– Oi Grissom?

– Mandy, acabei de ficar sabendo através de uma corrente de fofocas que você andou fazendo comentários sobre mim e Sara!

– Eu?

– Sim, você e Wendy.

– Grissom não quero ser grosseira com o senhor, mas tenho muito mais o que fazer do que me preocupar com a vida amorosa dos outros.

– É verdade? Espero que continue pensando assim! – Disse ironicamente e desligou o celular ligando em seguida para para Wendy indagando a mesma acusação.

– Grissom eu peço minhas sinceras, estávamos comentando distraidamente, mas nossa intenção nunca foi constranger nem um de vocês dois ou tornar o comentário conhecido por outros. Hoje mesmo quando tiver oportunidade falarei pessoalmente com Sara.

– Wendy você como minha subordinada deve entender o quanto pode se tornar incomodo para nos essa situação não? Então espero que seu arrependimento seja sincero.

– Sim Grissom, realmente estou arrependida e profundamente envergonhada, me desculpe? De verdade?

– Tudo bem Wendy.

Passado isso foi para casa e encontrou Cristy ainda em casa.

– Querida? O que faz em casa?

– Não estava com vontade de ir a aula pai. – Cristy era uma garota com a pele levemente morena e cabelos escuros e lisos, muito parecida com a mãe não fosse pelos olhos azuis que vinham do pai.

– Esta se sentindo bem?

– Sim!

– Cristy está tentando ficar de castigo? Como falta a aula assim sem motivo?

– Preciso que me explique o que aconteceu. Porque deixou Rachel e porque não conheci sua nova namorada ainda?

– Minha nova namorada? Como sabe disso?

– Pai eu não sou mais uma criancinha, sei que está namorando com a moça dos SMSs.

Grissom sempre se surpreendia com a perspicácia da filha e resolve explicar-lhe.

– Filha, eu e Rachel já não existia mais fazia algum tempo, o fato de morarmos na mesma casa não diminuía a distância sentimental que se formou, foi melhor para nos dois essa separação.

– Ela veio aqui ontem depois que você foi trabalhar.

Grissom não gostou daquilo, mas tentou não demonstrar.

– O que ela queria?

– Conversar comigo. Me pediu para dormir aqui...

– O que? Como assim Cristy?

– Pai, ela costumava morar aqui esqueceu? Não vi nem um problema nisso, ela conversou comigo e pediu que falasse com o senhor sobre ela. Que está arrependida e gostaria de reatar o relacionamento de vocês. E eu a apoio pai.

– Como? Cristy, a próxima vez que ela ou qualquer pessoa vier para cá você não pode deixar que durma aqui ou mesmo que entre, caso contrario vou contratar uma babá pra cuidar de você.

– Pai...

– Ainda não terminei. Quanto a você apoiar Rachel, desculpe filha, mas não é assim que as coisas funcionam. Como você mesmo descobriu eu já tenho uma nova namorada e não pretendo deixá-la.

– E seu eu não aceitá-la?

– Não depende de você decidir minha vida amorosa moça! E se você trouxer um namorado para que eu conheça e eu simplesmente lhe proibir?

Cristy parou com sua discussão infundada e montou uma tromba de insatisfação.

– Me dê seu celular?

– Pra que?

– Você faltou a escola sem motivo aparente e ainda deixou Rachel passar a noite aqui sem meu consentimento, esta de castigo moça, uma semana sem celular.

Bufou e entregou o celular ao pai. Grissom pegou e se dirigiu ao quarto com o objetivo de tomar um banho e dormir um pouco deixando Cristy sozinha.

Acordou por volta das onze e viu Cristy preparando alguma coisa na cozinha.

– O que está fazendo?

– Preparando o almoço!

– Você nunca faz isso. O que te deu?

Ela parou por um instante e olhou para os pés:

– Pai... Me desculpa?

– Porque? – Sabia o motivo, mas queria mesmo assim que ela dissesse para que ficasse afirmado que entendera o porque do castigo.

– Por faltar a aula sem motivo e por tentar controlá-lo, desde que me lembro vem tendo curtos relacionamentos depois de mamãe e nunca o tinha visto tão bem como estava com Rach, achei que o melhor para o senhor era ela...

– Querida, eu entendo sua preocupação, mas não mandamos no coração. Um dia você vai entender isso. – A menina se jogou nos braços dele o agarrando pela cintura.

– Devolve o meu células?

– Não! – Disse a apertando e sorrindo com a malandragem da filha.

Em quando isso...

Sara acordou e planejava ir a cozinha fazer o almoço, quando saiu do quarto sentiu o cheiro de comida.

– Bom dia Débora! – Disse um pouco incomodada ao lembrar do ocorrido de mais cedo.

– Bom dia! Senta ai que vou te servir o almoço, deve estar faminta.

Sara obedeceu e viu Débora a servir e se servir sentando a sua frente na mesa de jantar.

– Então? Qual o significado daquelas lagrimas?

– Direta em?

Débora nada disse, só a encarou séria.

– Bem... – Começou a contar tudo que ocorrerá desde sua chegada a cidade até ali.

– Hum. Quer dizer que hoje ele te pediu em namoro e você aceitou?

– Sim.

– E ele ha apenas duas semanas está separado da ex esposa, sendo que apenas a uma ela realmente não mora mais com ele?

– Ela não era esposa dele... – Débora a interrompe.

– Uma certidão de casamento não é nada em uma situação como essas e você sabe bem disso.

– Sim.

– Você gosta dele?

