Notas iniciais
Gentem!!! Como estão? ♥ Quase que esse capítulo não sai, ando meio enrolada com algumas coisas da faculdade, mas vou tirar o final de semana todo par estudar, logo caí na escrita que é uma beleza XD Ah, ninguém perguntou ainda, mas a fic tem uma trilha sonora fixa, sabiam? Sim, ainda não tive tempo de colocar no Spotify, mas logo estará disponível. São as músicas que mais têm a cara do enredo, da Wanda, do Stephen, de tudo em Angel of Light ♥ segue abaixo a listinha do nosso Top 5 (me senti no CQC porque a voz que veio foi a do Tóp Fáive deles kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk): — Lucifer, Avantasia (de onde tirei o termo Angel of Light); — Broken, Seether e Amy Lee; — Walk, Foo Fighters (essa música toca nos créditos do primeiro filme do Thor, mas achei a cara do nosso casal místico mais amado da Terra-199999 XD); — Tired, Stone Sour; — I Still Haven't Found What I'm Looking For, U2 (acho essa música bem casalzinho pra eles). Eu gosto demais de música e acho que sou sensível demais a ela a ponto de lacrimejar quando ouço algumas coisas: Lucifer me faz querer chorar todas as vezes que ouço porque é como se eu estivesse sentindo todo o rancor, fúria e toda carga emocional dos personagens da letra :v Agradecimentos a Taís Cordeiro, Jujah e Mayume Hyuuga pelos comentários no capítulo anterior ♥ Apreciem a leitura!

Wanda acordou sem esforço ou despertador. Ficou minutos olhando para o teto do quarto até que decidiu que deveria começar a se arranjar para o banho e café da manhã. Se levantou sem muito ânimo e entrou no banheiro, vendo no espelho o seu cabelo desgrenhado e a falta de sossego no sono. Havia sentido uma inquietação no estômago durante a noite antes de finalmente conseguir dormir.

Tomou banho, escovou os dentes e penteou os cabelos em um rabo de cavalo. Vestiu uma calça de ginástica e uma camiseta qualquer soltinha além de um par de meias escuras. Destrancou a porta do quarto e saiu, vendo pela janela da frente que ainda estava escuro. Desceu as escadas, poderia explorar essa mansão antes que Stephen acordasse. Havia tanto ali que poderia ver, não seria muito diferente das suas peripécias no Palácio de Wakanda.

Os quadros nas paredes retratavam períodos históricos, todos eles sob a perspectiva do Mago Supremo. Descobriria o que era um Mago Supremo depois. Continuou andando e realmente aquilo não parecia ser muito grande, se achou com sorte por ter um quarto só seu.

As meias fizeram de Wanda uma gata àquela hora da manhã. Já clareava mais e descobriu uma porta no final do corredor. Olhou por cima do ombro e ninguém a seguia, não fariam mal bisbilhotar o que tinha ali. Entrou e se viu diante de mais uma porta. Abriu com um pouco de dificuldade e se deparou com uma visão estranha. Sentiu uma vibração quando entro no último cômodo e não pode deixar de sacudir um pouco o corpo, era diferente a sensação.

Viu um suporte com algo em cima. Lembrava um olho dourado. Haviam mais duas portas iguais às que tinha saído. Chegou mais perto e tocou o púlpito, admirando um globo luminescente se formar em cima da sua cabeça. Tantas luzes, tanta magia. Algo faltava ali, haviam dois símbolos e logicamente teria de haver pelo menos um terceiro para que o que quer que estivesse ali se tornasse simétrico na razão das ligações. Voltou para o objeto e sentiu um pouco de necessidade de tocar aquilo, era mais forte que ela, do mesmo jeito como se sentia inclinada a sempre estar em contato com a joia na testa do Visão. Respirou fundo e esticou os dedos até o objeto, mas nada aconteceu. Parecia um medalhão quando o olhou mais de perto.

Sem querer se apoiou no degrau para chegar mais perto e sentiu a curiosidade de ter aquilo mais perto de si. Com todo o cuidado do mundo e mais, retirou o medalhão do local e o colocou em volta do seu pescoço. Para a sua surpresa, nada aconteceu. Um grande monte de nada. Ficou desapontada já que a sua nova perspectiva de vida seria dedicada a aprender o místico. Suspirou até que ouviu a porta no fim da sala que estava se abrir.

“Maximoff!”, o homem que reconheceu como Wong gritou. “Achei a garota, Stephen!”, ele gritou mais uma vez. “Stephen foi ao seu quarto ver se já tinha acordado e quando viu que não tinha ninguém lá, veio aqui para ver se você já estava na biblioteca. Mas você não sabia aonde ficava a biblioteca, então ele foi idiota”.

“Sim, acho que sim”, falou baixo.

“Stephen disse que vocês fariam uma refeição no Sanctum, então não vejo porque não possam retornar para cá depois. Terão de passar por mim de qualquer jeito”, Wong disse. Andou de volta pelo caminho que fez até lá. “Maximoff, devolva o Olho de Agamotto ao seu lugar, pensei que tivesse mais juízo que Stephen”.

