Notas iniciais
Bem bem, aqui tá a resposta do que o Ray tava fazendo na casa da Felicity! Ha! Espero que gostem do capítulo. Tenha uma ótima terça-feira

Após Ray surgir em minha casa do nada. Invadindo-a pela janela, o que me custaria muito, eu não me lembro de mais nada. Sentia meu corpo ser transportado, porém não lembrava se ele havia me falado algo ou somente batido em minha cabeça. Minha cabeça doía e eu soltei um pequeno grunhido. Escutando uma risada logo depois. Meus olhos começaram a encher de lágrimas. Fique fora de perigo. Fique salva. Mas não se preocupe Oliver e John viriam te salvar. Era o que eu pensava até que me lembrei do bracelete que Roy havia me dado, caso algum dia eu entrasse em apuros.

Guiei minha mão esquerda até meu braço direito, eu não tirava o bracelete por nada e dei um pequeno sorriso. Embora não pudesse ver nada, eles não haviam amarrado minhas mãos e isso era algo bom, certo? Consegui achar o fecho e ligar o pequeno dispositivo. Esperando que alguém estivesse na caverna, se não o dispositivo iria apitar até que alguém chegasse lá. Foi o que aconteceu quando testei.

Ok, o teste foi superficial. Eu estava no mercado e não achava certa mercadoria. Apertei o botão e Roy veio correndo, sorte que sem a roupa do Arsenal. Desde então ele era zoado por John e desde então eu ouvia muitos pedidos de ‘só aperte esse bracelete em caso de emergência, por favor, Felicity’.

O meio de locomoção parou e senti duas mãos me puxando para fora dele, me fazendo andar por um provável corredor. Abriram uma porta e me jogaram em uma cama. Gelei. Percebi alguém se aproximando e tirando a venda. Quando dei de cara com Ray, eu suspirei.

– Olá Felicity, como você está? – Ele começou e percebi que era uma pergunta retórica. – Eu fiquei extremamente desapontado quando você decidiu deixar a empresa. Eu esperava muito mais de você. Mas quando sua amiga me pediu para eu verificar os dados de um computador eu percebi que era seu. E percebi no que vem trabalhando. – Eu engoli em seco. – Eu nunca descobriria se não fosse por Laurel. Agradecerei à ela quando Oliver estiver morto, quando você também não estiver mais aqui e quando essa cidade for minha. – Um sorriso se formou em seus lábios, um sorriso que fez a minha espia ter um arrepio.

‘‘Eu esperava mais de você. Esperava que você almejasse o poder. Mas você é fraca. Assim como Oliver Queen. Não descobri quem os ajuda, mas sei onde vocês se escondem. E para que você não consiga se contatar com ninguém mais, você vai ficar nesse pequeno quarto. Tenha uma boa estadia aqui. Era será pequena, mas tente aproveitar cada minuto’’.

Ele saiu e a porta foi fechada. Deixe-me chorar então. De que adiantaria ter alguém especializado em T.I sendo que essa pessoa não poderia se auto defender de pessoas como Ray. Maldito dia que resolvi passar a ele outro ensinamento. Maldita hora que resolvi não ser uma vendedora. Bufei e me deitei na cama. Mexendo no bracelete. Sem wi-fi toda a tecnologia que eu poderia arrumar com ele, seria nula.

As horas foram se passando e algumas vezes eu ouvia passos no lado de fora, pessoas falando com seus comunicadores. Nesse momento eu já havia tentado tudo o que poderia para abrir a porta. Porém o quarto não tinha nenhuma outra saída. Comecei a sentir frio e suspirei. Encolhi-me no canto da cama e acabei caindo no sono.

Quando acordei já não estava mais no quarto pequeno. As luzes brancas e todos os objetos brancos me fizeram lembrar de um hospital. Olhei para o lado e vi Roy babando, com a cabeça pendendo para traz. Dei uma pequena risada com a imagem e ele acordou assustado. Oliver não estava ali, será que havia acontecido algo?

Foi quando a porta se abriu e me mostrou um Oliver com a boca inchada. Ele deu um pequeno sorriso ao notar que eu tinha acordado e eu lhe sorri de volta. Roy olhou para nós dois e saiu do quarto, mas antes deixou um beijo em minha testa e soltou um ‘Estarei logo ali’. Oliver e ele acenaram com a cabeça e Ollie avançou até a cama.

– Eu sinto muito. – Ele começou falando. – Sinto muito por ter ‘acreditado’ em Laurel, por ter ficado do lado dela. Sinto muito por não ter te levado para casa e não ter te protegido. Você não estaria aqui se não fosse por mim.

– Não, não estaria. Estaria em algum outro lugar. Ou ainda naquele quarto ou morta. – Eu respondi brutalmente, ele me olhou assustado. – Oliver se for começar o seu discurso que eu não estou segura com você, irei te ignorar. Porque ninguém está seguro em Starling City. – Eu suspirei. – Agora sobre Laurel... Eu estou protegendo a sua irmã Oliver, e o mínimo que você poderia ter feito era estar do meu lado.

– Eu sei. – Ele suspirou. – John chegou me dando uma bronca e então eu fui atrás de você. Quando cheguei na sua casa você não atendia a porta e então eu entrei, com aquela chave reserva debaixo do tapete. – Eu arqueei uma sobrancelha, ele sabia? – Vi os vidros quebrados e percebi que... Se eu estivesse lá isso não teria acontecido. Se eu estivesse do seu lado, tivesse te levado para casa. Você estaria segura e não em uma cama de hospital.

Dei um pequeno sorriso e ele encostou sua mão em meu rosto. Fechei os olhos e aproveitei o calor de sua mão em meu rosto. Escutei-o respirando.

– Me desculpe por te deixa, de novo. – Ele sussurrou e eu abri os olhos.

Cravei meus olhos nos seus e levei minha mão até a sua, fazendo-lhe um pequeno carinho. Ele sorriu e aproximou seu rosto do meu, encostando nossos lábios. Quando começados o beijo um pigarreio veio do outro lado da sala. Era Laurel.

– Não sabia que atrapalhava. – Na verdade você atrapalhou mais cedo e atrapalhou agora, muito obrigada.

Oliver olhou para ela e suspirou.

– Laurel eu espero que você respeite os limites da Felicity. Iremos mudar a caverna de lugar e você não saberá onde ela ficará. – Ele falou, duro. – Não te quero mexendo nas coisas de Felicity e muito menos nas coisas do Arqueiro, ou nas minhas. Se você não tinha limites ao estar conosco antes, terá agora.

A advogada o olhou assustada e iria retrucar, porém ele cruzou os braços numa tentativa de ‘‘Nada que você usar contra mim me fará mudar de ideia’’ e então ela saiu do quarto, bufando. Eu dei um pequeno sorriso.

– Parece que você gostou. – Ele comentou divertido. Eu soltei uma risada.

– É sempre bom saber que você está tomando um lado agora. – Comentei, dando os ombros.

Ele se sentou na cama e segurou minha mão. Sem tirar seus olhos dos meus.

– Wow, isso é melhor do que eu pensava. – Eu disse isso alto? – Ham... Eu falei isso alto? – Ele gargalhou e senti minhas bochechas corarem.

– Nunca mude Felicity. Nunca mude. – Ele colou seus lábios nos meus e eu sorri.