Amor, uma droga necessária
8 Capitulo 8 - Quando Fingir Não Basta
Notas iniciais

Pov. Renesmee
— Então… já está vestida como amamos, Cinderela? — Alec soltou uma risada pelo celular.
— Ah, sim. Só estou esperando a meia-noite pra virar gata borralheira novamente — ri.
— Eu seria o príncipe? — ele perguntou, tentando fazer uma voz sexy.
— Você tem cara disso… Já eu seria a abóbora — resmunguei, agoniada.
— Eu seria o príncipe alternativo — ele riu.
— Hã? — franzi o cenho.
— Nada… E cá entre nós, você está longe de ser uma abóbora.
— Não nesse momento. Minha mãe comprou comida chinesa e eu comi demais.
— Se formos fazer uma pirâmide e você enjoar, tenta não vomitar em nós, ok?
— Pode deixar, mas eu sempre sou a base da pirâmide — ri.
— Pois não devia, você é muito pequena.
— Ei! Tamanho não é documento.
— Ok, ok… eu sei que você pode me dar uma surra.
Ri, e minha mãe apareceu na porta fazendo sinal para eu desligar.
— Tenho que desligar. Te vejo daqui a pouco?
— Sim, já estou indo.
Desliguei.
— Está pronta? — minha mãe sentou na cama.
— Sim.
— Filha, quero te perguntar uma coisa… — ela hesitou. — Não sei se é coisa da minha cabeça, mas você e o Jake parecem estar sempre se evitando. Aconteceu alguma coisa?
Senti um frio na barriga, mas antes que eu respondesse…
— Além do fato de você ter colocado um homem estranho sob o mesmo teto que a minha filha menor de idade… nenhum! — meu pai surgiu na porta.
— O que está fazendo aqui?! — minha mãe perguntou, num tom mais ameno do que o habitual.
— Vim pro jogo da Nessie. Em qual posição você está jogando?
— Líder de torcida — respondi, rindo.
— Será que dá pra você descer e me deixar terminar de conversar com a Renesmee?
— Tudo bem, Bela. Eu sei que você não resiste à minha presença — ele sorriu de canto.
Quando ele saiu, menti descaradamente:
— Eu só não tenho intimidade com ele, mãe. Só isso.
Ela sorriu aliviada.
— Que bom, filha! Logo vocês vão estar se dando super bem.
— Haram… super bem — resmunguei sem ânimo.
Ouvi uma buzina. Corri até a janela e vi o carro do Alec. Sorri, e minha mãe me lançou um olhar significativo.
— Somos só amigos — girei os olhos.
— Ele não viria aqui só pra te buscar se não estivesse afim de você.
— Viria sim. Porque somos apenas amigos — mostrei a língua e desci correndo.
A cena na porta me deixou morta de vergonha. Alec estava parado, sendo acuado pelo meu pai e pelo Jake.
— Pai…
— Quantos anos esse moleque tem?
— O moleque se chama Alec — corrigi.
— Dezessete — Alec respondeu, meio engasgado.
— Não é bom dois menores saírem sozinhos — Jake cruzou os braços.
— Concordo — meu pai imitou.
— Desde quando vocês concordam em algo?!
— Tenho carteira e documentação — Alec tentou explicar.
— Eles não são policiais! — bradei.
— Posso virar se for pra cuidar da minha menininha — meu pai sorriu.
— Então põe um cinto de castidade em mim — resmunguei.
Minha mãe interveio, salvando a situação.
— Vão com cuidado.
— Bela! — meu pai e Jake reclamaram juntos.
— Calem a boca.
Entramos no carro.
— O Jake mete um medo — Alec comentou.
— Achei que fosse meu pai.
— Seu pai parece bravo, mas aquele Jacob queria me matar.
Ri.
— Impressão sua.
— Pode ser.
Chegamos ao campo, lotado. Tirei os pompons da bolsa quando vi Nahuel vindo em nossa direção.
— Renesmee, né?
— Sim.
— Primeira coreografia? Boa sorte.
— Boa sorte também.
Quando ele saiu, Alec riu.
— Seu vocabulário se resumiu a “sim” e “boa sorte também”.
— Cala a boca — dei um tapa nele.
O jogo foi ótimo, vencemos, a apresentação foi elogiada. Depois, fui ao vestiário trocar de roupa, exausta e querendo ir embora logo.
— Seus pais estão te procurando — a voz rouca do Jake me assustou.
— Eu já estava indo — murmurei.
— Pensei que ia embora com o namoradinho.
— Ah, tava demorando.
— Vamos antes que sua mãe desista de mim.
— Ele não é meu namorado, e se fosse não seria da sua conta!
Ele jogou na minha cara a conversa com minha mãe. Explodi.
— O que você queria que eu dissesse? Que pedi pra você me beijar e quero implorar de novo?!
Ele ficou paralisado.
— Não precisa implorar — murmurou, se aproximando.
Me afastei.
— Não vou fazer isso com ela nem comigo. Vou embora com o Alec. Vai embora, por favor.
Ele saiu batendo a porta.
— E eu achando que tava numa pior — Alec apareceu.
— Você ouviu?
— Relaxa, não conto pra ninguém.
Sentei no banco.
— Você gosta dele? — Alec perguntou.
— Ele é o noivo da minha mãe.
— Eu sei… mas não foi isso que perguntei.
Fiquei em silêncio.
— Talvez você devesse pensar mais em si mesma — ele disse. — Todos temos segredos.
— Minha mãe não faria nada pra nos magoar.
— Todos temos segredos. Simples assim.
— E o seu?
— Posso contar… mas promete não contar pra ninguém.
— O que pode ser pior do que eu ser uma piranha traidora?
Ele riu.
— Bom…
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