Notas iniciais
olá Baby, vocês gostaram da pequena surpresinha que eu fiz? Como Especial do Patch??? Acho que sim né? Ele as vezes é tão fofo... Bom, aquele capitulo foi programado porque se não não conseguiria postá-lo... Então só por esse motivo não agradeci no capitulo anterior Ka Gomides por você ter favoritado a fic ♥ Fiquei tão feliz :D Gostaria também de dar as boas vindas a aesmcr7, seja muito bem vinda fofa ;) Sem mais delongas aí vem o capitulo... Segurem seus corações *O* Até lá embaixo *m*

Depois que saí da casa de Patch, segui para a escola, dirigi a uma velocidade razoável, o tempo todo eu puxava meu cabelo para frente incomodada com aquelas marcas... Patch me paga! Mas não posso negar, ontem foi à noite mais maravilhosa da minha vida. Perdi minha virgindade com a pessoa que eu amo, mas só que me deixa chateada é que eu acho que Patch não sinta nada por mim, não me arrependo e nem me sinto usada, pois eu aceitei, ele propôs parar e eu o impedi, simples assim.

Dou um suspiro, mas pelo menos foi com ele e com meu consentimento e não um quase estupro como seria com Traves, não que eu não gostasse dele, mas naquele momento não ia ser por minha vontade, já com Patch foi totalmente diferente eu quis e amei...

Cheguei à escola mais cedo do que de costume, estacionei em minha vaga de sempre e somente alguns alunos já tinham chegado, abaixei meu som e coloquei a musica thnks fr th mmrs do Fall Out Boy e fechei os olhos esperando meus amigos chegarem. Logo se passou mais ou menos 15 minutos e eu escuto batidas no meu vidro, desliguei o som e abri a porta, mas me assustei, quem estava ali era Traves.

— Olá Nora — ele começa e dá um sorriso de canto — Vim aqui me desculpar por ontem — ele diz e eu desço do carro trancando a porta — Somos amigos ainda né?

— Claro que somos... — disse dando meu sorriso mais falso possível, nesse momento o Jeep de Patch entra no estacionamento, dou um sorriso disfarçado ao ver a cara de Traves, puro ódio, Patch estaciona em sua vaga de sempre e se aproxima de mim e de Traves com uma expressão indiferente, mas com um olhar mortal, ele para ao meu lado encarando Traves — Bom Traves, se você já me disse o que queria, Cipriano e eu temos que ir, temos um trabalho para fazermos — e o olhei tipo, pode ir sua coisa mandada! Acho Traves entendeu meu olhar.

— Tudo bem Nora, nos trombamos por aí — e saiu na direção da escola.

Sinto um olhar constante sobre mim, levanto meu olhar e vejo Patch com um olhar nada amigável — O que você estava fazendo com ele Nora?

— Eu estava no meu carro escutando música e escutei batidas no vidro, saí pensando que você ou os outros, mas não — dou de ombros — ele veio com um papo de que veio se desculpar e de que se ainda éramos amigos — dou um sorriso cínico — disse que ainda éramos amigos, pois não posso parar de falar com ele assim do nada, ele não sabe que eu descobri certo Patch?

— Mas Anjo, não quero ele próximo de você, é difícil de entender isso? — ele me pergunta sério — A propósito porque foi embora assim?

Quando ia responder vejo a Range Rover entrar pelos portões — Depois conversamos ta? — ele dá um aceno de cabeça. Cam estaciona o carro e ele e Luce descem com caras de interrogação.

— Aconteceu algo para vocês dois já estarem aqui? — perguntou Luce.

— Não — dou de ombros — dormi na casa de um amigo e ele mora aqui perto.

— Posso saber por que fugiu ontem? — pergunta Cam muito bravo — Você tem noção da preocupação que me causou? — ele me encara sério — Tem noção de como Vee surtou? — ele se aproxima de mim e me abraça — Nora pra mim você é como uma irmã e eu me preocupo como seu irmão mais velho — eu retribuo o abraço.

— É que ontem aconteceu uma coisa muito ruim — eu digo assim que me afasto — e acabei fazendo uma descoberta muito importante também — “Patch, pelo amor de Deus, finja surpresa de tudo o que eu falar e tenha as mesmas reações que teve ontem, ou pelo menos parecido” — Eu descobri o possível mandando de meus atentados.

Todos arfam de espanto, claro que Patch foi falso — Mas como você descobriu isso? — me pergunta Luce, abraçando Cam.

— Vamos esperar Vee e Bolinha chegarem e ai eu conto de uma vez — dou de ombros — mas fiquem cientes de que uma parte vocês vão odiar — olho para Patch e dou um sorriso.

Logo começamos a conversar banalidades de várias coisas quando vejo os dois carros vindo pelo estacionamento e estacionando em suas devidas vagas, eu fico tensa, vou ter que contar a eles também. Agora estamos assim, Patch e eu sentados lado a lado e encostados no Jeep e Cam com Luce sentada entre em suas pernas, apoiados na Range Rover, quando eles chegam, Patch acaricia gentilmente e discretamente a minha mão, como se me desse forças. Vee e Scott se aproximam de mãos dadas.

— Nora onde tu se meteu? — pergunta Vee assim que se aproxima — Você quase me mata!

— Desculpa Vee é que aconteceu um imprevisto — dou de ombros — na verdade tenho algo a dizer a todos vocês — ela se aproxima e me dá um beijo na testa, Scott faz o mesmo — Bom dia bolinha!

— Bom dia Raio de Sol — ele diz dando um sorriso — mas o que você quer nos dizer?

