempre coloca algo pra impedir a claridade de entrar, dei um suspiro e as cegas caminhei até o outro lado da cama, ainda bem que já conhecia muito bem o quarto, me sentei devagar tirei meu tênis e me deitei, logo adormeci.

Pov’s Patch on.

Nossa, cheguei em casa moído, as vezes não sei de onde vem tanta preguiça. Tomei um banho relaxante, é uma pena tirar o cheiro da Nora de meu corpo, mas fazer o que, tenho que estar cheiroso para ela amanhã, terminei meu banho, me sequei e só vesti uma cueca Box vermelha e subi as escadas, deitei em minha cama e logo apaguei. Nossa de repente ficou calor aqui e que peso é esse sobre o meu corpo? Estou sentindo algo em cima do meu braço esquerdo e de meu peito, que estranho!

Com a minha mão esquerda começo a passar por essa coisa que está em cima dele, sinto um movimento de sobe e desce muito estranho, continuo descendo e logo sinto algo, seria um jeans? Subo novamente e sinto uma pequena “lombada”, e isso seja lá o que for se aconchega mais a mim e logo sinto uma respiração em meu pescoço, tão gostoso... Mas, espera ai...

Com a minha mão direita passei sobre o peso de meu braço e percebi que realmente era uma pessoa e pelo o que eu podia sentir é uma mulher, pois peguei em seu seio sem querer... Qual é, está escuro meu povo lindo, não dá pra ver aonde vou por a mão. Abro os olhos assustado! Sim estava de olhos fechados até agora pensando ser um devaneio de minha mente que tinha alguém comigo!

Ai meu Deus! Quem é essa mulher que está na minha cama? Nora não dormiu aqui, fato. Eu cheguei sozinho ontem, eu me lembro de que não bebi nada! Será que tenho alguma stalker e ela invadiu minha casa enquanto dormia? Passo a mão pelo meu abdômen em direção a minha cintura e senti minha cueca.

Ufa! Pelo menos estou vestido, se é que posso chamar assim... Nora vai me matar, ela vai terminar comigo, ai meu senhor, ela vai pensar que trai ela... Dou um suspiro, decido ver quem está do meu lado, como ela está “grudada” em mim, não consigo me levantar, com minha mão direita pego meu celular que está em cima do criado mudo, seja o que Deus quiser.

Aperto o botão e a luz da tela se ascende. Viro o celular para o lado e vejo aquele mar de cachos castanho-avermelhado ao meu lado, espera aí, cachos? Puxo a garota ao meu lado gentilmente e ela vira de barriga para cima ainda dormindo, aperto novamente o botão do celular que já havia se apagado e ele ilumina o rosto ao meu lado. Dou um sorriso de canto, Nora sempre consegue me surpreender, essa garota é realmente incrível!

Olho a hora, 09h37min coloco o celular novamente no criado mudo, acendo o abajur que está em cima do mesmo e abraço Nora. Fico acariciando os cabelos dela, logo ela se mexe novamente e se vira pro outro lado, a abraço por trás, tiro os cabelos dela do “meio do caminho” e começo a distribuir beijos pela sua nuca.

Nora se remexe e eu continuo com meu trabalho, pra você ver como sou um namorado prestativo. Vou distribuindo mais beijos pela sua nuca e vou em direção ao pescoço, dessa vez escuto um suspiro e dou um sorriso sobre sua pele.

– Antigamente se esperava as pessoas acordarem – ela diz dando um sorriso e se virando para mim – é muito feio atacar as pessoas dormindo Jev – ela me dá um olhar repreensivo, mas depois sorri.

– Não quando essa pessoa invade minha casa – dou um sorriso pra ela – me deixou muito surpreso Anjo.

– Queria te surpreender – ela dá um sorriso e me beija, me forçando a deitar novamente e ela se senta em cima de minha cintura... Hum, acho que não vai dar muito certo isso... Nora me beija de forma decidida e muito intima, mas é claro, somos namorados e eu amo essa garota mais do que tudo.

