Notas iniciais
Gentneys!!!! Consegui terminar o capítulo a tempo ♥ Os próximos vão sair logo e serão cheios de emoções, a preparação para os próximos níveis da fic, essas coisas :3 O capítulo de hoje é embalado por duas músicas. Ele tem a música como pegada forte, mas não de um jeito só para ilustrar a história, talvez como uma pequena homenagem de todos nós a Chris Cornell. Live to Rise e Say Hello 2 Heaven, ambas desse homão e que fazem parte da trilha da fic, levam o capítulo do início ao fim tanto como homenagem quanto em razão aos sentimentos de Wanda e Stephen. #SayHelloToHeaven Agradecimentos a Thaís Costa, Bianca Di angelo, Isabelle Mussa e Jujah pelos comentários no capítulo anterior ♥ Apreciem o capítulo! PS: Gentem, duas músicas acabaram de entrar na playlist de Angel of Light no Spotify ♥ : — The Promisse, Chris Cornell (muito Stephen/Wanda... MUITO!!!!!); — City of Stars, La La Land (essa música é de um momento tão lindo e específico que eu estou preparando para o nosso par mais que perfeito ♥).

As fotos de Wanda brincando com Amy e Donna estavam boas apesar de terem sido tiradas por uma câmera polaroid. Matthew Murdock havia dito que isso serviria para alegar que eles já vivam juntos em união estável. Até convencer Wanda a assinar o Acordo o visto dela já teria sido revogado e ela não poderia mais pisar legalmente nos Estados Unidos. Isso não seria problema se ela já soubesse abrir portais, mas não confiava que ela estivesse pronta.

Victor disse que tinha ouvido o barulho de coisas caindo no chão durante a primeira noite. Pediu que ele e Glenda registrassem cada momento de Wanda com as meninas para poderem anexar ao processo do visto. Glenda enviou fotos de Wanda vestida de princesa, suja de chá, brincando no balanço de pneu com as meninas, Victor mandou algumas imagens delas cozinhando. Era algo tão doméstico que realmente parecia que Wanda pertencia ali.

Wong soube lhe dar nos nervos quando soube o que estava tramando. Ele fez questão de montar uma playlist com músicas de casamento e separou o seu único terno para isso.

A vizinhança no Village tinha ficado mais atenta a passos estranhos e desconfiavam de tudo e todos.

Tinha pensado com cautela e parecia ser o melhor a se fazer. Estava instalado no quarto de Wanda porque ela tinha um televisor e poderia assistir jornais à vontade, fora as suas séries. Donald Trump tinha dado uma entrevista em que dizia que uma das suas primeiras ordens como presidente seria bombardear Sokovia em busca dos Vingadores desertores já que um de seus membros é sokoviana e deveriam estar escondidos lá. Mais um passo e ele vai descobrir que Wakanda tem sido o refúgio deles.

Wanda era sua responsabilidade agora, querendo ou não.

Estava tendo um trabalho desgraçado em ter que mover as suas coisas para o quarto de Wanda. As suas roupas já estavam na mesma cômoda que as dela, os seus produtos de higiene já estavam no banheiro dela e estava rolando três vezes ao dia na cama dela para que o cheiro do seu perfume impregnasse nas roupas de cama. Bom, no travesseiro já estava mais forte pois havia levado o seu próprio para lá. Plugou o seu carregador do celular na tomada e percebeu que Wanda tinha esquecido o iPod em casa. Ela não notaria que estivesse mexendo.

Destravou a tela e foi direto para onde ela guardava as playlists. Wanda ouvia tudo off-line para não ser rastreada e sentiu o peso do que estava prestes a fazer.

Tinha um pouco de tudo, de Judas Priest a Lady Gaga passando por Soundgarden, Shinedown, U2... até que chegou em Seether e se envergonhou por ter beijado a garota ao som dessa música. Era tão anos 2000. Precisaria anotar tudo o que estava lá, seria necessário para responder às perguntas da Imigração quando visitassem o seu Sanctum. Haviam duas músicas adicionadas recentemente, no mesmo dia que a levou para casa.

OneRepublic e Temple of the Dog. O último era tão noventista, acreditava que era música de antes de ela nascer.

Wong o confrontava todos os dias dizendo que queria ver Wanda, saber como ela estava. Rodrick estava sumido e nada de bom poderia sair disso. Aos poucos desvendava quem ele era e não gostava do que sabia.

Queria poder dormir, mas o sono não vinha. Já era tarde da noite e nada do sono aparecer. Odiava essa sensação, mas a insônia tinha se tornado a sua companheira novamente. Dessa vez ela não era bem recebida.

