Angel's Black and White
14 Capitulo 12
Notas iniciais
Patch aperta minha mão em sinal de conforto, todos olham para mim, sabem o quanto é delicado esse assunto para mim. Dou um suspiro tentando me conter e me controlar.
— E onde estaria meu pai Cam? — eu pergunto curiosa.
— Bom ai é que está... — ele apóia a cabeça no ombro de Luce — seu pai está aprisionado no Inferno.
Arregalo os olhos espantada. Então é por esse motivo que meu pai sumiu? — Há quanto tempo Cam, meu pai está aprisionado?
— Há um pouco mais de 17 anos... — ele me olha com pesar, sabendo o que eu estou pensando — então Nora, Connor não te abandonou por que quis possivelmente ele foi obrigado a te abandonar, a você e a sua mãe... — ele me olha com carinho — você só não o conheceu por este fato, mas resta agora saber quem e porque aprisionou seu pai... — ele dá um suspiro — talvez seja a mesma pessoa que está atrás de você agora, talvez essa pessoa tenha o conhecimento de quem você seja, de quem é seu verdadeiro pai...
— Então a possível pessoa que prendeu Connor, está atrás de Nora? — pergunta Patch, ele acaricia minha mão gentilmente — Então temos que ir até Connor e descobrir quem o aprisionou...
— Vocês sabem como ir ao Inferno? — Scott pergunta curioso.
— Cameron sabe — responde Luce o encarando, ela acaricia seu rosto e ele a olha com certo medo — Está na hora de contar a eles não?
Cam dá um suspiro e nos olha — Tem uma coisa sobre mim, que vocês não sabem e nem queria que soubessem... — ele olha diretamente para mim e Vee — há muito, muito tempo mesmo, eu fui um... Demônio... — ele dá um suspiro cansado — Fiquei alguns séculos no Inferno, servi como um demônio e fiquei muito próximo de Lúcifer lá, e quase me tornei um dos seus demônios mais fieis. Mas já estava começando a cansar de tudo aquilo, tentei me desligar algumas vezes, mas sempre me torturavam e eu continuava por mais um tempo — ele dá uma pausa e depois um suspiro.
"Um dia vim dar uma volta na Terra e ai foi quando encontrei Luce, vi aquela linda garota de cabelos longos em forma de cascatas e me apaixonei perdidamente e eu sabia que ela era um Anjo, mas não me importei, saí do Inferno e fiquei muito tempo vagando sem um lado fixo e ainda hoje é assim... — ele dá de ombros — mas tenho livre acesso ao Inferno ainda, e ao Céu também".
— Sempre achei que você era do mal — ele me olha assustado e posso ver o medo da rejeição em seu olhar, eu dou um sorriso — Cameron, eu não me importo com isso, mesmo que se você ainda fosse aliado ao Inferno e que ainda fizesse maldades por aí, continuaria sendo meu irmãozão! — e eu dou o melhor sorriso que eu tenho. — Aquele que eu posso contar sempre, que me escuta e me aconselha da melhor forma possível e que acima de tudo, me apóia nas minhas loucuras...
— Isso mesmo Cam! — diz Vee dando um sorriso — As pessoas erram, e na sua cabeça isso era certo, não vamos gostar menos de você por isso, isso só nos mostra cada vez mais que você confia em nós a ponto de contar algo que podemos ver o quanto te deixa desconfortável — e dá um sorriso que mostra as covinhas dela. — Mas isso não quer dizer que vamos parar de andar com você, ou que vamos te afastar, muito pelo contrário. Você é o irmão que nem Nora e nem eu temos, sempre presente em nossos momentos de alegria quanto os de tristeza...
Cam se levanta e caminha até o sofá em que estamos, estende uma mão pra mim e a outra pra Vee, quando pegamos, ele nos puxa em sua direção e nos abraça bem apertado — Obrigado meninas! — ele dá um beijo em nossas testas — por isso que vocês são únicas e de grande importância em minha vida... Por isso que sempre quero estar por perto de vocês, sendo esse irmão que vocês podem contar para sempre, nas horas boas e ruins — Cam nos solta do abraço — vocês três são as mulheres mais importantes da minha vida! — ele me dirige um sorriso que só nós conhecemos — feliz o dia em que eu quase atropelei as duas doidas, uma na bicicleta e a outra no patins... — ele sorri nostálgico — se não fosse isso, não teria minhas irmãs do coração agora!
— Verdade, Cam — diz Luce sorrindo — aquele dia eu me assustei, estávamos de carro na avenida que passa ao lado do parque da cidade, Cam tinha acabado de sair do sinal quando uma ruiva com uma bicicleta descia uma ladeira enorme, que é de frente ao parque, com uma loira de patins segurando na garupa da bicicleta ambas com um sorriso enorme em seus rostos melhor ainda foi o tombo delas, quando Nora bateu com a bicicleta na guia da calçada e as duas voaram na grama do parque — ela sorri nostálgica — Belo dia aquele e um dos melhores dias da minha vida, só perde para o dia que te conheci Cam! — e ela sorri para ele.
