Angel's Black and White
11 Capitulo 10
Notas iniciais
Escuto tudo aquilo espantada, como assim Traves tem conhecimento da existência dos Parias e ainda tem algum tipo de contato direto com eles? Mas aquela frase dele não me deixa dúvidas, ele está por trás de tudo o que eu e meus amigos passamos? Ele que está por trás de todos os ataques? Ele é o mandante? Continuo escondida escutando, agora quero saber de tudo!
— Está surdo? — ele pergunta raivoso — Porque você ainda não me trouxe Nora Grey? É tão difícil assim pegar uma Nefilim como ela? Eu sou um Anjo, poderia pegá-la rapidamente. Só não faço eu mesmo o trabalho porque a idiota sente algo por mim e eu não posso estragar tudo entre nós... — ele dá um sorriso de canto — Se você não tivesse me chamado eu teria conseguido aquilo que eu quero e acabar com Cipriano! — ele dá uma gargalhada — quero é afastar ela dele, antes mesmo deles terem algo, e assim a terei para mim... — ele olha para o Paria sério novamente e repete a pergunta — Me diz, porque ainda não me trouxeram Nora?
— Senhor Crowler — começa o Paria com medo e receio — Nora sempre está com aqueles Anjos a protegendo, sempre quando armamos a emboscada eles aparecem, ela nunca está sozinha, o que dificulta nosso trabalho... — ele passa a mão na testa em sinal de nervoso — Mas já estamos preparando outra emboscada e essa não terá falhas, eu prometo — ele diz dando uma erguida de cabeça e o olhando confiante.
— Só mais essa chance — ele diz enigmático — se houver mais uma falha você arcará com as consequências! — dizendo isso ele dá as costas ao Paria e volta a caminhar em direção à escola, eu me escondo mais e ele não me vê, o Paria também vai embora, Deus sabe de onde ele veio. Não acredito que isso está acontecendo comigo.
Fico fitando Traves andar tranquilamente em direção à escola e eu fico muito nervosa. Como ele ousa fazer isso comigo? Ainda zomba dos sentimentos alheios! Como eu pude sentir ao menos uma atração por ele? Como pude deixá-lo me beijar? Como pude deixá-lo se aproximar? A cada segundo sinto mais nojo de mim!
Volto por onde vim, sempre olhando em volta para ver se não o encontro e sigo em direção à sala de canto para pegar meu material. Não aguento passar nem mais um segundo sequer aqui, preciso por os pensamentos em ordem e a escola não é o melhor lugar para isso e além do mais aquele ser nojento está aqui nessa mesma dependência que eu frequento! Ai que ódio!
Vou caminhando a passos rápidos em direção ao meu carro, quero logo sair daqui. Chego ao meu carro que nem um furacão e abro a porta em seguida jogando meu material lá dentro, sento no banco e encosto a cabeça no volante, dou um suspiro tentando me acalmar e dou partida em meu bebê. O tiro da vaga e saio da escola em que direção nem eu mesma sei, só sei que quero fugir de tudo e de todos, só queria sumir nesse momento e não sei o que fazer...
Como eu pude ser tão ingênua novamente? Como eu pude confiar em alguém que eu nem ao menos conhecia e justo quando todos me disseram para eu me afastar eu só fiz me aproximar do mesmo? Não vou mentir que não me sentia atraída por Traves, ele é aquele tipo de pessoa fechada e misteriosa, que está lá sempre com uma pose inabalável e inatingível e eu tenho uma queda por caras assim e quando ele se mostrou interessado em mim eu pensei que finalmente ia poder tirar Patch Cipriano de meu coração e seguir em frente assim como ele fez, aliás, nunca tivemos nada antes dele se envolver com Marcie, só depois disso que ele me deu um beijo, um não, foram dois...
Desde quando minha linha de raciocínio deixou de ser Traves e virou Patch? Sinto-me muito mal até porque eu gosto de Traves, ele é uma pessoa legal e atenciosa à maneira dele, mas pelo visto era somente uma farsa, uma pessoa para se aproximar de mim e ganhar minha confiança, mas isso o que ele fez hoje acabou com qualquer encantamento que eu tinha por ele, além de tentar me forçar a fazer sexo com ele, ele que estava por trás de todos os ataques dirigidos a mim e que consequentemente feriam as pessoas que eu amo! Percebo que estou parada e me assusto, olho em volta e me espanto mais ainda.
Porque estou na casa de Cipriano?Como vim parar aqui? Gente, mas que loucura... Mas pensando bem Patch é o único que pode me ouvir agora e o único que pode falar de Traves para mim. Pego meu celular e disco seu número, já até decorei. Dá três toques e ele me atende: — Oi Anjo — ele dá uma pausa — Tudo bem?
— Patch, você está em casa? — e pergunto olhando para a casa.
— Estou por quê? — ele pergunta confuso.
— Então aparece na janela — ele fez o que eu pedi abrindo um pouco a cortina da sala e faz uma cara de espantado quando me vê — Eu posso entrar?
