Notas iniciais
Olha essa demora, meu povo! De novo, ainda por cima :v Okay, foi por causa da faculdade e do trabalho de novo, confesso, vida acadêmica é todo dia um choro diferente e eu já chorei um pouco hoje, não nego. Tenho chorado principalmente por conta de uns trabalhos horríveis, juro :v Com têm passado? Espero que bem :3 Gentes, como vocês estão lidando com Guerra Infinita? É sério, todas as vezes que vejo as fanarts é um choro, fora as manips que estou fazendo :/ Ah, e digo mais, como a história será longa, por enquanto as coisas permanecerão como estão, vamos ver o andamento de Vingadores 4 para ver se será preciso mudar o planejamento ;) Ah, e hoje é um dia muito especial também! A EmiThay me mandou mensagem essa semana dizendo que hoje é o seu aniversário. Amora linda, meus parabéns pelo seu ano novo particular, espero que o seu dia esteja sendo maravilhoso e se tiver bolo, coma uma fatia por mim! Esse capítulo é seu ;3 Agradecimentos a Lídia Albano, Tharinne Lillena Veiga, Lady Liv e CherryBomb pelos comentários no capítulo anterior ♥ Apreciem a leitura! . PS: leitores de Broken, há algum aqui? A fic será atualizada essa semana ainda ;)

Colocou os livros no lugar e lançou um feitiço simples para que tudo coubesse direito na estante. Agora tudo estava devidamente arrumado já que sabia que o que o garoto Rand fazia não poderia ser chamado de arrumação.

Estava contente, era claro, seria tio dali a quase seis meses, só não acreditava que o Sanctum de Nova York fosse um bom lar para crianças em desenvolvimento. Tudo estava acontecendo de forma tão estranha que gostaria de poder ter conhecimentos mais sólidos sobre a Joia do Tempo para saber se tudo isso realmente era real.

Eles protegiam a realidade, então tudo isso tinha que ser real.

Puxou o pequeno bloco de notas do bolso e abriu na página com a lista de afazeres do dia, riscou limpar a biblioteca do Sanctum dela. Ainda faltava fazer o almoço, verificar a sala das relíquias e dar uma leve inspecionada no que Domenico andava fazendo no Kamar-Taj, fora arrumar as suas coisas no seu quarto e sabia que já tinha um afazer até para o dia seguinte. Esperava uma visita e sabia que Wanda esperava por Matthew Murdock também.

Pegou as flanelas e produtos de limpeza para recolocar no balde azul. Era dez da manhã e havia tanto a se fazer, inclusive precisava de algumas horas para estudar o fenômeno eu havia sentido há algumas semanas no seu quarto.

Havia tido um sonho, mas entendia que as mensagens poderiam chegar através dos sonhos também. Tinha visto fogo por todos os lados, assim como vento forte e gritos. Uma criatura com chifres na cabeça sorria maliciosamente com o seu intuito, parecia que tudo estava acontecendo precisamente como intencionava.

Tudo parecia estranho e a sua realidade estava um tanto quanto diferente.

Pegou as suas coisas e desceu a escada, geralmente a essa hora Danny estava sentado no último degrau implorando para que Wanda visse os poderes dele no punho dourado. Ria disso todas as vezes, ele era só um garoto, nem tão mais velho quanto a própria Wanda, então não estranhou quando percebeu que eles haviam criado laços tão fortes. Stephen também havia notado. O Punho de Ferro Imortal e a Feiticeira Escarlate eram amigos, o primeiro amigo que ela fazia depois deles e de Domenico.

Esperava que a sua menina ficasse bem agora que nem era mais tão menina assim. Tampouco imaginava Stephen sendo pai e isso seria tão divertido de assistir. Via como, apesar de nunca terem dito claramente um ao outro, o quanto o sentimento deles se fortalecia. Notava que eles se amavam de verdade já que entendia que o amor se construía. Adorava poder estar ali para vê-los se fortalecerem juntos.

Sentiu a vibração da transição entre o Sanctum de Nova York e o Kamar-Taj, indo parar logo na antessala da biblioteca.

“Mestre Wong”, ouviu Domenico o saudar. “Já não o via há alguns dias”.

“Estive um pouco ocupado no Sanctum, Dom, estamos com um hóspede por lá”, respondeu entregando as coisas ao garoto, agora era a vez dele de limpar a biblioteca. “Embora ele não apareça há duas noites em casa”.

“Também notei que Danny estava sumido daqui, ele sempre está conversando com alguém, perguntando se daqui dá para abrir um portal para K’un-Lun”, ele riu.

Tocou o púlpito que continha o Olho de Agamotto e viu, mais uma vez, o escudo quebrado. Embora estivessem trabalhando em reconstruir o Sanctum de Londres, passariam mais algum tempo medianamente guarnecidos. Aquilo se iluminou como se fosse a coisa mais bonita do mundo, mais bonito que o céu à noite. Bom, para Wong era.

