Amores, Mentiras & Segredos
5 Capítulo 3

NARRAÇÃO POR:
Serena van der Woodsen
ON: Flashback
Aconteceu há 15 anos.
Universidade de Oxford
(Inglaterra, Reino Unido)
12 de fevereiro de 2007.
Minha vontade é de socar esse tal Juan, pois o que ele tem de gato tem o dobro de babaquice, porque, não tem o mínimo de sentido ele me chamar duas horas depois do horário letivo na sala da coordenação do curso para conversar sendo que nem fui eu quem o desrespeitou em aula e sim a cubana de olhos verdes. Agora estou sentada numa cadeira dura esperando pacientemente o cabeludo aparecer, enquanto, meu estômago dá sinais de fome dupla.
— Boa tarde! — Juan comenta adentrando na sala e logo sinto seu perfume com cheiro amadeirado invadir minhas narinas.
— Boa tarde! — Respondo de volta educadamente. — Por qual razão estou aqui? — Sou direta em questioná-lo, porque sinceramente, não sou obrigada a aturar um professor totalmente desconhecido criando problemas comigo no primeiro dia de aula.
— Serena van der Woodsen, correto? — Ele pergunta meu nome, enquanto pude observá-lo melhor e pelo amor de Deus, sem condições para tamanha beleza. O sorriso de lado malandro nos lábios e os cabelos jogados entre os ombros são uma combinação perfeita, um convite sem fim para me perder em seu corpo, sentindo suas mãos me acariciando e por milésimos de segundo quase saiu de meus lábios "Me beija", contudo, rapidamente aterrissei em terras firmes e consegui respondê-lo.
— Sim! — Respondo fingindo desinteresse. — O que fiz de errado?
— O que fez de errado? — Juan reproduz minha pergunta me deixando mais confusa do que já estou. — Além de falar dez línguas e obter nota máxima na prova para conseguir uma bolsa... Acredito que não fez nada de errado. Estou genuinamente impressionado com sua ficha, além disso, soube da necessidade de um lugar para se instalar durante o recesso da universidade.
— É verdade. — Confirmo as informações com alívio. — A faculdade me concedeu um loft pequeno durante as últimas três semanas, mas soube que tem um quarto me esperando. — Dou um sorriso sem graça. — Peço desculpas pelo comportamento em aula, suponho que atrapalhei seu flerte. — Mordo o lábio ansiosa e com medo de receber uma resposta grosseira.
Para minha surpresa Juan solta uma gargalhada ensurdecedora fazendo-me questionar qual foi a piada que perdi.
— Flerte? — Juan pergunta entre risos hilários, enquanto vejo seu peitoral à mostra.
— Ué se aquilo entre você e a Hanna dos olhos verdes não foi um flerte o que mais pode ser? — Questiono verdadeiramente confusa. O deboche desse homem está me incomodando mesmo ele aparentando ser um bom rapaz. — Carla e eu jamais flertaríamos. — Juan me responde convicto e seu olhar era de mistério. — Senhorita Van der Woodsen é bom limpar os pensamentos impuros, porque, mente vazia é a oficina do diabo.
— Você está tentando me passar como doida? — Rebato visivelmente constrangida — Os meus olhos viram e meus ouvidos ouviram o que rolou na sala, até para fora a garota de três nomes foi por sua culpa.
— Criança linda de cabelos louros e olhos azuis... Irmãos não transam! — Juan responde novamente sorrindo. — Aquela montanha de cabelos pretos, sobrancelhas da Frida Khalo e energia caótica é minha irmã caçula.
Ao ouvir isso minha dignidade foi para o chão, porque, dentre tantas possibilidades "irmãos" nunca esteve na lista.
— Está me dizendo que Hanna é sua irmã? — O questiono a fim de reafirmar a informação. — Não faz sentido... — Digo sem graça.
— Somos. Carlinha, ou melhor, Hanna é minha pequena flor espinhosa. — Juan responde sorrindo com os dentes brancos perfeitamente alinhados. — Hanna gostou de você e apesar de toda energia caótica que minha irmã emana é uma boa garota e o Benício é um cara de sorte. — Juan me olha de modo acolhedor. — Seu bebê ficará chocado ao saber que tem uma mamãe tão "sacana". Brincadeiras à parte senhorita Serena, eu lhe chamei para dar as boas vindas e dizer que a universidade estará disponível para suprir suas necessidades e as necessidades do bebê.