— Claro — ele diz e escuto um barulho de chave — a porta está destrancada.
— Já estou entrando — eu digo e dou um suspiro — Tchau — e desligo meu celular.
Desligo meu carro — que ainda estava ligado todo esse tempo — e dou um suspiro novamente. Porque eu vim à casa de Patch? Nem eu mesma sei. Só sei que dirigi sem rumo e vim parar aqui, antigamente eu parava na clareira. Desço do carro somente com meu celular, ativo o alarme do mesmo e me encaminho em direção à porta da casa de Patch. Abro a porta com receio, mas já que estou aqui e eu preciso que alguém me conte quem é Traves, ninguém melhor do que um velho conhecido dele. Patch está sentado no sofá encarando a porta, ele está sem camisa — ô perdição — e com uma calça moletom, entro de uma vez e fecho a porta a trancando novamente.
— Bom primeiramente me desculpe aparecer assim do nada em sua casa — eu digo um pouco sem graça — se você não foi à escola hoje é porque devia estar ocupado e eu devo estar atrapalhando, mas é que aconteceu algo na escola e eu ia, sei lá para qualquer lugar e quando dei por mim estava aqui — e dou de ombros. — e segundo obrigada por me deixar entrar...
— Anjo, você sabe que é bem vinda em minha casa — ele dá um sorriso de canto — Vamos Anjo, se sente — ele aponta para o sofá de frente e eu me sento — eu não fui hoje porque perdi a hora e depois fiquei com preguiça — ele dá de ombros — não foi por nenhum motivo em especial. Você disse que aconteceu algo na escola... O que seria?
Sinto meu corpo ficar rígido, como vou falar para Patch o que Traves quase fez? Ele simplesmente vai me dizer um “eu te disse”. Abaixo a cabeça com vergonha e digo baixo — Só descobri o quanto sou ingênua, que me acho forte, mas todos continuam me fazendo de idiota... — deixo a frase morrer aos poucos.
— Como assim Anjo? — ele pergunta confuso — Cam e os outros sabem onde você está? — nego com a cabeça — Eles te viram saindo pelo menos? — nego novamente — Quando foi a última vez que te viram?
— Cam e Luce, somente na entrada — eu digo ainda de cabeça baixa — Bolinha e Vee na sala — e dou de ombros.
— Quando você saiu? — ele pergunta pensativo.
— Um pouco depois do intervalo, acho que já estava em aula de novo... — levanto a cabeça e Patch está me olhando, ótimo, levantando suspeita Nora...
— Você não passou o intervalo com eles? — eu nego com a cabeça — Então onde passou o intervalo?
— Você quer mesmo saber? — ele acena que sim com a cabeça — Vee tinha que ir à secretaria e o Scott ia com ela, para eu não ficar segurando vela fui indo na frente, quando estava andando pelos corredores sinto meu braço sendo puxado bruscamente, quando olho para trás vejo Traves — Patch fica tenso no outro sofá — ele perguntou se eu podia ir com ele um instante e eu fui, não vi maldade naquele instante, ele me levou até as salas de oficinas que as terças são trancadas, mas a sala de canto estava destrancada, ele entrou e me levou junto — Patch dá um suspiro alto, como se estivesse com raiva, mas escuta pacientemente — ele disse que lá poderíamos conversar mais a vontade, no momento eu continuei sem entender, até que... — dou um suspiro — tenho mesmo que continuar Patch?
— Eu agradeceria se você continuasse Nora — ele dá um olhar enigmático — Pode falar, estou ouvindo...
Dou um suspiro e olho para Patch, seu olhos estavam em fúria, acho que ele tem uma ideia do que pode ter acontecido — Bom, ele me prendeu na parede e me beijou a força, fiquei tão sem ação que não consegui afastá-lo — olhei para um ponto qualquer na sala, não queria ver o olhar de Patch, vai que ele me achasse uma vadia e olhando para o tapete continuei — Ele disse que você só queria me usar e que preferia a Marcie, eu não sei de onde o povo tira essas histórias de que eu quero atrapalhar seu relacionamento com Marcie, mas... Continuando, acho que não preciso entrar em detalhes, mas ele tentou me forçar a fazer sexo com ele, depois que eu o neguei e consegui me soltar ele ainda disse coisas, que prefiro não comentar e eu saí correndo... — Patch levanta do sofá raivoso, sabia que ele ia surtar.
— COMO ELE OUSA TOCAR EM VOCÊ??? — eita, ele tá bravo, nunca vi Patch tão nervoso em minha vida, ele anda de um lado para o outro na sala — Como ele ousou em pensar fazer isso com você? Nora eu te avisei — não disse que o infeliz ia falar isso! — para se afastar dele, que ele não era nada bom, mas não, orgulhosa como você é, não me escutou, você pensou na possibilidade de que você poderia ter sido estuprada? — ele pergunta muito sério, sério demais — Você pensou no que ele poderia fazer com você? — ele senta no sofá novamente, respirando rápido.
