Notas iniciais
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Regina o fitou de cima a baixo. Vestia apenas um jeans batido, e ela podia ver cada linha que dividia os músculos de seu abdômen. Ela estava uma bagunça e sabia disso. Seu cabelo estava preso em um coque bagunçado, com fios caindo aleatoriamente e os olhos avermelhados e úmidos. Ela tinha chorado, especialmente depois de tudo que ele havia lhe dito pelo telefone.

Robin afastou-se e fez com que ela entrasse, sem dizer nada. Regina entrou meio aflita e respirou fundo. Ela fechou a porta atrás de si lentamente e quando se virou, Robin a olhava curiosamente, com as mãos nos bolsos. Seu sorriso tinha traços de preocupação.

Eles se olharam por algum tempo, e Regina apenas assentiu quando Robin caminhou até ela e a prensou contra a porta, sua boca encaixando na dele faminta e desesperada. A língua dele invadiu o espaço entre seus lábios e a tomou, enquanto suas mãos desciam e apertavam a bunda dela com precisão, suspendendo-a do chão e mantendo-a contra a porta. Regina cruzou as pernas ao redor do quadril dele, e Robin deixou seus lábios escorregar até o pescoço dela, lambendo, sugando e mordendo a jugular que pulsava eletrizada.

Ela queria falar, mas naquele momento, a vontade de ser beijada e amada por ele era ainda maior. Eles conversariam depois. Robin a tocou na cintura por baixo da camiseta e ela gemeu contra a boca dele, enquanto entrelaçava seus dedos nos cabelos dele e puxava com violência.

“Robin.”

Ele sentiu o corpo enrijecer após ouvi-la. A voz dela soava como uma carícia feita em algum ponto especificamente íntimo. Ele puxou a camiseta dela por cima da cabeça e jogou em algum lugar dali. Robin a abraçou e a levou no colo para o interior da casa. Regina manteve o nariz enfiado no pescoço dele, rendida ao cheiro dele, ao perfume que a seduzia todas as vezes que se aproximavam. Ela sentiu quando ele entrou em um cômodo, e assim que sentiu a maciez do colchão abaixo de si, ela percebeu que estava na cama dele, no quarto dele.

Sua mente estava envolta por uma nuvem de pensamentos inquietantes e ela nem prestou atenção quando ele desabotoou seu jeans e desceu seu zíper, deslizando o tecido por suas pernas delineadas. Regina sorriu quando sentiu os dedos dele percorrendo suas pernas, traçando uma trilha com os dedos, desde a parte inferior dos joelhos, as laterais do quadril, sua cintura, seus braços. Ele deitou-se sobre ela, e a beijou novamente, sentindo Regina passear os dedos pela pele da suas costas. Sua perna encaixou-se entre as pernas dela, e ele a movimentou para cima, fazendo pressão contra a calcinha dela, e sentindo-a pronta para ele.

“Tão pronta para mim...”

Ele beijou o pescoço dela, e deixou que seus lábios encontrassem seu colo, sugando-a por cima da renda delicada que cobria aqueles seios perfeitos. Regina levantou o dorso e rapidamente desconectou o fecho do sutiã, libertando-se da peça. Robin segurou os dois seios juntos, massageando-os, e tomou um deles na boca, abocanhando-o com vontade enquanto massageava o outro.

Regina fechou os olhos e mordeu o lábio inferior com força. Aquilo era bom. Muito bom. Ele deslizava a língua ao redor do seu mamilo, delicadamente e isso fazia com que Regina ficasse cada vez mais excitada. Quando Robin passou para o outro seio, seu corpo estava clamando por ele. Ela precisava senti-lo dentro dela. Forte ou lento, não importava. Tudo que ela queria era que Robin a possuísse, a preenchesse. Ela enfiou os dedos no cabelo dele e tentou puxá-lo para cima, mas isso só fez com ele cerrasse os dentes ao redor de sua auréola, e ela entendeu o recado, gemendo chorosa enquanto se mantinha quieta em seus braços. Ele continuou sugando-a, mamando seus peitos com desejo, e ouvindo os gemidos e a respiração descompassada dela.

