Amores Roubados

18 Cap 17- Back to my old life


Notas iniciais
Oi gente, desculpa a demora e espero que gostem. Comentem, adoro ler os comentários de vocês. Próximo capítulo vai ter Pov do Teddy. Bjussss NessaFray


Pov.Phoebe

Acordo meio desnorteada e percebo que estou em meu quarto. Mas não o quarto que Jonathan preparou para mim, me refiro ao quarto em que dormi toda a minha vida. MEU quarto.
O lugar onde o meu pai me contava histórias para dormir, o lugar onde eu mandei decorar com várias pétalas de flores e várias flores rosas, que são tão lindas e bem detalhadas que até parecem de verdade.
Abro os olhos e olho ao redor de meu quarto, parando ao ver olhos azuis de minha mãe que vem correndo em minha direção me abraçar.
– Mamãe — digo, abraçando-a muito forte e ela fazendo o mesmo.
– Oh, minha filha, senti tanto a sua falta e seu pai, e seu irmão também...na verdade todos sentiram- ela diz
– Eu também senti falta de todos, mamãe- digo, fazendo carinho em seu rosto.
– Filha...você está bem ? Ele fez alguma coisa que você não queria ? Porque se ele fez você pode nos dizer...- eu a interrompo
– Mãe, ele não fez nada- que eu não quisesse, completo mentalmente.
– Graças a deus, acho que seu pai não suportaria, e nem eu- diz, beijando o topo da minha cabeça.
– Mudando de assunto, como estão todos ?- pergunto
– Bom...venha comigo- ela diz animada e me puxa pela casa fechando meus olhos.
De repente para e tira a mão dos meus olhos, que ainda estão fechados.
– Pode abrir- ela diz, e então eu escuto várias vozes gritando "surpresa", e vejo que todos estão ali.Tia mia, Ava, tio Ethan, Teddy, vovó, vovô, tia Kate, tio Elliot e o papai.
Além da sala que está com um faixa pendurada escrito "Bem vinda de volta, Phoebe".
– Obrigada, família- digo e logo começo a abraçar todos.
Ava me puxa para um canto e diz:
– Precisamos conversar- fala e logo sai me arrastando para o meu quarto.
Quando entramos nele de novo, ela começa a andar de um lado para o outro nervosa e então respira fundo e me encara.
– Phoebe...eu sei que você voltou agora e me fala o que aconteceu, pode ser sincera comigo. Lembra de como fazíamos quando éramos crianças, contávamos uma pra outra o que nós afligíamos depois de respirar fundo. Você primeiro- diz, respiro fundo e falo:
– Não tenho nada a contar- digo dando de ombros e então ela respira fundo e diz:
– Eu to grávida- e meu queixo vai ao chão.
– Grá-vida- digo, e então a abraço, ainda chocada com a notícia do novo Grey- isso é lindo, você e meu irmão tendo um bebê...ele te ama e vai ficar muito feliz quando souber, diga a ele. Ah e eu sou a madrinha, ok. Isso não é um pedido- digo e dou-lhe uma piscadela.
– Eu vou contar...hoje a noite, quando estivemos no quarto dele...eu vou contar, mas eu tenho medo Phoebe, eu tenho apenas 17 anos- diz e eu faço "ok" com a cabeça.
– Você está de quanto tempo?- pergunto
– A médica disse que estou com 4 meses, mas quando eu soube, eu estava com quase 3 meses...eu soube que estava grávida no dia do aniversário do Teddy...só que com o sequestro,não achei um momento bom para falar com ele- diz e da de ombros, mas conheço minha amiga...e sei que ela está com medo.
– Como você conseguiu esconder por tanto tempo ?!- pergunto meio incrédula por ninguém ter percebido.
– Eu comecei a usar roupas um pouco mais largas e como você estava desaparecida ninguém reparou...mas agora eles vão começar a estranhar e você é a única que sabe, pelo menos até eu contar para o Teddy- ela diz
– Oh...não se preocupe, vai dar tudo certo- digo e saímos abraçadas para a sala.
Todos nós olham e fazem um sonoro "awwww", e me sinto em casa de novo.
Eu olho para todos e ainda abraçada a Ava, digo:
– Eu sei que muita coisa mudou nesse ultimo mês e meio. Também sei que não posso fingir que nada aconteceu, mas eu queria que tentássemos seguir como nós éramos antes- digo e dou um sorriso tímido, mas verdadeiro a todos, que apenas assentem com a cabeça concordando comigo.
Depois de risos e de um almoço em família, todos foram embora, menos a Ava que vai dormir aqui em casa.
Aproveito e vou para meu quarto, coloco um biquíni preto e vou pegar um sol na piscina.
Levo meu IPod e os fones de ouvido, e me deito na beira da piscina deixando a luz quente do sol aquecer minha pele.
Ligo o IPod e coloco no aleatório, me deixando levar pela música que toca: Florence+ The Machine- Addicted to Love
Essa música me lembra Jonathan, o que será que ele está fazendo agora? Provavelmente já deve estar com outra garota e me esquecido, como ele deixou claro não passei de diversão para ele, apenas mais uma de suas muitas conquistas.
A música rola, enquanto eu deixo uma de minhas mãos sob a água da piscina que não está fria.
Desligo o IPod e me jogo dentro da água na esperança de que com ela, todas as minha dúvidas, minhas decepções e medos de esvaíssem.
Han...como se um banho de piscina pudesse fazer isso.
Saio da água e vejo meu pai com uma toalha para mim em mãos.
– Oi, pai- ele me entrega a toalha em suas mãos- obrigada- digo.
– Filha sei que está cedo, mas você sabe em meu aniversário você não estava presente...e para celebrar que voltou e para celebrar meu aniversário também sua tia mia sugeriu uma festa a fantasia e eu irei concordar se você quiser...mas se achar que está cedo eu...- eu o interrompo
– Vai ser legal, pai- digo e lhe dou um sorriso sincero ou ao menos a tentativa de um.
Meu pai sorri e diz:
– Que bom, minha princesinha...vamos celebrar seu retorno-
– Pai...a mídia sabe do meu sumiço?
– Não, dissemos que você estava viajando pela Europa...não queríamos você exposta a mídia e a polícia achou que dificultaria as buscas. Se bem que a polícia não fez merda nenhuma- ele diz, revoltado.
– Bom, mas eu estou aqui certo...pai quero esquecer tudo e seguir como se nada tiver acontecido- digo a ele e faço carinho em seu rosto, ele suspira e me olha
– Mas aconteceu filha...e eu quero te perguntar o que aconteceu entre você e Jonathan...ele lhe obrigou a fazer- ele engole as palavras como se aquilo doesse e enfim fala- filha, Jonathan fez algo com você que você não quisesse?- ele aguarda a aflito minha resposta
– Não, pai...ele não me obrigou a fazer nada- digo e ele suspira aliviado.
– Que bom, isso estava me matando- diz e me abraça- desculpa não ter lhe protegido dele-
– Pai...a culpa não é sua- digo e nós entramos abraçados em casa.
Subo para meu quarto e tomo um banho quente, me lembrando do dia em que invadi o banheiro de Jonathan e também do dia em que eu ia tomar banho e Jonathan entrou no banheiro...Jonathan...Jonathan, porque é tão difícil esquecê-lo e seguir em frente ? Ah é lembrei, porque eu amo aquele filho da puta criminoso, escroto, lindo...e...
Nesse momento involuntariamente meus olhos se enchem de lágrimas e eu afasto qualquer pensamento em relação a Jonathan, porque cansei de sofrer.
Me arrumo e desço para jantar com minha família pela primeira vez após o sequestro...que eu apesar de me obrigar a esquecer, me lembro...irônico não ?!
O jantar segue normalmente...Ava está ao lado de meu irmão, meio nervosa e minha mãe percebe, mas Teddy e meu pai não. Então está tudo numa boa.
Depois do jantar, Teddy e Ava seguem para o quarto de Teddy, mamãe e papai seguem se beijando para o quarto deles e eu sigo para o meu quarto.
Entro, visto o pijama e tento fechar os olhos, mas até em meus sonhos vejo os lindos olhos de Jonathan...e por um momento acreditei que ele estava em meu quarto.