Não fazia ideia do que poderia ser o tal Olho de Agamotto, mas descobriria mais sobre o tal Agamotto com certeza. Colocou o medalhão no lugar devido e retornou para dentro do Sanctum de Nova York sentindo a vibração da passagem novamente. Esperou por Stephen Strange perto da escada e logo ele apareceu, desconfiado.

“Wong disse que você estava segurando o Olho de Agamotto. Você faz ideia do que é aquilo?”, ele perguntou. Balançou a cabeça negativamente como uma garotinha. “É uma Joia do Infinito. Segundo as minhas pesquisas, foi uma delas que deu a você as suas habilidades”.

“Mente”, respondeu.

Eu minto?”, o ouviu perguntar soando um pouco ofendido.

“Não, Mente. A Joia da Mente. Antes de voltar para Asgard, Thor me disse que o que estava dentro do cetro do irmão dele era a Joia da Mente. Eu nunca disse ao Visão que sabia o que ela era, só sabia que sentia grande poder vindo daquilo. E sabia que eu tinha ganho isso dela pedra amarela”, falou olhando para os próprios dedos e vendo as ondas de energia vermelha dançarem na sua mão.

“Você será grande, mas só se tiver treinamento adequado. Aqueles Vingadores fizeram algo com você? Você tem aptidão para a magia mesmo que o que tenham feito com você não seja mágica propriamente dita. É estranho, mas não consigo definir o que é. É apenas energia pura, talvez. São sete e meia, tenho uma mesa de café da manhã pronta e eu gosto de comer no horário”, viu Stephen passar por si e o seguiu até o cômodo que ainda não tinha visitado: a cozinha.

Era uma mesa americana e tinha aquilo que estava acostumada a comer no Complexo dos Vingadores, não era especial nem nada do tipo. Se sentou e Stephen logo começou a agitar as mãos no ar para que as coisas brotassem no seu prato assim como no dele. Garfou um pouco dos ovos e levou aos lábios, fazendo a cena parecer caseira demais.

Percebeu que não poderia ter algo assim com o Visão. Aliás, até poderia, mas não pareceria verdadeiro. O seu rosto esquentou quando se lembrou disso. Quando levantou o olhar, viu que Stephen a olhava intrigado e com os olhos azuis estranhos, desviando o olhar do seu depois, focando na sua própria refeição. Precisaria se acostumar com essas situações já que seriam tutor e pupila. Terminou o seu café e continuou ali, parada.

Abriu uma edição do jornal e viu a foto de Tony Stark estampando a primeira página. Sentia saudades de ser uma Vingadora, mas não podia deixar de sentir rancor por ter sido trancada no seu quarto e depois em uma prisão no meio do oceano com uma camisa de força e um colar de choques. Guardava rancor por ter sido trancafiada por outros a considerarem perigosa. Não queria mais ser considerada um perigo ambulante, queria poder controlar o seu medo para que as pessoas não tivessem mais medo de si. Queria poder ajudar os outros porque percebeu que era boa nisso.

“Wanda”, Stephen falou e ouviu o tilintar de metais caindo no chão. “Você pensou com tanta força que acabou desencadeando as suas habilidades. Acabou com um faqueiro que eu tinha salvado do Sanctum de Londres, mas tudo bem”, ele riu.

Stephen parecia mais leve do que na noite anterior, mais relaxado na sua presença. Esperou até que ele terminasse de comer para que tudo desaparecesse da mesa.

[...]

“O que sabe sobre magia, Wanda?” Stephen perguntou depois de alguns minutos sentado sobre os joelhos de frente para ela.

“Acho que apenas aquilo que vi nos filmes quando eu era criança. Coisas levitando, brilhos no ar, coisas assim”, ouviu Wanda responder.

“Sim, em uma explicação bastante crua, seria algo parecido com isso. A linguagem das artes místicas é tão antiga quanto a civilização. Os magos chamam essa linguagem de feitiços pois ela denomina o que a realidade. A energia é direcionada e drenada de outras dimensões do Multiverso para lançar esses feitiços, usar a linguagem mística”, falou.

“O que seria um Multiverso?”

“Não somos os únicos e não estamos sozinhos. Há mais mundos e dimensões existentes do que cabelos nas nossas cabeças. Isso é um Multiverso, o conceito de muitos”, tentou explicar de um jeito que ela entendesse. “Também usamos a energia para conjurar escudos, armas, criar magia. O seu amigo Thor é um exemplo disso, da vastidão do nosso Multiverso”.

Movimentava as suas mãos tremulantes no ar fazendo com que faíscas alaranjadas se formassem geometricamente na frente dela assim como A Anciã havia feito com ele no primeiro dia do seu treinamento. Wanda o olhou maravilhada e não sabendo como lidar com a cena. O próprio Stephen ainda estava se acostumando com o fato de que esse era o seu novo jeito de salvar vidas.

“Você, de certa forma, já manipula a energia, já consegue produzi-la, dominá-la. Por isso consegue induzir ilusões, movimentar coisas com a mente, simular voo. Todas essas coisas você já faz, então será um pouco mais rápido para você o treinamento. Talvez você só precise manter o foco. O meu diagnóstico médico seria Transtorno de Déficit de Atenção e depressão, eu recomendaria o uso de medicações específicas, mas vi que você já deve ter tomado. Pelo seu tom de pele levemente amarelado, diria que parou de tomar as medicações recentemente já que elas afetaram o seu fígado”.

