Já era bem tarde da noite, e quase todos os funcionários já tinham ido embora. O recém-reformado escritório de David era belíssimo, e ele se sentia grato pelo dinheiro de Wale. Os móveis bem desenhados de mármore e madeira maciça, equipamentos tecnológicos de última geração, arquivos e arquivos muito bem organizados.

Ele estava sentado em sua mesa, calculando o sinal inicial que devia fazer para trazer novos investidores. Afinal, não queria depender de Wale para sempre. O negócio tinha que crescer. Ele estava distraído e concentrado em uma montanha de papéis quando ouviu alguém batendo na porta.

“Posso entrar?”

Mary Margareth estava em pé, encostada na porta de vidro com um sorriso tímido. Ele sorriu e gesticulou para que ela entrasse.

“Achei que já tivesse ido embora.”

“E eu achei que estaria comemorando junto com o pessoal, David.” Ela respondeu, dando a volta na mesa e ficando ao lado dele, de modo que pudesse ler o que ele estava lendo. “É a inauguração do seu novo negócio. Todos estão na Grannys.”

“Eu preciso terminar isso primeiro, Mary.”

Ela levantou os olhos e caminhou até a estante de mogno, pegando uma garrafa de espumante e duas taças.

“Bem... se você não comemora lá, podemos celebrar aqui. Só um pouquinho, tudo bem?”

David coçou a nuca e sorriu, soltando a caneta.

“Não vai me fazer mal nenhum um pouco de champanhe.”

Mary preencheu as taças e entregou uma à ele.

“Um brinde ao novo empresário de sucesso de Storybrooke.”

“Que exagero!” Comentou ele, batendo sua taça na dela delicadamente. “Nem sabemos se vai dar certo realmente.”

“David Nolan! Confie em si mesmo!”

Eles viraram a taça ao mesmo tempo, os olhos vidrados um no outro.

“O que achou da sua sala, Mary?”

“É linda! Adorei os arranjos, a cor, os móveis... Muito bom gosto? Foi você quem escolheu?”

“Na verdade, não.” Sorriu. “Isso é tudo obra da cabecinha inspirada e criativa da Tinker Bell.”

“Ela é ótima. Sempre soube que design de interiores era um dom dela.”

David levantou-se e foi até a janela. A lua brilhava sobre a cidade, alguns pontos de luz acesos, o mar banhando o cais. A vista era fenomenal. Ele terminou a taça e voltou-se para a sua mesa, onde Mary tinha se sentado.

“Como você já está bem relaxado, chefe” Brincou ela, “acho que vou embora.”

“Fique.” A mão dele tocou a dela, segurando-a. Os olhos dela correram do encontro das mãos deles para os olhos azuis e doces.

“David...”

“Eu... gosto da sua companhia, Mary.”

“É melhor eu ir embora agora.”

“Uma dança.”

“O quê?”

“Só uma dança.”

“David, não tem música aqui.”

“Não precisa.”

Ele estendeu a mão, e ela ponderou se deveria ir em frente. Não parecia haver perigo. Ela colocou a mão sobre a dele delicadamente. David segurou-a gentilmente e a puxou para perto. Ele depositou a outra mão sobre a parte baixa da cintura dela, colando-a nele. Eles começaram a dançar, devagar. Movimentos lentos, quase metódicos. O nariz de David enterrou-se no pescoço dela, e ele sentiu quando Mary suspirou.

Ela tinha um cheiro maravilhoso. Inebriado, David deixou que a mão deslizasse para cima e para baixo nas costas dela, e Mary apertou as unhas contra o ombro dele. David soltou a mão dela, e suas duas mãos estavam agora deslizando pelo corpo dela, maliciosas. Mary Margareth deixou a cabeça pender para trás lhe dando total acesso ao seu pescoço. David apenas trilhou o caminho com sua respiração, os lábios quase encostados na pele dela.

