Amor verdadeiro ou ficção?
23 Capítulo 23
Um ano e meio depois
Gustavo narrando: Fazia um ano e meio que estavamos gravando a novela. Hoje e o dia em que vamos gravar o último capítulo. Estava triste e feliz ao mesmo tempo. Feliz por quê voltaria pra casa e triste por ser a última vez que eu e a Rosanne ficaríamos juntos. Estávamos todos no studio — Acho que é aqui que nos despedimos. Digo triste — Sim. Mas sabíamos que isso ia acontecer. Rosanne fala aparentemente triste também — E eu sei. Vou sentir saudades desse tempo que passamos juntos — Eu também. Nos abraçamos e fomos nos despedir do resto do pessoal. Fomos ao hotel e arrumamos nossas coisas e vamos ao aeroporto. Chegamos ao Rio era 17:52. Já estava escurecendo. Sérgio estava me esperando — Oi. Diz sorrindo vindo em minha direção assim que me ver — Oi. Digo forçando um sorriso o abraçando — Estou te achando meio triste o que foi? — Nada. Acho que eu estou triste por ter acabado as gravações. Mas também estou feliz por voltar pra casa — Também estou. Nossos amigos estão doidos pra te ver pra matar a saudade. Marquei de sairmos hoje a noite — Será que dá pra ser amanhã. Estou cansado e hoje só quero ficar sozinho e descansar. É claro com você — Ah bom. Achei que até a mim você queria longe — Não você não né. Vamos pra casa. — Vamos. Não quer comer alguma coisa antes? Você deve estar com fome — Você tem razão,mas estou cansado demais pra sair. Por quê não pedimos algo em casa mesmo? — Pode ser. Se você prefere assim — Sim prefiro — O táxi está nos esperando vamos? — Sim vamos Sérgio narrando: Gustavo estava tomando banho. Achei ele meio estranho,mas não quis criar caso. Mas não sei de conseguirei me seguarar por muito tempo calado — Você está bem? Pergunta Gustavo saindo do banheiro ao me ver sentado na beira da cama — Sim. Por quê não estaria? — Sei lá. Você está com uma cara estranha — Você também estava é mesmo assim deixei pra lá. Digo com raiva o tratando mal — Me diz qual é o problema em vez de ficar me tratando desse jeito — Você quer mesmo saber qual é o problema? — Sim quero. Eu não gosto quando você me trata assim — Eu também não. Mas o problema é que toda vez que você faz alguma coisa com a Rosanne que acaba você fica desse jeito — Desse jeito como? — Desse jeito ai que você está agora. Triste e pra baixo. Só melhora quando encontra ela. — Qual o problema? Qualquer ator fica triste quando encerra um trabalho. — Quando você termina uma peça que está em cartaz você não fica desse jeito — Por quê eu sei que pode haver uma segunda temporada. Agora novelas como essa de agora não — Você só fica triste desse jeito quando ela está no meio. Me faz até pensar que você tem um caso com ela — De novo esse assunto Sérgio. Eu já não te falei a dois anos atrás que eu não tenho nada com ela. Que saco toda vez você voltar no mesmo assunto. As vezes até parece que você não confia em mim. Se continuar desse jeito não vamos muito longe mais juntos. Diz com raiva vestindo a roupa — O que você quer dizer com isso? Você não está insinuando que...... — Eu não estou insinuando nada. Estou afirmando. Não sou homem de palavras e você sabe disso. Diz saindo do quarto Gustavo narrando: Sai do quarto bravo. Sei que eu não deveria estar por quê sei que o Sérgio tem razão. Eu realmente tive um caso com ela em todas as novelas que trabalhamos juntos . Mas isso me deixa chateado toda vez tocar nesse assunto. Sentei na sala e fiquei por lá — Gustavo. Sergio veio até mim e se sentou — Agora não tá. Me deixa quieto aqui — Vamos conversar direito — Não estou afim de conversar agora. Eu vou acabar falando coisa que não devia e você também e melhor deixar do jeito que está — Me desculpa. Eu exagerei um pouco — Um pouco? Eu mal cheguei de viagem e já estamos brigando. Eu pensei que você ficaria feliz de eu ter voltado,mas não fica ai criando motivo pra gente ficar brigando — Você tem razão. Eu que fiquei com ciúmes demais em relação a ela. Me desculpa. — Tudo bem. Digo ainda sem olhar pra ele — Você falou sério quando citou separação? — Olha Sérgio posso ter dito muito coisa durante a nossa discussão que eu me arrependa depois que eu me acalmar e pensar um pouco,mas essa não. Não sou homem de palavras. Sinceramente se continuarmos desse jeito com essas brigas não vai durar muito para que acabe o "nos dois" e se torne apenas "eu e você" — Mas eu não quero que isso aconteça. Diz chorando — Eu também não e espero de todo o meu coração que eu não tenha que tomar essa decisão. Me levanto — A onde você vai? — Agora eu também não posso andar pela casa? — Ok. Desculpa. Diz saindo — Está ficando cada vez mais difícil. Digo suspirando. Vou na cozinha tomo água e saio