“Como sabe disso?”, Wanda se espantou.

“Eu sou médico. Neurocirurgião. Mas o seu problema é foco. Foco e medo, talvez”, fechou os olhos e se concentrou em sentir a aura de Wanda. Tinha luz, mas o pouco de trevas poderia se alastrar se não fizesse muito por ela. “Você sente medo de machucar os outros. Sabe que é capaz embora sinta medo de se elevar ao máximo pois teme machucar os outros”.

“Eu já machuquei os outros por muito menos, Stephen”, a ouviu dizer com a voz embargada enquanto abria os seus olhos.

“Acho que me excedi um pouco nessa primeira leitura sobre você, perdão. Não minto que será fácil ou que tudo serão flores, é difícil a carga da magia, os ombros pesam. Não é o fim, é um recomeço. Talvez você deva apenas canalizar a sua energia interna para o místico na finalidade de recomeçar. Ouvi dizer que você era uma Vingadora. Sabe, os Vingadores protegem o mundo de ameaças físicas, nós protegemos o mundo de ameaças místicas. Pode ser o seu modo de salvar as pessoas a partir de agora”, tentou contornar depois do que sentiu na leitura e algo o deixou cansado naquilo, o caos todo de Wanda precisaria se abrandar ou pelo menos parar de se expandir.

“Eu quero ajudar as pessoas. Eu gosto de ajudar as pessoas”, foi tudo o que ouviu dela enquanto ela se recompunha discretamente.

A ajudou a se levantar e sentiu a palma dela na sua mais uma vez, sentindo novamente tudo o que ela sentia. Medo, rancor, uma ponta de raiva que não conseguiu identificar sobre o que deveria ser. Foi como tocar em chamas. Pousou uma mão no ombro dela durante todo o caminho de volta para a biblioteca, apenas sentiu que deveria fazer isso. Estranhou.

“Até que eu me tornasse um bom médico, levei anos de estudo e prática para que isso acontecesse. O mesmo aconteceu quando eu vim para o Kamar-Taj, tempo e prática. Você também precisará disso para que seja uma boa feiticeira”, disse.

“Eu já sou a Feiticeira Escarlate”, a ouviu dizer, relembrando.

“É, mas agora dominará outros tipos de artes mágicas”, esclareceu. “Antes da prática, você precisa aprender a teoria para poder aplica-la. Boa sorte na sua leitura”, sinalizou para as estantes e deixou a garota ali. “Percebi que olha muito para cima, então vai gostar de ler sobre astronomia”.

A deixou na mesa de estudos e retornou para o Sanctum, talvez a garota retornasse para almoçar ou algo do tipo. Faria as suas leituras na biblioteca, no sossego do seu conforto. Esperava que ela fosse aos livros que tinha selecionado, tinha colocado um marcador vermelho vivo para sinalizá-los. Conjurou uma maçã e a mordeu, deixando uma marca grande.

[...]

Confessou que tinha sido descuidado demais apenas incentivando o toque do homem no ombro dela. Ah, tinha visto o passado dele, Stephen Strange não era um homem de fazer movimentos tão delicados.

Franziu as sobrancelhas e percebeu que tinha que ser um pouco mais agressivo nas investidas que faria nos dois, mas soaria tão forçado e nenhum pouco natural. Se queria que as crianças poderosas nascessem, teria que esperar mais tempo que isso, não anteciparia isso. Eles precisavam acreditar que isso estava acontecendo pelo simples fato da convivência, não porque estava influenciando levemente as suas ações.

Não podia negar que o Doutor Estranho e a Feiticeira Escarlate tinham afinidade, só teria que influenciar mais pouco para que isso acontecesse. As crianças mais poderosas do universo nasceriam de dois Vingadores, algo incomum. Bom, eles e a filha de Hank Pym e Janet van Dyne. Hope não havia sido criação sua, mas o seu antecessor não fez um trabalho feio. Poderia cuidar depois de Scott Lang e Hope van Dyne, mas eles não eram tão interessantes quanto Stephen e Wanda. Tão perto e tão longe de si, um do outro e de todos os que poderiam atrapalhar os seus planos. Era perfeito.

Ouviu o barulho de chaves na porta da sala e tratou de pensar no que faria dessa vez. Eles jantariam juntos, poderia criar uma situação para que conversassem mais? Apoiou o cotovelo no joelho e massageou o queixo, imaginando no que poderia acontecer. Escolheu e tocou o orbe que mostrava a garota lendo e o homem dormindo após o almoço. Eles não sentiriam nada dessa vez, pareceria normal dessa vez.

Os passos se aproximaram do seu quarto e tratou de cobrir o orbe de cristal com o cobertor verde. Não poderiam perceber o que estava fazendo. Os seus jogos eram divertidos, mas os outros talvez não achassem o mesmo.

Notas finais
Me deixem saber se gostaram :)