— Patch, eu sei que você me avisou, mas não me deu argumentos do porque queria que eu me afastasse dele — eu disse me sentindo culpada, Cam também me disse a mesma coisa — só disse ele não é coisa boa. Beleza, Marcie também não é, mas nem por isso fico falando para você se afastar dela, nem nada do tipo. Eu sei me cuidar Patch, mesmo ele sendo um Anjo e tudo o mais... Eu só acho que eu sou adulta suficiente para assumir meus erros e eu sei que eu errei, não acreditei nem em você e nem em Cam, mas se eu não visse com meus próprios olhos não poderia me afastar — dou um suspiro — mas não foi pra isso que eu vim aqui. Bom na verdade você sabe eu não queria bem vir aqui, ah você entendeu!
— E o que mais seria Anjo? — ele pergunta com visível raiva — A propósito, como você conseguiu fugir dele?
— Bom como você me interrompeu antes não consegui falar — eu disse dando de ombros — eu saí correndo em direção ao refeitório e quando eu fiz a curva escutei um assovio, Traves que corria atrás de mim parou e eu escutei os passos dele se afastando, eu voltei e o vi olhando em volta, depois que se certificou que estava sozinho ele seguiu em direção à floresta, eu o segui a uma distância segura, ele pegou uma trilha e eu o segui por fora da trilha, por um lugar onde eu conseguia vê-lo, mas ele não podia me ver — Patch presta atenção em tudo o que eu digo — ele olhou para um ponto na floresta e eu fiz o mesmo, mas o que eu vi me fez ficar espantada... — dei uma pausa.
— O que você viu Anjo? — pergunta Patch já mais calmo.
— Bom eu vi Traves conversando com um Paria — dou de ombros — descobri o mandante dos meus atentados — olho para Patch que me olha espantado — ele estava perguntando para o Paria porque eu ainda não estava nas mãos dele, que uma Nefilim não deve ser difícil de raptar, ele também disse que só não fez o trabalho ele mesmo, pois eu confio nele — dou um sorriso fraco — e que se o Paria não o tivesse chamado, Traves teria o que ele queria. O Paria respondeu que eles já estão armando uma nova emboscada e que essa não terá falhas, Traves somente disse que não toleraria um novo erro e saiu em seguida. Eu fiquei tão irritada que eu queria morrer, ou sumir e saí dirigindo sem rumo, e quando saí de meus devaneios dei por mim que estava em frente a sua casa, não foi nada de propósito, eu juro...
Patch me fita por um instante e dá um suspiro — Bom por um lado isso nos mostrou quem está por trás de seus ataques — ele se levanta e segue para a cozinha — só que agora a questão é: O que você vai fazer?
— Eu não sei — digo num sussurro — Patch, você pode me contar de onde você conhece Traves? — olho para a cozinha e Patch olha pra mim com receio e cautela e já sei, ele não quer me contar. Dou meu melhor sorriso — Deixa Patch, não precisa me contar — eu me levanto e pego meu celular do sofá — eu dou um jeito de descobrir algo sobre ele, não esquenta — disse andando em direção à porta — Obrigada por me escutar — e quando eu vou destrancar a porta, sou puxada contra o corpo de Patch — O que foi? — eu pergunto assustada, não tinha visto que ele já estava tão próximo de mim.
— Anjo... — ele diz me abraçando pelos ombros — fica... — ele me aconchega mais em seus braços — Eu te conto, mas você tem que entender que isso aconteceu há muito tempo, muito antes de você nascer, até mesmo antes de sua mãe nascer... — ele diz com a cabeça próxima ao meu ouvido e dando ênfase ao tempo — e que nada disso me afeta mais, que eu não sinto mais nada por ela...
Sinto um baque contra mim, então a relação entre Patch e Traves era um triangulo amoroso? Não sei se quero mais tanto assim saber o que aconteceu entre eles... Mas eu tenho que saber para entender essa rixa entre os dois... Dou um suspiro — Pode falar Patch.
Ele me solta do abraço e eu sinto falta de seu corpo próximo ao meu, ele pega a minha mão e me leva até o sofá. Eu me sento e ele se senta ao meu lado segurando minha mão, ele acaricia a mesma e olha para o teto, apoiando a cabeça nas costas do sofá e fechando os olhos em seguida — Fazia um tempo que eu tinha caído e estava muito difícil me adaptar aos costumes humanos, mas nos Anjos, assim como os humanos podemos amar, mas não podemos sentir o toque humano, foi um castigo para que não sentíssemos o prazer da carne — ele dá um suspiro — fiquei assim durante alguns séculos, passando por uma fase de adaptação e quando dei por mim, já tinha um grande investimento em dinheiro. Um dia estava andando por aí e encontrei uma velha conhecida, seu nome era Dabria, eu tinha me afastado dela, pois assim que caímos ela disse que me amava e tal, mas eu não acreditei. Quando tive esse reencontro com Dabria, decidi tentar ter esse tal de relacionamento que os humanos tanto falavam, pois eu só podia ter um contato no Cheshvan. — ele faz uma pequena pausa e acaricia minha mão — Dabria foi fazendo eu me apaixonar por ela, mas o que eu não sabia é que ela tinha um ex-namorado que ainda gostava dela, Dabria morava comigo em minha casa, eu saí para trabalhar e quando cheguei em casa, bem não foi minha melhor cena. Eles estavam transando em minha cama, na minha casa — ele dá de ombros — fiquei tão raivoso que no mesmo momento expulsei ambos de minha casa. Dabria depois disso veio atrás de mim, mas eu não queria saber dela e depois fui embora com tudo o que eu tinha. — ele dá uma pausa.