Ele a guiou até a mesa, com passos extremamente lentos, e quando sentiu a mesa atrás de si, Mary Margareth levantou a cabeça e olhou nos olhos dele. Ele a encarou de volta. Houve um silêncio perturbador. David sentiu os dedos delicados puxando sua camisa social para fora da calça.

No minuto seguinte, sua boca estava na boca dela. Ele a puxou pelas nádegas e se colocou entre as pernas dela, ouvindo-a gemer contra os seus lábios. Sua mão foi parar no cabelo dela, apertando-a contra si enquanto Mary Margareth abria os botões da sua camisa pacientemente. Ele beijava tão bem quanto ela fantasiava a respeito. Ela sentiu encharcada quando a boca de David desceu por seu pescoço, e ela gemeu ruidosamente quando ele começou a massagear seus seios por cima da camiseta. Ela deslizou a mão pelo abdômen duro e definido em gomos e mentalizou-se lambendo cada um daqueles músculos. Ele puxou a camiseta dela, e deixou-a cair no chão.

David abriu o fecho e descartou o sutiã. Sua boca encontrou as auréolas dela, e ele a sugou, com vontade. Chupou com cuidado, deixando a língua acariciá-la. Mary mordeu o lábio inferior, e seus braços cruzaram-se ao redor do pescoço dele, pronta para montar nele. David a puxou pela nuca e beijou-a novamente, gemendo baixinho contra a boca dela.

Ele adiantou-se e enquanto beijava o pescoço dela, desabotoou a calça jeans que ela usava, e começou a descer seu zíper. Ele mordeu o lábio inferior quando sentiu a boca delicada contra a sua clavícula. David enfiou a mão por dentro da calcinha dela, sem tirar sua calça jeans, e encontrou o que queria. Mary Margareth molhada, pronta para ser possuída por ele. Seus dedos apenas a acariciaram, mas Mary apertou a mão dela contra a dele, indicando o que ela queria e ele atendeu.

Penetrou-a com um dedo, e começou a movimentar-se, rápido, firme e fundo. Ele segurou-a pelo queixo enquanto continuava em velocidade incessante contra ela, sentindo o pequeno corpo começar a se contorcer contra ele, a respiração dela ficando descompassada. Seu dedo entrava e saía, acertando um ponto íntimo dentro dela que a fazia gemer chorosa. Ela apertou-se contra o pescoço dele, gemendo e choramingando sem vergonha nenhuma, e David sentiu que ela estava ainda mais justa ao redor da sua mão. Ele acelerou a penetração, e poucos segundos depois, sentiu-a convulsionar em seus dedos, o corpo tremendo com espasmos do prazer do orgasmo.

Ele a puxou para um beijo, a língua dele invadindo deliciosamente, e então se afastou. Mary observou-o se vestindo novamente e assistiu enquanto ele saía do escritório, deixando-a devassamente satisfeita sobre a mesa.

“Gina.”

Encostada em uma árvore em um lugar escondido do parque, Regina apenas o encarou por cima do ombro. Sem sorrir. Ela estava minúscula dentro daquela jaqueta jeans, porém a calça skinny e as botas de couro a deixavam extremamente sexy. Robin debruçou-se e tentou beijá-la e ela desviou-se. Ele estranhou, deixando que o sorriso morresse em seus lábios.

“O que houve?”

“Quantas vezes você transou com a Zelena?”

“Quê?”

Os olhos dele arregalaram-se e ele deu um passo para trás. Culpado.

“Quem te falou isso?”

“Responda a pergunta. Quantas vezes você abriu o zíper da calça e comeu a Zelena?”

“Uma.”

“Tem certeza?”

“Eu respondi a pergunta. Uma vez.”

“E pretendia me contar?”

“Porque eu faria isso?”

Regina o olhava com ódio. Novamente. Ele não estava com saudades dessa sensação.

“Você é um mentiroso, Robin.”

“Nós não estávamos juntos, Regina. Não acho que era relevante.”

Ela se aproximou dele.

“Eu acho relevante. Você me disse que nunca tinha traído a Marian.”

“Gina.”

“Você me fez acreditar que estava abrindo uma exceção ao ficar comigo.”