– Não sei exatamente o que sinto. Sei que me sinto bem ao redor dele e que depois de nos beijarmos senti sua falta assim que ele foi embora. – Débora respirou fundo e pegou seus pratos que agora já estavam vazios e se encaminhou a pia para lava-los.

– Não preciso te dar um sermão nem passar a mão na sua cabeça certo? Você é uma mulher feita e dona do próprio nariz.

– Não fique com raiva de mim ou dele Débora! Não é justo.

– Só me preocupo com você, não quero que se machuque.

– Nossa... Acha mesmo que vai dar errado?

– Torço para que dê certo, mas temo dar errado!

Sara levanta e abraça a amiga que estava encostada na pia enquanto conversavam.

– Obrigada pela preocupação, mas não precisa, sei o que estou fazendo. Preciso te pedir que não comente nada do que ouviu de mim ou da conversa do laboratório na frente de ninguém do laboratório.

– Já sei... Por conta da política do laboratório.

Passaram o resto da tarde conversando enquanto arrumavam algumas coisas.

Na casa de Grissom...

Ele estava lendo um livro sentado no sofá enquanto Cristy estava no quarto, provavelmente no computador, então o celular de Cristy que até aquele momento ainda estava na sua pasta vibra em cima da mesa, ele apanha o celular e vê que é Rachel, aproveita que está no silencioso e deixa tocar. Pouco depois vibra novamente só que agora um SMS, Grissom pega o celular da filha e abre a mensagem:

E ai? Falou com ele? Espero que tenha dito tudo do jeitinho que te ensinei.

Grissom se assustou com o que aquilo queria dizer e imediatamente ligou do celular da filha para Rachel.

Oi Cristy, pensei que não pudesse falar!

– E ela não pode Rachel!

– Gil? Oi! Como está?

– Não se faça de desentendida, você pois ideias na cabeça de Cristy e a influenciou a fazer a sena que presenciei hoje não é mesmo?

– Não sei do que está falando...

– Sabe sim Rachel! Tentei de todas as formas fazer com que nosso relacionamento fosse terminado de forma amistosa, mas é complicado quando descubro que está querendo usar a minha filha para se aproximar de mim.

– Você entendeu errado amor! Ela prefere a mim como mãe dela, essa é a questão e você sabe que te amo, hoje mais do que nunca.

– Ela já tem uma mãe e não precisa de ninguém para tomar esse posto. Entenda bem o que digo Rachel, ontem foi a ultima vez que você colocou os pés na minha casa, nunca mais a quero aqui, principalmente escondida de mim.

– Tudo bem querido, entendo sua irritação, mas preciso que me compreenda também... – Grissom ouve soluços de choro. – Eu não esqueci de nós e achei que ainda existia possibilidades pra nós dois. Se quer assim, não tenho como discutir, só não me separe de Cristy. Você não tem esse direito.

Rachel desligou o telefone. Grissom parou por um instante pensando se não tinha sido cruel de sua parte falar de forma tão ríspida com ela. Perdido em seus pensamentos nem percebeu seu próprio celular vibrando. Era Sara lhe enviando um SMS.

– Conversei com Débora, ela ainda irá te ajudar no caso, mas não irá ao laboratório.

– Ela está com raiva de mim?

– Não, mas teme por mim e por isso acho melhor que ela não vá ao laboratório, pelo menos não hoje.

– Então a ideia foi sua?

– Sim. Agora vou me arrumar, até daqui a pouco.

– Até.

Algumas horas depois estavam todos na sala de convivência aguardando Grissom quando Wendy chega.

– Sara? Posso falar com você um instante? – Disse tímida chegando na entrada da sala. Sara apesar de saber que ela teria sido em parte causadora da confusão com Débora imaginava que fosse qualquer outro assunto menos esse que seria tratado. Sara levanta e a segue a alguns passos da porta.

– Oi Wendy, tem algum resultado que eu não lembre de estar esperando?

– Não. – Disse envergonhada. – Sara é sobre a história da fofoca...

– Ou!

– Me...

– Wendy, não precisa! De verdade! Já está tudo resolvido e não se preocupe que não me ressenti com você ou Mandy.

– Mesmo?

– Sim. Não precisa mesmo se preocupar ok?

– Tudo bem. – Wendy saiu aliviada daquela conversa.

Quando Sara ia voltando passou em frente a sala onde Mandy ficava e viu que ela observava as duas, resolveu cumprimentá-la, de repente ela estaria assim como Wendy constrangida em lhe dirigir a palavra.

– Oi Mandy! – Disse entreabrindo a porta de vibro, porém não recebeu resposta, Mandy agora tinha a cabeça baixa observando uma digital atraves de uma lupa. – Mandy? Está com fones de ouvido? – se aproximou da garota e percebeu que ela podia ouvir muito bem, na verdade a estava ignorando. – Posso saber porque não me responde? – Sara começou a se irritar com a infantilidade da colega.

– Sara, as vezes imagino que deve achar que carrega o rei na barriga não? – Disse sem desviar os olhos de sua análise.

– Como?

– Você ouviu o que eu disse. Você vem toda contente me cumprimentar depois de ter humilhado a pobre garota que a única coisa que fez foi falar a verdade.

– Mandy eu não te reconheço, o que você acha que é pra me dizer tais ofensas?

– Sou mais antiga que você aqui, conheço a esposa de Grissom e sei que mesmo que hoje ele não esteja usando uma aliança, antes de ele removê-la você já estava marcando território.

– Garota você dá sorte que minha educação não permite que eu venha a te estapear aqui mesmo no meio do laboratório.

– Vai em frente! Só assim todos vão conhecer quem você realmente é. Você não e engana!

Notas finais
O que acharam da Mandy?