— E ai você nunca mais a viu? — eu perguntei vendo que ele não continuava.
— Quem me dera Anjo — ele diz ainda de olhos fechados e ainda acariciando minha mão — Depois disso ela passou a me seguir em uma obsessão muito louca, onde nenhuma garota podia se aproximar de mim. Um dia cheguei em minha casa e estava tudo revirado, em uma das paredes estava escrito com tinta “Você não será de mais ninguém” eu fiquei com muita raiva e fui atrás dela, eu sabia onde ela estava morando, mas quando eu fui começar a falar ela me agarrou em um beijo, mas foi somente um selinho e quem entrava na casa na hora? Então... Traves viu esse selinho e partiu pra cima de mim.
"O que mais me deixou chateado foi que éramos amigos e ele me traiu primeiro se você for ver, sendo que o que aconteceu comigo não foi correspondido — ele dá de ombros — depois daquilo eu me afastei de vez deles, sumi e ninguém sabia onde eu estava somente Cam e Luce que eu mantinha contato. Depois de alguns séculos eu encontrei Traves novamente, mas sozinho. Ouvi uns boatos de que Dabria havia desaparecido, mas ninguém sabia para onde. Bom desde essa época eu não tenho mais notícias dela, mas como você pode ver, Traves passou a me perseguir e a querer tudo o que eu quero, já que segundo ele eu acabei com a vida dele, ele quer me devolver o favor acabando com a minha..."
Fico em silêncio por um instante absorvendo tudo aquilo. Patch e Traves amaram a mesma mulher e ela desejava a ambos... — Mas Patch o que mais Traves fez para você?
— Anjo, durante um tempo eu procurei Dabria, queria saber por que ela fez aquilo, pois ela fez eu e Traves que tínhamos uma amizade razoável, praticamente virarmos inimigos mortais, mas não a encontrei. Ele sempre me segue e sempre tenta me derrubar, há algumas décadas ele quase conseguiu me aprisionar no inferno, se não fosse Cam chegar na hora, bem não nos conheceríamos — ele acaricia minha mão carinhosamente — Bom e ele sempre está tentando me aprisionar lá ou afastar todos de mim, mas de alguns anos para cá ele não consegue mais isso.
"Eu pensei que ele tinha desistido já que fazia mais de 60 anos que não o via, eu me mantinha afastado dos outros na escola por esse motivo, não queria que ele me visse com alguém ou que ferisse alguém para me afastar dessa pessoa, não queria que ele me roubasse à pessoa que mais é importante para mim, mas imagine só a minha surpresa quando o vi na escola e com você... — ele se senta e me encara intensamente — Só não queria que tudo acontecesse de novo..." — e dá de ombros.
Meu estomago ronca alto e eu me sinto corar muito — Desculpa — eu digo super sem graça — é que não almocei hoje.
— Vem — diz Patch levantando e me puxando junto em direção à cozinha — um pouquinho antes de você chegar eu tinha feito um macarrão a bolonhesa — ele cora — desculpa minha falta de educação em não oferecer, é que você sabe você falou tudo aquilo e eu meio que me irritei... — ele dá de ombros. Patch segue até o armário de pratos e pega um, pega na gaveta um garfo e me entrega — Se estiver frio o micro-ondas está ali. — e apontou.
— Tudo bem — eu disse me servindo, o macarrão estava com uma aparência boa e ainda estava quente. Sentei-me a mesa e comecei a comer — Que gostoso! — e estava de verdade — Foi você quem fez? — ele acena que sim — Duvido Cipriano está gostoso demais! — e dou um sorriso de canto.
— Eu sei cozinhar Nora! — ele diz se fazendo de ofendido — sempre que quiser posso cozinhar para você — eu coro muito e disfarço comendo — Já disse que fica linda corando?
— Já... — eu disse desviando o olhar — Obrigada Patch — ele me olha confuso — Por confiar em mim e me contar sobre seu passado.
Ele dá um sorriso — Que isso Anjo, você é de minha inteira confiança.
Depois disso comi quieta. Patch me olhava de vez em quando e eu comecei a ficar sem graça. Terminei de comer e lavei a pequena louça que eu sujei — Patch, você tem videogame? — ele assente que sim — Podemos jogar?
— Claro — ele diz indo para a sala — o que você quer jogar?
