Amores, Mentiras & Segredos
6 Capítulo 4.
NARRAÇÃO EM: 3ª PESSOA
FLASHBACK ON:
Janeiro 2008
Com o crescimento do pequeno Arthur, Serena agora necessitava de uma babá para ajudá-la a cuidar de seu menininho. E mesmo não tendo muitos recursos financeiros para oferecer a alguém a loura não se abateu e correu atrás da solução.
Infelizmente as dificuldades financeiras lhe barravam de prover meios de dar ao filho uma saúde e criação de qualidade e isso a incomodava. Além disso, era consciente e sabia que nenhuma pessoa por mais necessitada e bondosa que fosse não aceitaria receber um valor raso para cuidar de um bebê de cinco meses.
Um fato: a loura recusava-se a renunciar a seus estudos e obviamente todas as conquistas, por conta dessa adversidade. E diante de tantos acontecimentos ocorridos no ano de 2007 e claro, nascimento do bebê, a jovem mãe de primeira viagem e agora com 18 anos completos, pode compreender que não existe dificuldade que não seja possível superar, sendo assim, não jogaria a toalha, porque encontraria a babá ideal para o adorável Arthur.
Mas, nem todos os assuntos estão imunes à sua imaturidade, porque, quando se trata do pai de Arthur, Serena evita falar. Evita unicamente falar deste assunto e enrola todos a sua volta, talvez por medo de jogar fogo nas feridas, e às vezes, para não expor o rancor que seu coração nutre dia a dia com negligência que jamais esperou receber de uma pessoa que um dia foi seu grande amor.
Nos fins de semana a jovem e mãe solo decidiu trabalhar como garçonete na lanchonete de Benício Marin. Ben, como os íntimos chamam, é o namorado de sua amiga Hanna e por tabela acabou tornando-se amigo da loura também.
Com a amizade crescente e a ajuda nos tempos difíceis, foi fácil para Serena convidar o casal para batizar seu pequeno príncipe. Foi Ben quem lhe ofereceu emprego logo de cara, mas quando soube que estava gestante recusou a contratação, por acreditar que os trabalhos na lanchonete eram pesados demais para uma garota grávida de quatro meses (a época).
Agora a situação é diferente, as despesas estão cada vez maiores e por isso se faz necessário uma renda extra. Não que Serena seja uma mulher completamente sem instrução e educação financeira, há um dinheiro reservado todos os meses para aplicações bancárias e demais investimentos, uma espécie de poupança para as necessidades extras dela e do menino, porém, para tocar nesse dinheiro será apenas a última opção.
NARRAÇÃO EM: 3ª PESSOA
FLASHBACK OFF:
Janeiro de 2008
X
NARRAÇÃO POR:
Serena van der Woodsen
ON: Flashback
Aconteceu há 14 anos.
(Inglaterra, Reino Unido)
Fevereiro de 2008.
— Preciso arrumar uma pessoa para cuidar do Arthur, porque infelizmente tenho a necessidade de trabalhar e por mais que tenha creche onde posso deixar meu bebê junto a outras crianças prefiro que uma pessoa de minha confiança cuide dele. — Comento com Hanna, enquanto espero minha amiga terminar o café da manhã.
—E como vai fazer? — Hanna me questiona de volta. — Arthur tem apenas cinco meses e não dá para você se dividir em três.
— Não faço ideia, mas vou encontrar a solução, porque é o que tenho feito desde janeiro do ano passado. — Respondo com a voz otimista. — Vou encontrar alguém para cuidar de meu filho e isso será em breve.
Vejo Hanna terminar de comer o último pedaço do pão integral e rapidamente se levantar.
—Sei que detesta falar sobre, mas Serena, a sua ex-sogra não lhe concederia uma ajuda? — Hanna me questiona sobre o assunto que evito a todo momento. Evito falar a respeito de Nate ou Anne, porque a negligência me dói, mas preciso seguir e dessa forma, não tocar no assunto e uma das armas que decidir usar como defesa.