— Para mim também meu amor — e sorri para ela — Nora e Vee entraram em nossas vidas dessa forma, com um quase atropelamento e junto com a primeira cicatriz de Nora — ele olha para mim — você nunca nos esqueceria mesmo se quisesse!
— Verdade — eu disse dando uma gargalhada me lembrando daquele dia — Foi naquele dia que eu fiz a cicatriz em minhas costas... — disse assim que parei de rir — Com meu voo eu caí em cima de uma pedra do parque que fez um rasgo em minhas costas na diagonal, me lembro até hoje da dor — faço uma careta — lembro que a primeira coisa que vi quando abri os olhos foram duas esmeraldas me encarando preocupado. — dou um sorriso — e desde aquele dia não nos afastamos mais...
— Então foi assim que se conheceram — diz Scott sorrindo — eu já tinha ido embora... Mas então foi isso o que aconteceu com a bicicleta que eu te dei Grey?! — ele diz sorrindo — Nora tem algo que você não destrua em suas aventuras?
— Na verdade a bicicleta que Nora conseguiu destruir foi a minha, aí ela me deu a sua como presente de desculpas — diz Vee dando um sorriso — está guardada até hoje! — Scott cora e Vee sorri — Sim você já tinha ido embora, na verdade fazia exatamente uma semana, Nora estava cada vez pior com os ataques de raiva dela e acabou entrando para uma gangue de Gansters da pesada e chegava em casa toda machucada em cada briga que entrava, aí propus de andarmos de bicicleta para ela não ir mais para a gangue, acabamos nos aventurando muito aquele dia — Vee sorri nostálgica — Depois desse dia Nora nunca mais andou com a gangue, mas dava umas escapadas para lutar, até Cam começar a se meter e já faz um ano que ela não se mete mais com eles... Mas — ela faz uma pausa e eu congelo — há uns cinco meses atrás ela recebeu uma ligação de Roberth que eu sei... — é hoje que eu morro!
— COMO?? — Grita Cam e Luce.
— Já foi... — eu digo indiferente — e eu nem fui para o torneio dessa vez...
— Anjo, você ainda está falando com essas pessoas? — Patch pergunta sério.
— Não Jev, não ando mais com eles — depois que falei lembrei que o chamei de Jev, coloco ambas as mãos na boca.
— Não tem problema Anjo... — ele diz sorrindo — essa é umas das exceções, estamos com nossos amigos, não faz mal Vee e Scott saberem meu nome...
— Jev? — diz Scott curioso — esse é seu nome? — Patch assenti — Bom não se preocupe, não vamos contar a ninguém e só te chamaremos de Patch — ele dá de ombros — Bom já distraímos Nora de toda aquela tensão que ela estava agora podemos voltar ao assunto de origem...
— Sim, eu sei — diz Cam dando um suspiro — Acontece que até eu tinha que dar uma relaxada — ele dá um sorriso — Como vocês ficaram sabendo eu já fui um demônio e sei como ir ao Inferno, e vou juntar as coisas necessárias ainda essa semana, mas a questão é, será que todos nós devemos ir? — ele pergunta receoso.
Todos ficam em silêncio, percebo que Vee encara Scott, eles devem estar conversando, mas a pergunta de Cam realmente é importante, será que devemos todos nós irmos, acho que não pois chamará muita atenção... Mas como vamos saber quem vai ou não, seria muito chato “excluir” alguém...
— Cam — diz Scott chamando atenção de todos — Vee e eu conversamos e chegamos a uma conclusão — ele olha diretamente para mim — Nada mais justo Nora ir, até porque estamos falando do pai dela — ele olha para Cam — não seremos de muita ajuda caso alguém os ataque, não somos bons em lutas, estaremos mais seguros aqui... — ele dá um sorriso de canto. — e alguém tem que acobertar vocês...
— Então está decidido — Cam se levanta e para no meio da sala — vamos eu e Nora... — ele foi interrompido por dois gritos.
— E EU?? — grita Luce e Patch juntos.
Cam os olha em dúvida — Patch, você quer mesmo ir lá? — ele olha sério para Patch — Sabe que ela poderá estar lá... Isso não te afeta? — ele olha sério, muito sério para Patch.
— Não me importo onde Dabria esteja Nora é minha prioridade e não ligo se ela estiver lá — ele olha para mim — eu não a amo há muito tempo...
— Bom pelo o que eu vejo já contou a Nora sobre ela — eu aceno que sim — e você Nora, se incomodará quando vir Dabria? — faço que não — Bom... E você Luce, porque quer ir?