Minhas mãos vão para suas costas e eu a acaricio gentilmente, ela passa suas mãos pelos meus cabelos dando leves puxões e aprofundando ainda mais o beijo. – Espero não ter feito mal fazendo isso – ela diz assim que nos separamos – invadido a casa do meu namorado para terminar de dormir com ele – ela desce em direção ao meu pescoço e me dá alguns beijos nessa região, sinto meus pelos eriçarem – se é que podemos dizer assim... – ela continua distribuindo beijos e às vezes passa a língua por ali.

– Não fez mal algum Anjo – eu digo levantando a camiseta, camisa, sei lá, o que ela tá usando e coloco minhas mãos por dentro da roupa, acariciando toda a extensão das costas de Nora. Gosto de sentir a pele dela, uma pele macia e que sempre me faz querer tocá-la – A propósito, você me assustou aparecendo assim do nada – ela sorri ainda em meu pescoço.

– Por quê? – ela pergunta se levantando para olhar em meus olhos e mesmo a pouca luz do abajur, ela tem aquele mesmo brilho de sempre – Pensou que fosse outra? – ela diz se dirigindo ao outro lado do meu pescoço, fazendo a mesma coisa que fazia antes.

– Pensei que alguma louca tinha descoberto onde eu moro e invadiu minha casa enquanto eu dormia – desço novamente minhas mãos pelas costas de Nora e seguro a base de sua roupa, ainda não descobri que roupa ela está usando. A puxei para cima, obrigando Nora a se levantar para terminar de tirá-la, ela mesma terminou e jogou em um canto qualquer do quarto, me dando uma bela visão da lingerie vermelha que está usando, será que está com o conjunto? – E imagine minha surpresa quando vejo minha linda namorada do meu lado – dou um sorriso quando ela cora – Pode fazer isso mais vezes, eu não vou reclamar... – e ela me beija novamente. Ô mulher que gosta de tomar a iniciativa!

Continuamos com o beijo e Nora, foi descendo a mão pelo meu peito, às vezes passava as unhas levemente o que me fazia arrepiar, eu desci minhas mãos de suas costas em direção ao seu bumbum e apertei a carne dali, o que fez com que Nora gemesse em meus lábios, só com isso já sinto minha ereção mais dura do que antes, pois com os estímulos de Nora, ele foi ganhando vida né?

Fui em direção ao botão do short de Nora e o abri, logo desci o zíper, ainda sem interromper o beijo fui me sentando, Nora se apoiou nos joelhos e eu desci seu short. Mas ai ela se afastou. A olhei sem entender, eu sentado e ela ajoelhada – O que foi? – eu perguntei confuso pelo súbito afastamento dela.

– Calma! – ela diz dando um sorriso e descendo da cama, ainda olho para ela confuso, mas ai eu presto atenção em suas pernas, elas estão pretas. Aproveitei para pegar o preservativo e o deixei em cima da cama. Nora terminou de tirar o short e tirou também a meia fina preta que estava usando ficando apenas de lingerie vermelha que se diga de passagem é muito provocante, mas conhecendo Nora como conheço, sei que ela não tinha planos de me seduzir, o que me excita mais ainda, nessa inocência que ela tem as vezes... – Pronto, só não queria que rasgasse minha meia fina – e dá de ombros, sobe na cama de novo e se senta em meu colo de frente pra mim – Agora podemos continuar... – e acaba esfregando nossas intimidades de forma inocente.

Nora acaba me deitando novamente e para de me beijar, deixei um suspiro frustrado escapar, não queria que ela parasse de me beijar, ela foi descendo pelo meu peito deixando um rastro de beijos e vai em direção a minha cueca, dou um suspiro só de imaginar ela em seu destino. Logo Nora chega até o cós da minha cueca e a retira lentamente, quando termina de retirá-la joga em um canto qualquer do quarto, nem ligo, depois é só pegar tudo.