Tenho consciência que em algum momento terei de falar sobre, entretanto, por enquanto Arthur é apenas um bebê e por mais que tenho certa dificuldade para criá-lo entendo que o calor paterno não lhe faz falta, porque meu menino é pequeno demais para entender que não tem uma figura paterna ao seu lado, então de certa forma estou conseguindo suprir essa necessidade.
Saindo do transe respondo minha comadre a mesma resposta frígida de sempre: — Não quero falar sobre isso. —Proclamo com obviedade. — Tenho coisas mais importantes para resolver atualmente.
— Sabe que adiar e se enganar não é a solução, ne? — Hanna comenta me olhando com repreensão. — Uma hora tudo isso vai explodir e você não vai saber lidar com os próprios sentimentos, porém, eu estou do seu lado, independente do que aconteceu no passado.
— Obrigada por ser a amiga que eu sempre procurei, enquanto estive nos Estados Unidos e nunca encontrei. — Comento com a voz trêmula. — Enfim, eu preciso de algo extra, só as pinturas na galeria da Oxford não será o bastante para despesas, porque o meu auxílio maternidade está para acabar agora no fim deste mês e no próximo tenho que ter um dinheiro extra, porque o bebê está indo para o sétimo mês.
— Adoraria poder cuidar de meu afilhadinho, mas entendo você, porque temos faculdade e eu preciso de trabalho. — Hanna fez uma expressão de desapontamento perante minha situação. — Gostaria de te ajudar, mas não tenho nada em mente.
X
A noite chegou e eu continuo pensativa sobre como arrumar uma renda extra e uma pessoa para cuidar de meu bebê. Sei que sou uma mulher forte e cheguei aonde estou devido ao meu árduo empenho, mas, tocar no dinheiro que deixei aplicado em nome do Arthur não é uma possibilidade. Olho meu menino que dorme como um anjinho e lágrimas de desespero me invadem, mas tento pensar positivo, pois choros, gritos e desespero não são a solução, na realidade nunca foi. Levanto-me indo até à cozinha para fazer um chá, porque essa é a única forma de ter uma noite tranquila.
Devido à licença a maternidade estou morando fora do campus, porém, na Kitnet cedida pela própria universidade, mas faço as atividades em casa e envio tudo através de Hanna que comparece diariamente para deixar o conteúdo e se não fosse por essa ajuda, definitivamente não estaria levando o curso. Ouço pisadas no corredor e fico em pé em frente a porta e no instante seguinte ouço duas batidas leves na porta, abro rapidamente e vejo Hanna e Ben parados em pé.
— E aí, como está? — Ben me questiona.
— Estou bem. — Digo desanimada.
— E o meu gordinho, está dormindo? — Ben sorri ao falar sobre Arthur. Todas as vezes que vejo os olhos de Benício e Hanna ao falar de meu filho sinto meu coração aquecer, pois, sei que fiz a escolha certa em dar meu bebê para esse casal batizar.
— Oh! A bolinha de queijo está num sono profundo, mas eu estou bem pensativa. — Confesso olhando para eles. — A Hanna já sabe e acredito que lhe contou.
— Exato. — Ben sorrir. — E é por isso que estamos aqui. — Benício comenta com um sorriso insistente nos lábios. — Uma das garçonetes da lanchonete pediu as contas e eu preciso de alguém para ficar no lugar dela, nos fins de semana. Então, cê topa?
— Tá! falando sério? — Digo sorrindo. — É lógico que eu quero, Ben, e mesmo se eu não quisesse teria de aceitar também, porque as contas não param de chegar.