Lentamente, Robin começou a trilhar um caminho de beijos, desde a fenda entre seus seios, passando por sua barriga, circulando seu umbigo, colocando a língua e tirando, lentamente. Regina gemeu ao imaginá-lo fazendo aquilo em outra parte de seu corpo. Robin desceu pelo seu corpo e colocou dois dedos de cada lado da calcinha de renda, puxando-a pela extensão das pernas dela. Ele beijou-a na parte interna da coxa, e então abriu suas pernas, deixando-a grandemente exposta. Completamente exposta, apenas para ele.

“Robin... Por favor.”

“Eu vou te dar o que você precisa. Fique quieta, Regina.”

Ela murmurou alguma coisa quando sentiu os lábios dele a tocando ali. Chupando, entre seus grandes lábios, fazendo uma trilha entre seu clitóris e sua entrada. A língua quente deslizando sobre a sua carne, umedecendo-a, queimando, ardendo. Ela arfou quando sentiu os lábios dele abocanhando-a. A boca dele fez pressão contra o seu sexo, enquanto a língua dele a acariciava e lhe bebia incansavelmente. Ela sentiu seu abdômen começando a tremer, e ele tinha acabado de começar.

Seu gemido alto já preenchia o vazio que os cercava e a boca dele se afundava mais e mais contra ela, comendo-a quase que por completo. Ela começou a ondular contra a boca dele, e Robin estendeu as mãos, apertando seus seios com força, dando-lhe o estímulo que ela precisava. Ela gritou e seu corpo todo tremeu em um espasmo violento. Robin sorriu e fez outra trilha de beijos pelo corpo dela, subindo até encontrar seus lábios. Regina entrelaçou os braços ao redor do pescoço dele e o beijou, apaixonadamente. Sua boca sugou a dele, a língua rolando em labaredas dentro da sua boca.

“Eu te amo.” Sussurrou ela.

Robin a encarou, sério. Era a primeira vez que ela falava aquilo com tanta vulnerabilidade. Algo estava mudando entre eles. Ou com ela. Ele não sabia dizer, mas adorava aquela sensação. A sensação de que ele já não era tão caso perdido como achava. Ele podia sonhar. Regina girou-o e subiu nele, sentando-se sobre a pélvis dele. Robin deixou que as mãos pousassem em suas costas, acariciando-a.

“Você é linda, Regina...” Começou ele, seus dedos subindo e descendo pelo dorso da mulher em seu colo. A outra mão deslizou pelo cabelo dela, colocando uma mecha atrás da orelha dela. Ela não respondeu. Sorriu, assentindo com os toques dele. “A mulher mais linda que já vi. Inteligente. Destemida. Forte.”

Robin levantou-se e puxou-a para mais um beijo, sugando sua língua com volúpia. “E gostosa. Muito gostosa.”

“Você não é de se jogar fora.”

“Oh” Sorriu ele. “Agradeço tamanho elogio.”

Ela se debruçou e beijou o pescoço dele. Alcançou sua orelha e lambeu-a, mordendo o lóbulo. Com os bicos dos seios roçando a pele do tórax dele, ela sussurrou. “Principalmente o seu pau. É tão grande e gostoso e duro como aço. Não jogaria fora nunca.”

Robin gemeu, e mordendo o lábio inferior, girou-a, deixando-a por baixo e penetrando-a enlouquecidamente. Ele começou a mover-se contra ela, forte e duro, tentando acalmar o tesão que crescia novamente dentro dele. Quanto mais estocava dentro dela, mais vontade tinha de continuar. Regina gritava, e lambia e arranhava, e Robin não tinha nenhuma intenção de ir mais devagar. Era assim que ela gostava e era assim que ela definitivamente precisava que ele agisse. Como homem. Como o homem que ela precisava que ele fosse.