— Obrigada, mas como sabe tanto sobre mim? — prossigo com meus questionamentos intermináveis.
— Sou professor e coordenador do curso de Direito da universidade, então, esse tipo de situação tem que chegar até mim para poder serem resolvidas e fui eu quem corrigiu sua avaliação. Ressalvo, ótima escrita, argumentação e conhecimento lógico sobre o curso. Então de certa forma seria questão de tempo para nos conhecermos, mas por ironia do destino eis que a senhorita acabou sendo minha aluna e colega de quarto de minha irmã.
— Hanna será minha colega de quarto também? — Sorrio, após perguntar.
— Se eu fosse você não ficaria animada. — Juan ri. — A Hanna é cabeluda, cabeçuda, espaçosa e fala demais, isso sem entrar em detalhes da relação cão e gato com o Benício, dito isso, daqui uma semana tenho certeza de que terei de socorrer minha irmã e suspender você... — Juan joga os cabelos para trás e logo se levanta fazendo-me analisá-lo de corpo inteiro. — Alguém irá entrar nessa sala dizendo que você jogou a Hanna janela abaixo.
— O seu humor é sempre acidamente fofo assim ou é só comigo? — Pergunto fingindo ofensa e vejo pela primeira vez Juan encabulado.
— Ah para! Eu consigo interpretar o lobo mau também. — O moreno responde e dessa vez eu posso jurar que senti uma pitada de malícia em sua voz.
— Falou, então, Juan lobo mau cabeludo das ilhas de Cojimar. — Rebato sorrindo.
— É verdade que a chapeuzinho vermelho era loira? — Juan me pergunta fazendo-me ficar completamente sem reação. — Ah! pode me chamar de Henrique.
— Acho que era ruiva... — Digo tentando não prolongar essa conversa aleatoriamente maliciosa.
— Até parece que uma garota inteligente igual a você não conhece e sabe diferenciar a chapeuzinho da Ariel. — Juan, ou melhor, Henrique abre novamente o sorriso. — Também sou inteligente e não vou mais te constranger, até porque a senhorita deve voltar com o pai de seu bebê. Enfim, seja bem-vinda a Universidade de Oxford e o que precisar pode me procurar, pois estou a sua disposição.
— Muito obrigada. — Digo sorridente. — Você é uma pessoa incrível.
X
Finalmente estou conhecendo o meu dormitório e sinto um grande alívio ao ver minha cama arrumada e tudo organizado, pois, a reitoria da faculdade deixou tudo pronto, meu trabalho será apenas o de guardar minhas roupas e materiais. Assim que me sento na cama sinto o cansaço do dia me atingir e logo o comentário de Henrique a respeito de Nate vem em meu pensamento.
Ao ouvir Henrique dizer que em algum momento vou voltar com o pai de meu bebê um tremendo reboliço se alastrou dentro de mim, ocasionando uma imensa vontade de chorar, uma sensação semelhante a um tsunami me invadindo, porque no fim das contas, Nate não deu a mínima para mim ou nosso filho. Anne me prometeu que falaria com ele sobre o assunto, mas estou em outro país há praticamente um mês e nada acontecera.
Opto por não responder as mensagens que meu ex-namorado me enviou, porque, eu acredito que falar sobre uma vida que logo virá ao mundo não se resolve através de uma ligação ou torpedo. É algo maior do que um simples bilhetinho dizendo: "Oi amor, estou grávida, então temos de juntar nossas tralhas e nos casar". E de toda forma, Nate parece muito bem acompanhado e resolvido e eu sou tudo, menos empata foda dos outros.
Metade de minha vida está resolvida, pois tenho um lugar para ficar, mas a outra metade tem de ser resolvida logo e ela se chama: "arrumar um emprego".
NARRAÇÃO POR:
Serena van der Woodsen
OFF: Flashback
Aconteceu há 15 anos.