— Quais jogos você tem? — eu pergunto e ele me mostra a disqueteira de jogos e tinha vários jogos. Escolho Resident Evil 6 que dá pra jogar de dois, passamos a tarde inteira jogando e chegamos até a campanha de Chris e Piers, uma parte do jogo já foi né? Leon e Elena já terminou. Desligamos o videogame. Olho para o relógio e já são 18h57min já ta tarde, mas não quero ir para casa... Mamãe não vai passar a noite lá. Resolvo ligar para Vee. Pego meu celular e disco o número dela, dá três toques e ela atende preocupada — NORA GREY ONDE TU SE METEU???
— Amo meus tímpanos sabia Vee? — eu pergunto irritada — Porque tanto drama senhor! Amanhã eu conto para vocês o que aconteceu... Aliás, liga para o Cam e diz isso também — dou um suspiro — mas me diz aí posso dormir aí?
— É... Hum... — ela tá enrolando que ver que ai tem — Sabe o que é meus pais vão ficar dois dias fora e... — ela deixou a frase morrer.
— E Scott vai dormir aí com você! — eu disse dando uma gargalhada — mas ai eu vou passar a noite sozinha em casa — fico pensativa — Tudo bem aproveitem e diz a Scott que amanhã eu explico tudo. Beijos!
— Beijos e não conta pra ninguém em... — ela diz com uma voz vergonhosa...
— Ah, então vou dizer pra minha mãe que eu e Scott vamos dormir aí, mas só ele vai pode ser? — eu pergunto para arranjar um álibi.
— Pode — ela diz sorrindo — precisamos de um álibi, mas você vai dormir onde?
— Por aí... — dou de ombros — Tchau Vee, manda um beijo para Scott...
— Tchau Raio de Sol e Juízo — e depois desligou. Dou um suspiro, não é legal passar a noite sozinha em casa, se eu for atacada não vai ter nem quem avise...
— O que foi Anjo? — pergunta Patch depois de alguns instantes.
— Nada, é só que minha mãe não vai passar essa noite em casa e Scott vai dormir na casa da Vee — dou um suspiro — e por esse motivo não posso ir dormir lá e muito menos sozinha em casa...
— Dorme aqui então... — ele dá de ombros — Podemos passar na sua casa para pegar suas roupas e daqui vamos para a escola.
— Tudo bem, mas primeiro vou ver com minha mãe — ele me olha assustado — Calma Patch, vou dizer a ela que vou dormir na Vee — pego meu celular e ligo para minha mãe, depois de alguns toques ela atende — Alô?
— Oi mãe — eu digo revirando os olhos — sabia que se olha antes de atender?
— Oi meu anjo, claro que sei, mas tava com medo da pessoa desligar — senti como se estivesse dando de ombros, reviro os olhos — O que aconteceu, você nunca me liga.
— Nossa! Credo — dou um sorriso — estou ligando pra avisar que vou dormir na Vee, sim?
— Tudo bem, meu amor — escuto ela sorrindo — e Scott?
— Vai dormir na Vee também, como nos velhos tempos — dou de ombros.
— Tudo bem! — olho para Patch que esta sorrindo e eu reviro os olhos — Até amanhã à noite! Durma bem.
— Boa noite mãe! — e desligo o celular. Olho para Patch que ainda sorri — Vamos, você vai comigo até minha casa? — ele assenti que sim — então vamos no mesmo carro.
— Tudo bem, mas eu posso dirigir o seu carro? — eu assinto que sim. Ele me olha espantado — Por essa eu não esperava!
— Ta achando ruim, então eu dirijo! — eu digo irritada seguindo para a porta — Você sabe o ciúme que eu tenho com meu bebê né? — ele assentiu — Que bom! Ah e na volta podemos passar naquela pizzaria?
— Podemos — ele para na porta para trancá-la, enquanto eu vou seguindo para o meu bebê e entro na porta do passageiro, Patch entra logo em seguida, arrumando os bancos e espelhos para ele e liga o carro, saindo em seguida. Ele vai dirigindo pelas ruas a uma velocidade razoável e em menos de 30 minutos estamos em minha casa. Ele estaciona no quintal da frente e descemos do carro. Vou até a porta a abrindo — Muito bonita a sua casa Nora.
— Obrigada — e sigo para as escadas em direção ao meu quarto, Patch me segue e eu fico nervosa, mas fazer o que ele não vai me deixar sozinha. Abro a porta de meu quarto e entro, Patch entra atrás — Bem vindo ao meu mundo — digo abrindo os braços e mostrando o quarto. Patch olha algumas fotos e outras peças de meu quarto, eu aproveito e vou até meu guarda roupa, de lá eu tiro um conjunto de lingerie preta que tem uma calcinha de tamanho razoável, uma calça jeans azul clara, meu all star todo preto de cano longo que cobre até a metade da canela, uma camiseta do L de Death Note preta e meu colar também do L. Coloco tudo dentro de uma mochila – menos o tênis — que levo para os treinos e a fechei, fui até o banheiro e peguei minha escova de dentes e de cabelo, meu perfume e um prendedor de cabelo, joguei dentro da mochila também. — Bom acho que peguei tudo!