“O que é aquilo, Mestre Wong?”, Domenico perguntou e sabia que ele tinha notado o mesmo que ele.

O globo começou a se expandir naturalmente. Se isso estava acontecendo, era porque alguma ameaça mística estava se manifestando ou se desenvolvendo em algum lugar. A luz parecia mais forte na Costa Leste dos Estados Unidos.

“Por favor, que não seja Nova York”, mas aquilo brilhava muito fortemente no que parecia ser a ilha de Manhattan. Suspirou sem conseguir acreditar, aborrecido. “É, é Nova York”.

“O que aconteceu?”, Domenico insistiu.

“Uma dor de cabeça, só isso”, respondeu rápido.

Pensativo, sabia o que isso queria dizer. Uma ameaça mística significava dor de cabeça para alguém e por alguém, entendia que quem teria que se esforçar para continuar protegendo a realidade seriam eles, os habitantes do Sanctum Sanctorum. Bufou, não queria imaginar que tinha alguém brincando com magia depois do que viu acontecer com Rodrick.

As coisas haviam ficado bem diferentes depois do que aconteceu com Rodrick, era claro, parecia que as incidências místicas tinham aumentado um pouco. Prova disso era a anormal aparição do Punho de Ferro Imortal e agora essa possível ameaça mágica. Tinha investigado algumas poucas coisas, crianças encontrando bonecos de voodoo, um poltergeist em Chelsea e o caso de um retrato assombrado na aristocracia que morava em Long Island.

Não se tocava no assunto, não desde que Stephen saiu do hospital. Tinha amparado Wanda durante todo aquele tempo e ela tinha desabafado sobre como não conseguia entender como isso tinha acontecido. Se ela havia usado, mesmo que por alguns segundos, a rede de cabelos de Lucrécia, significava que os poderes dela tinham se amplificado a ponto de realmente tirar a vida de um ser como ele.

Haviam segredos sobre aquela joia, sobre como ela havia sido um presente do próprio Lúcifer para a jovem filha do Papa Alexandre quando ele era apenas Rodrigo Borgia, o vice-chanceler do Vaticano. Uma troca justa a alma da garota pelo papado do pai dela e ela nem sabia. Ela nunca havia desconfiado que o primeiro marido esteve o tempo inteiro possuído, por isso aceitou a rede de cabelos quando lhe foi dada. Detestava essa história, mas era a única verdadeira sobre a peça. A rede de cabelos tinha amplificado o poder Lucrécia, que era seduzir, se bem que isso não deveria ser considerado um poder.

“Cuide bem daqui, eu tenho que voltar para o Sanctum”, disse a Domenico.

“Mestre Wong, isso quer dizer que a dor de cabeça será nossa?”, Domenico pareceu compreender do que se tratava.

“Depois conversamos melhor sobre isso, mas eu vamos precisar de toda a ajuda possível se for o caso”, tocou o ombro do rapaz e saiu por onde entrou.

Danny estava sumido e isso também não era algo bom.

[...]

A campainha tocando o Sanctum era algo diferente e diferente era o que mais tinha acontecido na sua vida. Muitas pessoas, as pessoas civis, elas não sabiam que o místico existia. Sabiam sobre alienígenas e deuses vindo de lugares distantes do espaço, os Vingadores eram a prova disso, mas pouco queriam saber sobre a magia. Quem tocava a campainha do Sanctum eram as pessoas que não sabiam que ali era um ambiente extremamente poderoso. Stephen gostava das brincadeiras que fazia quando os trazia para dentro sem abrir as portas, entretanto, nem todos estavam prontos para isso.

Abriu a porta e viu o advogado do outro lado. “Seja bem-vindo, Dr. Murdock, estávamos esperando há algum tempo”, confessou.

“Sinto por fazê-los esperar, tive um imprevisto vindo para cá. Algo que eu não poderia adiar. Tenho tudo aqui, a Sra. Strange está?”

“Sim, estamos na cozinha, é hora do chá da tarde. Aceita se juntar a nós?”, perguntou educado.

“Ah, sim, pode ser”, ele não sabia o que fazer.

Tocou o braço do homem e ele entendeu que era para colocar a mão no seu ombro para que o guiasse até a cozinha. Fez o caminho e ouviu a bengala dele tocando nos rodapés das paredes para ter uma noção de espaço. Viu Wanda vibrar com a visita, ela parecia estranhamente animada e sabia o motivo. A visita de hoje era sobre a decisão do judicial de ela conseguir permanecer nos Estados Unidos. Ela estava constituindo família com Stephen, era normal que ficasse ansiosa.

“Dr. Murdock”, Wanda falou e arrastou a cadeira para que ele se sentasse. “Aceita chá? Eu acabei de passar. E tem bolo também, se quiser”.