— Sério mesmo Cameron, que está me perguntando isso? — ela o olha incrédula — eu sou sua mulher e não vou te deixar sozinho! Vou junto, mesmo que tenha que fazer isso sozinha! — ela está nervosa — E também quero ir por Nora, não vou abandoná-la.
— Ô mulher difícil que eu fui arrumar em! — ele diz sorrindo — Tudo bem meu amor, você pode ir junto... — ele olha para mim e Patch — Como Nora já tem conhecimento de Dabria, não será mais um problema caso a encontremos lá... — ele olha para Vee e Scott — você não irão, mas assim que voltarmos entramos em contato, lógico que não podemos levar nossos celulares, então eles ficarão com vocês... — ele se senta de novo ao lado de Luce e segura em sua mão — Amanhã eu vou atrás de umas pessoas para pegar o que for preciso...
— Que dia exatamente iremos? — perguntou Luce.
— Assim que eu conseguir tudo necessário — responde Cam indiferente.
— E quanto tempo demoraremos lá? — eu pergunto com curiosidade.
— Isso é relativo — ele dá de ombros — Nem parece que estou falando com a viciada em Supernatural — ele me olha cinicamente — Quanto tempo Dean ficou no Inferno?
— Quatro meses — eu digo sem graça, pois já sabia onde ele queria chegar — Já entendi... Ele ficou lá quatro meses, mas para ele foi como se tivesse passado 40 anos... — dou um suspiro — espero não passar muito tempo...
— E não vai, pode ter certeza — ele disse convicto.
Conversamos mais um pouco sobre meu relacionamento com Patch, pois todos queriam saber como começamos a namorar e porque Patch contou o nome dele para mim, logo deu o horário da escola.
— Cam, acho melhor irmos — eu disse me levantando do sofá — você deve estar cansado de tudo isso — eu dou um sorriso — amanhã conversamos na escola, bom descanso. — fui até ele e dei um beijo na testa dele e na de Luce — tchau.
— Tchau gente — ele disse se levantando e indo em direção ao banheiro, Luce nos leva até a porta — Tchau galerinha, até amanhã — e nos dirige um sorriso.
Murmuramos um tchau e vamos em direção aos nossos carros. — Scott — eu chamei a atenção dele quando chegamos a nossos carros — Você vai pra casa de Vee? — ele assente que sim — Tá bom.
— Por quê? — ele pergunta curioso.
— Vou levar Patch lá pra casa — dou de ombros — Minha mãe também pode saber que eu... — dou uma pausa — bem vocês sabem... — dou um sorriso — até mais tarde...
— Até — ambos murmuram e entram em seus carros, seguindo para a casa de Vee. — "Eai, quer conhecer dona Blythe Grey?" — pergunto andando em direção o carro, ele faz o mesmo — "Claro!" — ele responde assim que entra no Jeep.
Eu saio primeiro e sigo em direção a minha casa, o apartamento de Cam não é muito longe de minha casa, não se passa nem 30 minutos e já estou em casa, abro o portão e faço Patch entrar com o carro dele, dirijo até a garagem que fica na parte de trás da casa e estaciono lá, Patch para o carro ao lado do meu.
Descemos do carro e vamos em direção à porta da cozinha. — Bom, acho que minha mãe ainda não está em casa — abro a porta da cozinha e vejo Dorothea terminando de fazer o almoço — Oi Do!
— Olá pequena — ela diz se virando e vê Patch parado atrás de mim — Quem é o rapaz bonito Nora?
— Do esse é Patch, meu namorado — eu disse dando um sorriso — Vim apresentá-lo a minha mãe.
— Tem bom gosto Nora — e Patch cora com o elogio — sua mãe não está, mas se quiser subir para seu quarto, daqui a pouco o almoço está pronto.
— Tudo bem — peguei na mão de Patch e fui em direção às escadas, subindo para meu quarto — Do gostou de você — eu disse assim que entrei em meu quarto e tranquei a porta — Sinta-se em casa — disse mostrando o quarto. Fui em direção ao banheiro e deixei Patch no quarto. Quando saí ele estava com algumas fotos em mãos e com uma das portas do meu guarda roupa abertas – onde estavam meus livros e minhas coleções de mangás – ele olhava tudo fixamente, dei um sorriso, tão curioso — O que você tanto olha? — ele leva um pequeno susto.
— Nada demais Anjo — ele diz se sentando em minha cama — não sabia que gostava tanto assim de ler — ele diz apontando para meu guarda roupa — Mangás e livros... Muito culta essa minha namorada — eu me sento ao lado dele — O que mais eu não sei sobre você?
— Acho que algumas coisas — eu digo dando de ombros — eu também não sei quase nada de você... — ele me pega de surpresa quando me deita na cama com tudo, se posicionando com o corpo dele sobre o meu — O que foi?