Tocou o iPod de Wanda e colocou os fones de ouvido. Selecionou a playlist dela e colocou no modo aleatório. Muitas das músicas não era para relaxar. Algumas, sim; outras, não. Mas a maioria queria dizer alguma coisa. Geralmente as playlists diziam muito sobre as pessoas e essa era totalmente voltada para Wanda e o momento em que estavam vivendo.

And if I fail what happens then? Can I still count on you as a friend? Sabia que Wanda tinha os seus amigos, os Vingadores que estavam escondidos em Wakanda. Quem mais poderia ter a amizade dela para que ela precisasse dizer algo assim? O rosto cor de vinho veio à sua cabeça e ele pareceu preencher os requisitos necessários para a resposta da pergunta. Ela poderia contar com aquele ser como um amigo verdadeiro?

Like the sun we will live and die and then, ignite again. Pensou no beijo deles. Nos dois, na verdade. O que aconteceu na sala da casa que era dos seus pais foi mais intenso. Gostava da intensidade, do sentido à flor da pele, dos arrepios que só um beijo bem dado poderia causar até no mais mulherengo dos homens. Tinha beijado Wanda novamente para saber se o que sentiu naquela noite na sala se repetiria.

E como se repetiu.

Parecia que o seu corpo fazia questão de querer mais e sentir mais ainda. Essa ideia maluca de Murdock e Wong estava começando a mexer com as suas expectativas e para algumas situações isso não era nenhum pouco confiável. Um banho gelado cairia bem a essa hora da noite, pelo menos para acalmar os seus ânimos masculinos.

Se levantou e de pijamas mesmo desceu as escadas atrás de alguma coisa que o fizesse se acalmar. Wanda gostava de tomar chá. Poderia simplesmente conjurar uma caneca de chá fumegante para lhe esquentar, mas o processo de fervura da água na chaleira de vidro parecia um tanto quanto terapêutico. Encheu a chaleira com água e acendeu o fogão com os fósforos, eram essas pequenas coisas que faziam da magia algo a ser levado a sério.

Assim que a água ferveu, colocou na caneca de Wanda um saquinho de chá de camomila e despejou quantidade suficiente de água. Isso deveria bastar, não queria ser obrigado a se receitar um calmante pois não queria apagar, relaxar já bastava. Respirou fundo e se lembrou de que em uma semana faria uma loucura e ainda precisa avisar Wanda de que ela estaria nessa com ele.

Ei, Wanda, e aí? Andei sabendo que o seu visto vai vencer e que você não pediu renovação, ‘tá afim de um casamento surpresa?

Quis gritar. Estava sozinho mesmo, ninguém notaria.

“Eu vou me casar semana que vem! E ela nem sabe ainda!”, gritou.

Na sua cabeça aquilo pareceu libertador. Não foi tanto assim, na verdade. Teria que beber todo o chá antes que alcançasse o anel no seu bolso.

[...]

Já estava se acostumando com a noite de Nebraska. Não era tão fria quanto Nova York, menos ainda se comparada a Sokovia, mas ainda era acolhedor o cuidado com o que Victor, Glenda e as meninas a estavam tratando. Como alguém da própria família.

Stephen não voltou nas noites seguintes, algo de muito grave deveria estar acontecendo e temia. A bem da verdade, temia até o vento se pensasse demais.

Os seus olhos fechados se incomodaram quando percebeu uma súbita mudança na iluminação do ambiente. Estava pronta para usar as suas armas, magia ou energia, para acabar com quem quer que fosse.

Quando notou que estava chegando perto, viu que era apenas Stephen lhe assustando durante a madrugada.

“O que faz aqui tão tarde?”, perguntou sussurrando.

“Não conseguia dormir”, ele disse. “Por que está falando baixo?”

“As suas sobrinhas dormem no quarto ao lado, quer acordá-las?”, perguntou rindo.

“Nossas sobrinhas”, Stephen a corrigiu. Não era hora, nem lugar, para corrigir a correção dele. Sentia no ambiente que algo estava errado, pelo menos ele estava tenso e ansioso.

“Aconteceu alguma coisa grave?”.

“Eu precisava ver você”, ouviu a voz dele abaixar o tom.

Stephen se sentou ao seu lado na cama do mesmo modo como haviam se sentado no dia em que entregou as roupas de Christine Palmer. Juntos, ombros se tocando e mãos sem saber o que fazer. Ele foi rápido em começar a brincar com os seus dedos sem dizer nada. Parecia mais ansioso que ela mesma.

“O seu visto vai vencer no final do mês, não é?”, ele perguntou.