Sérgio narrando: Gustavo saiu sem falar nada. Com certeza com raiva,bateu a porta com força quando saiu. Assim que ele saiu alguns amigos apareceram — Oi Serginho cadê o Gu? Diz me cumprimentando — Saiu — Saiu? — Sim — Vimos um rapaz lá em baixo de costas. Só não tinhamos certeza que era ele. Pensei que ele estava cansado demais pra sair com a gente — É eu também. Pelo visto era só com a gente que ele estava cansado. Saiu com raiva batendo a porta. Fiquei ali com eles conversando e decidimos dar uma volta por ai sem o Gustavo mesmo Rosanne narrando: Cheguei em casa e o Marcos não estava. Resolvi ir dar uma volta pra matar a saudade da cidade. Acabei encontrando o Gustavo no centro. Ele estava de costas olhando alguma coisa — O que você está olhando? Perguntei o assustando — Nada de interessante. Diz suspirando pondo a mão no peito — Qual o problema? Pergunto rindo — Você me assustou. Está fazendo o que por aqui? — Vim matar a saudade da cidade. E você? — Estou esfriando a cabeça. Onde está o Marcos? — Está trabalhando — Espero que a sua recepção tenha sido melhor que a minha. Diz triste — O que aconteceu? — Eu mal cheguei e já arrumei confusão por aqui — Do que você está falando? — Eu e Sérgio brigamos de novo — Qual o motivo dessa vez? — Você. — Eu? — Sim. Sérgio está morrendo de ciúmes de você. Ele me explicou o que aconteceu e eu fiquei sem reação — Você ficou bravo por uma coisa que você sabia que ele tinha razão? — É eu sei que não deveria,mas sabe como é né não sou culpado até que se apresente provas — Você é muito cara de pau — Cara de pau nada. Você não aprendeu isso? Se não há provas eu não fiz. — Fez sim. É muito bem feito. Digo sorrindo maliciosamente — Você tem toda razão. Diz sorrindo e piscando pra mim. Adoro quando ele pisca pra mim Sérgio narrando: Estava andando com alguns amigos pelo centro e vi o Gustavo com a Rosanne. Claro ele foi correndo pra ela. Depois não quer que eu fique com ciúmes. Com ela ele está rindo,comigo fica com a cara fechada. Estou quase concordando com ele que é melhor cada um seguir seu caminho. Resolvi fingir que não tinha visto. Apertei o passo e continuei andando. Mas os meninos perceberam que eu tinha parado por um tempo e acompanharam meu olhar sobre eles o que chamou a atenção dele. Eles vieram andando atrás de mim e Gustavo veio também — Ei Serginho espera a gente. Paro de andar apressado e ando com calma — O que aconteceu entre vocês dois em? — O que aconteceu? Ela aconteceu. — Como assim? — Como assim que a gente brigou por causa dela. Conto da briga pra eles — Talvez ele tenha razão e seja coisa da sua cabeça. — Coisa da minha cabeça? Olha lá a gente mal brigou e ele já correu pra ela. Está rindo e se divertindo com ela. Enquanto pra sair junto com vocês estava cansado demais — Oi meninos. Diz Gustavo chegando por trás deles — Oi Gu. Diz os dois juntos e eu fico quieto — Desculpa ter desmarcado com vocês antes. Diz os abraçando e me olhando — Tudo bem você estava cansado — É talvez nem tanto quanto eu pensei. Digo pra mim mesmo bem baixo cruzando os braços. Gustavo me olha mas não diz nada — A onde vocês estão indo? Pergunta aos meninos — Em lugar nenhum. Só estamos dando uma volta com o Serginho. Fomos lá no apartamento de vocês. Você disse que estava cansado pra sair, mas não disse que estava cansado pra receber visitas. Você não estava lá e pra não perder viagem resolvermos passear com o Sérgio — É eu realmente estou cansado mas...... Gustavo fica sem graça e se enrola nas palavras. Reviro os olhos e ele me olha — Tudo bem Gustavo você não deve explicações pra gente. Se não queria sair com a gente era só ter falado. Sorrio vitorioso — Não é isso é que.... —Tudo bem. Dizem interrompendo ele — Vamos gente. Ele está ocupado demais pra sair com a gente. Digo voltando a andar — Tchau Gu. Diz eles se despedindo dele e vindo atrás de mim. — Eu vou com vocês — Não precisa. Se lembra. Você está cansado demais pra sair com os amigos,mas não está pra sair por ai com....... Resolvi não terminar a frase e sai — Com o que? Você ia dizer com ela né? Ele insistia em continuar discutindo — Com nada Gustavo. Esqueçe. Sai dali e entro em um táxi qualquer. Não queria brigar de novo. Pelo meu olhar já dava pra ele perceber o quanto eu estava magoado. Os meninos olharam pra ele e entraram no carro também sem dizer nada. Não sei a onde vamos parar com toda essa discussão
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