— Você sabe sim uma coisa sobre mim — olho para ele com cara de interrogação e ele dá um sorriso de canto — Que eu te amo Anjo — e me beija doce e ternamente. — Não deve nunca se esquecer desse fato Anjo — e me dá um selinho.
— Você também sabe uma coisa sobre mim Jev — eu digo trocando de posição, ficando por cima dele — Que eu também te amo meu Anjo — e o beijo novamente — você tem a obrigação de lembrar-se disso — dou um sorriso de canto — para sempre!
Após essas declarações, Dorothea nos chamou para almoçarmos, depois que comemos fomos jogar Tekken 5 e quando deu por volta de 16:30 minha mãe chegou em casa. — Ai que dia cansativo — ela diz assim que entra na sala.
— Olá mamãe — eu disse pulando em cima dela a pegando de surpresa — Quero que conheça alguém...
— Calma meu Anjo — ela diz dando um sorriso — E quem seria essa pessoa?
— Ele — e aponto para o sofá em que Patch está sentado, ele está visivelmente nervoso e dou um sorriso — Mãe esse é Patch Cipriano, meu namorado e ele também é um Anjo... — disse tudo de uma vez, vai que ela surta...
Ela analisa Patch por um instante e depois abre um sorriso — Olá Patch — ela diz se aproximando — Como você já percebeu, sou uma Nefilim, me chamo Blythe Grey — ela estende a mão que Patch pega no mesmo instante — Quero saber quais são suas intenções com minha filha... Não sendo o juramento de vassalo, é claro... — ela dá de ombros.
— Senhora Blythe eu nunca me aproximaria de Nora para forçá-la a fazer o juramento, eu amo sua filha, pode ter certeza que minhas intenções são as melhores, quero ter sua filha por perto e sempre protegê-la de todo mal — ele olha para mim e dá um sorriso — também sou de inteira confiança, Cameron não deixaria eu me aproximar se não me conhecesse bem, sou melhor amigo dele...
— Ah — ela exclama surpresa — Se você é amigo de Cam, tudo bem — ela sorri e o puxa para um abraço — Cuide bem de minha filha!
— Pode ter certeza de que cuidarei! — ele diz sério.
Depois disso minha mãe conversou mais com Patch, quando deu 18h00min ele foi embora, minha mãe me parabenizou por ter um namorado tão educado, somente reviro os olhos, logo nós jantamos, Scott chegou era quase 22h00min, somente murmurou boa noite e subiu para o quarto, subi para o meu, tomei um banho longo e demorado, coloquei uma roupa confortável e logo adormeci.
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Já passou um pouco mais de uma semana desde que Cam voltou, hoje é sexta, agora estamos no apartamento dele, são 10h30min. Scott e Vee estão aqui também, Patch está sentado ao meu lado, Vee e Scott estão em pé, Luce e Cam estão no quarto fazendo Deus sabe o que... Logo ele aparece de lá, juntamente com Luce.
— Bom, estão todos prontos? — ele pergunta assim que chega a sala. Todos nós murmuramos um sim — Bem Scott, tem como você nos levar a um cemitério a alguns quilômetros daqui?
— Sim, mas... — ele pergunta confuso — Cemitério?
— É que tem que ser um lugar afastado e não ter ninguém por perto — ele diz explicando para ele — Vamos? — e todos nos seguimos para o carro de Scott, Vee foi à frente junto de Scott, eu fui no colo de Patch, Luce sentada ao meio e Cam na outra ponta. Cam foi explicando o caminho a Scott, até que ele o manda parar no acostamento de uma estradinha de terra bem longe da cidade — Vamos ficar aqui, vocês podem voltar daqui — ele tira o celular do bolso e fazemos o mesmo — Toma, se alguém ligar pode atender... — todos entregamos nossos celulares — Quando voltarmos procuramos por vocês...
— Tomem cuidado — murmura Vee assim que descemos — Boa sorte pra vocês... — e Scott saí com o carro voltando de onde viemos.
Cam pega na mão de Luce e começa a caminhar na estrada, Patch pega em minha mão e fez o mesmo, seguindo Cam. Andamos mais ou menos um quilometro até nos aproximarmos de um muro, vamos caminhando beirando esse muro até um portão todo torto, Cam o empurra e passamos por ele, ainda bem que está de dia, mas mesmo assim continuo odiando cemitérios dou uma tremida e depois um sorriso, caramba nem atrás de meu pai eu perco o medo? Continuo seguindo Cam até o meio do cemitério onde quase não existem lápides e somente um chão bem seco e sem vegetação alguma, na verdade esse cemitério tem o aspecto de abandonado...