Ela me olha nos olhos um instante e dá um sorriso sapeca não entendo, mas logo sinto seu polegar apertando a cabeça de minha ereção, fecho os olhos só com isso. Como pode até uns dias ela não fazia nada disso... Ainda bem! Nora é minha e de mais nenhum outro! Logo sinto sua língua e pronto, me entrego pra ela como nunca me entreguei a nenhuma outra!

Ela mesmo com seu jeito tímida e sem saber o que fazer, todas as vezes que fazemos amor é algo totalmente diferente pra mim. Logo ela põe toda a minha ereção em sua boca, e fica subindo e descendo, logo quando menos espero sinto minha liberação a caminho tento tirá-la de lá – Nora... Para, eu... – a puxo, mas ela não deixa e acabo gozando na boca dela, ela engole tudo. Fico com a respiração descompassada e fico de olhos fechados até que sinto Nora sentando em cima de mim novamente, e logo sinto seus lábios contra o meu. Ela me beija doce e ternamente. Sinto o meu gosto.

Sem interromper o beijo, mudo de posição, finalmente ficando por cima. Vou descendo os beijos por seu pescoço logo chegando ao sutiã que ela usa, mas antes que eu o tirasse Nora o abriu me mostrando que o fecho era na frente e não atrás, ainda bem, nem tinha percebido, ela o jogou pelo quarto, comecei a lamber um dos mamilos, com minha mão esquerda, desci em direção à intimidade dela, coloquei a calcinha para o lado e introduzi um dedo em sua intimidade, o que fez com que Nora gemesse minimamente, ah, mas eu queria ouvi-la e muito.

Ainda com seu mamilo em minha boca, desci um pouco sua calcinha e introduzi dois dedos dessa vez, ela gemeu um pouco mais agora, interessante. Vou descendo os beijos por sua barriga, e logo chego onde queria, continuo a estimulando com os dedos e logo a estimulo com minha língua em seu clitóris, e fico assim com os dedos e com a língua, Nora começa a gemer cada vez mais, o que me excita novamente, não muito tempo depois sinto um liquido invadindo minha boca. Nora está com a respiração irregular e ainda de olhos fechados, suas pernas estão abertas e dobradas. Aproveito essa distração dela e coloco o preservativo.

Ela ainda continua de olhos fechados, quando a penetro de uma vez. Ambos soltamos um gemido alto, comecei a me movimentar cada vez mais rápido. Nora passava suas mãos, por minhas costas, barriga, peito e pernas, passava a mão até onde ele alcançava em meu corpo, o que me faz sentir com muita mais intensidade. Como toques tão inocentes podem ser tão viciantes e extremamente prazerosos? – Jev, mais rápido, por favor... – ela diz entre os gemidos o que me excita mais ainda – Claro meu Anjo – eu digo dando um beijo em sua testa e aumentando a velocidade.

Nora cada vez mais se contorce abaixo de mim e eu só me delicio com as reações que posso causar nela, somente nela. Coloco uma das pernas de Nora em meu ombro e começo a me movimentar novamente. Nora pede cada vez mais, e como negar isso ao meu Anjo? – Jev... – ela diz quando chega ao clímax e só com essas palavras o meu chega também... Solto a perna dela e acabo desabando sobre ela. Nora me abraça e acaricia meus cabelos.

– Eu te amo Jev.

– Eu também te amo Nora.

Pov’s Patch off.

Patch ainda ficou um tempo deitado sobre mim, esperando nossas respirações se normalizarem. Quando elas se normalizam, ele se levanta e sai de dentro de mim. Também me levanto e começo a procurar minhas roupas jogadas pelo chão, vesti novamente minha calcinha e meu sutiã, minha meia, meu short e minha baby look, quando fui calçar os tênis percebi um olhar constante sobre mim.

– O que foi? – eu perguntei terminando de calçar os tênis.