— Vocês se importam de perder a primeira aula? — todos negam — Bom... Vocês tem que me prometer que vão agir como se não soubessem de nada e nem vão atrás dele. Entenderam? — todos afirmaram. Dou um suspiro — Vee, ontem você foi à secretaria com Scott certo? — ela assente — Eu disse que ia para o refeitório, mas não fui — todos prestavam atenção no que eu falava Vee e Scott também se sentaram apoiados na Range Rover — Eu encontrei Traves no caminho — nesse momento Patch, Cam e Scott ficam tensos, mas Patch por já saber o que aconteceu — ele perguntou se eu podia ir com ele um instante e eu fui não vi maldade naquele instante, ele me levou até as salas de oficinas que as terças são trancadas, mas a sala de canto estava destrancada, ele entrou e me levou junto.

Dei uma pequena pausa e continuei — Ele disse que lá poderíamos conversar mais a vontade, no momento eu continuei sem entender, até que... Bem ele me beijou a força e me prendeu na parede — nesse momento Cam e Scott já estão mais do que raivosos, Patch de novo fica irritado por causa disso — eu fiquei tão surpresa que não consegui me afastar dele, ele começou a me falar que Patch só queria me usar que ele prefere Marcie, mas não sei de onde ele tira isso — dou de ombros — Continuando, acho que não preciso entrar em detalhes com vocês, mas ele tentou me forçar a fazer sexo com ele, depois que eu o neguei e consegui me soltar ele ainda disse coisas, que prefiro não comentar e eu saí correndo... — fui interrompida. Eles estão andando muito com Patch...

— É O QUE??? — grita Cam com puro ódio, Scott está da mesma forma, Luce e Vee me olham preocupadas, com certeza pensando no pior. Patch está como ontem parece que falar disso ainda o irrita — Como isso pôde acontecer Nora? Eu te avisei! — Está andando demais com Patch Cam, ele me disse a mesma coisa... — Traves não é quem você pensa... — eu o interrompi.

— Me deixa terminar e depois você me dá a bronca que você quiser! — eu digo irritada — Bom continuando. Eu saí correndo em direção ao refeitório e quando eu fiz a curva escutei um assovio, Traves que corria atrás de mim parou e eu escutei os passos dele se afastando, eu voltei e o vi olhando em volta, depois que se certificou que estava sozinho ele seguiu em direção à floresta, eu o segui a uma distância segura, ele pegou uma trilha e eu o segui por fora da trilha, por um lugar onde eu conseguia vê-lo, mas ele não podia me ver, ele olhou para um ponto na floresta e eu fiz o mesmo, mas o que eu vi me fez ficar espantada... — dei uma pausa e um suspiro, não queria falar aquilo de novo, só vai mostrar o quão ingênua eu fui.

— O que você viu Nora? — perguntou Vee.

— Bom eu vi Traves conversando com um Paria — dou de ombros — e consequentemente descobri o mandante dos meus atentados — todos dão suspiros assustados, até Patch que está fingindo muito bem — ele estava perguntando para o Paria porque eu ainda não estava nas mãos dele, que uma Nefilim não deve ser difícil de raptar, ele também disse que só não fez o trabalho ele mesmo, pois eu confio nele — dou um sorriso fraco — e que se ele não o tivesse chamado, ele teria o que ele queria.

"O Paria respondeu que eles já estão armando uma nova emboscada e que essa não terá falhas, Traves somente disse que não toleraria um novo erro e saiu em seguida. Eu fiquei tão irritada que eu queria morrer, ou sumir e saí dirigindo sem rumo, e quando saí de meus devaneios estava na casa de um amigo, passei a tarde e a noite lá" — dou de ombros.

— Nora, então ele estava por trás de tudo? — pergunta Scott — alguém tão próximo a você dessa forma?

— Bolinha já sabíamos que era alguém que me conhecia, mas agora me resta descobrir porque ele me quer — eu digo pensativa — por isso temos que agir como se não soubéssemos de nada — dou uma pequena pausa — ele veio falar comigo hoje, pedir desculpas por ontem e se ainda podemos ser amigos, disse que sem problemas e que poderíamos continuar a sermos amigos, mas é tudo para ele não desconfiar. Antes que me pergunte se ele falou mais alguma coisa, não falou, pois Patch chegou na hora e ele foi embora — dei de ombros.

— Nora, você tem que ficar atenta — diz Luce se aconchegando mais a Cam — podemos fingir que nada aconteceu, mas o que você vai fazer?

— Primeiro eu tenho descobrir onde meu pai está — eu digo um pouco triste — e descobrir porque ele foi embora — dou de ombros — Quanto a Traves, Anjos não morrem, então tenho que dar uma forma de aprisioná-lo... Mas agora temos que procurar descobrir onde será a próxima emboscada, entende?

— Tudo bem, agora estamos todos de cabeça quente e nem tenho mais cabeça para assistir a aula — diz Luce se levantando.

Cam se levanta e vem em minha direção para me dar um beijo de tchau, mas vê algo em meu pescoço e para no mesmo instante, estou fudida...

— O que é isso Grey? — ele pergunta olhando o meu pescoço ainda sem tirar o meu cabelo da frente, estou muito fudida.

— Não é nada Cam — eu digo me fazendo de desentendida.

— Nada Nora — ele diz sarcástico, tira o meu cabelo da frente e vê melhor os chupões, Scott também vê e arregala os olhos, nada muito diferente do que Vee e Luce fizeram, e o mais cínico de todos foi Patch. — Bem, eu ainda reconheço um chupão quando vejo um! — ele está bravo, muito bravo... — Me diz que só parou aqui... Você é como uma irmã mais nova pra mim Nora e eu não quero você ficando com qualquer um...

— Uso como minhas as palavras de Cam, Nora — diz Scott irritado — você é como minha irmã mais nova, não gostaria de um garoto qualquer ficando com minha irmã... Ainda mais para fazer sexo Nora...

— Parem com isso!!! — eu digo irritada.