Universidade de Oxford
(Inglaterra, Reino Unido)
12 de fevereiro de 2007.
XX
2007
TRÊS MESES DEPOIS
NARRAÇÃO POR:
Nate Archibald
ON: Flashback
Aconteceu há 15 anos.
Upper East Side, Manhattan
(Nova Iorque, Estados Unidos)
20 de abril de 2007.
Faz três meses que Serena evaporou dos Estados Unidos e diferentemente das outras vezes ninguém sabe onde minha ex-namorada pode estar. Eu poderia não me preocupar e dizer que está tudo bem, mas não está, não desta vez, porque minha ex-sogra e meu ex-cunhado também desapareceram da face da terra e algo me diz que isso tem ligação com o sumiço dela.
Sinto-me culpado com o desaparecimento, porque nós brigamos na virada do ano em plena Times Square e comentei olhando em seus olhos que o melhor era ela sumir de minha vida e me deixar viver em paz, mas a real é que eu jamais cogitei que Serena levaria a sério algo dito no calor da discussão. Fora que nós dois sempre tivemos brigas bobas e depois de um mês ela aparecia sorridente em meu quarto e rapidamente tudo se resolvia.
Agora eu estou enfiado numa relação vazia com Mayena e por mais que essa morena seja boa de cama e atenciosa não é a garota que eu amo. E pior, minha mãe dispõe de um apoio total nesse namoro fadado ao fracasso tal qual como o naufrágio do Titanic em 1912. Minha culpa de ter feito algo errado se alastra todas as vezes em que me recordo dos inúmeros SMS enviados e nenhum deles sequer visualizados, porém, mesmo recebendo o silêncio como resposta imagino que Serena está bem, afinal, se estivesse no limbo já teria voltado.
Outro lance macabro são os rumores que a família Van der Woodsen estão falidos e sumiram do mapa, entendo que, ser pobre para nós da alta sociedade acaba por se tornar uma vergonha que deve ser escondida, mas sumir sem ao menos dizer para onde está indo é estranho.
Pego porta retrato e observo a foto favorita de nós dois e tento não me deixar levar pelos sentimentos, mas é impossível segurar quando há um par de olhos azuis brilhando e seu complemento é o sorriso mais puro e doce que já conheci. Peço encarecidamente para o universo protegê-la e voltar o mais breve possível, pois sinto sua falta.
Suplico aos céus para que Serena volte e de preferência que seja para mim, e pelo menos o que me conforta é saber que minha garota não está com Dan Humphrey, porque esse babaca continua por aqui e nesses três meses vive fingindo preocupação e enchendo as pessoas de perguntas sobre Serena. Nunca vi garoto mais ridículo igual a ele, de início pensei que fosse implicância de Chuck e Blair com esse homem, mas depois de vê-lo se enfiar na relação entre mim e Serena pude perceber que esse pobretão é um verdadeiro panaca.
Ouço a porta do meu quarto se abrir e quando levanto o olhar vejo minha mãe ao pé da porta olhando-me cautelosa. Conheço dona Anne Archibald como ninguém e sei que por essa postura algo bombástico será relatado, dou espaço para que minha mãe entre e ela assim o faz.
— Está triste, querido? — Minha mãe me questiona, enrolando para falar o que realmente quer.
— Apenas pensando na vida. — Rebato. — Mas, vamos lá, o que quer falar comigo? Sabe que eu lhe conheço melhor que o papai e imagino que tem algo a conversar.
Vejo minha mãe abrir um sorriso doloroso como se quisesse chorar e logo me preocupei, afinal, Anne Archibald é como uma rocha, difícil de se desprender a ponto de cair em prantos.
— Esse seu olhar... Devo me preocupar? — pergunto esperando o pior.
— Se preocupar? Talvez! — Anne me responde. — Serei direta contigo, Nate... Vim falar sobre a Serena.
Arregalo meus olhos completamente entusiasmados com a notícia, mas observo o semblante de minha mãe continuar, sério e volto a uma postura retraída.
— Não se anime! — Minha mãe comenta. — Eu quero que saiba quem realmente é essa cretina da Serena. Eu sei que vai te machucar ouvir isso, mas a sua amada ex-namorada é uma vadia, calculista e assassina.
