Notas iniciais
Gentneys!! Capítulo fresquinho!! ♥ Enton, quase que eu não consigo escrever, sério. Ando bem atribulada com a faculdade e só hoje consegui finalizar o capítulo, que sad :v Mas aqui tem beijo? Tem sim, senhor! :* O capítulo 13 já está pronto... e está ♥ e teremos surpresas nele ;) (e eu sei, ainda tem que escrever o 12, ok, ok kkkkk) Agradecimentos a Canina e Bianca Di angelo pelos comentários no capítulo anterior ♥ Apreciem a leitura!

Podia afirmar com todas as letras que Wong estava estranho. Ele havia saído escondido há dois dias e retornado com uma pizza de banana fria. Algo de muito importante estava acontecendo na vida dele e gostaria de poder segui-lo na próxima vez e algo lhe dizia que não demoraria.

Quando mordeu a sua maçã, viu Wong passar desconfiado por ele na biblioteca. Ele acenou e andou rápido para onde ficavam as portas para os Sanctums. Ah, ele não entraria no seu Sanctum desse modo sem lhe dar uma explicação plausível. Se levantou da cadeira e andou de volta para o piso inferior do Sanctum de Nova York, Wong estava saindo pela porta com pressa.

Se concentrou e abriu uma fenda para a Dimensão Espelhada, seguiria Wong por onde quer que ele fosse. Entrou e logo a fenda se fechou, estava com o seu anel, estava seguro.

Seguiu Wong até o metrô e entrou com ele, observando de perto que ele escondia um pacote debaixo do casaco. Levou um tempo razoável até que chegassem na estação que ele saltaria. Seguiu e seguiu até descobrir que estava em Hell’s Kitchen. O que Wong estava fazendo em Hell’s Kitchen? Será que a namorada dele morava lá?

Wong entrou em um restaurante um pouco duvidoso e o seguiu. Ele se sentou na mesma mesa que um homem cego e uma mulher.

“Aqui está, todos os documentos de Wanda. Olhei na pasta e estão todos os avisos de viagens, o visto de refugiada, seguro social, tudo. Tem até um diploma dizendo que ela terminou a escola aqui”, o seu amigo falou.

“Excelente, sr. Wong”, Sr. Wong? “O que a srta. Paige e eu faremos agora e verificar como anda esse processo dela. Sendo retratada como uma criminosa, fugitiva procurada, a srta. Maximoff não teria mais direito de permanência no país. O ideal seria que eu pudesse conversar com ela, saber da real possibilidade de ela assinar o Acordo de Sokovia. Se ela se entregar e assinar, só teremos que brigar pela permanência dela nos Estados Unidos”.

Isso era muito mais do pensava. Wong estava tentando ajudar Wanda sem ela saber? Se sentiu culpado, queria também poder ajudar Wanda mais ainda, só não sabia como poderia fazer isso.

“Eu não sei se ela pode concordar com isso, mas tentarei”, ouviu Wong dizer.

“Temos que resolver isso o mais rápido possível, sr. Wong. Não temos tempo para tanto”, o homem cego disse.

“Quando nos reunimos novamente, dr. Murdock?”, Wong perguntou.

“Esse tipo de verificação é rápida, acho que em um semana conseguimos reunir o que precisamos. Tente convencê-la a conversar conosco”,

Julgou que ele fosse um advogado por causa do assunto que tratavam. Saiu dali e abriu um portal para o Sanctum, precisava estar lá quando Wong voltasse e não podia levantar suspeitas de que ele estava sendo seguido.

O portal se abriu e se fechou dentro da cozinha do Sanctum, sorte sua Wanda ainda estar no Kamar-Taj. Quando Wong chegasse, ele seria devidamente confrontado sobre porque estava consultando um advogado pelas costas de todos.

Tirou de dentro de um dos armários uma caneca e apenas com um aceno a viu se encher com chá fumegante. Estava esfriando quando notou Wanda passar apressada pelo corredor em direção às escadas.

Wanda estava estranha. Mais estranha do que já era e isso tudo piorou com aquele beijo de dois dias atrás. Era uma sensação diferente, não achava que devia ter feito isso. Não era a melhor coisa a se fazer quando ainda estava abalado pelo acontecido com Christine. Simplesmente não achava certo fazer isso com Wanda com tudo acontecendo do jeito que estava. Poderiam lidar com isso como dois adultos, fingindo que não aconteceu ou aceitando que aquela decisão do beijo foi bastante precipitada.