— Vamos Cam, não é pra tanto... Nora não é mais criança, e ela com certeza não fez nada de mais... Isso não é algo que aconteça muito com ela, então para de agir como um irmão ciumento — “Nora, depois eu quero que você me explique o que são essas marcas, por hora vou acalmar Cam e te ajudar, mas estou muito curiosa viu?“Muito Obrigada Luce, prometo te explicar logo”. Cam me olha desconfiado e se afasta, mas deixando claro no olhar um, isso ainda não acabou aqui e murmura um até amanhã — Tchau gente — e entraram no carro e foram.

— Raio de Sol, eu também vou embora — diz Vee e Scott se aproxima junto com ela — depois conversamos, também tenho que por meus pensamentos em ordem... – “E acalmar Scott, ô irmão ciumento que você foi arrumar em... Mas estou muito curiosa sobre essas marcas viu?“Obrigada Vee, depois te conto...”.

— Nora, eu vou para a casa de Vee — ele diz levemente corado e irritado — mais tarde eu vou para casa, antes da tia chegar sim? E quem sabe você não me explica algo? — e me olhou como se dissesse, não adianta fugir.

— Tudo bem, até mais tarde Scott e até amanhã Rosquinha! — ambos acenaram um tchau e entraram em seus carros, seguindo para a casa de Vee. Patch me observa novamente e dou um suspiro — O que foi?

— Não esqueci que quero falar com você — ele cruza os braços na altura do peito — pode falar...

— Patch, aqui não é um bom lugar para conversarmos — olho em volta e vejo Traves ao longe observando de uma janela e Marcie de outra — Traves e Marcie estão olhando, e eu quero muito te bater por ter me marcado! — ele sorri malicioso — mas se eu fizer isso levantará suspeitas e para eles estamos afastados...

— Minha casa — ele diz e eu o olho confusa — na minha casa ninguém atrapalhará Anjo — e entrou no Jeep saindo em seguida. Segui para meu carro, entrei e o liguei o retirando da vaga logo em seguida.

Quando estava manobrando vi uma movimentação na parte de trás, freei com tudo e quando olho para meu vidro, Marcie está parada ali. — O que você quer?

— Já te avisei para ficar longe de meu Patch! — ela grita comigo. Sério to me controlando para não descer e bater nela, quem ela pensa que é para gritar comigo? — Você não sabe do que eu sou capaz Nora!

— Ora garota! — eu digo muito irritada — não tenho tempo para perder com você! Se você quer Patch vá até a casa dele e diga! — dou um olhar psicótico — e você não sabe do que eu sou capaz!

— Não sei onde ele mora, pois se soubesse não saia de lá — ela me olha superior — para não dar chances à umazinha como você! — ela sorri — você me ameaçando? — e ri que nem louca.

— Olha já cansei dessa sua conversa, e espere, se você continuar assim aprenderá, a saber, quem é Nora Grey! — eu digo irritada — se quer Patch tanto assim, fique com ele, mas não me envolva em seus fracassos! — e acelerei meu carro em seguida muito irritada. Mas que garota insuportável!

Dirigi até a casa de Patch mais rápido do que eu pretendia. Logo estava parando em frente a casa dele. Desci do meu carro respirando pesado e já entrei direto. Patch estava sentado no sofá.

— Demorou Anjo — ele diz calmamente e eu o fuzilo com um olhar — O que aconteceu Nora?

— Sua namorada mandando me afastar de você e ainda por cima me ameaçando — eu digo ainda nervosa, andando de um lado para o outro na sala — Quem ela pensa que é para ameaçar um Grey? Ah, mas ela ainda vai ter o que merece...

— Nora, eu já disse que Marcie não é minha namorada e já te disse várias vezes que não é ela que eu quero — ele diz tranquilamente sentado no sofá.

— Sei... Com toda aquela possessão pra cima de você? “Já te avisei para ficar longe do meu Patch” — eu disse imitando aquela voz enjoada dela — me poupe vai. Mas algo me deixou curiosa... — o encaro seriamente — ela disse que não sabe onde fica sua casa.

Ele dá um sorriso — Anjo, fora Cam e Luce, você é a única que sabe onde fica minha casa — ele dá de ombros — não gosto de ninguém em minha casa.

Espera aí, eu escutei direito? Ele disse que não trás ninguém aqui e que fora meus irmãos somente eu sei onde fica a casa dele, depois disse que não gosta das pessoas na casa dele e as duas vezes que eu fiquei aqui, ele que me convidou... Que coisa mais doida! — Não gosta de ninguém em sua casa então porque estou aqui?

— Anjo, Anjo, você não é ninguém — ele dá um sorriso — eu confio em você, em Cam e na Luce — ele dá de ombros — não vejo mal de tê-los aqui.

— Hum... — eu disse um pouco sem graça — Bom, mas vamos ao o que interessa. O que você quer conversar comigo?

Ele me olha incrédulo — E você ainda pergunta Nora? — ele diz sem acreditar no que escutou — Você sabe o que eu quero falar com você — ele me encara sério — Porque foi embora? Aliás, porque fugiu?

— Hum... — sério mesmo que ele quer saber? Meu Deus que vergonha. Ando até o outro sofá e me sento, olho para ele e depois para o tapete — eu fiquei com medo de você me achar uma garota fácil e que se entrega para qualquer um, mas não é isso... — fico esfregando uma mão na outra em sinal de nervoso — é que eu... Confio em você — disse num sussurro, ciente de que ele podia me escutar.

— Anjo, eu sei que você não é uma mulher qualquer, eu nunca pensaria isso de você — ele diz dando um sorriso sei disso porque já o encarava de novo — Você não sabe como me deixou triste acordar e ver que você tinha ido embora sem se despedir. — ele se senta ao meu lado e segura em minha mão, sinto meu rosto esquentar, ele dá um sorriso — então você confia em mim?

— Confio — eu digo desviando o olhar, depois dando um olhar debochado, ele me olha confuso — e quem disse que eu não me despedi antes de ir? —agora ele me olha espantado — antes de ir, eu subi para dar uma última olhada em você e não resisti, fui até você e te dei um selinho — dou de ombros — você que não acordou.

