Notas iniciais
Gentneys!!! Como estamos? ♥ Cada dia que passo me torno mais e mais ScarletStrange shipper... sério. Acho que o Loki está representando muito bem a todos nós :3 XD no capítulo de hoje teremos coisas bem intensas e o capítulo é todinho da Wanda, fora a parte do Loki, claro ;) Temos novidades na trilha sonora da fic? Temos sim, senhoras e senhores! ♥ foram adicionadas três músicas no Spotify: — Amongst the Waves, Pearl Jam (sério, ela é muito Stephen/Wanda… tão Stephen/Wanda que o coração palpita ♥); — Let’s Hurt Tonight, OneRepublic (é muito Stephen/Wanda, vocês não tem noção!!!); — Hide, Creed (também é muito Stephen/Wanda, principalmente nesse momento deles, agora se escondendo na fazenda). Agradecimentos a Canina e Taís Cordeiro pelos comentários ♥ Apreciem a leitura! PS: eu ando bem atarefada quanto a faculdade, provas e trabalhos me deixando maluca, mas estou conseguindo escrever. Não desistam da Tia Amelina aqui -q

Apesar de Victor ser fisicamente parecido com Stephen, notava algumas diferenças sutis e outras nem tanto entre os dois irmãos. Victor se parecia muito com Clint no sentido do homem que está lá para a família no que der e vier. Stephen tinha mais orgulho e era ligeiramente prepotente.

Stephen não a havia visitado uma vez sequer desde que tinha ido para a fazenda dos Strange em Nebraska. Não sabia reconhecer isso como algo bom ou ruim, se Steve ou Clint estivessem lá, poderiam facilmente dizer que o mago estava terceirizando o cuidado com Wanda. Stephen prometeu que a visitaria logo e já havia se passado uma semana desde que saíram do Sanctum.

O clima era frio lá. Não tão frio quanto a sua amada Sokovia, mas era frio. As filhas pequenas de Victor e Glenda perguntavam como conseguia aguentar tanto tempo no frio sem precisar de casacos.

Amy e Donna lhe faziam companhia boa parte do tempo enquanto Glenda cuidava da casa e Victor trabalhava como médico veterinário na cidade. Glenda dizia que era uma hóspede, uma convidada, então não deveria ter que lhe ajudar nos afazeres domésticos. No terceiro dia começou a gostar de passar o aspirador de pó em todos os carpetes da casa, fazer isso com os seus fones de ouvido dava leveza à tarefa e lhe ajudava a ter um dia melhor.

Melhor nem sempre significa com menos tensão.

Não sabia se Victor e Glenda sabiam da sua condição, apenas sabia que Stephen havia conversado com o irmão antes de irem e foi só. Ao que parecia, estava segura lá. Ninguém imaginaria que a Feiticeira Escarlate estava no interior de Nebraska tendo o seu cabelo trançado por duas garotinhas, que ela estaria vestida de princesa e sentada à mesa com um aparelho de chá, fingindo comer bolinhos de plástico. Era tão estranho que riu quando as duas terminaram e partiram para as suas unhas.

Victor observava tudo de longe, sentia. A batalha dentro de si era enorme, sabia que não deveria sentir as emoções de todos ali, muito menos entrar na cabeça deles para ver o que se passava. Sentia apenas uma ponta de apreensão da parte do irmão de Stephen. Quando Glenda estava com as meninas e ela, ela sempre fotografava alguns momentos com uma polaroid e isso a deixava desconfiada. Amy chegou a chama-la de Tia Wanda uma vez e claro, Glenda registrou o momento. Estava começando a se irritar e temer que essas fotos parassem em algum lugar. Via as fotos das garotas na parede e julgava que deveria ser algo normal para elas, mas não para Wanda. Assim que Donna terminou com as suas unhas, esperou o esmalte infantil secar e decidiu explorar um pouco a casa.