— Como sei que você precisa muito, vou te contratar apenas para os fins de semana, mas pagar um salário como se trabalhasse diariamente, entretanto, isso é segredo nosso, ninguém que trabalha na lanchonete poderá saber. E sei que precisa de uma pessoa pra cuidar da bolinha e falei com a minha prima Tara. Ela é uma pessoa amorosa e sempre cuidou de crianças, então está apta para cuidar do Arthur.
— Ben... Eu não sei nem como lhe agradecer, mas a Tara cobra quanto? — Pergunto preocupada.
— Já combinei o valor com Tara e vamos fazer assim, vou descontar diretamente do que irei lhe pagar, dessa forma, vou descontar U$500 dólares de seu salário que é U$1.500 dólares por mês para pagar a Tara.
— Ben e Hanna... Eu não tenho palavras para explicar minha gratidão por tudo que vocês e o Henrique tem feito por mim e por meu filho. — Digo com os olhos marejados. — Nem em meus melhores sonhos de uma vida feliz e em paz conseguir visualizar amigos leais e verdadeiros como os três.
— Quanto drama. — Hanna comenta fingindo desdém.
NARRAÇÃO POR:
Serena van der Woodsen
OFF: Flashback
Aconteceu há 14 anos.
(Inglaterra, Reino Unido)
Fevereiro de 2008.
X
NARRAÇÃO EM: 3ª PESSOA
FLASHBACK ON:
Abril de 2008
O pequeno Arthur havia completado 8 meses de vida e agora Serena respirava aliviada por conseguir conciliar a vida entre universidade, trabalho e maternidade. Tara Coller trabalhava como babá do filho da loira, mas além dessa questão ambas criaram um laço de amizade e por conta disso tudo se tornava mais fácil.
A senhorita Tara Coller era uma jovem negra prima de Benício Marin e há pouco menos de três meses chegará de Montreal (Canadá) para tentar a sorte na Inglaterra e como precisava de um lugar para ficar e um emprego para se manter, para ajudá-la Ben deu a ideia a Serena para contratar Coller como babá do pequeno Arthur, mas as conversas particulares entre a dupla fizeram-nas por fim entrar em acordo de morar juntas e dividir as despesas, e por óbvio, a moça cuidar do menino.
Por sorte o bebê era um amorzinho e devido à idade não necessitava tanto do leite materno, porque comia papinha e alguns alimentos iguais aos dos adultos.
Para falar a verdade o pequeno Arthur detinha uma saúde de ferro e uma energia fora do comum e para fazê-lo dormir tornava-se quase missão impossível para a pobre babá que por vezes se sentia exausta de pegar a bolinha de futebol no formato infantil.
X
Foi numa tarde qualquer do mês de abril que Serena van der Woodsen e Dan Humphrey se reencontraram.
O reencontro aconteceu na galeria de artes da universidade de Oxford e por mais surpresa que Serena estava devido a situação, não era estranho encontrar Daniel num evento do gênero, mas por outro lado, estranho era ela sendo a "artista" da exposição artística local.
A loura não sabia definir se era bom ou ruim reencontrar alguém de seu passado naquela altura, porque, sim, Dan foi seu amigo colorido, e sim, houve um momento que precisou de um rosto conhecido, contudo, agora já faz mais de um ano, não há necessidade.
Hesitou por um momento em conversar com ele, porém, logo percebeu que agir como uma fugitiva perante Dan não era certo, pois, o rapaz não sabia o que aconteceu no ano anterior.
Tentou agir com naturalidade, enquanto via de soslaio Daniel analisando os quadros da galeria, ou melhor, analisando suas obras de arte exposta na galeria de Oxford e mesmo que fingisse manter a calma não pode, porque, Dan era o primeiro conhecido que estava analisando o trabalho da loura com afinco e admiração.
NARRAÇÃO EM: 3ª PESSOA
FLASHBACK OFF:
Abril de 2008
X
NARRAÇÃO POR:
Serena van der Woodsen
ON: Flashback
Aconteceu há 14 anos.
(Inglaterra, Reino Unido)
Abril de 2008.