— Bom é aqui que vamos abrir o portal — diz Cam calmamente — Nora, você deve ir ciente de que pode ser atacada e de que eles podem criar ilusões fortes em sua mente, você deve ir preparada — ele dá um sorriso — e será a primeira vez que “estreará” — ele diz fazendo aspas — suas asas...
Dou um suspiro — Já entendi, vamos ter que voar a maior parte do tempo — ele assentiu — Vamos logo com isso...
Cam tira os quatro anéis interligados e os joga no chão — Bvtmon tabges babalon — ele pronunciou essas palavras em uma língua que eu desconfio ser latim, mas não tenho certeza. Um tremor foi sentido e o chão se abriu fazendo um enorme buraco no mesmo começamos a ouvir gritos de clamor e de dor, me assusto no mesmo instante, Patch segura em minha mão como se me disse calma e Cam se dirige a nós — Estão prontos? — todos nós assentimos — Teremos que ser rápidos, pois quando eu pegar os anéis será fechada a passagem...
— Certo, então vamos logo com isso! — eu digo dando alguns passos à frente, Patch ao meu lado me acompanha, Luce e Cam fazem o mesmo e todos paramos na beirada, damos uma troca de olhares e assentimos, eu seguro na mão de Luce que segura a mão de Cam, ele se abaixa e pega os anéis, logo após isso rapidamente se joga no buraco, nos puxando com seu ato e o buraco começa a se fechar, todos nós conseguimos passar e quando o buraco se fecha completamente tudo fica escuro, continuo sentindo a mão de Luce e de Patch entre as minhas, mas logo começo a sentir como se estivéssemos sendo sugados, gritos começam a se fazer constantes e ao contrário do que eu pensava o inferno não é quente, pelo menos não ainda...
Parece que se passaram anos, mas somente alguns segundos se passaram até sermos lançados em uma pequena ilha – se é que podemos dizer assim – no meio de um rio de fogo — Ai — reclamo quando meu corpo toca o chão com força, pois fomos “jogados” contra o solo. Levanto-me e olho em volta, mas me assusto dentro do rio de fogo eu consigo ver pessoas clamando por piedade e tentando sair dali, mas é algo impossível, olho para aquilo impressionada, mas trato de desviar o olhar — Vocês estão bem?
— Estamos sim — responderam os três.
— E para onde vamos? — eu pergunto olhando em volta.
— Para aquela direção — e apontou para um ponto atrás de uma montanha, olhou para mim e sorriu — Mas vamos precisar voar — e após essas palavras as asas de Cam saem de suas costas, elas são pretas e nas pontas são douradas, tem um tamanho considerável grande e são perfeitas para Cam, mostram inteiramente a personalidade dele, eu as olho admirada e ele percebe meu olhar, dá um sorriso de canto — Elas são diferentes né? — somente dou um aceno de cabeça e dou um sorriso.
— Sim — eu digo ainda as admirando — Mas, são lindas assim como você irmãozão!
Luce também deixa suas asas saírem, olho para ela de olhos arregalados, ao contrário de Cam, as asas de Luce são inteiramente prateadas, elas também tem um tamanho considerável grande, elas tem quase o dobro do tamanho de Luce, elas inteiramente abertas — E então? — ela pergunta sorrindo, pelo meu olhar analítico sobre suas asas — O que achou delas?
— Luce são lindas! — eu digo dando um sorriso enorme — Mas parecem ser tão grandes comparados ao seu corpo...
— É comum Arcanjos terem asas grandes Nora — diz Luce explicando — Mas elas não pesam nada... — e da de ombros.
Olho para Patch em expectativa, essa é a primeira vez que eu vejo as asas de meus amigos, e não posso mentir, Patch é o que mais me deixa em expectativa. Ele dá um sorriso de canto e deixa suas asas saírem, meus olhos brilham, as asas de Patch são inteiramente pretas, também são grandes e eu acho que elas não podiam ter outra cor, negras como seus olhos, em minha opinião são mais do que perfeitas! Se fossem de outra cor acho que não me encantariam tanto dessa forma — E então Anjo? — ele diz chamando minha atenção — O que você achou das minhas?
— Perfeitas — e me aproximei dele, o abraçando e depois lhe dando um selinho, olho para as suas asas e não resisto, acabo as tocando, tão macias. Dou um sorriso — Suas asas são lindas! E não imaginaria outra cor para representá-las... — agora sou eu que recebo olhares em expectativa, mas aí eu me lembro como se faz as asas saírem? — Ér... Como eu as faço saírem? — todos começam a rir e eu me emburro — Qual é! Aquele dia elas saíram do nada, não fui quem mandou ou algo do tipo! — e cruzo os braços em frente ao corpo.
