Amálgama
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A voz dele era bonita.
Ela não soube quando começou a reparar nisso. Talvez só agora, durante a ronda noturna, enquanto caminhavam. Scorpius, distraído demais com os pensamentos, cantarolava uma canção das Esquisitonas, a favorita dela.
Havia algo de confortável na cena. Na chuva batendo contra a vidraça das janelas, no cheiro de terra molhada pairando no ar. Nos dois, lado a lado, com os ombros quase tocando. A voz rouca, inebriante, tão baixinha. Tão familiar.
Tão linda.
Rose quase fechou os olhos, desejando eternizar aquele momento. Pensando que poderia passar o resto da vida assim, escutando a voz dele.
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