— Boa tarde. — Ouço a voz dócil de Dan Humphrey ecoar em meus ouvidos. Me viro educadamente e os olhos esbugalhados de surpresa me fazem rir.
— Serena!? — Dan me pergunta sem acreditar.
— Oi Dan! — Respondo dando um sorriso sincero. — Que mundo pequeno.
— Bota pequeno nisso... — Daniel prossegue com o assunto. — Bom pelo que estou observando você e a garota que trabalha aqui na galeria. Sabe me dizer quem é responsável por todos esses quadros?
Dou uma risada e continuo com o assunto. — O que achou deles? Eu particularmente acho lindos! — Comento como se não conhecesse a pintora.
— São sublimes. — Dan confessa encantado. — Mas então, sabe como faço para descobrir e entrar em contato com o criador?
— Digamos que está olhando para ela... — Solto uma risada leve. — A pintora desses quadros sou eu.
Vejo novamente o olhar surpreso de Dan sobre mim e apenas me mantenho olhando firme.
— Sim... Eu faço essas artes, Daniel! — proclamo seria, mas educada. — Nos momentos sombrios descobrimos nossos talentos e o meu e a pintura.
— Ah Meu Deus! — Dan solta um gritinho encantado. — Pablo Picasso tem uma grande concorrente.
— Ah! Para com isso! — Não sou uma pintora de alto nível. A realidade é crua comigo e estou vendendo essas coisas apenas para sobreviver.
O fato de Dan enrolar para me questionar sobre o motivo que estou morando na Inglaterra me enche de curiosidade, mas deixo as coisas fluírem como quem não quer nada.
— Então, o que faz por aqui? — pergunto primeiro que ele. — Sei que ama artes, mas nunca imaginei que viajaria para a Inglaterra apenas para ver os meus quadros. — Me gabo para descontrair. — A parte de ver minhas obras é brincadeira, pois a galeria é pública e gratuita.
— Eu? — Dan se engasga surpreso. — Estou aqui para o vestibular, porque pretendo me graduar em filosofia e a procura de um lugar para ficar.
— Pensei que seria estudante da Yale. — Sorrio.
— Percebi que aquele lugar não foi feito para pessoas como eu. — Vejo Dan se encolher visivelmente diminuído. — Yale é feita para os Bass ou Waldorf, porque, eles são caçadores e pessoas como eu, são as presas.
— Os Humphrey's e a arte de diminuir as próprias honras e conquistas apenas por não ter condições financeiras. — Comento com a voz acolhedora. — A vida aqui fora é maior do que se imagina, Daniel. Pessoas como Blair e Chuck no fim das contas são apenas cobertas de privilégios, pois nunca se viram obrigados a se virar sozinhos, porque no dia que a sola da bota aperta o calo, todo mundo aprende a desatar o nó e retirar os pares dos pés.
— Isso é papo de Marxista! — Ele me rebate.
— Oh Meu Deus! Henrique me paga por plantar um chip em meu cérebro e me fazer falar essas coisas. — Sou irônica.
— Henrique? — Dan me questiona. — O novo namorado?
— Namorado!? Claro que não. — Indago risonha. — Somos amigos, quase irmãos!
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NARRAÇÃO POR:
Serena van der Woodsen
ON: Flashback
Aconteceu há 14 anos.
(Inglaterra, Reino Unido)
Outubro de 2008.
Faz seis meses que eu e Dan iniciamos um namoro e me sinto grata por isso, porque ele é super companheiro e doa amor para o meu filho. Inicialmente foi um choque para o Daniel quando soube tudo o que me aconteceu em 2007, como superei as dificuldades, tive meu bebê e agora estou recomeçando.
Lembro perfeitamente o momento em que lhe contei as coisas que me ocorreram e em seu olhar havia um misto de pavor com pena. Humphrey xingou minha mãe de pilantra e me encheu de beijos nas bochechas e palavras bonitas por eu ter me tornado uma mulher tão forte.