Ele entrava fundo dentro dela, penetrando-a como um animal. Sua carne ficaria esfolada, mas Regina não se importava. Ela manteve as pernas abertas para que Robin conseguisse ir mais fundo. Ele socava nela forte e firme, e Regina soube dizer exatamente quando a tensão começou a solidificar-se na parte baixa do seu ventre, dando-lhe um prelúdio do orgasmo. Ela apertou o braço dele e gemeu novamente, sofridamente, e entendeu, apertando-a, rebolando contra a entrada dela com força. Ele continuou rebolando, e sua mão escorreu para o clitóris, que ele massageou por alguns minutos antes de senti-la explodir violentamente, gritando seu nome enquanto seu corpo enviava espasmos para todas as terminações nervosas.

Robin continuou bombeando para dentro dela, e Regina pegou um de seus dedos e enfiou na boca, chupando-o, sugando com pressão e sucção e isso foi o suficiente para fazê-lo gozar também.

Quando entrou em casa, Regina notou que David tinha chegado. O terno estava sobre a mesa da entrada, logo abaixo do espelho. Que ótimo, pensou ela. Ela pensou em subir as escadas em silêncio e dormir de uma vez.

“Onde você estava?” A voz a abordou apenas três degraus depois.

Regina respirou fundo e deu meia volta, parando na escada. David a olhava com um rosto suave, a camisa social entreaberta e as mangas dobradas até a altura do cotovelo.

“Você se importa?”

“Regina” Ele suspirou, exausto. “Ainda somos marido e mulher, não? Eu me importo se algo acontecer com a minha esposa.”

“Eu estava nas docas.”

“Sozinha?”

“Não, com o Mágico de Oz.” Ela resmungou, mas respirou fundo. Não queria brigar. “Eu precisava de um tempo para pensar nas coisas.”

“Tudo bem. Vai querer comer? Eu fiz macarrão.”

Regina encarou-o por alguns instantes. Ela desceu a escada e sorriu para ele, timidamente.

“Claro. Vou apenas lavar as mãos.”

Ela observou-o sorrir e colocar o guardanapo sobre o ombro, indo na direção da cozinha.



Regina estava prestes a dormir quando seu celular tocou.

Infelizmente, ele estava do lado da cabeceira de David.

Ele pegou o aparelho, e estendeu para ela, mas ela pode pelo semblante dele o quão insatisfeito ele estava ao ter lido o remetente.

“Graham está te ligando.”

Regina olhou para ele, surpresa. Ela não tinha nada pendente com Graham. Um flashback brilhou em sua memória. Tinha. O habeas corpus. A situação com Zelena.

“Achei que ele não trabalhava mais para você.”

Ela podia sentir o tom acusatório na voz de David. Ciúmes? Sério, David?

“E não trabalha.”

Regina levantou-se e colocou o aparelho na orelha, indo até a varanda. Ela encostou a porta atrás de si, e percebeu que David a acompanhava com os olhos em cada movimento.

“Regina?”

“Graham, o que você quer?”

“Eu sei que está tarde...”

“Que inteligente da sua parte. Parabéns. O que você quer?”

“Cobrar o favor que te fiz.”

Ela sentiu um arrepio em sua espinha.

“Não me leve a mal.”

“Com esse pedido, já sei que vou levar.”

“Quero me encontrar com a Ruby.”

“Pra quê? Não.”

“Sim, você me deve sua liberdade. Vai providenciar isso sim.”

“Graham, se você a machucar...”

“Você me corta em tiras e pendura na sua árvore de natal. Eu já sei disso.”

“Qual é o assunto?”

“Isso é pessoal. Você só tem que providenciar o encontro.”

Regina mordeu o lábio inferior. Ao menos, ela estava no controle. Ia encontrar o lugar ideal, colocar alguém na cola dela, e ela estaria extremamente segura.

“Tudo bem. Eu lhe envio o endereço e horário amanhã. Isso se ela aceitar essa merda.”

“Faça com que ela aceite, Regina.”

“Eu não vou manipular a garota para sair com você, idiota.”

“Você é boa manipulando pessoas, Regina. Faça o que tem que fazer. Amanhã.”

Regina ouviu o clique do outro lado da linha. Voltou para dentro, onde David se encontrava deitado, em silêncio.

“Está tudo bem?”

“Sim.”

Ele virou-se para o lado e fechou os olhos. Regina deitou-se também, e o observou por alguns minutos. Havia algo muito errado na falta de questionamento de David. Algo que ela temia descobrir o que era.