“Não foi assim que...”

“Cala. Essa. Boca.” Cuspiu as palavras, erguendo o dedo e apontando para ele. “Você é um hipócrita, Robin. Você vem com essa conversinha ridícula de honestidade, de que eu tenho que me divorciar do David, tenho que fazer tudo às claras, tudo do jeito certo... e eu sou imbecil, ingênua o suficiente para cair!”

“Eu estava falando sério! Tudo que eu disse era verdade.”

“Exceto a parte em que você transava com a amiga da sua mulher, não é? Exceto a parte em que dava um cachorro para a Ruby. Cachorro que você me disse que era seu.”

“Tudo bem, eu fiquei com o cachorro. Mas eu ia...”

“Você não ia me contar, Robin. Aceite que foi pego. Você tinha medo que eu desconfiasse da sua relação com a Ruby e com a Zelena.”

“Regina.”

“Já chega.”

Robin empalideceu e tentou segurá-la pelo braço. Regina desvencilhou-se dele.

“Tire as mãos de mim.”

“Gina, o que está fazendo?”

“Isso” Respondeu ela, apontando para ele e para ela respectivamente, “acabou. Nós terminamos aqui.”

“Você está se precipitando.”

“Eu não quero saber o que você acha, Robin. Eu quero que você se foda. Quero que suma, desapareça. Você me fez mentir para o meu marido, porque é isso que você faz. Você mente. Mentiu para mim, mentiu para a sua esposa, mentiu para o David, mentiu para a Ruby... mas mesmo assim acha que é o cara mais honesto da cidade.”

“Isso não é justo.”

“Justo? Quer falar do que é justo? Eu me sentir imunda por ficar com você e trair meu marido, e descobrir que você está comendo todas por aí é justo? É justo sua esposa me odiar, sem saber que a melhor amiga dela é mais vagabunda que eu e que lhe enfiou um chifre? É justo eu descobrir que Zelena e Wale tentaram machucar meu sogro, minha amiga e agora querem machucar meu marido? Não me fale de justo, Robin. Você não tem dignidade para isso.”

“Regina, me deixe falar. Você não sabe o que está acontecendo.”

“Eu não preciso. Eu só vim até aqui falar que nós terminamos aqui. Saia do meu caminho e eu vou sair do seu.”

“E se eu não quiser?”

Ela sorriu.

“Você não possui essa opção, dear.”

Regina estava voltando para a prefeitura, mas estava completamente sem foco para trabalhar. Por mais que seu coração pesasse, sua raiva a alimentava. Terminar com Robin era difícil, mas ser enganada não era uma opção. Ninguém iria lhe passar para trás. Nem mesmo o cara que tinha seu coração nas mãos.

Ela estava passando pela praça quando viu Henry sentado na mureta ao redor da fonte.

“Henry?”

“Prefeita?”

Regina fez uma careta e ele sorriu.

“Oi Regina.”

“Melhorou. Está tudo bem?”

Henry ergueu os ombros, sinalizando descaso.

“Na mesma.”

Regina poderia seguir para o trabalho, ou ir para casa. Podia dizer até logo, e deixar o menino quieto e solitário ali. Afinal, não era problema dela. Mas algo nos olhos dele a encantava.

“Eu estava indo ao cinema agora mesmo. Quer ir comigo?”

Ele sorriu, mas colocou as mãos no bolso e tirou, indicando estarem vazias.

“Eu teria que ir pedir dinheiro para a minha mãe.”

“Eu pago.”

“Tem certeza?”

“Faço questão. Que tal Guardiões da Galáxia?”

“Cara eu adoro os gibis deles! Por favor!”

“Ótimo! Vamos nessa.”

Ela passou a mão por trás das costas dele e o acompanhou até a bilheteria. Henry sorriu, e naquele momento tinha certeza que a prefeita era uma das melhores pessoas que havia naquela cidade. Ele pegou o ingresso com uma mão e com a outra ofereceu-se para segurar da a jaqueta dela, gentilmente.