Amores Da Vida

9 Um pesadelo. : \


Notas iniciais
bom gente, as vezes eu gosto das pessoas sofrendo numa fic, pq alem do mais nada é uma mar de rosas. É claro que fico meio sei lá quando uma pessoa "sofre" numa fic. Mas acho que temos que mostrar os dois lados. A ruim e a boa. E Sara nesse caso, ela deixa bem claro as duas partes da vida dela.... Espero que estejam gostando. ;*

Agora eu corria o mais rápido que eu conseguia. Deixei meu cabelos soltos caírem sobre meu rosto para que ninguém visse a marca.

O portão do colégio estava aberto. Corri pra sala dos professores mas Grissom não estava ali, os corredores eram mal iluminados. Meu coração estava a mil, minha mão soava, molhando um pouco o papel. Grunhi baixo e cerrei os dentes nervosa, mas ali estava ele...

Sentado no meio do pátio da escola, com uma mala ao seu pé, olhando o céu com poucas estrelas.

- sabia que viria. – ele não me olhou e eu me aproximei. Ofegante, meu corpo tremia.

A cada passo eu diminuía a distancia entre nós. Sentei ao seu lado respirando fundo e olhei pra Grissom, sua face sonhadora e inteligente, ele olhava pras estrelas com intimidade, resolvi olhar também.

Poucas nuvens rondavam por ali... Umm, era a lua que ele admirava. Aquilo parecia tosco, engoli em seco e encarei o chão.

- Quando criança, meu pai costumava dizer que a Lua era o seu coração e que seu brilho era a intensidade de seu amor por mim! – Grissom sussurrou.

- Meu pai assinou! – coloquei o papel entre nós dois.

- Maravilha. – agora eu sentia seu olhar em cima de mim.

- Ok. – me levantei com lentidão, esperando por algo mais – Vou indo.

- Sidle. – mordi os lábios ao ouvi-lo e me virei completamente – Olhei o correio.

Não me contive, me joguei em seus braços e o abracei, isso nos fez cair no chão e com uma gargalhada amorosa, diferente Grissom se sentou me puxando do chão. Passou suas delicadas mãos em meus cabelos. A distancia entre nós só diminuía e agora nós dois sorrimos, por nada.

Até que ele viu a mancha em meu rosto, passou seu dedo com delicadeza em volta da ferida e me encarou.

- Não foi nada. – eu disse baixo. E peguei sua mão. Ele então se aproximou.

Seus lábios roçaram nos meus, suas mãos sustentava a minha cabeça e meus olhos se fechavam, seu hálito fresco e quente acariciava minha face.

- Você me faz sentir... da sua idade querida. – seus lábios faziam cocegas com os meus. Meu coração estava acelerando.

- Ei, o colégio vai fechar. – uma voz rouca vinha de trás. Me afastei de Grissom e fiquei de pé.

- Tchau. – falei baixo, já correndo.

- Sara, Sara. – Lucio resmungou quando passei por ele correndo.

Antes de virar no corredor dei mais uma olhada pra trás. Lucio gesticulava e Grissom me olhava do mesmo modo que eu o olhava... Com medo de jamais voltar a vê-lo, sorri pra ele e mordi os lábios e corri...

**~

Duas semanas tensas se passaram e a carta não tinha chego, comecei então a perder as esperanças...

Era tarde, o Sol estava quente. Antes de fechar o portão alguém me chamou. Abri e olhei, era o senhor Kelper o carteiro.

- Boa tarde sidle, carta pra ti. – ele me entregou um envelope branco com listras vermelhas – Parabéns. – ele sorriu.

Não respondi apenas peguei a carta e o encarei.

- Não vai abri-lo? – ele parecia ansioso.

Sorri, melhor, gargalhei e então abri o envelope com pressa.

E li apenas o que importava.

“Senhorita Sara sidle esta aprovada para o...”

Olhei pra Kelper e lhe dei um abraço.

- Eu vou pra Vegas. – gritei feliz e Kelper riu.

- Espera menina. Tem outra carta pra você – ele me entregou um envelope caramelo e vi o nome de Grissom nele. Olhei pra Kelper e depois pro envelope.

- Vá lá menina. – ele disse.

Corri em disparada pro meu quarto, deitei na cama e abri a carta e li:

“Olá Sara Sidle.

Parabéns. Devo lhe informar que Cath estará te esperando na rodoviária de Vegas por volta das 16:20h. do dia 13. Pegue o ônibus de viagem um que chegue por volta desse horário.

Atenciosamente Gilbert Grissom.

Ps.: Saudades.”

Fechei a carta e olhei pro calendário, me assustando.

- Não. Hoje é dia 12! Tenho que partir hoje...

Eu precisava de Jamie agora. Mas do que tudo.

**~

Jamie já vinha pra casa me ajudar. Minhas malas estavam prontas, eu estava pronta.

Minha mãe não estava em casa, meu pai estava sentado no sofá vendo algum jogo idiota.

Sentei ao seu lado no sofá esperando por meu irmão.

Olhei pra Tv, mas senti que meu pai me encarava.

- Esta linda! – ele gargalhou, estava bêbado, como sempre. Não respondi.

- Ouviu? Eu disse que... que esta bonitaa.

Eu balancei a cabeça, então sua mão pausou com brutalidade em minha perna e eu encarei sua mão.

- Igual a sua mãe mais nova... – ele riu de novo, me deixando assustada e foi aproximando sua mão nos botões da minha calça.

- Para pai. – murmurei, mas ele não parou. Meu corpo tremeu com a repulsa. Minha respiração aumentou, fiquei paralisada tentando pensar em algo.

Fiquei com nojo dele e empurrei sua mão, dando-lhe um tapa. Mas ele não aceitou a minha atitude é claro que não.

Levantei pra correr mais ele foi mais rápido me puxando pela calça me jogando no chão.

Comecei a me debater e a gritar enquanto ele segurava meus braços.

- ME SOLTA PAI. ME SOLTA. – eu gritava.

- Cala a boca. – ele apertou meus pulsos com mais força me machucando.

Mordi seu braço. Ele soltou um gemido baixo. Só parei quando ele usou sua outra mão pra me dar um tapa na cara. O tapa me deixou molenga. A ardência me enfureceu e agora ele me apertava.

- Por favor. – eu não conseguia mais lutar enquanto chorava.

- Tão linda. – ele beijava meu pescoço e com uma das mãos arriou um pouco minha calça e minha calcinha. Aquele hálito podre. Me debati de novo, mas ele me puxou e me jogou no chão batendo minha cabeça.

- Pai... para. – minha voz confundia com soluços.

Olhei nos seus olhos. Aqueles olhar diabólico, irreconhecível, malicioso e cheios de pensamentos ruins. Seus lábios com uma leve curva no canto puxado para cima num sorriso. Aquele não era meu pai.

Fechei os olhos, não queria ver mais aquele rosto repulsivo.

Eu estava sendo abusada, não por um qualquer, mas sim pelo meu próprio pai que dividia o mesmo teto que eu, o cara que me chamava de filha...

Senti sua mão tocar perto de minha virilha, meus lábios tremiam, aquilo era um pesadelo. Cadê meu irmão?

Sim, ele chegou, mas foi tarde demais.

Com uma dor horrível ele penetrou em mim me fazendo abri os olhos e dar um grito de dor.

E a escuridão tomou rumo de tudo.

Notas finais
Hn' só acho que vão me matar o.O Então até o proximo ;)