— Então vamos? — ele perguntou dando um sorriso de canto.
— Vamos — mas antes de descer passei no quarto de Scott, estava tudo arrumado, capaz de nem ter aparecido em casa hoje. Desci as escadas em direção ao meu carro e Patch me seguiu. Abri a porta do passageiro novamente e joguei minhas coisas no banco de trás, exceto o tênis que coloquei no chão do carro. Patch entrou no lado do motorista novamente e saiu com o carro. Ele tentou dirigir até a pizzaria sem errar e eu ria da cara de frustrado dele. Mas depois de algumas tentativas chegamos.
Pedimos a mesma pizza da outra vez – meia portuguesa e meia frango com catupiry – e levamos para a casa de Patch. Ele estacionou em frente a casa dele e eu desci com a pizza em mãos, ele pegou minha mochila e meu tênis e levou para dentro. — Ah, obrigada Patch!
— De nada Anjo, vamos comer vem — ele disse assim que colocou minhas coisas no sofá e meu tênis no chão. Seguiu para a cozinha. Pegou os pratos no armário e os talheres na gaveta, arrumou a mesa — Vamos comer antes que esfrie Anjo...
— Sim — eu disse pegando um pedaço de pizza e começando a comer, Patch fez o mesmo. Logo quando dou por mim os oito pedaços já foram, dou de ombros, era pra comer mesmo. Pego meu prato e o dele e lavo, deixo lá no escorredor, eu lavei e ele que seque e guarde... Vou até o sofá e pego a mochila, começo a vasculhá-la e adivinhe só, esqueci a roupa de dormir e uma toalha, coro de novo — Patch... — chamo sua atenção, ele estava assistindo a um filme qualquer — Você poderia me emprestar uma camiseta de novo? — eu coro e muito e ele dá uma gargalhada — É que eu me esqueci tanto à roupa de dormir, quanto a toalha...
— Anjo, você não existe! — ele levanta e sobe em direção ao quarto, logo ele desce com uma toalha vermelha e com uma camiseta preta — Toma.
— Obrigada e desculpa ficar dando esse trabalho todo — eu disse pegando as coisas de suas mãos, pego minha roupa íntima – no caso somente a calcinha – e a escova de dente, vou em direção ao banheiro. Logo tomei meu banho rápido novamente, não quero ser mais inconveniente do que já estou sendo, me seco, coloco minha calcinha e a camiseta de Patch, escovo meus dentes com minha escova dessa vez, dou um suspiro e saio do banheiro, como da outra vez ele me analisa — Pronto, já pode usar.
— Tudo bem, sabe onde fica o quarto, pode subir — e entrou no banheiro. Eu peguei minha roupa suja e coloquei em uma sacola que estava dentro da minha mochila e coloquei dentro da mesma, subo correndo para o quarto e deito no sofá, vou dormir aqui e não quero nem saber! Como da outra vez, tinha um travesseiro e um cobertor, me cobri e virei de costas para a porta, fechei os olhos e tentei dormir, mas sabia que não ia conseguir ainda. Passam-se mais ou menos uns dez minutos e escuto a porta sendo aberta e depois fechada, escuto também um suspiro — Anjo... Pode dormir na cama.
— Não vou discutir isso com você de novo, Cipriano — eu digo me virando de frente para ele ainda deitada, mas me assusto, ele está mais próximo do que imaginei e ainda por cima sem camisa! Qual o seu problema com camisas Patch? — a cama é sua você dorme lá — e dou de ombros.
— Nora, você vai sim dormir na cama! — ele diz ficando irritado.
— Não vou! — Caramba, quando se tem visitas em casa geralmente torcemos para ela preferir o sofá e não nossa cama, mas Patch é do contra mesmo!
— Não vou repetir Grey — eita! É a primeira vez que ele me chama de Grey.
— Muito menos eu Cipriano! — eu digo me virando de novo, ficando de costas para ele. O que foi meu maior erro, como estava de costas não vi ele se aproximando, somente quando ele puxou o cobertor, mas eu já estava em seus braços. Comecei a me debater — Patch Cipriano me põe no chão!
— Não! — ele diz me levando para a cama. Eu continuo me debatendo, mas caramba ele é forte — Anjo para se não vamos... — ele não conseguiu terminar, pois quando eu me debati mais forte, ele já estava na beirada da cama, como ia cair eu o puxei o fazendo cair em cima de mim — cair... — ele termina de falar me fitando intensamente e quando dou por mim, já estamos nos beijando.
