Amores Roubados
17 Cap 16- I'm gonna kill him- Pov.Christian Grey
Notas iniciais
Pov.Christian Grey
Já faz 1 mês e 2 semanas e nada, o arquivo que Welch me trouxe também não tinha merda nenhuma,mas sei que foi o Jonathan. Não sei porque, mas há algo de errado, ninguém é tão perfeito assim.
Dia 18 foi o pior aniversário que tive, porque minha filha não estava lá e meu pedido foi que ela voltasse para casa, o que ainda não se realizou...Ainda.
Deixei Ana em sua empresa e vim para a minha, mas não estou com vontade de deixá-la sozinha, ela ainda não consegue fazer quase nada, mal sai de casa.
Meu celular toca e eu vejo que é Welch.
– Sr.Grey- diz formal
– Welch, suponho que tenha informações- digo
– Sim, ha um homem que deseja falar com o senhor e diz que é em relação a sua filha- diz e eu tremo
– E o que está esperando, traga-o até mim !- digo desesperado
Depois de alguns minutos Welch entra na sala com um garoto, que deve ter a idade de Theodore ou um pouco menos.
– Sr.Grey- diz formal e estende a mão e eu a aperto- sou Adam Halewood e vou te ajudar a ter sua filha de volta- diz
– Como ? Como vai me ajudar ?- pergunto desesperado
– Simplesmente porque sei onde ela está e quem está com ela provisoriamente- diz
– Como assim provisoriamente ?- pergunto arregalando os olhos.
– Bom, quem a seqüestrou na verdade é apenas um intermediário, capacho, fazendo trabalho sujo para alguém muito maior...entende ?- pergunta para mim, que continuo imóvel e perplexo.
– S-Sim, só quero minha filha de volta. Quem a pegou ?- digo a ele.
– Jonathan, Jonathan Cross- diz e simplesmente a arde uma fúria dentro de mim...vou matá-lo.
Respiro fundo e olho para o garoto a minha frente.
– Onde está esse filho da puta ?!- pergunto, tentando ao máximo me controlar para não descontar minha raiva em quem não merece
– Ele tem uma fazenda, eu trabalhava para ele, mas me demiti depois de que...aconteceram algumas coisas...mas sua filha está lá e há algo que precisa saber- diz, analisando-me, olhando atentamente todas as minhas reações- a Phoebe tem meio que um "relacionamento" com Jonathan- diz
– COMO É QUE É ? QUEM AQUELE FILHO DA PUTA PENSA QUE É ?!?!- grito furioso, batendo na mesa e jogando ao chão tudo o que havia nela- EU vou pegar a minha filha e aquele merda vai morrer hoje- digo
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Saio da empresa e sigo para uma loja de armas, fora da cidade, uns 30km de distância do endereço que Adam me deu.
Entro na loja e sigo para o balcão, onde um homem me atende
– Senhor, procura algum tipo específico de arma ?- pergunta
– Se você fosse matar alguém...que tipo de arma você iria usar ?- digo frio e seco a ele, que arregala-la os olhos, mas logo se vira de costas e pega uma pistola, estilo as usadas pela polícia.
– Bom companheiro, não sei que assuntos pendentes tem, mas essa é uma ótima pistola...mas se perguntarem que lhe indicou, jamais revele meu nome ou o da minha loja...até porque nunca ouvi nada que me disse sobre quem você irá matar- diz e me da uma piscadela.
Depois de pagar, acelero meu carro em direção a fazenda. Olho para a pistola no banco do passageiro de meu carro e um único pensamento vem em minha mente: nunca subestime meu poder de vingança.
Ele vai me pagar...vai me pagar, muito, muito caro.
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Chego a uma porteira e a abro subindo uma enorme ladeira com tudo apagado, estaciono o carro um pouco afastado e sigo em direção a enorme casa que fica ali.
Entro nela, tentando ao máximo não fazer barulho e me deparo com a cena mais chocante de toda a minha vida: minha filha deitada nos braços do homem que a tirou de mim.
O ódio sobe em minha cabeça e parto para cima dele, que me olha assustado e arregala-la os olhos.
Minha filha se levanta e pela primeira vez o silêncio frio da sala é quebrado.
– Papai- ela diz e começam a cair lágrimas de seus olhos.
Antes que perceba Jonathan a pega e aponta uma arma em sua cabeça.
– Mais um passo Grey e ela morre- diz e eu largo a arma em minhas mãos no chão e observo imóvel a cena a minha frente: minha filha chorando e um filho da puta com uma arma em direção a sua cabeça.
– Larga a minha filha, seu merda- digo a ele, que se limita apenas a rir
– Ah, antes de você chegar e estragar tudo...sua filha e eu passamos um bom tempo juntos, Não foi Phoebe ?- diz, sorrindo e passando a mão em seu rosto.
Mas, Phoebe está apenas imóvel com o rosto pálido e abalado, e sem conseguir respondê-lo.
Ela olha em seus olhos com ódio, com dor.
– O que quer para soltá-la ?- digo a ele, com as mãos erguidas em sinal de rendição.
– A promessa de que se eu soltá-la...ninguém jamais saberá que eu a peguei...até porque tudo isso está além de mim- diz sorrindo- Ah Grey, você vai cair e não será pelas minhas mãos- diz e depois se aproxima de Phoebe, beijando seu rosto.
– Você está livre agora, princesa, mas retornará a mim- diz e tira a arma de sua cabeça, soltando-a, libertando-a.
Ela então corre para meus braços e eu a agarro, acabando com todo a sofrimento que vivi nessas últimas semanas.
Ela chora e me aperta contra ela.
– Me perdoa,papai...eu achei que ele me amava...eu me iludi- diz, bem baixinho em meu peito, antes de cair no sono.
Carrego-a no colo para o carro, e observo que Jonathan não está mais na sala...provavelmente deve ter se escondido, se eu vê-lo irei acabar com ele.
Agora que consegui minha princesinha de volta, quero vingança contra aquele filho da puta e todos os outros que queriam me atingir usando minha filha.
Pov. Narrador
Jonathan está observando da janela a partida de talvez a única mulher que ele tenha amado.
Desolado e com uma garrafa de whiskey em seus braços, se recorda de todos os momentos que passou com ela e as últimas palavras horríveis que disse a ela, pensando que nesse exato momento ela deve odia-lo e deve estar pensando que ele nunca a amou, que ela foi apenas mais uma de suas muitas conquistas.
Jonathan achava que tinha tempo, que teria Phoebe em seus braços por toda a eternidade, que poderia ser apenas eles dois na fazenda para sempre.
Mas, no fundo sabia que era questão de tempo para que ela fosse arrancada e levada de seus braços, exatamente o que aconteceu.
Ele leva a garrafa as lábios e sente o líquido amargo queimando sua garganta, um gosto ao qual desde de os 13 já está familiarizado.
Nervoso e revoltado pela perda de Phoebe, ele pega a pistola e cogita atirar em sua cabeça, do mesmo jeito que ameaçou fazer a ela.
Só que ele é covarde e não consegue atirar, ao invés disso usará a merda de sua vida para protege Phoebe e conquistar seu amor e confiança novamente.
Uma idéia muito bonita, um sonho lindo e uma ilusão perfeita, que aos olhos de Jonathan é apenas o que ele vê ou o que ele tenta enxergar: maneiras de conquista-la de volta.
Mas a realidade não é tão simples e ela sabe que sua vida está fudida de mais para que ele consiga se salvar, mesmo que seja por ela.
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