— Então você não foi sem se despedir — aceno que não e ele sorri — mas isso não muda o fato de eu não ter acordado com você em meus braços.

— Como se isso realmente importasse — eu digo dando de ombros e me encostando no sofá — eu acordar ou não em seus braços.

— Ao contrário do que você pensa Anjo, isso importa e muito para mim. — ele diz se aproximando.

— E por quê? — eu pergunto curiosa, não esperava essa resposta.

— Porque eu te amo Nora — e me beijou. Um beijo doce e calmo, ele pede passagem para a língua e eu concedo, nossas línguas entram naquela dança particular delas. Mas o que ele me disse me pegou de surpresa, Patch Cipriano, o amor da minha vida, me ama? Cadê a câmera e o confete? Cadê alguém entrando com um cartaz escrito “pegadinha”? Continuamos nos beijando até o ar nos faltar, quando ele se afasta ele sorri.

— Isso é uma pegadinha certo? — eu pergunto com medo de acreditar nas palavras dele, pois eu quero e muito que elas sejam verdadeiras — Você está tirando com minha cara né? — fico pensativa por um momento — Cam falou para você não é? Ah, mas eu mato aquele linguarudo!

— Não Nora, não é nenhuma pegadinha — ele diz de certo ofendido — Não estou tirando com sua cara e porque faria isso? — ele segura minha mão gentilmente e entrelaça nossos dedos — Nora, eu tentei por diversas vezes me declara para você, mas você nunca me dava bola, não me aproximava de você porque tinha receio de você me afastar — ele dá um sorriso — e foi isso mesmo o que você fez. Mas aquele dia em que vocês estavam brigados eu decidi me aproximar, mas como sempre você era irredutível, não sabia que você tinha problemas com Marcie, por isso não vi mal em me sentar com ela, mas ela se aproximou demais e começou a dar em cima de mim, quando percebi o que Marcie queria me afastei...

"Mas ela já tinha conseguido me afastar de você — ele dá um suspiro — queria te dizer todas as vezes que era você que eu queria, quando você falava que Marcie era minha namorada, mas você sempre me cortava. Nora, você é diferente de todas as garotas que eu conheci, mesmo com problemas quer passar que está bem e não gosta de preocupar ninguém com seus problemas, mas você tem que entender que pode contar com seus amigos. — ele dá um sorriso — Você Anjo, é a garota mais linda que eu já conheci, e você não sabe a alegria que eu tive ontem quando você foi minha pela primeira vez, saber que eu que te propus essas sensações novas e desconhecidas para você, com amor e carinho, nada forçado como aquele lá tentou."

"Não fizemos sexo Nora, fizemos amor. Pois eu te amo em segredo há muito tempo, desde aquele dia em que Cam nos apresentou, naquele momento eu soube que você era a garota que eu esperei todos esses anos, a garota que me ensinaria o que era amar mesmo sem saber direito o que é... — ele fica sério — me doeu muito te ver com aquele cara, mas eu sabia que você também não gostava de Marcie e eu a deixava próxima de mim, mas era pra ver se você sentia ciúmes, mas deu tudo errado — ele dá uma gargalhada — Anjo, você pode não ter o mesmo sentimento que eu, mas eu queria muito que você soubesse que eu, Jev, te amo e mesmo que você me odeie, eu quero que saiba desse sentimento!"

Escutei a tudo sem emitir uma única palavra, então todo esse tempo Patch tentou se declarar e eu não o deixava falar? Mas como eu ia adivinhar o que ele sente se nem conversávamos antes? Apesar de que eu também me apaixonei por ele aquele dia, mas tinha medo dele me afastar da mesma forma como ele. Dei um suspiro.

— Patch... — eu disse corada, acariciei a mão dele gentilmente que ainda estava entrelaçada com a minha — o que eu disse que ia matar Cam... É que eu pensei que ele tinha te contado que... — dou um suspiro — que eu te amo. Por isso desconfiei de seu sentimento, me desculpe, não sou uma pessoa sem coração, mas tenho medo de confiar e sofrer... — dou um sorriso — aquele dia em que Cam me levou para a Evoque, eu contei a ele que era apaixonada por você, fora ele só quem sabia era Vee, mais ninguém, ele só descobriu porque naquele mesmo dia tinha sido nosso primeiro beijo...

"Depois eu vi você e Marcie, meu coração se despedaçou, antes de você aparecer Cam viu minha dor e me chamou para conversar — dou de ombros — Isso o que você me contou, me deixou muito surpresa, porque eu também me apaixonei por você naquele dia que Cam nos apresentou, mas não me aproximava por receio do que você poderia achar, então decidi te amar em segredo. Só sei que eu te vi e meu coração falou é ele. Sobre Marcie você não sabe como eu sentia ciúmes, quase surtava, mas não podia falar nada, pois você não sabia de meus sentimentos... — dei uma gargalhada — mas enfim, esse seu jeito misterioso que me encantou, mas eu podia perceber que você era uma pessoa cansada e amargurada e eu só queria transpassar essa barreira e te curar — dei um sorriso sem graça — Eu te amo e muito... Hum... Como eu te chamo?"

— Bom como você preferir Nora — ele diz dando um sorriso — você é a única pessoa fora Cam e Luce, que conhece esse nome Nora — ele me dá um selinho — quando estivermos só nós dois, você pode me chamar de Jev, e quando estivermos em público você me chama de Patch — ele se senta apoiado nas costas do sofá e me puxa para seu colo, acabo ficando sentada em seu colo, de frente para ele, uma perna de cada lado de sua cintura — Nora, presta bem atenção no que eu vou te dizer — ele me dá um outro selinho — Você aceita namorar comigo? Ser somente minha, até quem sabe para sempre?