Como queria beijá-la de novo...

“Você está sonhando acordado?”, ouviu uma voz vinda de longe. Wong estava de volta.

“O seu encontro, como foi?”, precisava se fazer de desentendido para começar a conversa, depois daria a entender que sabia o que ele andava fazendo.

“Ah, você sabe... ela é uma mulher”, Wong estava começando a enrolar.

Olhou para o seu amigo e não sabia dar essa notícia sem ele se sentir ofendido. “E aquele cara, Murdock? Vocês são um trisal? Nada contra isso, nós somos livres, somos a América”, ergueu as sobrancelhas.

Wong não sabia o que fazer e depois a raiva começou a vir. “Você me seguiu pela Dimensão Espelhada?”, Wong perguntou surpreso.

“Você quer ajudar Wanda e isso está dentro das nossas possibilidades. Já estamos ajudando-a e mesmo assim você quer fazer mais”, disse.

“Wanda não é uma criminosa, a garota está assustada. Ela não tem casa, não tem para onde ir, Tony Stark já deve saber que ela está aqui”.

Não seria uma boa hora para discutir com Wong o que tinha visto na cabeça de Wanda, ela era amiga deles. Estava com a saúde mental debilitada e viu o porquê, se sentisse pelo menos metade do que ela sentia com certeza enlouqueceria. Todas as emoções dela foram sentidas não só na noite em que ela deixou que visse o seu pesadelo, mas a todo momento parecia que ela relaxava e se deixava mostrar o que acontecia no seu espírito. Quando a beijou, sentiu mais ainda... o caos o saudou e sentiu mais uma vez o que ela sentia todos os dias.

Angústia. Desejo de se provar. Pertencimento. Poder.

“O que acha que pode acontecer com ela?”, perguntou depois de minutos em silêncio.

“Dr. Murdock quer que Wanda assine o Acordo de Sokovia. Será mais fácil assim, pedir a permanência dela depois disso já será outra história”.

“Wanda assinar esse tal Acordo só reforçará para ela que ela precisa ser controlada e não de um jeito bom. Ela tem feito progresso, Melk me contou”. Melk era o mestre de Domenico, os dois andavam muito juntos nos últimos tempos e não gostava disso.

“Wanda precisa ter controle sobre o que fizeram com ela na HIDRA e sobre o modo como anda ensinando magia a ela. Você mesmo falou para mim que ela é doente”.

“E está se tratando. Logo ela estará melhor, eu tenho certeza”, ouviu de Wong.

“O que eu posso fazer para ajudar você a ajuda-la?”

“Você poderia se casar com ela. Assim ela não iria embora nunca depois que eu a convencesse a assinar o Acordo”, a sugestão parecia vinda de um dos dramalhões mexicanos que a sua mãe adorava assistir quando era viva.

Não teve tempo de responder. Batidas firmes na porta da frente do seu Sanctum denunciavam que havia alguém impaciente lá. Wong foi atender enquanto decidiu que iria buscar Wanda na biblioteca do Kamar-Taj.

“Boa noite, senhor. Sou o oficial Estevez e este é o meu parceiro, Noroña. No dia em que a Feiticeira Escarlate foi vista em Long Island, testemunhas afirmaram que a viram no início da noite aqui em Bleecker Street. Só queremos que você reconheça esta foto”, foi tudo o que conseguiu ouvir e não demorou muito para pensar em alguma coisa.

[...]

Pela primeira vez o seu escudo, feito puramente de magia verdadeira, tinha dado certo. Completamente imperceptível, perfeitamente impenetrável.

Domenico parecia particularmente feliz nessa noite. Tinha medo do que poderia vir depois dos sorrisos dele. O percebeu se aproximando e antes que ele alcançasse o seu rosto, desviou.

“Acho que isso não vai acontecer, Dom. Sinto muito”, disse.

“Wanda, você é uma garota bonita. Muito bonita, sim, mas... eu não gosto de mulheres desse modo”, ouviu Domenico. “Eu só ia dar um beijo de boa noite em você, na testa”, ele riu.

Depois de processar a informação por cinco segundos, Wanda riu. Gargalhou, na verdade.

“O que é tão engraçado assim?”, Stephen perguntou sem conseguir entender muita coisa.