— Anjo — Patch descruza meus braços e pega em minhas mãos — Vamos fazer novamente que nem aquele dia na clareira — ele diz e eu já fecho os olhos me concentrando nele e nas asas — Boa garota — dou um sorriso com o comentário dele — Anjo, preste atenção somente em minha voz. Imagine suas asas saindo de suas costas, conforme elas forem saindo, imagine elas se desenrolando — e assim foco, logo sinto uma lufada de ar e sinto algo em minhas costas, abro os olhos e Patch olha para minhas asas — Tão lindas quanto a dona — ele dá um sorriso de canto — Anjo, você é a primeira Nefilim que conhecemos que tem asas... — ele dá um beijo em minha testa e segura em minha mão, se vira na direção de Cam.
Nossas asas acabam se enrolando, como se quisessem se prender uma na outra e não se soltarem, foi algo espontâneo e inesperado, algo que aconteceu naturalmente, o branco no preto, ambas se completando como se uma dependesse da outra, o que de fato é verdade, o que seria das trevas sem a luz? E da mesma forma ao contrário, o que seria da luz sem as trevas? Patch e eu nos olhamos e damos um sorriso cúmplice “Eu te amo Anjo”, aumento meu sorriso “Eu também te amo Jev”.
— Bom agora que minhas asas saíram, eu ainda não sei controlá-las — eu digo envergonhada — Como eu faço?
— Vamos na prática — diz Cam abrindo as asas e dando uma leve batida delas, logo ele levanta do chão — Patch ajude Nora — e começa a ganhar altura. Luce faz a mesma coisa e logo está ao lado de Cam, voando parada nos esperando.
— Vem Anjo — ele diz pegando em minha mão e levando voo junto comigo. Logo estamos longe do chão — Anjo, isso também ocorre de forma natural, imagine elas batendo e que você está voando, logo ela se tornará parte de você e você fará da mesma forma como faz para respirar — e dá um sorriso de canto.
Fechei os olhos e me visualizei voando por ai, logo sinto que meu braço não é mais sustentado e sim que ele está relaxado, mas Patch não me soltou ainda. Continuo mais um pouco e sinto minhas asas batendo um pouco mais forte, mas nada que não possa dar conta. Abro os olhos “Pode me soltar Jev”, ele olha para mim em dúvida “Tem certeza? Você pode cair Anjo!” dou um sorriso de canto e fito aqueles lindos olhos negros “Não se preocupa, eu vou conseguir!” e assim ele fez.
Patch me solta e minhas asas não suportavam meu peso totalmente, acabo caindo de verdade, ouço os outros me gritando, mas ignoro e me concentro em minha missão de voar, abro as asas planando e logo começo a levantar voo, quando dou por mim estou me sustentando olhando para os outros sorrindo — Eu disse eu ia conseguir — e dei de ombros — Vamos Cam, vá à frente! — e assim ele foi tomando à dianteira.
O Inferno é totalmente diferente do que eu imaginei, eu pensava em algo com muito fogo, muita lava e um calor insuportável, mas não. Agora saímos daquele rio de lava com pessoas presas a tortura eterna de queimarem não sei por que motivo. Logo abaixo de nós já começam a aparecer alguns caminhos, estradas, como se fossem de barro, mas acho que não são... De um lado começa um precipício e do outro uma enorme parede, do lado do precipício lanças estão fincadas ao chão e cada uma delas tem um corpo preso, com a estaca enfiada em seu corpo e o mais assustador é que elas se mexem, voamos mais adiante e vemos algumas pessoas sendo torturado por monstros negros enormes, com dois chifres e com uma espada enorme, desvio o olhar.
Mais a frente tem uma máquina com alguns corpos presos, que vão rodando e esmagando os mesmos, gente isso tudo é muito horrível! Estamos voando de certa forma alto, pois segundo Cam se eles nos vir vão atacar. Começo a sentir algumas presenças estranhas e sei que se trata de Anjos.
Cam pousa em uma estrada que dá para uma caverna, mas estou desconfiando de que seja uma cadeia ou algo do tipo. Ele olha para mim como se dissesse já sabe. Sinto um frio na espinha.
— Raio de Sol, você é ninja em manter os outros fora de sua mente, continue assim — ele me olha de forma séria — Sabe que podemos ter um encontro digamos desagradável, peço que ignore e deixe Cipriano resolver. — eu aceno que sim — então vamos. — e entrou na caverna.
Cam e Luce vão andando na frente, de mãos dadas, Patch pega em minha mão e dá uma leve carícia e começa a caminhar, travo minha mente para ninguém entrar. Logo quando entramos, sinto outro frio na espinha, várias celas, com várias penas presas entre suas grades e algumas até com sangue. Conforme vamos passando começamos a escutar várias pessoas e Anjos pedindo por clemência e que fossem libertados, várias lamurias e xingamentos também foram ouvidos, Patch passou o braço por meus ombros e foi me guiando pelas “ruas”, mas uma das vozes se sobressaiu às outras.