Bom, em primeiro lugar quero que saiba que como mãe nunca desejo o seu mau, por isso, paguei detetives para descobrir o paradeiro daquela cretina. — Minha mãe fala com ódio na voz. — E eu sei será difícil ouvir essas palavras quando se trata da pessoa pela qual somos apaixonados, mas é isso meu amor. Serena é uma cretina da pior espécie.
— Fala logo o que tem para falar! — Digo impaciente.
— Você sabe que a família dessa pilantra sumiu há duas semanas, não? — Minha mãe me pergunta esperando uma resposta.
— Sim. Eu soube que estão falidos. — Comento sem muito entusiasmo. — Mas onde Serena se encaixa nessa história?
— E se eu te disser que sua ex-namorada estava grávida? É querido! Parabéns, você era papai e nossa família teria um novo herdeiro, mas não se anime, porque a vagabunda que você projetou o esperma fez isso apenas em troca de dinheiro.
— O quê? — Grito chocado e alterado. — Que merda é essa?
— Serena me procurou há duas semanas, para ser mais precisa em 6 de abril deste ano... A sua amada S esteve em contato comigo, pedindo uma ótima quantia para sua família e em troca a mesma me entregaria o filho de vocês, mas por motivos óbvios eu não aceitei essa proposta absurda. Confesso, a frieza dela em falar do próprio filho me assustou, mas o que eu vi depois foi pior ainda.
Neguei-me a pagá-la para ter uma criança que é meu sangue em troca de dinheiro para sustentar os luxos dela e Lily, mas Serena mostrou-se completamente desequilibrada, então com a recusa da proposta aquela mulherzinha suja e mau caráter praticou um aborto clandestino tirando o seu filho e o meu neto. O neto que eu não pude ver o rosto, mas amava desde o instante de soube de sua existência.
— Como? — grito incrédulo sem acreditar no que estou ouvindo. É mentira, não pode ser real, porque Serena é doce demais para fazer algo tão monstruoso. — Isso é uma piada? — Pergunto de volta ansiando para ser de fato uma piada.
— Não tem piada nenhuma, Nathaniel! — Minha mãe, rebate fazendo meu mundo desmoronar. — Serena esteve grávida durante esse tempo, sumiu para criar alarde e quando apareceu com a barriga a mostra resolveu me chantagear pedindo dinheiro em troca de entregar a criança. Claro que o bebê sendo criado por nossa família seria um grande privilégio, mas recusei em nome dos Van der Bilt, porque aquela rampeira usaria o filho dela como barganha de sustento daquela família de acomodados.
Serena ingeriu uma porcaria de um chá abortivo que em situações normais lhe causaria dores insuportáveis, mas as drogas que ela usou no processo foi para não sentir e ajudou bastante. E por falar em drogas, era algo que aquela pilantra estava acostumada, mas nenhuma surpresa. — Minha mãe diz.
Ao ouvir metade do relato minha cabeça começa a girar, enquanto as palavras de minha mãe ecoam como um 'looping' eterno. — Onde ela está? — Pergunto me referindo a minha ex.
— Eu não sei. — Minha mãe responde, enquanto lágrimas cai de seus olhos. — Quem está com Serena sumiu levando-a rapidamente meu amor. — Anne me responde abalada. — Eu lutei bastante para lhe contar isso, mas aquele bebê era seu filho e meu neto e é um direito seu saber. — Minha mãe me olha com dor e pena. — Sinto muito pela sua perda e por nem sequer poder decidir o destino daquela pobre criança que chora agora no céu.
Descobrir que Serena sumiu por si já me consumia dia a dia, mas agora ao receber a notícia que ela teve a cretinice de abortar nosso filho me faz pensar que a garota que conheci e ainda amo não existe. Óbvio que Serena por si só é o protótipo de garotinha fútil, mas a ponto de usar uma pobre alma em troca de dinheiro é absurdo num nível que nem a mente diabólica de Blair pode explicar.
Nunca imaginei que a minha garotinha doce e alegre, a menina que sempre me despertou sentimentos positivos, agora me fez enxergá-la como o ser humano mais podre que cruzou minha vida.