– Nada – Patch respondeu colocando sua cueca e foi inevitável, eu corei – é que você é muito sexy se vestindo – ele abre um sorriso de orelha a orelha – Porque você corou Nora?

– Não é nada Patch! – eu disse desviando o olhar, mas logo o senti subindo na cama e me abraçando por trás.

– Prefiro quando me chama de Jev, Nora – ele diz sussurrando em meu ouvido – e saiba que tudo isso aqui, é seu – ele me dá um beijo no pescoço – saiba que pode olhar a vontade...

Dou um sorriso – só olhar?

– O que você quiser – e me beijou. Um beijo rápido, se levantou e foi em direção ao guarda roupa – mas me diz Anjo, porque você veio aqui me acordar?

– Vim te chamar pro almoço que vai ter lá em casa, todo mundo vai – dei um sorriso – Você vai né? É pra comemorar a volta da minha mãe e do meu pai! – dei pulinhos sentada no mesmo lugar.

– Sim eu vou – ele pegou uma calça jeans preta, mas me surpreendendo pegou uma camiseta polo vermelha e a vestiu, eu fiquei o olhando tão intensamente que o mesmo corou – O que foi?

– Você fica lindo de vermelho – eu disse dando um sorriso – Acho que me apaixonei de novo...

– Sendo só por mim – ele diz se aproximando e me dando um selinho – pode ser quantas vezes você quiser Anjo! – ele se afastou de novo e colocou um tênis preto – Mas diz ai, não foi só por isso que você veio...

– Já sabe muito sobre mim não é Cipriano – ele dá um sorriso de canto – Mas não é só isso mesmo, ontem depois que você foi embora Hank apareceu lá em casa e minha mãe contou que eu não era filha dele e blá, blá, blá, me irritei com ele e dei um soco no meio da cara dele – Patch dá uma gargalhada – Mas o que me deixou meio assim não foi isso Jev...

– E o que foi Anjo?

– Ontem no meio dessa confusão tinha um carro em frente a minha casa nos observando – eu disse olhando nos olhos dele – E depois de um tempo saiu, foi embora. Scott também viu e achou tão suspeito quanto eu... – dei um suspiro – Acho que era o cara está me seguindo...

– Nora, temos que falar com Cam sobre isso também... – ele diz se sentando ao meu lado – Você pode estar correndo perigo...

– Tudo bem – eu disse e minha barriga roncou alto, corei e muito – Acho que estou com fome...

– Claro, vamos comer – disse sorrindo. Descemos e ambos escovamos os dentes, depois fomos comer alguma coisa na cozinha. Quando terminamos de comer vamos para a sala, ele liga a TV, mas quando ia mudar de canal seu celular toca, ele olha para o visor e faz uma careta, já sei quem é: Marcie – É a Marcie Anjo...

– Posso atender? – eu pergunto olhando para ele. Ele fica em duvida e nada diz – Eu só vou atender se você permitir – e dei de ombros.

Ele me estende o celular que ainda toca – Faz o que você achar melhor – e dá um sorriso de canto.

– Alô?

Alô? – a voz enjoativa dela se faz presente aos meus ouvidos – Quem é?

– Quem é não interessa – eu digo séria – O que você quer?

Quero falar com o dono do celular – ela disse irritada – que se diga de passagem é meu namorado! Quem é que ta falando?

Dou uma risada sarcástica – Tem certeza desse fato querida?

Mas é claro que sim! – ela grita comigo – Eu quero falar com o Patch!

– Mas ele não quer falar com você! – eu digo muito séria – Porque você não se toca que ele não quer nada com você?

Quem disse que ele não quer nada comigo? – ela pergunta presunçosa – Ele é meu!

– Só se for nos seus sonhos! – eu digo ficando irritada.

Cansei disso, passa o telefone pra ele cansei dessa palhaçada – ela diz nervosa – Não quero falar com você e sim com ele – ela dá uma gargalhada – a propósito qual é o nome da vagabunda que está falando comigo?