— Jev... — escutamos num sussurro, mas logo começaram a serem gritos — Jev, meu amor você veio me salvar! — parei no mesmo instante e olhei para uma cela ao nosso lado esquerdo – lado esse que Patch estava – e vejo uma loira muito bonita, mesmo suja era evidente sua beleza, meu coração se apertou, então ela é Dabria? — Sabia que você um dia apareceria para me buscar... — ela começa a chorar e se lança contra a grade da cela — Eu te amo você sabe disso. Traves foi um erro, mas você é minha certeza!
Patch que tinha parado de andar assim como eu, olhava para ela com os olhos cerrados. Cam e Luce também pararam assim que escutaram o chamado da mesma, eles estão um pouco mais a frente, ambos olhando para mim com um olhar de força, dou um suspiro, tiro o braço de Patch de meus ombros – nesse momento ele olha para mim – finjo que não vi esse ato e começo a andar em direção a Cam e Luce, quando ele segura meu braço — Nora, o que foi? — ele perguntou um pouco incomodado.
— Acho, só acho que você quer conversar com ela mais a vontade — eu digo olhando para ele — Isso não é assunto meu Patch, e sim algo relacionado ao seu passado e eu não tenho o direito de me meter ou de ser uma “expectadora” — dou um sorriso — estarei mais a frente com Cam e Luce, quando terminar você nos achará. — me soltei e caminhei até onde meus irmãos estavam em nenhum momento olhei para Patch, para ele não ver o quanto as palavras de Dabria me afetaram.
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Pov’s Patch.
Senti que Nora ficou magoada com esse encontro com Dabria, mas eu realmente não queria encontrá-la e muito menos que Nora a encontrasse, ela é um passado distante pelo qual nem me importo mais! Vejo Nora se afastar com Cam e Luce e ambos olhando para ela preocupados, em nenhum momento ela olhou para trás, o que me faz sentir um aperto no coração. Olho para Dabria que olha para mim em suplica, vamos logo dar um fim nisso, minha namorada me espera.
— Jev... — eu a cortei antes que começasse com aquela ladainha de novo.
— Dabria, eu não vim até aqui para te salvar e nada do tipo — eu digo a olhando seriamente e em nenhum momento dou um sorriso se quer, ela não os merece — Primeiramente, não tenho nada a ver com o que te levou até a minha cama com ele, mas você fez sua escolha... — dou um olhar frio, sabe aquele que mostra que você não está nem ai para a pessoa, então esse — Nunca perderia meu tempo vindo até o inferno, somente para buscá-la, eu não te amo há muito tempo, a única coisa que eu sinto por você é nojo. Nojo de ter te amado e você me enganar! — juro que se Nora não falar mais comigo por causa dela, eu volto aqui e... Nem sei o que eu faço! — Aquela garota que estava comigo, ela sim merece, meu amor, respeito e admiração, ela veio até aqui sendo somente uma Nefilim atrás do pai. É ela que eu dou todo meu amor e meu coração...
— Jev, você não pode fazer isso comigo! — ela diz começando a chorar — Todos esses anos eu fiquei aqui nesse lugar, esperando o momento em que você viria me salvar e me tirar desse tormento! — ela começou a gritar — Essa garota é uma vagabunda que se envolve com o homem de outra mulher, ela não sabe que você já tem uma mulher? — eu a interrompi...
— Olha como você fala da minha namorada Dabria — eu digo chegando ameaçadoramente perto da cela dela, ela recua pelo meu olhar de puro ódio — Não compare Nora com você! — eu dou um suspiro e me afasto da cela — Passar bem Dabria, que você apodreça nessa cela! — e segui na mesma direção em que minha Nora seguiu, não vou deixar essa mulher acabar com o relacionamento que eu consegui a tanto custo! Nora é a mulher da minha existência e não vou deixar que ela se afaste por inseguranças desnecessárias!
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Pov’s Nora.
O que será que eles estão conversando? É tão ruim esse tipo de situação... Dou um suspiro, olho para trás e o vejo parado lá, falando algo até que ele se aproxima da cela muito rápido, mas não sei se foi por estar nervoso ou outra coisa.
— Nora — Cam fala, mas Nora não escuta — Nora — ele tenta de novo, mas ela continua a não escutar — NORA!!!! — ela levanta o olhar assustada — Quer se acalmar, suas asas estão abertas e elas são grandes... — eu levanto o olhar e vejo minhas asas tensas, dou um suspiro e as fecho novamente — Não se preocupe, Patch dará um jeito...
— Me desculpe por preocupá-los — eu digo num sussurro — Eu sei que ele está vindo eu posso sentir — dei um sorriso — Em que direção meu pai está?