Como sentia vergonha, parecia uma adolescente de catorze anos que tinha dado o primeiro beijo. Bom, não havia sido o seu primeiro beijo, mas foi o primeiro com alguém que tinha sensações verdadeiras e tinha uma resposta corporal e fisiológica a isso. Estava fugindo de Stephen, assumia e se envergonhava disso.

“Esquece, não temos tempo. Vamos a um lugar”, o viu aborrecido. Percebia essa expressão chateada quando ele via Domenico.

“Aonde vamos?”, perguntou.

“Wanda, rápido, eu não posso explicar agora”, ouviu insistir.

Pela inquietude que sentia vindo dele era algo grave. Recolheu as suas coisas e nem conseguiu se despedir direito de Domenico, Stephen chegou a ser um pouco grosseiro em ficar chamando-a. O viu abrir um portal na frente da porta que dava para o Sanctum de Nova York. Stephen a chamou lhe dando a mão para que atravessassem.

Do outro lado estava uma fazenda não muito diferente da de Clint. Stephen agora não estava mais muito confortável em fazer isso, mas continuaram andando de mãos dadas até que alguns animais se agitaram com a presença dos dois desconhecidos.

No fundo ficava uma casa grande com um trator ao lado. A luz da varanda foi acesa e não demorou muito para que um homem incrivelmente alto saísse com uma espingarda nas mãos. Quanto mais perto chegavam, mas via que ele se parecia com Stephen e não era somente na altura.

“Meu Deus, Stephen?!”, o homem perguntou.

“Ah… olá, Victor”, Stephen falou.

“Seu desgraçado!”, o homem chamado Victor falou alto e largou a espingarda no chão. “Eu pensei que você tivesse morrido!”

“Mas eu estou vivo”, Stephen rebatia. Ver aquilo não parecia ser saudável.

“Você sofreu um acidente de carro e eu só soube disso porque a CNN noticiou a sua cirurgia! Dois anos se passaram e nada de você dar notícias nem para o seu próprio irmão!”

Stephen tinha um irmão e isso sim era novidade, pensava que ele não tinha família viva, ele mesmo disse que não tinha.

“Eu não queria que vocês se preocupassem comigo...?”, Stephen soltou.

“Seu idiota!”, Victor desceu e andou até o irmão para abraça-lo. Stephen fez o mesmo. “Por que voltou? O glamour de Nova York já cegou os seus olhos?”

“Eu preciso da sua ajuda. Você é o meu irmão, eu não sabia a quem recorrer”.

“Stephen, eu sou a sua família, você não precisa de desculpas para confiar em mim”.

“Esta é Wanda, minha aprendiz. Ela precisa ficar aqui por um tempo, vai ser pouco, apenas alguns dias”, Stephen estava quase suplicando.

“Eu a conheço do jornal, a garota de Sokovia. A dos Vingadores, Maximoff, não?”, não respondeu, isso poderia ser tomado como um sim. “Eu não acredito no que os jornais dizem sobre você”.

“Obrigada”, foi o máximo que conseguiu dizer.

“Alguém já deve ter certeza que ela está em Nova York e lá pode não ser mais seguro para ela. Aqui ela estará a salvo, eu sei disso”.

“Eu sempre soube que alguma mulher ia fazer você perder a cabeça a ponto de trazê-la para casa, Stephen”, Victor brincou. “Glenda está terminando o jantar, ela vai gostar de ver você”.

Stephen nada disse e conseguiu ficar com mais vergonha ainda. Como se já não bastasse os sentimentos do beijo, essa piada sobre levar uma mulher para casa não estava ajudando a lidar com os seus hormônios juvenis.

Sentiu a mão grande de Stephen a segurar pelas costas guiando-a até a porta de entrada da casa depois de subirem pela varanda. Victor abriu as portas e o ambiente acolhedor foi revelado como algo muito parecido com o que tinha visto na casa de Clint quando os visitou, haviam até duas crianças brincando na sala.

“Glenda, querida? Olha quem eu achei lá fora!”, Victor gritou. “A propósito, como chegaram aqui? Que roupas são essas? Você entrou para um culto”.

“Há coisas aqui que você ainda não está pronto para saber. Na hora certa saberá, Victor”, Stephen disse aborrecido.

Uma mulher loira, presumidamente Glenda, passou e abraçou Stephen depois de lhe dar um soco no braço. Ainda bem que Stephen lidava com magia, ele lutando corpo-a-corpo não parecia ser algo muito bonito.

Viu quando eles foram para um canto afastado e Stephen não tirava os olhos dela enquanto conversavam algo. Não usaria os seus poderes para espionar isso, não poderia.