— Só se você também for somente meu a partir desse momento — e dou um beijo nele, um beijo cheio de significado e sentimento e ele me responde a altura, com a mesma intensidade, ele me abraça mais forte e eu passo a mão pelo seu cabelo, ele dá um sorriso durante um beijo, nos afastamos — Eu aceito ser sua namorada Jev — ele dá um sorriso e eu fico confusa — O que foi?

— É que eu nunca pensei que ia gostar tanto do meu nome — ele sorri — ele fica lindo saindo de seus lábios namorada.

— Hum namorado — e dou um selinho nele. — mas tenho uma dúvida... Porque de Patch?

Ele dá um sorriso e me responde — Patch vem de patchwork, eu um tempo atrás tentei fazer boxe irlandês, mas não deu muito certo. Ficava muito machucado e muitos necessitavam de pontos, uma colcha de retalhos... Daí vem o significado... — e dá de ombros.

— Interessante — eu disse dando um sorriso — mas ainda temos um pequeno problema Patch — ele me encara confuso — Traves... Não quero que ele use nosso sentimento contra nós, ele já está atrás de mim e se ele descobrir sobre nós será muito complicado, pois se ele te fizer algum mal, não sei o que eu faço... — passo a mão pelo seu rosto — Não quero te perder agora que sabemos o que ambos sentimos. — dou um beijo em sua testa — Mas podemos contar para nossos amigos, eles tem o direito de saber, se você não se importar claro.

— Não me importo Anjo — ele me devolve o beijo na testa — podemos contar para eles, eu entendo sua preocupação, mas você não sabe o quanto eu quero mostrar para todos que estamos juntos e que eu te amo — ele dá um sorriso aberto — e que é recíproco. Mas não posso arriscar de Traves descobrir sobre nós, mas saiba que eu não vou gostar nem um pouco quando ele vier falar com você! Muito menos te tocar...

— Ora Cipriano, o mesmo serve para você! — eu disse séria — Marcie também não fica atrás, está sempre te abraçando e te agarrando a cada cinco minutos — eu faço um bico — não gosto disso!

— Ciúmes Anjo? — ele pergunta dando um sorriso — não se preocupe é você quem eu quero, é você quem eu amo — ele me dá um selinho — Marcie não vai fazer mais nada, ela pode tentar, mas prometo que não vou deixar.

— Como vamos fazer na escola? — eu pergunto me lembrando de que Patch é um “andarilho” — Você sempre senta ou comigo, ou com ela, como vai fazer?

— Sentar somente com você — ele dá um sorriso — claro que eu sei que teremos que nos tratarmos como sempre, se ignorando, mas podemos conversar normalmente — ele dá um sorriso “Por aqui. Aqui ninguém poderá nos atrapalhar” — entendeu?

— Sim, mas vou ter que te tratar como sempre — dou um sorriso sem graça — continuar sendo ignorante e sarcástica, mas é tudo da boca pra fora tá? — ele assente — Que bom! — dou um beijo nele, nunca me canso de beijá-lo. Quando nos separamos olho a hora e já são 15h56min, preciso ir para casa. Mas antes, me lembro de algo. — Patch Cipriano, posso saber o porquê disso? — e tiro meu cabelo de meu pescoço mostrando as marcas.

Ele olha as marcas em meu pescoço e sorri safado — Para todos saberem que você é minha — ele dá um sorriso aberto — Mentira, foi por sem querer, mas não consegui me conter — ele me aperta em seus braços — Não depois da noite maravilhosa que você me propôs — e me beija novamente.

— Jev, eu preciso ir, já está tarde. Quer dizer, tarde, pois não fui pra casa ontem — disse assim que nos separamos e me levantei de seu colo e ele se levantou do sofá — Vai amanhã? — ele assente — Bom Jev, já vou... Amanhã contamos para os outros.

— Anjo... — ele chama minha atenção — Tenho mais uma coisa a te dizer — eu o olho curiosa — Aquele dia em que demos nosso primeiro beijo — fiquei um pouco tensa, pois me lembro do que vi depois — eu beijei Marcie depois porque eu queria descobrir uma coisa... — eu olho para ele sem uma expressão definida — Se eu conseguiria sentir os toques dela também... — ele me olha com uma expressão de arrependimento.

— Tudo bem Jev — eu digo compreensiva, afinal ele disse que não podia sentir toques e sentiu os meus, deve ter sido um choque, sei lá — Tchau Patch.

— Tchau Nora, vai com cuidado — ele me leva até a porta — quando chegar me manda uma mensagem tá? — ele me beija, lenta e carinhosamente — Eu te amo meu Anjo.

— Eu também te amo, mas você é meu anjo de verdade — dou um sorriso — te envio sim uma mensagem quando chegar — abro a porta e saio, mas paro e me viro com um sorriso travesso — Temos que achar um lugar para dar uns amasso na escola — e segui em direção ao meu carro.

Saí da casa de Patch com um sorriso enorme e muito feliz, então ele realmente me ama. Dirijo até minha casa tranquilamente, até me chamaram para um racha, mas eu não quis. Quando cheguei em casa Scott ainda não tinha chegado, subi para meu quarto e deitei na cama, peguei meu celular e escrevi a mensagem “Jev, já estou em casa e em segurança ¬¬ bom já fiz o que prometi, Beijos *3* até amanhã :3”, fui fazer um lanche na cozinha e depois fui jogar Devil My Cry 5, esse outro Dante também é foda, mas o primeiro é... Sem palavras... Passou um tempo que estou jogando, escuto a porta da frente ser fechada e depois Scott passa em direção ao quarto, dei de ombros, logo ele volta.

— Oi Nora — ele diz se sentando ao meu lado — Sua mãe te ligou?

— Não — eu digo ainda jogando — Por quê?

— Nada, pensei que ela tivesse avisado se demoraria — e dá de ombros — Foi onde depois da escola? Liguei aqui e Do falou que você não tava.