Era antiga. Muito antiga. Em alguns pontos da casa o papel de parede chegava a descascar ou ouvia os rangidos fortes da madeira do piso. Olhou para cima e viu a escada meio aberta. Olhou para um lado, olhou para o outro... e sucumbiu mais uma vez à sua curiosidade. As madeiras da escada rangeram quando foram desdobradas e pareciam muito empoeiradas. Estava com medo de subir e aquilo desmoronar em cima de si. Usando a sua energia escarlate levitou levemente até conseguir se apoiar para entrar no sótão.

Haviam muitas caixas e muita poeira. Muitas velharias que jurava serem dos pais de Victor e Stephen já que Victor havia dito que aquela fazendo era dos pais dos pais deles. Baús antigos figuravam no canto, espelhos do outro, móveis desmontados estavam espalhados por todos os cantos... uniformes de futebol americano, equipamentos de lacrosse, caixas com livros antigos. Ali poderia ter algo que lhe interessasse, sabia que sim.

Se ajoelhou no chão e abriu uma caixa grande que estava sinalizada como sendo DONNA, não poderia ser uma caixa contendo coisas da filha de Victor, ela era nova demais para todo aquele aparato. Tocou romances de banca de jornal, incontáveis diários, pompons de torcida, livros escolares dos anos noventa, fotos antigas... essa Donna era bonita. Tinha os mesmos olhos azuis que Stephen e Victor, mas o cabelo era mais castanho claro, tinha sardas e o sorriso doce.

“Quem foi você, Donna?”, perguntou a sai mesma.

“Minha irmã mais velha, Wanda”, se assustou quando notou que Victor se aproximava. “Dois anos mais velha”.

“Aonde ela está?”, perguntou.

“Donna morreu com dezessete anos... ela teve uma cãibra enquanto nadava no lago, o Stephen estava passando as férias aqui. Foi ele quem viu tudo”, ouviu Victor. “Ele não voltou mais para casa depois disso”.

“Eu sinto muito, Victor. Eu entendo o que é perder um irmão... eu sei como dói”, se lembrou de Pietro e todas as vezes que isso acontecia o seu coração parecia ser arrancado do peito novamente.

“Stephen me contou. Ele não pode estar aqui esses dias, mas tem ligado regularmente para saber como você está, se precisa de algo. Ele vem hoje à noite para jantar com um amigo de vocês, um asiático. Agora me responda: vocês são do mesmo culto?”

Wanda riu. “Quase isso”.

“Só não comente com Stephen que você viu os pertences de Donna aqui. Ele é bastante sensível quanto a isso, não quero que vocês briguem e não quero que ele brigue comigo. Nunca nos falamos tanto em quase quinze anos”, Victor riu amargo.

“Eu sou um túmulo”, prometeu.

Tia Wanda? Boris quer comida. Ouviu a sua recente sobrinha lhe chamar para alimenta o coelhinho que tinha ganhado do pai. Victor riu. “Agora que elas se apegaram a você, só espero que Stephen não tive você delas”.

[...]

Loki gostou do rumo que a conversa com o advogado-ninja-cego tomou. Dessa vez Stephen foi com Wong e os dois conversaram com Matthew Murdock, o Demolidor. O danadinho era cego e ainda conseguia bater sem apanhar, um verdadeiro demônio de Hell’s Kitchen. Ouviu atentamente cada palavra dele sobre o caso de Wanda.

Nas minhas buscas, descobri que o nome Wanda Natalya Maximoff não consta como tendo o visto revogado. Isso significa que ou o governo está fazendo uma falsa campanha de difamação contra os membros dos Vingadores que fugiram com o Capitão América ou não há uma denúncia formal para ela. Eu poderia entrar em contato com Tony Stark para saber o que passa, mas não garanto que ele me daria as informações que eu preciso. Mas eu alerto: o visto dela expirará em um mês e se ela não entrar com pedido de renovação, talvez não possa mais ficar aqui.

“Eu disse que você poderia se casar com ela, Stephen”, Wong, o Baixinho, falou.