“Eu preciso ir agora, não posso deixar o Sanctum sozinho por muito tempo. Victor disse que vai cuidar de você o tempo que for necessário, depois eu explico melhor o que está acontecendo. Você precisa confiar em mim”, o viu pedir e sentiu sinceridade nele.

“Eu confio, Stephen”, respondeu.

Sentiu o homem se aproximar e beijar a sua testa. “Eu volto ao amanhecer, eu prometo”.

Olhou pela janela Stephen ir embora formando um portal no mesmo local que tinham aberto um para vir. Ele acenou timidamente antes de passar e acenou de volta. O portal se fechou agora havia a angústia de estar sozinha em um território estranho.

Fechou os olhos e imaginou novamente o beijo que tinham compartilhado na outra noite. Não parava de pensar nisso e no quanto estava se abrindo para ele. Esperava que Stephen não partisse o seu coração.

[...]

Loki adorava rever o beijo dos dois. Tinha sido tão espontâneo e mágico que deveria ser visto e revisto. Tocou o orbe de cristal e deixou que as imagens de duas noites atrás se formassem.

Os dois juntos, dançando ao som de algumas músicas que não faziam sentido se ouvidas separadas. Juntas elas formavam a trilha sonora do seu par favorito, cada música completava as emoções um do outro assim como eles mesmo se completavam.

Touching the flames tonight. Os corpos começavam a trabalhar juntos se aproximando, sentindo a energia um do outro. Os dedos começavam a se encontrar discretamente e logo brincavam juntos. As mãos não demoraram muito para se entrelaçar e começarem a ensaiar o contato.

Every heartbreak makes it hard to keep the faith. Se separavam e retornavam para onde começaram. Fizeram isso por horas se regozijando da melodia e do que a aquelas palavras representavam para eles na dificuldade da confiança no outro, na dificuldade para o envolvimento.

I’m gonna swallow my tears. Sabia que Stephen estava se fazendo de forte na frente dos amigos porque Christine Palmer ainda machucava o seu coração e o seu ego. Wanda já gostava de Stephen mesmo não percebendo e sofria em vê-lo desse modo, sofrendo.

Am I better off in chains? Quando se soltaram, foi somente para que Wanda começasse a se recorder do cansaço que sentia com tudo isso, de estar fugindo, de estar se escondendo.

I’m the only one who’s gonna save your life. Stephen percebia todas essas coisas quando estava na companhia de Wanda, Loki fazia questão que fosse assim. Queria que eles vissem um no outro que poderiam ficar juntos, deveriam ficar juntos.

I’m on my knees, I’m waiting for a sign, forever, whatever, I never wanna die. Percebia que eles percebiam o recomeço deles, juntos. Sempre juntos. De todas as possibilidades que vislumbrou deles juntos, somente essa foi capaz de lhe despertar alguma simpatia. Eles precisavam ficar juntos e os seus planos de reunir as Joias do Infinito primeiro estava caminhando muito bem, obrigado.

I wanna hold you high and steal your pain away. Os caminhos dos dois se cruzaram novamente e foi mais íntimo dessa vez. Mais toques e mais precisão. Tudo isso sendo assistido pelo amigo baixinho deles, Wong.

As mãos deles se juntaram naturalmente e os corpos dos dois se juntaram para se movimentarem juntos. Wanda pousou a cabeça no peito de Stephen e lá ficou por alguns segundos ou o refrão da música, estava ficando bom em reconhecer esse tipo de coisa. Quando ela levantou a cabeça, Stephen a segurou pelo rosto e se inclinou para beijá-la. Tão espontâneo e sincero. Sentia a sinceridade dele junto da confusão por Christine Palmer. Preferiu focar apenas na parte de que ele realmente queria beijar Wanda naquele momento e pronto.

Ouviu uma batida na porta e tratou de cobrir o orbe. Thor abriu a porta e o olhou desconfiado.

“Sairei com Selvig para comer, queres alguma coisa?”, o ouviu perguntar.

“Tenho tudo o que preciso aqui, não precisa se preocupar”.

Thor continuou desconfiado, não se daria por vencido. “Gostastes daqueles hambúrgueres, trarei um para ti”.

Por muito pouco não foi pego articulando o seu plano. Se safou e continuaria se safando. E continuaria fazendo com que o seu casal favorito permanecesse junto.

Notas finais
Me deixem saber se gostaram ♥