E nesse momento percebi precisar dele ao meu lado, ousei lhe beijar e seis meses depois daquela tarde qualquer em abril cá estamos nós.
Daniel e eu agora moramos juntos e ele cuida de Arthur como se fosse o seu filho, faz meu meninão feliz e isso conforta meu coração. Mas por outro lado, Daniel causa ciúme e desconfiança por parte de meus amigos.
Por algum motivo que eu não consigo compreender Henrique e Dan se odeiam, mas se fosse apenas Henrique que o detesta estava tudo bem, mas não, Hanna, Ben e Tara também tratam Dan super mal.
Para piorar a situação Hanna, Benício e Tara vivem jogando piadas dizendo que Henrique e eu deveríamos transar de logo e depois resolver os impasses entre nós, porque é evidente o tesão recíproco entre Henrique e eu. Claro que posso e reconheço que Juan Henrique é um homem e tanto e logo quando comecei a estudar em Oxford tive uma queda por ele, porque... que homem, mas com o passar do tempo criamos apenas um laço de amizade e muito respeito, não é à toa que Henrique é o meu melhor amigo masculino e o tiozão de meu menino e obviamente estou com o Daniel e respeito meu parceiro.
E falando em meu amor, hoje Dan me prometeu fazer uma surpresa e estou quase em pânico por tamanha ansiedade. Não consigo imaginar o que seja a surpresa e isso me assusta e esse comportamento de não saber lidar com surpresas é derivado de minha criação, porque sempre tive tudo na mão e sem limites.
X
Algumas horas depois Dan chega do estágio e rapidamente me coloco em sua frente esperando impacientemente a bendita surpresa.
— Você poderia disfarçar a ansiedade! — Dan comenta aos risos — Mas conheço muito bem seu jeitinho e sei que isso é impossível.
— Vamos logo. — Comento com os olhos arregalados. — Qual é a sua surpresa?
— Sei que estamos juntos há apenas seis meses e que há uma criança que necessita de muito amor e de um pai. — Dan suspira. — Não serei hipócrita que sempre torci para Nate e você não dar certo, torci para o fim, mas torci para o fim entre os dois, porque eu queria e ainda quero lhe fazer feliz. — Daniel sorrir fofo e controlando as lágrimas. — Não é novidade nenhuma que eu te amo e sempre fui apaixonado por você, enfim... Serena, quer casar comigo?
— Sem sombra de dúvidas.
X
— Ele te pediu em casamento do nada depois de ficar apenas seis meses contigo e você aceitou? — Hanna me pergunta visivelmente desapontada. — Serena, estou com o Ben desde os meus dezoito anos, estou prestes a completar vinte e um anos em 2009 e nunca falamos sobre casamento.
— Acha que é precipitado? — Indago curiosa pela resposta de Hanna.
— Sim! Em primeiro lugar, porque você tem um bebê para criar, segundo, porque tá na cara que isso é apenas uma forma de preencher o vazio de um pai para o meu afilhado, em terceiro, tentar lutar contra seus demônios têm de ser feito sozinha, quarto, você é areia demais para esse Daniel e em quinto e último, mas não muito importante em minha argumentação para esse noivado mequetrefe: é uma falta de respeito deixar meu irmão a ver navios, enquanto, esse cara chega do nada, gruda na sua casa por seis meses e você diz sim. — Hanna revira os olhos. — Esse Daniel não presta, vai por mim... E por favor, em nome do feminismo, não aceite o "Humphrey" no nome e nem registre meu afilhado com esse sobrenome horroroso.
— Já terminou, Blair? — comento zombeteira e Hanna me olha sem entender.
NARRAÇÃO POR:
Serena van der Woodsen
OFF: Flashback
Aconteceu há 14 anos.
(Inglaterra, Reino Unido)
Outubro de 2008.
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