Bingo! Estava adorando falar bingo.

Foi uma semana extremamente difícil: ludibriar todos aqueles funcionários do governo e a papelada de Wanda havia demorado mais tempo do que pensava. Levaria outro tempo até que finalmente conseguisse o que queria.

Estava pensando seriamente em colocar alguns obstáculos no caminho dos dois, poderia ser interessante ver Wanda agindo por conta própria para salvar os outros, parecia tão poético.

[...]

A sala de estar dos Strange estava cheia de tules e coisas cor-de-rosa.

Amy e Donna estavam fazendo uma verdadeira farra com os tecidos que Glenda havia pego no armarinho da cidade. Primeiro cobriram Wanda com um vermelho bem vivo e disseram que ela era uma princesa dos dragões. Depois um tecido azul foi posto no seu pescoço e Donna disse que ela era uma heroína como o Thor, a garotinha mal sabia que Wanda conhecia o verdadeiro Thor. Quando conseguiu se levantar, Amy enrolou as suas pernas em um tecido verde e Glenda lhe deu um sutiã roxo que acabou por vesti por cima da roupa mesmo e logo Donna apareceu com uma peruca vermelha.

“Tio Stephen, tia Wanda é a Pequena Sereia!”, Amy correu para Stephen. Ela era uma criança, uma garotinha, foi só dizer que Stephen era tio dela que ela ficou ansiosa por vê-lo.

“Tia Wanda?”, Stephen perguntou com uma sobrancelha levantada. Apenas riu, não respondeu nada. Ele a ajudou a se desenrolar dos tecidos e a tirar as peças que as meninas haviam lhe colocado. “Pensei que elas fossem minhas sobrinhas”.

“E são, só me chamam de tia porque todo e qualquer adulto que não seja o pai ou a mãe da criança acaba por ser chamado de tio ou tia por eles”, imaginou se seria chamada de tia por Cassie Lang da próxima vez que a visitasse. Se houvesse uma próxima vez.

“Tia Wanda, você vai ser a Bela depois do jantar. E o tio Stephen pode ser a Fera!”, Donna falou.

“São as suas sobrinhas, Stephen Strange”, disse.

“Me desculpe se não vim visita-la, precisei resolver muitas coisas durante essa semana”, ele se desculpou. “Logo mais você voltará para o Sanctum”.

Concordou.

Não muito depois Victor voltou dizendo que o jantar estava pronto e que a mesa estava posta. Ver os dois irmãos interagindo e fazendo coisas de irmãos a fez lembrar novamente de Pietro. Quando tinham dez anos e ainda tinham os pais, isso era fácil de acontecer. Falavam sobre o que tinha acontecido na escola, brigavam pelo controle da televisão... e depois tudo mudou. Ver Stephen e Victor argumentando sobre Trump e Clinton era algo impensado, achava que Stephen votaria no presidente laranja.

Ajudou Glenda com os pratos e levou as meninas para o quarto, sabia que Stephen e Victor precisavam desse tempo juntos. Se o que Victor contou era verdade, precisavam se reconectar como família. Não tinha mais nada disso, não poderiam impedir que eles ficassem juntos. Amy ainda tentou dizer que queria vê-la vestida de Bela, mas em outra ocasião poderiam fazer isso. Riu quando Donna reclamou que deveriam estar brincando já que no dia seguinte não iriam sair. Deixou as duas nas suas camas e saiu com Glenda.

Desceu as escadas e viu Stephen escorado na porta, olhando para fora. Ainda não tinha engolido que ele havia escondido a própria família. Se aproximou e ele sorriu quando o fez. Pela primeira vez se sentiu minúscula ao lado dele.

“Eu não venho aqui há muito tempo. Tudo mudou”, Stephen disse.

“Victor me contou. Quase quinze anos é tempo demais. Eu não me imaginaria tanto tempo assim sem Pietro, mas agora vai ser muito mais tempo que isso”, lamentou.