– Ora, já estamos descendo o nível? – eu pergunto tirando sarro – Você não vai falar com ele porque ele não quer – ele olha pra mim e segura o riso – A propósito, quem está falando é a namorada dele...

Ah, então você é a tão famosa namorada – ela diz sarcástica – mas não quero saber de você, passa o telefone pra ele, por favor?

– Chega Millar, você não vai falar com ele e ponto – eu digo muito irritada – para de ligar pra ele! Não vou mais ficar perdendo meu tempo com você tenho muito mais o que fazer do que ficar escutando essa sua voz enjoativa!

Ora, ora, se não é Nora Grey! – ela diz fazendo graça – Sabia que era uma vadia que rouba namorados alheios...

– Marcie agora eu perdi minha paciência com você! – eu digo muito, mas muito irada – Se você chegar perto dele, se eu sonhar que você tentou beijá-lo novamente – dou um sorriso maquiavélico que até Patch se encolhe no sofá – ah, mas você vai se ver comigo...

Vo-Você não teria coragem... – ela diz insegura dá resposta.

– Tenta a sorte então! – eu digo dando um suspiro – recado está dado, agora eu vou passar o telefone pra ele, mas saiba que se eu descobrir que você ligou pra ele, se aproximou dele ou falou com ele, nem seu amado papai te salva minha queridinha!

Seu pai também Nora... – ela diz num sussurro.

– Nunca! – eu digo irritada novamente – pergunte a ele, Hank te dará as respostas. Agora fale de uma vez e nunca mais ligue pra ele. – estendi o telefone para Patch e me retirei da sala. Segui para a cozinha e tomei um copo com água, chegou uma mensagem no meu celular, mas era da operadora... Credo! Disquei o numero de Cam, deu dois toques e ele atendeu – Oi meu amor! – senti meu celular ser arrancado de minha mão e um Patch muito nervoso levá-lo ao ouvido, revirei os olhos – É só o Cam! – ele me devolveu o celular – Oi Cam...

Ele está morrendo de rir do outro lado – Patch é muito ciumento em Nora! – ele diz e para de rir fazendo aquele “ai, ai” – O que foi?

– Ciumento demais Cam – digo revirando os olhos – Mas diz ai, vai lá em casa né?

Daqui a pouco eu estou saindo com a Luce – ele diz.

– Tudo bem, até daqui a pouco – e desligo. Olho para Patch e ele está corado – Não vou nem comentar nada – eu disse indo em direção à porta – Vamos lá pra casa vai – e saí, Patch me seguiu – Não vai no seu carro?

– Não, quero que você me traga aqui – ele diz me abraçando e me dando um selinho – Vamos – saímos, ele trancou a porta e entramos no meu carro, dirigi tranquilamente até minha casa, mas quando estava estacionando eu vejo o carro mais perfeito do mundo! Um Impala 67 preto todo reluzente, na minha cabeça até fez aqueles “Oh, oh, oh!” – Ai. Meu. Deus – eu disse assim que parei e já desci do carro, indo em direção ao outro, o analisando todo – AI MEU DEUS!!!! Que carro perfeito meu senhor – pulo em cima do capô abraçando o mesmo – Ai, estou me sentindo em Supernatural. – logo minha mãe e meu pai saem de casa assustados.

– O que foi? – pergunta minha mãe, mas quando me vê abre um sorriso – Não disse que ela ia amar o seu carro?

– Esse carro é seu pai? – ele assentiu – Demais!!! – desci do capô do carro e fui em direção à porta – Vamos deixar minha loucura de lado... – sorri – vamos entrar vai!

Andamos até em casa, Scott está na sala assistindo TV, me sentei do lado dele e Patch ao meu, não tocamos mais no assunto Marcie. Logo a campainha toca e minha mãe abre a porta, depois alguns segundos aparecem na sala Luce e Cam, mas eu estou com uma sensação ruim no peito, estou inquieta.