Sua boca estava com gosto de pasta de dente, sua língua vasculhava minha boca lentamente, como se quisesse se lembrar de tudo, minhas mãos vão parar em seus cabelos, dando leves puxões e carícias neles. Patch se ajeita melhor em cima de mim, ele entre minhas pernas, pois quando caí elas ficaram dobradas, Patch começa a intensificar o beijo e eu aproveito como não sou besta! Minhas mãos vão descendo em direção a suas costas quando ele a segura, eu me assusto e me afasto dele, o olhando em dúvida.
Ele percebe minha confusão e me explica — A cicatriz em minhas costas, não a toque — ele dá um sorriso de canto — se o fizer agora, acabará com nossa diversão — ele me olha intensamente — Pode acariciar o meio das costas se você quiser...
O puxei de novo para um beijo. Que susto, pensei que ele estava rejeitando meus toques. O beijo volta a se intensificar, o que não é bom — na verdade é sim, mas sei lá — pois começo a me excitar e Patch também, pois posso sentir seu amiguinho ganhando vida entre minhas pernas. Mudo de posição rodando na cama ainda nos beijando, acabei ficando por cima de sua ereção que agora posso sentir com mais intensidade, Patch acaricia minhas coxas e bunda, é instantâneo, como já estava me excitando e sentindo aquela ereção em baixo de mim comecei a rebolar lentamente em cima do membro de Patch e ambos deixamos um gemido escapar.
Patch troca de posição de novo, ficando por cima. Passo as unhas no meio das costas de Patch e ele deixa algo como um gemido escapar entre o beijo. Patch leva sua mão direita a minha coxa esquerda acariciando a minha pele, há apertando um pouco e depois descansando a mão ali.
Patch se afasta depois de finalizar o beijo com uns dois selinhos — Nora é melhor pararmos — ele diz tentando se levantar, mas eu o seguro. — Tem certeza de que é isso o que você quer? — Ele me olha em dúvida e eu somente dou um sorriso — Não vai se arrepender depois em! — e desce em direção ao meu pescoço dando beijos e lambidas.
— Pode ter certeza de que não vou!
Patch vai descendo beijando meu pescoço e lambendo também, com as duas mãos ele vai levantando a camiseta que eu estou usando e ao mesmo tempo acariciando minha pele pelo caminho, eu vou ficando corada, até porque nunca fiquei nua na frente de um homem antes, ele levanta a camiseta e me faz sentar na cama a tirando por completo, por vergonha cubro os seios.
Patch dá um sorriso aberto — Anjo, não precisa ter vergonha — ele diz tirando meu braço da frente de meus seios e se aproximando do meu ouvido em seguida — você é linda — e chupa o lóbulo de minha orelha.
Patch vai descendo os beijos por meu pescoço e vai me deitando lentamente, eu levo as mãos aos seus cabelos e vou acariciando gentilmente, ele chega até meu seio esquerdo e começa a passar a língua pelo mamilo tranquilamente, aquela sensação é nova para mim e acabo dando um suspiro, com a mão esquerda ele estimula meu mamilo direito, ele fica assim por um tempo, deixo alguns gemidos baixos escaparem.
Ele desce a mão esquerda por minha barriga e vai em direção a minha calcinha, fico tensa e ele sorri ainda com meu mamilo em sua boca — Calma Anjo — ele diz assim que se afastou de meu seio — Vou ser carinhoso, eu sei que é virgem — eu coro e muito, escondo meu rosto com um dos braços — Assim você me excita mais Nora — ele diz e volta a fazer o que fazia antes, ele puxa minha calcinha até metade de minhas pernas e depois a retirando por completo.
Patch passa o dedo por toda minha intimidade, a sensação é gostosa, ele fica fazendo isso um pouco e logo coloca um dedo dentro de mim, a sensação é incomoda mas logo ele começa a se movimentar dentro de mim e o incomodo vai passando, algum tempo depois já estou deixando alguns gemidos mais altos escaparem, Patch coloca um segundo e depois um terceiro dedo e fica assim por um tempo, com a boca em meu seio e com os dedos em minha intimidade.
A sensação é tão boa que nem minhas ações eu controlo mais, Patch continua com os movimentos e eu começo a gemer e muito, Patch aumenta a velocidade dos dedos e nisso ele já parou de chupar meu mamilo, ele está olhando para mim e seus olhos estão mais penetrantes do que antes. Logo meu corpo começa a tremer e sinto uma explosão de sensações me invadir, estou ofegante e muito corada. Patch me observa meu corpo e eu me sinto corar mais.
Mas isso não me impede de fazer nada, vergonha é só mais uma motivação para mim. Patch estava sentado na cama e quando me viu sentar ficou confuso, dei um sorriso e o empurrei o fazendo deitar na cama, subi em cima dele e o beijei, um beijo rápido, fui descendo pelo pescoço de Patch dando leves mordidas e lambidas, fui descendo pelo seu peito definido e deixando também um rastro de beijos, Patch gemia de vez em quando, mas muito baixo, cheguei ao cós de sua calça e a puxei junto com a cueca, a retirando por completo, Patch me olhava curioso, com certeza se perguntando o que ia fazer, mas como Cam e Luce namoram ela contava para mim e para Vee o que fazer e então decidir tentar.