“Donna morreu naquele lago, Wanda. Eu não consegui vir aqui depois do que aconteceu”, ele lamentou no mesmo tom.

“Não foi culpa sua”.

“Eu poderia ter chego mais rápido, ter percebido que ela estava se afogando”.

“Não foi culpa sua”, repetiu.

“Depois os meus pais morreram e só sobramos Victor e eu. Eu continuei em Nova York e ele continuou aqui, fez faculdade aqui. Continuou cuidando da fazenda”, Stephen disse saudoso.

Ainda não havia superado o fato de que o beijo deles mexeu demais consigo e não sabia como se portar diante disto. Não conversaram sobre, talvez ele quisesse esquecer ou fingir que não aconteceu. Tudo bem por ela. Essa semana havia lhe dado tempo suficiente para pensar e talvez o melhor fosse isso: esquecer ou fingir que não aconteceu.

Stephen se aproximou e tocou a sua mão. Entrelaçou os seus dedos nos dele e assim ficaram observando a luz da lua crescente. Ele não disse nada, só tocou o seu rosto e a trouxe mais para perto... a primeira vez tinha sido desse mesmo modo. Sentiu a intensidade com a qual ele fez isso.

Febril. Quente. Doce. Confuso.

Retribuía e começava a desconfiar que começariam a fazer disso um hábito. A mão de Stephen se soltou da sua e ambas as mãos grandes dele desceram até a sua cintura, acariciando a pele por cima do vestido de algodão preto.

Aos tropeços, Stephen a puxou para o exterior da casa até sentir as suas costas encostarem em uma das colunas da varanda. Uma mão apertava a sua cintura enquanto a outra voltou para o seu rosto e logo deslizou para a sua nuca. Ele beijava com vontade, com desejo. A sua única experiência tinha sido desastrosa e há muitos anos, não sabia se estava fazendo algo certo.

Quando ele apartou, não sabia se respirava ou falava algo. Ele encostou a testa na sua e acarinhou o seu rosto delicadamente. Isso queria dizer que queria que o beijo acontecesse novamente tanto quanto ela?

O calor do seu corpo subia e não tinha planos de descer, já sentia a sua pele mais quente e respirava ofegante junto dele.

“Você quer ver a Donna?”, Stephen perguntou.

“Como?”, indagou.

“Eu quero compartilhar isso com você. A Donna, como ela era”, Stephen disse de olhos fechados.

As mãos grandes dele encontraram as suas e guiou a sua mão direita até o seu rosto. “Faça aquilo que você fez da última vez”.

Stephen a beijou novamente, mas pela viu claramente o que ele queria mostrar.

Viu Donna, uma criança muito parecida com os dois, Stephen e Victor. Foi ajudando-a ferida que Stephen se interessou pela carreira na medicina, percebeu. As conas foram passando rápidas até ele mostrar o que queria realmente.

Os dois irmãos estavam nadando em um lago. Stephen saiu da água e quando voltou, Donna não estava mais lá. Nadou tanto e mesmo assim só a encontrou depois, já afogada.

A culpa não era dele.

Stephen quebrou o contato e tudo sumiu.

“Não é culpa sua, Stephen”, se encolheu no abraço dele.

“Eu já estou dando um jeito de você voltar para Nova York, para o Sanctum, retomar as atividades no Kamar-Taj. Eu só preciso que você confie em mim”, ouviu de Stephen.

Notas finais
Olha as referências ao trailer dos Defensores aquee, meu povo XD Victor aparecendo? Sim! Mas lembrem, aqui ainda é Terra-199999 (a dos filmes e séries), esse Victor é diferente do Victor dos quadrinhos (a Marvel já está usando e abusando de mudar tanta coisa, bora fazer a nossa parte também XD). Link da playlist no Spotify: https://open.spotify.com/user/stormqueen_/playlist/2rFk8r7q09yZDMScy0wYAY Me deixem saber se gostaram ♥