— Nenhum lugar em especial — dou de ombros — Vamos jogar?

Comecei a jogar outra coisa com Scott, depois de uma hora, minha mãe chega – Deus sabe de onde – e fica nos contando para onde ela foi logo deu o horário da janta e fomos todos comer juntos, quando terminamos, ficamos mais algum tempo na sala e logo depois eu subo para dormir, pois amanhã terei aula... Tomei um banho demorado e logo coloquei uma camisola preta de seda que eu tenho e fui me deitar.

Dei uma olhada em meu celular e tinha uma mensagem, a abri “Anjo, durma bem, amanhã nos veremos na escola. Sentindo minha cama muito grande, até amanhã. Beijos” dei um sorriso enorme, realmente devíamos ter nos declarado antes. Respondo a mensagem de Patch “Boa noite Jev, durma bem também e vou te contar um segredo, to sentindo falta de seu abraço possessivo XD. Até amanhã beijos *3*”, me aconcheguei entre meus cobertores e logo adormeci.

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Acordei com o celular despertando, desliguei o despertador e me levantei. Fui até meu banheiro e fiz minha higiene, logo fui até o guarda roupa. Qual será a roupa da vez? Hum... Coloquei uma calça jeans preta bem justa ao meu corpo, coloquei uma camiseta com a bandeira do Reino Unido com os dizeres “Keep Calm and Carry On”, coloquei uma sapatilha preta, fui até o espelho e meu pescoço ainda estava marcado, vou matar certo Cipriano!

Deixei os cabelos soltos mesmo para esconder as marcas em meu pescoço. Desci as escadas em direção à cozinha, todos já estavam tomando seu café da manhã, murmuramos bom dia e tomamos nosso café. Scott e eu nos despedimos de minha mãe e de Dorothea, fomos à garagem e entramos em nossos carros, Scott dirigia mais a frente e eu ia de boa, não estava a fim de correr, logo cheguei à escola e estacionei ao lado do carro de Scott e o de Cam não estava lá ainda, até estranhei, Patch já havia chegado e conversava com Vee, Scott e eu fomos até eles.

— Olá meu amor — disse Vee dando um selinho em Scott — Oi Nora — ela deu um beijo em minha testa e sorriu — Como você está?

— Estou bem — dei um sorriso — Oi Patch — ele deu um aceno de cabeça — Cadê Luce e Cam?

— Não chegaram ainda — disse Vee — mas já devem estar chegando — ela olha na direção da entrada e vê o carro entrando — Não disse — e deu de ombros.

A Range Rover foi estacionada em sua vaga de costume, mas quem dirigia não era Cam e sim Luce — Olá pessoas — ela diz assim que desce do carro — Tudo bem?

— Tudo — todos respondemos e eu continuo — Cadê o Cam?

— Ele partiu em uma missão, assim podemos dizer — ela diz enigmática e sabemos que ela não falará mais que isso — Mas deve estar de volta em até três dias no máximo — e da de ombros.

— Bom então ele fica sabendo depois — e dou de ombros.

— Sabendo do que? — pergunta Luce curiosa, Scott e Vee também.

— Agora Anjo? — me pergunta Patch, com uma expressão indiferente, mas com um olhar feliz. Dou um aceno positivo.

Fecho os olhos e me concentro. Foco meus pensamentos em Luce, Vee, Scott e Patch, como se fossemos uma grande rede e poderíamos falar e escutarmos todos juntos, dessa forma não tem risco de ninguém escutar. “Estão todos me ouvindo?”, todos responderam que sim, mas não pude deixar de notar o tom de surpresa deles “Bom o que eu tenho a dizer é que, bom Patch e eu estamos namorando”, abri os olhos e vi expressões de incredulidade, enquanto Patch e eu tínhamos um sorriso nos lábios, ambos discretos. — "Mas como vocês sabem das atuais circunstâncias, somente vocês e o Cam vão saber e depois quando tudo isso terminar..." — dou de ombros.

— "Mas como isso aconteceu?" — pergunta Vee afobada e eu reviro os olhos — "Quando aconteceu?"

— "Ontem depois da escola" — disse Patch indiferente.

— "Bom eu entendi que é um segredo" — disse Luce sorrindo — "mas se é um segredo vocês irão se tratar como antes, coisa que já estão fazendo, mas" — ela da uma pequena pausa — "Como vocês vão fazer com Marcie e Traves?"

— "Eu vou me afastar de Traves gradativamente, evitando sair sozinha" — digo normalmente — "e depois parando de falar com ele" — dou de ombros — "o problema maior é Millar, que insistiu que Patch é dela".

— "Mas eu só quero meu Anjo" — ele diz dando um sorriso de canto — "Nunca quis Marcie e agora que tenho a namorada mais perfeita não troco por nada." — ele me olha por um instante depois desvia o olhar, voltando à expressão indiferente — "Não se preocupem, darei um gelo em Marcie..."

Escutamos um ronco de motor e logo o carro de Traves entra no estacionamento. Logo após o carro de Millar também entra logo atrás, dou um suspiro e passo a expressão indiferente. Seguimos para as nossas salas, Patch mais afastado e eu, Scott e Vee mais a frente. Entramos na sala e cada um se dirigiu ao seu devido lugar.

Patch sentou ao meu lado e eu fiz como sempre, peguei meu caderno e comecei a escrever bobagens, Patch pegou o caderno dele e começou a escrever também, logo sinto uma presença ao lado de Patch e quando levanto o olhar Marcie está parada lá — Patch amor porque você está sentado aqui? — ela vai passar a mão no rosto dele e ele a segura, finjo estar olhando para outro lugar — O que foi Patch? Porque não me deixa tocá-lo?

— Não me chame de amor Marcie, quantas vezes tenho que dizer? — ele diz irritado — e eu me decidi qual vai ser meu lugar — e dá de ombros.