— Vamos ter que andar um pouco ainda... — Cam diz andando em direção a uma estrada bem estreita, como se fosse uma trilha, sinto alguém ao meu lado, passando o braço possessivamente por meus ombros — Já resolveu seu assunto?
— Sim — ele diz acariciando meu ombro levemente — Meu desejo era nem ter que encontrá-la... — ele se aproxima e cochicha em meu ouvido — Abra sua mente por um instante — diz sério e eu dou um suspiro “Anjo” eu levanto meu olhar até aqueles lindos olhos negros como à noite “Não se preocupe, já a coloquei um seu devido lugar... Ela não nos incomodará mais!” dou um sorriso ”Eu acredito em você” bloqueei minha mente de novo. — Anjo, você está tensa, o que aconteceu?
— Como assim? — eu pergunto confusa.
— Vi suas asas — ele diz dando um sorriso de canto — Não precisa se preocupar, Dabria é um passado distante Anjo.
— Eu sei.
Cam solta da mão de Luce e anda a frente, logo entendo o porquê não dá para passar de dois, vamos andando de lado com as costas apoiada na parede, não dá para voar, não tem espaço, mas logo a estrada volta a se ampliar até ter como passar um carro por ela... Vai entender essas coisas...
— Nora — Luce chama minha atenção — Como você está?
— Bem porque da pergunta? — pergunto curiosa.
— Você é a primeira Nefilim a vir aqui... — ela diz me explicando — Não podem vir para cá, seus corpos não aguentam, mas o tempo todo Cam e Patch estavam atentos, qualquer sinal de que fosse passar mal, eles te levariam daqui...
— Por isso Vee e Scott não vieram? — eu pergunto entendendo tudo agora.
— Sim foi por esse motivo — Cam me responde — Não poderia arriscar, você é mais forte do que eles... — e da de ombros.
— Anjo, qualquer sinal de que vá passar mal, nos avise — diz Patch preocupado — Corremos com você daqui no mesmo instante.
— Tudo bem — eu digo indiferente — Não precisa se preocupar comigo.
Andamos mais um pouco, eita lugar que não chega nunca! Passamos por mais algumas celas e as pessoas dentro dela estão em um estado lastimável, devem ter sido muito torturados. Patch segura novamente em minha mão. Passamos por um novo arco e entramos numa espécie de gruta, mas quando entramos não podemos enxergar seu teto, de todos os lados tem celas e pequenas ruas, acho que somente para colocar os prisioneiros, escutamos passos atrás de nós e Cam nos puxa para uma das celas que está aberta, mas só encosta a porta não a fecha, aqueles demônios negros e com chifres passam carregando algumas pessoas, eles as seguram apenas por um braço e as arrastam ferozmente, paro de olhar, é muito maldade! Eles jogam as pessoas inconscientes em cinco celas diferentes e as fecham, voltando tranquilamente Deus sabe pra onde. Cam abre a porta da cela e saímos.
— Lá em cima — ele diz num sussurro logo depois abrindo as asas e começando a voar, fazemos o mesmo. Os seguimos de perto, Cam segue até mais ou menos 800 fileiras acima, contando da primeira que se encontra no chão. Ele começa a procurar pelas celas. — Esperem por aqui.
Cam analisava todas as celas, devia ter mais ou menos umas 100 celas na horizontal. Luce para ao meu lado, nossas asas batem minimamente para nos manter no ar, olho para baixo e vejo mais daqueles demônios vindo com mais algumas pessoas, olho a tudo horrorizada, mas todos nós sabemos que inferno é um local de torturas, das piores possíveis...
— Anjo, eu vou ajudá-lo — diz Patch indo para a outra ponta, ajudando Cam a cobrir as celas.
— Como será que ele está? — eu pergunto aflita, agora estou mais perto do que nunca de encontrá-lo... Será que ele sabe de minha existência?
— Vamos descobrir agora Raio de Sol! — ela diz querendo passar um ar de tranquila, mas está tão nervosa quanto eu.
Cam para depois de alguns minutos e faz sinal com a mão para que nos aproximemos de uma cela próxima à metade de todas aquelas celas. Luce olha para Patch e acho que o chama, pois o mesmo olha para nós e depois para Cam, indo na mesma direção que estamos indo.
Aproximamo-nos e vemos um homem de porte atlético sentado em posição de lótus e está visível que está meditando, seu corpo está com feridas horríveis, coisa que ele parece não se importar, seu cabelo está curto e sua barba por fazer, parece que conseguiu dar um jeito de manter a boa aparência. Suas feições são serenas, seu nariz e boca tão parecidos com os meus...
— Connor? — diz Cam para chamar a atenção daquele homem. Quando ele abre os olhos, arregalo os meus, seus olhos tem um tom de castanho tão incrível, que até a mínima luz que entra na cela é possível ver o quanto eles são brilhantes.
O que eu faço agora?
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