“Somente o chá, Sra. Strange, agradeço a hospitalidade. Mas não foi pela oferta de chá que vim aqui”, o homem se sentou com a sua ajuda e descansou a pasta no colo. “Tenho aqui o resultado da sua ação de mudança de status do visto. Acredito que tenham recebido várias visitas de Eleanor Janise enquanto isso, eu mesmo recebi algumas”.

“E então, Dr. Murdock, o que o juiz disse?”, perguntou enquanto Wanda servia o chá para ele.

Ele tirou um envelope da pasta e entregou para Wanda. “Aqui dentro tem um papel que diz que você é uma residente dos Estados Unidos da América, sem o visto revogado e dependente do seu marido. Eu sei que a palavra dependente é incômoda, mas isso é necessário por agora. Daqui a algumas semanas já poderá se inscrever em cursos em universidades, procurar emprego, é temporário”, ele riu.

“Obrigada, Dr. Murdock, muito obrigada! Você fez muito por mim. Mas não sei se alguém vai querer me empregar desse jeito”, Wanda riu e riu junto dela, feliz.

“Me desculpem, mas acho que estou perdendo alguma coisa”, ele falou devagar.

“Ela está grávida de seis semanas, Dr. Murdock”, notou Stephen entrando. “Ah, Rihanna, não adianta fazer essa cara para mim, você sabia que eu viria mais cedo para casa por causa deles”, o seu amigo riu.

“Meus parabéns, então. Acho que a Sra. Janise ainda não saiba, ela não comentou nada comigo pela manhã quando nos vimos no fórum. Fico feliz que estejam indo em frente”, Murdock desejou.

“Eu precisava vir mais cedo também para ver os seus honorários, você não é um relógio para trabalhar de graça”, Stephen riu. “Quando eu posso realizar a transferência?”

Murdock riu pelo nariz. “Acho que vocês não entenderam a razão do meu trabalho aqui, Dr. Strange. Eu não cheguei a cobrar nada de vocês e nem o farei”.

“É sério, cara, quando e quanto eu tenho que pagar?”, Stephen continuou insistindo.

“Também é sério, eu não cobrarei nada. Acho que não poderia terminar o chá, creio que ficaríamos horas discutindo isso”.

“Se precisar de atendimento médico, me procure no Metro-General Hospital, eu tenho que pagar você de algum jeito e você não tem cara de quem tem plano de saúde”, Stephen alfinetou.

“Pode ser que eu um dia realmente precise, pode ser que não. Você não pode saber o dia de amanhã”, Murdock finalizou. “Agora eu preciso ir, sinto muito por não aproveitar mais o chá e a companhia, tenho alguns outros clientes para visitar hoje. Mais uma vez, felicitações ao casal pela criança e o ajuste de visto, até mais ver”, ele se levantou com pressa.

“Espere, você não aceitou o pagamento, não tomou o seu chá, acho que pode pelo menos levar um pouco de bolo de chocolate”, Wanda se levantou e pegou um dos potes de papel limpos do sorvete que tinham tomado na noite anterior enquanto assistiam algumas das comédias românticas que Daniel havia deixado lá. Ela serviu bem generosamente e tampou. “Você pode levar isso, é sério, o meu médico me proibiu de comer muitos doces”.

O homem cego aceitou relutante o bolo e o ajudou a fazer o caminho de volta à entrada quando ele se despediu mais uma vez. Ele parecia tenso pelo modo como apertou os dedos no seu ombro sem querer. Abriu a porta e ele, novamente, tentou recusar o bolo, mas afirmou que Wanda fazia o melhor bolo de chocolate que as pessoas comiam. De fato, fazia.

Quando andou de volta para a cozinha, já viu de longe Stephen e Wanda sentados lado a lado, com ele tirando algo de dentro da mochila. Ouvia dizendo que havia sido um presente de Billy, o estagiário dele, mas sabia que no fundo era ele quem comprava os presentes para o bebê. Não demoraria muito para que soubessem se seria um menino ou uma menina, então os tons pastel estavam imperando por ali.

Sabia que Stephen estava com medo, dormir em um quarto no mesmo corredor que o quarto deles meio que dava pistas de que ele não conseguia dormir direito vigiando o sono de Wanda. Ele havia lhe contado sobre a visita que havia feito ao irmão e que logo todos eles iriam para a fazenda dos Strange para um almoço. Só esperava que nada de ruim pudesse acontecer antes disso, embora tivesse os seus receios quanto a ameaça que viu no globo da biblioteca do Kamar-Taj.

Fora tudo isso, ainda precisariam que encontrasse Danny.

Notas finais
Todas as músicas do capítulo vocês encontram nas playlists oficiais de Angel of Light no Spotify e no Deezer: — AOL: https://open.spotify.com/user/stormqueen_/playlist/2rFk8r7q09yZDMScy0wYAY — AOL: https://www.deezer.com/br/playlist/3491740646 — Wong: https://open.spotify.com/user/stormqueen_/playlist/5hZZk7g9EsTdTZb5ZgvBw0 Me deixem saber se gostaram ♥