E para ser sincero não importa onde Serena está neste momento. De uma forma ou de outra eu vou achá-la e essa vagabunda irá pagar pelo que fez comigo, com o meu filho e com minha família.
NARRAÇÃO POR:
Nate Archibald
OFF: Flashback
Aconteceu há 15 anos.
Upper East Side, Manhattan
(Nova Iorque, Estados Unidos)
20 de abril de 2007.
XXX
NARRAÇÃO EM: 3ª PESSOA
FLASHBACK ON:
Agosto de 2007
O mês de agosto finalmente chegou trazendo consigo dores, inchaços, contrações e ansiedade para a inocente mamãe de primeira viagem, porém, mesmo diante de todos esses problemas Serena sentia-se preparada para o nascimento deste pequeno ser de luz. E segundo os cálculos do obstetra que lhe acompanhará durante a gestação, o nascimento será para o meio do mês de agosto, após o dia 20.
Enquanto seu bebê não avisava que estava na hora de vir ao mundo, a mamãe babona ficava pintando os quadros para preencher a galeria da universidade e claro ganhar um dinheiro para prover o sustento da criança. Praticar educação artística soava como uma terapia relaxante porque, enquanto pintava os quadros ou escrevia frases aleatórias intituladas como poemas reflexivos, Serena não pensava na dor do abandono que o pai de seu bebê lhe causara.
A ex-sogra sabia onde Serena estava, porque a loura conseguiu contato deixando a mãe de seu ex-namorado por dentro da situação e ciente que o parto estava para ocorrer, porém, a matriarca da família Archibald pareceu pouco se importar com isso. Ou melhor, Anne prometeu vê-la, lhe dar auxílio e tudo o que a mãe de seu neto necessitasse, entretanto, até o presente momento não passou de uma promessa malfeita.
Dando um tiro no escuro a loira escolheu um lugar acolhedor como a Inglaterra e por um ato puramente de sorte Serena conquistou a universidade dos sonhos, independência financeira, um bom apartamento e amigos para lhe socorrer nos momentos de perrengue. Analisando de fora vemos que foi uma jogada arriscada, mas a garota tirou de letra e soube contornar até aqui todos os caminhos sinuosos.
20 de agosto de 2007
E foi em 20 de agosto de 2007 que o pequeno Arthur Van der Woodsen deu o primeiro choro, alegrando a vida de sua mãe e de todos ao redor deles. O pequeno rapazinho era alegre, agitado e faminto, pois mamava dia e noite. Como mãe, Serena percebia o quanto seu filho era um leonino nato, pois as caras e bocas, enquanto a mamãe lhe trocava diante do espelho era parte da rotina de seu meninão, isso sem contar o quanto o pequeno Arthur passa horas sorrindo com a boca banguela e batia as palminhas.
Apesar do pequeno Arthur sofrer com a ausência de seu verdadeiro pai, S teve a sorte de ter pessoas como Henrique e Benício em seu círculo de amigos, pois desta forma "seu pequeno príncipe" tinha o privilégio de conhecer figuras masculinas que o educaram como bons tios corujas.
Benício e Hanna desde início acompanharam a gestação e por conta disso, Serena decidiu que o casal seria os padrinhos de seu garotinho e ambos aceitaram de bom grado e muita felicidade, além deles, a loura pode contar com a ajuda de sua colega de apartamento que cuidava do menino, enquanto Serena estudava e trabalhava para pagar as despesas e prover de alimentos para dos três.
Dezembro de 2007
O pequeno Arthur completará quatro meses de vida e Serena van der Woodsen sentia-se uma nova mulher pessoa e agora em vez de se lamentar por tudo o que lhe aconteceu há meses detinha um olhar mais otimista e um motivo para continuar a lutar por seus objetivos.
Mesmo em licença a maternidade remunerada Serena não deixou de estudar e manter-se na faculdade e mesclou a remuneração concedida por lei com suas pinturas que lhe deram um belo dinheiro extra. Outro assunto que também aprendeu levar da melhor maneira foi a ausência de Nate, antes chorava martirizando para descobrir os motivos que o fizeram ao menos ligar... pobre garota, se ela soubesse o que lhe aguardava.
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