— Mas não vai mesmo — e o que ela faz a seguir pega a mim e a Patch de surpresa, ela puxa ele pela gola da camiseta – ele está sentado e ela em pé – e sela os lábios num selinho demorado, quando ela tenta aprofundar o beijo ele a empurra — Não pense que eu desisti, amor — e saiu em seguida.

Olhei para a cena pasma. Sabia que ia ser mais difícil por Marcie, mas não que ela ia fazer isso. Pisco algumas vezes e olho para frente, Vee e Scott estavam tão surpresos e espantados quanto eu. Abaixei a cabeça, apoiando a testa na mesa e fechei os olhos, sei que Patch não teve culpa nenhuma, mas mesmo assim.

Dou um suspiro, será que dará certo esse relacionamento? Sinto minha mente tentando ser invadida, mas não deixo, são Patch e Vee. Fico de cabeça baixa acalmando meus pensamentos... Sabia que seria difícil e bem, pelo menos ele não correspondeu. Resolvo falar com ele e com Vee.

— Espera que eu já falo com você — eu disse para ele assim que levantei a cabeça. “O que foi Vee? Se é pra saber se eu estou bem, sim, estou, sabia que isso ia acontecer”, ela se vira e me fita, balançando a cabeça em negativa em seguida “Sei que está mal, mesmo eu na sua situação ficaria, não imagino o que eu faria se alguém agarrasse Scott” e deu de ombros, dei um sorriso de canto “Ciumenta em! Scott se cuide se pisar na bola” ela se vira e me dá um sorriso psicótico “Tenho você para bater nele querida irmãzinha” dei um sorriso e devolvi o olhar “Pode crer irmãzinha!”, ela me dirigiu um sorriso e se virou para frente, sinal de que não ia falar mais nada. Dei um suspiro.

— Anjo — diz Patch chamando minha atenção, olhei para ele indiferente. Ele olha para mim com os olhos levemente marejados, fico assustada, serio mesmo que ele quer chorar? “Desculpa-me? Sei que prometi para você que não deixaria mais nada acontecer e bem, você viu... Nora aquilo que eu te disse ontem não foi mentira, eu realmente te amo e te quero para mim, não tive culpa do que ela fez... Eu me sinto muito mal, ainda mais que eu vejo que você quer chorar”.

Lágrimas se acumulam nos cantos dos olhos dele, e eu me apresso em falar com ele, sei que ele não teve culpa “Jev, não estou te acusando nem nada, sei que você não teve culpa de nada, como você mesmo disse eu vi o que aconteceu e vi que você foi pego de surpresa, mas se põe no meu lugar, e se fosse ao contrário? Eu estou sim chateada, mas nada demais...” pego na mão dele por de baixo da mesa que estava apoiada na coxa dele e a acaricio gentilmente, dou um sorriso de canto “Eu sou Nora Grey e não vou deixar ninguém roubar meu namorado! Você é meu Jev, só meu! Só não deixa acontecer de novo tá? Não sou feita de ferro... Eu te amo não se esqueça” ele acaricia minha mão e me dirige um sorriso, olhando para frente em seguida, eu fiz o mesmo.

Sou somente seu Nora e você é só minha! Não vai mais acontecer, eu prometo. Também te entendo, se fosse ao contrário me sentiria mal. Aliás, não é muito diferente do que eu estou sentindo agora... Eu também te amo Anjo!” depois disso começamos a prestar atenção nas aulas, ainda de mãos dadas, onde ninguém poderia ver.

As aulas passaram normalmente e vez ou outra Marcie nos lançava olhares de puro ódio e eu fingia não ver e Patch ignorava, deu a hora do intervalo e seguimos para nossa mesa de costume, Patch foi junto de Scott enquanto Vee conversava comigo um pouco mais atrás, ela estava me perguntando se eu estava bem e essas coisas todas e eu respondia que sim, Patch não teve culpa, mas se eu não tivesse visto bem vocês sabem o que ia acontecer, adeus Patch...

Contamos a Luce o ocorrido e ela se irritou, também não culpou Patch, mas... Enfim, Traves veio até mim tentar falar comigo e eu inventei uma desculpa qualquer para ele e ele saiu zangado. Patch ficou sentado de frente para mim e evitávamos trocar olhares que chamassem atenção para nós, o que foi difícil, pois quando você está com a pessoa que ama quer gritar aos quatro ventos, mas enfim... Voltamos para as aulas chatas e Marcie tentou falar com Patch de novo, ignorei a presença dela lindamente e fiquei resolvendo meus exercícios. As aulas acabaram Marcie ficou raivosa por Patch ignorá-la e eu não disse mais nada...

Fomos embora e fui para a casa de Patch com ele, fiquei um pouco lá para namorarmos um pouco até porque na escola não dava... Fui para casa no início da noite, jantei com mamãe e Scott, depois ficamos tendo um momento família e adivinhem só a mãe de Scott ligou dizendo que tinha conseguido a casa e que dentro de um mês ela estaria se mudando, esse tempo é pro dono mudar para a nova casa... Vai entender... Subi tomei meu banho e quando saí me olhei no espelho, ainda estou marcada, legal a vida! Coloquei meu pijama, me deitei e logo adormeci.

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Estamos agora no estacionamento da escola, já se passaram três dias desde o fato ocorrido entre Patch e Marcie, nesse tempo eles não se falaram mais, eu também estou evitando Traves, desde aquele dia não nos falamos mais. Estou sentada no chão apoiada no Jeep e Vee está ao meu lado, Patch e Scott estão de pé, estamos esperando Luce que não chega nunca. Escuto Carry On Wayward Son e quando olho no identificador é Luce. Todos me olham curiosos em saber quem é, reviro os olhos.

— Oi meu amor! — eu digo e no mesmo instante Patch me olha reprovador, reviro os olhos novamente, que namorado mais ciumento em! — Por que não chegou ainda dona Lucinda Prince?