Tinha esquecido desse detalhe fundamental. Sem um visto de permanência não poderia permanecer nos Estados Unidos. Uma ansiedade compartilhada começou a brotar dentro de si e logo percebeu almofadas levitando na sua cama. Todas as vezes que ficava nervosa alguma coisa saía do chão. Não era muito diferente do que acontecia no Complexo. Estava perdida e se sentia fora de controle por isso.

“Eu achei uma solução, mas preciso que você confie em mim”.

“Eu já confio, Stephen”, retrucou quase imperceptivelmente.

“Você percebeu que Glenda e Victor andaram tirando umas fotos suas com as meninas, trabalhando na casa... tente adivinhar para que seja”.

“Eu andei consultando um advogado, pensei muito no que o dr. Murdock disse e espero que concorde com o que eu tenho a propor. Eu sei que não era assim que gostaria que fosse, muito menos imagino que gostaria que fosse com alguém como eu”, o ouviu pigarrear, “mas Wanda Natalya Maximoff, você aceita, sabe, se casar comigo?”.

He hurt so bad like a soul breaking but he never said nothing to me. Se virou abruptamente e o viu de olhos comprimidos, parecia que ele queria afundar os dois globos dentro do crânio. Mesmo depois tanta coisa que passou: a morte de Donna, a morte dos pais, o acidente de carro, o incidente Christine Palmer... Stephen Strange ainda era capaz de fazer alguma coisa para lhe ajudar.

Esperou um pouco, não demorou muito para que o seu corpo quente se chocasse contra o dele em um aconchego íntimo. “Obrigada, Stephen”, disse com a voz tremulante.

She knows that love heals all wounds with time, now it seems like too much love. Não tinha como não retribuir o abraço. Era forte e quente, aconchegante, tão confortável. Beijou a testa dela e enxugou uma lágrima que caiu com o polegar.

“Eu já dei entrada em um pedido de reconhecimento de união estável, mas o Dr. Murdock disse que só isso não basta. Você não correu atrás da renovação do visto então eu, como uma espécie de procurador, posso fazer isso por você. Estou achando tudo tão... fácil”.

Não o deixou continuar. Quem teve a iniciativa dessa vez foi ela. Não queria saber se estava fácil ou difícil, só queria agradecer. Tinha sentido falta dos beijos de Stephen. A mão dele acariciava o seu rosto enquanto se levantava para se sentar no colo de Stephen. Parecia algo vulgar e como ele era incrivelmente alto, era um único modo de ficar realmente frente à frente com ele.

Ambos pareciam ter mais saudade ainda. Queria demais poder externar o que estava sentindo no momento, deveria fazê-lo. Tinha passado a semana toda pensando em como tinha começado a gostar de Stephen e isso não era um caminho muito aconselhável de seguir. Ele era um homem, um adulto de verdade, poderia ser somente uma atração juvenil e odiava que soasse tanto quanto Steve.

As mãos quentes de Stephen passeavam pela sua cintura enquanto o beijo esquentava ainda mais os corpos dos dois. Uma mão alcançou a pele do seu quadril e ele gemeu baixo entre os beijos afirmando satisfação. Não era hora para isso, sabia que não.

Não era mais uma garotinha virgem, mas até reconhecia que não era momento para isso, parecia que estava tentando agradecer com sexo e nada disso parecia certo na sua cabeça. Simplesmente não era.

Quando apartou e respirou fundo, percebeu Stephen ainda de olhos fechados e apreciando o momento que tiveram. Uma das mãos dele parou no seu cabelo e começou a acarinhar. Descansou a cabeça no ombro dele e se sentiu abraçada pelo outro braço.

“Vai dar tudo certo, Wanda”, Stephen enfim falou.

“Eu sei que vai”, completou. “Você quer dormir aqui?”.

“Eu não posso deixar o Sanctum sozinho por muito tempo, mas posso ficar até você dormir”.

“Então fique”, finalizou.

Se deitou direito na cama e se agarrou à cintura de Stephen tal como Donna e Amy faziam quando passava a overdose de açúcar pela tardinha. O carinho nos seus cabelos não cessou, só sentiu e adormeceu.

[...]

Ah, como estava maravilhado com o que tinha feito. Confessava que queria mais ação da parte dos dois, mas assim está bom. Se apressasse demais as coisas, algo daria muito errado no fim e não poderia arriscar.

A sua reunião com o seu parceiro tinha sido ótima. Ótima para Loki, para o outro cara, nem tanto.

A fábrica de sonhos logo estaria reaberta e mal poderia esperar para ver como Wanda se sairia nisso. Seria um longo trabalho, mas valeria o seu esforço.

Não devia querer observar os dois juntos, mas a tentação era maior e tinha tanto orgulho do que estava fazendo...

Notas finais
Me deixem saber se gostaram ♥