– Olá pessoas – diz Luce toda alegre e se senta no outro sofá ao lado de Cam – Cadê a Vee?

– Não chegou ainda — eu disse – Scott, ela ligou?

– Sim, ela disse que estava saindo de casa – e dá de ombros.

– Vou ligar pra ela – eu digo e pego meu celular discando o numero dela, dão cinco toques e ela atende – Oi Vee!

Olá Raio de Sol – ela diz e sei que ela está sorrindo – Porque o motivo da ligação?

– Porque você está demorando ora! – eu digo fingindo estar brava – Onde você está?

Acabei de virar na avenida aqui perto de casa – ela diz numa tranquilidade, que vontade de dar uma bordoada na cara dela – Qual é Nora daqui a pouco estou ai!

– Hm... – eu digo desinteressada – Tudo bem então... – mas do nada escutei uma pancada – Vee, que barulho foi esse? – ela nada responde, mas escuto-a falando “Mas que droga é essa?” – Vee? – nada dela responder – VEE SKY DÁ PRA VOCÊ ME RESPONDER PORRA! – e todos dá sala me olham sem entender nada.

Nora – dou um suspiro aliviada. – Nora, tem um carro enorme batendo na traseira do Neon, ele quer me fazer rodar!

– Como assim Vee? – eu pergunto confusa – Te fazer rodar? – Todos me olham mais confusos ainda – Acelera garota, é sua vida que está correndo perigo!

Nora, sério mesmo que você está me mandando acelerar? – ela diz sarcástica.

– Vee, não é hora de gracinhas! – eu digo nervosa – Onde você está? – todos começam a me pergunta o que está acontecendo e eu peço silencio nem um pouco gentil – Vai Vee responde caralho!

Estou indo entrar na rodovia, mas o Neon não é nada potente Nora – posso perceber que ela está chorando – eles vão me pegar Nora! – ela entrou em desespero, merda!

– Vee, você tem que manter a calma! – eu digo nervosa, bom eu também tenho – Eles ainda estão atrás de você?

Estão, mas não muito perto – ela diz voltando a se acalmar e dá um suspiro – Quem será que são eles?

– Eu não sei, mas tenho uma ideia Vee – eu digo um pouco nervosa ainda – Ta muito longe daqui?

Não – ela diz ainda nervosa – Estou saindo da rodovia – mas de repente escuto um barulho muito alto e Vee dizendo – Nora, eu vou bater – e uma pancada altíssima e depois silencio...

– Vee? – eu digo andando em direção à porta – Vee me responde... – nada, mas se ela estava aqui perto dá pra ir andando, ou correndo, sei lá, dá pra ir e ver como ela está, mas quando vou andar me seguram, era Patch. Olho pra ele e ele me olha confuso, eu estou chorando só depois eu percebi – A Vee, sofreu um acidente – disse num fio de voz – eu preciso ir...

– O que aconteceu Nora? – me pergunta Scott aflito – O que houve com a Vee?

– Ela sofreu um acidente aqui perto – eu disse no mesmo fio de voz de antes. Scott, também começou a chorar – Bolinha vamos logo – eu digo, mas paro assim que meu celular toca com o numero de Vee. – Alô?

Ora, ora – a pessoa diz o outro lado da linha – Estamos com sua querida amiguinha Nora Grey!

Notas finais
Gente, Nora e Patch são muito pervertidos!!! Vee sofreu acidente, porque foram até ela? Quem pegou a mesma? E agora? *Casa Connor: (http://4.bp.blogspot.com/-fv0EBayN_44/UDqeTB-ldmI/AAAAAAAABBg/dIWbaK9X2WM/s1600/casas-bonitas-5.jpg). *Carro Connor: (http://4.bp.blogspot.com/-BAj9ec_iyes/Tj1-xxsWcnI/AAAAAAAAADM/ecl9Jei7OyE/s1600/impala-67-chevrolet-2501343-800-450.jpg). Até mais babys *----*