— Desculpa, mas já tenho namorada e não me chamo Lucinda — ele começa a rir do outro lado da linha, faço uma poker face e começo a rir que nem uma doida — Bom era isso o que eu queria saber, você já está na escola... Os outros estão também?

— Ora resolveu dar o ar da graça Briel? — eu pergunto séria. Os outros me olham curiosos.

— Nem Cameron é mais? — ele pergunta fazendo uma voz de magoado.

— Não! Scott é meu irmãozão agora — digo fazendo graça, o escuto dando um suspiro irritado — Mentira! Você é meu irmão número um! E sim estou na escola e com os outros...

— Tem como vocês virem aqui pra minha casa? — ele pergunta por fim.

— Tá bom — eu digo me levantando — até... — e desliguei. — Povo para seus carros, Cam nos quer na casa dele agora. — fui em direção ao meu carro — Vee leva Scott porque ele não sabe onde fica a casa de Cam, somente a de Luce... — destravei o carro e entrei, os outros entraram em seus carros, coloquei a música November Rain do Guns N’ Roses bem alto.

Como sempre saí na frente, fui dirigindo calmamente até a casa de Cam, depois de um tempo diminui a velocidade para os outros irem seguindo, mas foi por causa de Vee, se não ela ficaria muito para trás. Logo chegamos ao apartamento de Cam, estacionamos os carros em frente ao prédio e descemos, Vee segurou na mão de Scott e começaram a caminhar, Patch e eu somente estávamos próximos, vai que tinha alguém observando a casa de Cam, apertei a campainha e ele abriu a porta — Olá Cam — dei um sorriso e depois o abracei — que saudades...

— Também senti sua falta Raio de Sol — ele diz assim que se afasta me dirigindo um sorriso — Mas vamos conversar lá dentro — e entrou em seguida, nós o seguimos, Vee que foi a última a entrar, trancou a porta assim que passou, seguimos para a sala de Cam, Luce estava sentada em um dos sofás com Cam, o de dois lugares, Vee e Scott se sentaram no outro sofá e só sobrou um lugar vazio, Patch se sentou e eu sentei no braço do sofá ao lado dele — Bom... — ele não continuou, pois eu o interrompi.

— Cam antes de você falar, eu tenho que te contar uma coisa — eu digo chamando a atenção dele — ou outros já sabem, e queria que você soubesse por mim, por isso não deixei Luce contar — dei um sorriso — Eu estou namorando...

— Com quem? — ele pergunta sério — Pelo o amor de Deus não me diga que é o Traves...

— Desse jeito você me ofende — diz Patch sério — Com tantas pessoas para você me comparar, tinha que ser justo com ele?

— Respondido? — e dei de ombros.

Cam olha para mim e depois para Patch, dá um sorriso enorme — Quem deu o primeiro passo? — ele nos encara — Porque pelo o que eu saiba ambos não queriam se declarar com medo de um possível afastamento, sim eu sabia do sentimento de ambos, mas queria ver até onde ia — e deu de ombros.

— Quem se declarou primeiro fui eu — diz Patch indiferente.

Cam se espanta — Wow! Pensava que tinha sido Nora — ele diz ainda espantado — Agora sim fomos surpreendidos novamente — e deu um sorriso — Fico feliz por vocês, mas como está a situação de vocês?

— Estamos meio que namorando escondidos — eu disse explicando — Não queremos que Traves nos use, para conseguir o que quer — dei de ombros — então só vocês que sabem de nosso envolvimento. Na escola estamos agindo como sempre, a única coisa que mudou é Patch deixou de ser um andarilho — dei de ombros novamente.

— Bom agora vamos ao o que eu queria dizer — ele diz chamando nossa atenção. Patch segura em minha mão — Eu tenho duas coisas a dizer — ele dá um suspiro e continua — A primeira é que Traves não é o mandante de seus ataques como pensamos Nora — fico estática “Como assim?” eu me perguntava confusa — Nesses dias em que eu “sumi” — ele diz fazendo aspas — eu segui o Traves de perto, o vi falando novamente com um Pária e para esse pária ele dizia “Ele não tolera novas falhas, se não levarmos Nora até ele, ele não ira deixá-lo sem uma punição” — ele dá uma pequena pausa — então estou desconfiando que Traves seja um intermediário...

Ele fez uma pequena pausa e continuou — Um intermediário que esteja se aproximando de você para outra pessoa e se for isso é mais preocupante, pois será algo muito maior do que uma briga mal resolvida entre Patch e Traves, isso definitivamente não tem nada a ver com esse assunto, e por esse motivo você deve tomar muito cuidado, não consegui descobri mais nada, pois fui fazer outra busca...

— Que busca Cam? — pergunta Patch, percebendo que eu não ia conseguir perguntar. Ele também esta muito chocado com que acabou de descobrir, pois isso dificulta ainda mais as coisas, se não é Traves, quem será essa outra pessoa?

Ele olha diretamente para mim — Nora eu... Descobri onde Connor está... — e deixou a frase morrer.

Eu o encarei surpresa, como assim ele encontrou meu pai? Cam fez isso por mim... Afastou-se de nós para procurar meu pai? Por isso amo Cam como um irmão!

— E onde ele está? — eu pergunto esperançosa de que eu ainda possa conhecê-lo.

Notas finais
Pra quem não entendeu Patch vem de Patchwork = Colcha de Retalhos. Bom pessoas o que vocês acharam da declaração de Patch e Nora? Espero que tenham gostado *m* Marcie está querendo morrer né? Vontade de dar uma porrada nela!!! O paradeiro de Connor finalmente foi descoberto, alguém tem uma ideia de onde ele possa estar? Sim, não, talvez? Bom é isso ai, espero que tenham gostado do capitulo ♥ Bjos até daqui uns dias *3*