And the second thing?
6 Madness.
Notas iniciais
Era impossível que eu estivesse mais feliz. Estávamos de volta à caverna e Oliver estava ali, conosco. Eu havia acabado de desligar minha ligação para Barry, informando que Oliver estava de volta e que esperávamos pela visita dele e do pessoal de Central City. Agora eu abria os programas de meu computador, tentando achar um novo caso, no qual pudéssemos trabalhar.
Quando achei um caso virei e vi Oliver observando a roupa do Arqueiro. Levantei da cadeira e fui até ele, ele não se moveu, então encostei uma de minhas mãos em seu braço. Fazendo carinho. Mostrando que estava ali. Ouvi-o suspirar e ele virou seu olhar para mim.
– Eu achei que fosse mais fácil. Voltar aqui, simplesmente vestir a roupa e ir dar a justiça que a cidade merece. Mas é tão... – Ele parou e olhou para baixo.
– Hey, lembre-se que eu acredito em você! – Ele sorriu quando disse isso para ele, ergui seu rosto e lhe dei um pequeno sorriso. – Eu, Diggle, Roy, Thea... Muitas pessoas da cidade. Todos acreditam em você. Muitos no Arqueiro, mas Oliver Queen é o Arqueiro. E não o oposto.
Ele segurou a minha mão e levou-a perto de sua boca, dando um beijo na mesma. Me puxou para perto de si e com a boca perto de meu ouvido falou:
– Não sei o que eu fiz para te merecer. Mas não deixarei você ir. – Eu suspirei enquanto meu corpo respondia a suas palavras, ouvi uma pequena risada sair de sua boca e sorri com isso.
– Oliver que bom que está aqui. – Laurel surgiu , já no último degrau. Eu suspirei ao notar seu olhar vagando de mim para o homem ao meu lado. Aquele olhar. – Não sabia que estava atrapalhando. Eu volto outra hora.
– Não Laurel, pode ficar. Tenho que voltar para minha mesa. – Falei assim que meu computador começou a apitar.
Vi um pequeno sorriso se exibir nos lábios dela e então ela abraçou Oliver. Revirei os olhos enquanto olhava para o computador. Não é que eu não gostasse de Laurel... É só que ela tinha que ser assim mesmo?
Eles começaram alguns assuntos e eu comecei a ignorar eles. Mexendo nos programas, notei que alguém havia tentado corromper o meu sistema, para ter acesso à documentos que somente eu tinha. Como o vídeo com Thea atirando em Sarah, documentos que provavam quem era o pai de Thea e algumas pesquisas relacionadas a Laurel. Ok... Também tinha imagens minhas com Oliver, John, Roy e com Barry. Revirei os olhos quando vi a pasta que a pessoa havia tentado corromper. O assassinato de Sara. Todas as pesquisas, vídeos, imagens, provas. E é claro que a culpada estava ali, dando em cima do meu suposto futuro namorado. Pelo menos dessa vez eu não falei aquilo tão alto.
– Laurel, você pode me tirar uma dúvida, por favor? – Virei a cadeira bem a tempo, pois ela estava quase se jogando para cima de Oliver, ela murmurou um uhum e virou seu olhar para mim, um olhar assassino, ignorei e revirei os olhos. – Por que raios você tentou mexer em meu computador de novo? – Disse me levantando da cadeira e fazendo gestos com as mãos. – Eu confiei que você não faria nada, que você deixaria que eu resolvesse tudo. Mas você simplesmente estraga a confiança fazendo a primeira coisa que eu não achei que você faria.
– Isso é besteira Felicity. – Oliver me interrompeu. Perai que a gente vai ter uma conversa séria depois, mocinho! – Laurel nunca faria isso. Qual foi a pasta corrompida?
– Não venha defendê-la, é a terceira vez que ela me apronta essa! – Eu grunhi para ele, o que o fez dar um passo para traz e virar seu olhar para Laurel. – É a pasta sobre o assassinato da Sarah. As provas, os testes...
– O vídeo com o provável culpado. – Ela soltou e cruzou os braços. – Felicity sabe quem matou minha irmã Oliver, sabe e não quer me contar. Ela está protegendo quem matou a nossa Sarah. – Revirei os olhos mais uma vez e Oliver me olhou sem saber o que falar.
– Ela deve ter uma boa razão para fazê-lo Laurel. – Ele respondeu e eu fiquei indignada. Fiquei mesmo e não escondi tal sentimento. Ele me olhou com medo e eu bufei.
– Quer saber Laurel eu sei sim quem matou Sarah, mas eu vou proteger essa pessoa. – Ela abriu a boca em choque. – Porque é isso que amigos são. E isso. – Apontei para mim e depois para ela. – Não é uma amizade. Pelo menos não da sua parte.
Voltei minha atenção para o computador e apaguei o vídeo, tirando-o de todas as redes disponíveis onde ela pudesse mexer. Menos do celular de Malcon, porque ele havia decodificado o celular. E não daria para fazê-lo naquele momento.
– Agora por favor, sintam-se a vontade para fazer na caverna do Arqueiro mais um lugar para vocês dois. – Subi as escadas em passos duros, não olhando para trás.
Me deparei com Thea e Roy discutindo sobre o DJ dela e dei um pequeno sorriso, eles me olharam e sorriram de volta. Enquanto saia da boate John estava chegando e me olhou assustado.
– O novo caso está em aberto no um computador. Pede pra Thea ajudar vocês com ele, porque não to com cabeça pra ficar na mesma sala que o Oliver hoje, não estou!
– Wow Felicity se acalma. – John colocou suas mãos em meus ombros e me olhou. – O que aconteceu?
– O que aconteceu? Laurel mexeu no meu computador, entrou na pasta sobre o assassinato que eu crepitei John! É provável que ela tenha levado alguém até lá, ou que alguém teve acesso aos nossos registros, porque não seria fácil! – Eu tomei um pouco de ar, enquanto meu amigo me olhava. – E Oliver ficou do lado dela! Fingiu que não sabia de nada, que eu não deveria ter tentado tirar satisfação com aquela... Com aquela... – John me abraçou e eu me calei.
– Vá então, ficaremos bem. Mas fique em casa, não se meta em problemas, ok?
Concordei com a cabeça e tomei o rumo de casa. A pé. Porque Oliver havia passado em casa mais cedo, para tomarmos um café e andarmos até a caverna. Ah... Oliver. Meus olhos se encheram de água antes que eu pudesse notar e a mesma coisa aconteceu com o céu. A chuva começou de forma devastadora e eu corri para casa. Quando consegui entrar, não deixa-me desabar.
Joguei minha bolsa no sofá e tirei os sapatos de salto, que estavam começando a machucar meus pés, por causa da pequena fuga da chuva. Entrei no banheiro e me despi, ligando o chuveiro e entrando no banho logo depois. Deixei que a água quente caísse em meu corpo e ouvi o meu telefone tocar, ignorei a ligação e continuei no banho.
Saí do banho e logo troquei de roupa, quando sai do banheiro me assustei com a pessoa que estava na minha frente e com os cacos de vidro – que por incrível que pareça eu não tinha escutado.
Era Ray.
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