Antes de qualquer coisa observei o corpo de Patch sem suas costumeiras roupas, e meu Deus, Patch tem o peito definido, seus braços são firmes, nada muito exagerado e essas pernas... Dou um sorriso malicioso. Aproximei-me da ereção de Patch e a pego em minhas mãos, Patch fecha os olhos e sente meus toques, eu começo um movimento de sobe e desce num ritmo lento e depois vou aumentando um pouco o ritmo, Patch deixa alguns gemidos escapar e eu me sinto feliz. Me abaixo e passo a língua na cabeça da ereção de Patch, ele geme alto, o coloco na boca e começo um movimento de sobe e desce, mas só um pouco.
Eu paro de estimular Patch e ele se levanta, vai até a mesa de cabeceira e retira de lá um pacote laminado, deve ser o preservativo, ele põe e depois se senta na cama, me segurando pelos quadris e me posicionando em sua ereção — Pode doer um pouco, mas prometo ser gentil! — e me desceu lentamente. Não vou mentir para vocês meus lindos leitores, mas doeu e muito, como estou acostumada à dor eu consegui disfarçar.
Ele segurava meu quadril gentilmente e esperava eu me acostumar, eu estava com meus braços em volta do pescoço dele, depois de um tempinho comecei a me mexer devagar, Patch me ajudava a subir e a descer lentamente, ambos curtindo o momento e as sensações que isso nos trazia, começo a aumentar a velocidade e abraço Patch mais forte, ele fica acariciando minhas costas com uma mão enquanto que com a outra me ajuda a cavalgar, ele também ficava me dando leves beijos e mordidas no ombro.
Patch me deitou sem tirar seu membro de dentro de mim, depois que eu deitei ele começou a ditar os movimentos que eram rápidos e precisos — Hum... Patch... Isso é muito bom! — eu já não pensava mais com tanta clareza, Patch também deixava alguns gemidos escaparem, ele dava beijos e lambidas em meu pescoço e eu só tinha uma vaga lembrança de que só podia arranhar o meio das costas e foi isso o que eu fiz, comecei a arranhar as costas de Patch, ele passou os braços por baixo de mim de me trazendo para mais perto sem parar de estocar, meu corpo já tremia de novo e aquela sensação me preenche novamente.
Patch deu mais umas duas estocadas e logo para caindo em cima de mim, nossas respirações estão descontroladas, Patch sai de dentro de mim e deita do meu lado com a cabeça em meu peito, acaricio os cabelos dele gentilmente. Meu Deus eu perdi a virgindade e ainda por cima com Patch! Beleza posso me arrepender depois por causa de Marcie, mas nunca vou me arrepender por ter sido com ele!
— Você está bem Anjo? — ele pergunta levantando a cabeça que estava apoiada em meu peito.
— Sim — eu respondo e dou um bocejo — Mas estou com sono — ele deita de barriga para cima e eu deito em seu peito — Boa noite Patch.
— Boa noite Anjo — e me abraça me trazendo para mais perto, logo estou quase dormindo, mas não antes de ouvir uma frase que eu não sei se foi por causa do sono ou se foi realmente dita — Eu te amo Nora — e apaguei.
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Abri os olhos assustada, olhei em volta e me lembrei de que estava na casa de Patch. Coro por me lembrar do que aconteceu na noite anterior e por ainda estar nua. Patch está nu também e está com o braço por cima de minha barriga e com a cabeça em meu ombro.
Tirei o braço de Patch gentilmente de cima de mim sem acordá-lo, com esse movimento, ele resmungou e virou para o outro lado, dei um sorriso “Tão lindo dormindo”, me levantei e coloquei a calcinha que estava jogada no criado mudo — sem comentários de minha parte, mas Patch jogou ali de propósito ou o que? — desci rapidamente e peguei minha mochila, coloquei meu sutiã e as roupas que eu tinha separado ontem em minha casa, prendi meu cabelo e fui até o banheiro, escovei os dentes e me olhei no espelho, meu Deus estou com umas marcas no pescoço, Patch desgraçado me marcando, solto novamente os cabelos, não posso deixar nem Cam e nem Scott verem isso.
Peguei meu celular que eu tinha esquecido no sofá e olhei as horas 06h59min, só entro na escola pra lá de 07h30min, mas... Subi rapidinho e dei uma última olhada em Patch, dei um sorriso, mas não resisto, vou até ele silenciosamente e me abaixo dando um beijo casto em seus lábios, um simples selinho para não acordá-lo, desci, peguei minha mochila e as chaves do meu carro, sai pela garagem. Fiz tudo isso sem fazer barulho.
Sim eu estava fugindo, estou sendo uma covarde, mas tem uma justificativa para tudo isso, mas é por vergonha de não saber como me portar na presença dele! O que ele vai pensar de mim agora? Que sou uma fácil! Entrei no carro e dirigi em direção à escola. Ainda tenho muito que fazer. E certo alguém para ignorar.
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