Amor, uma droga necessária

9 Capitulo 9 - O Que Acontece no Silêncio


Notas iniciais
Desculpem a demora, capitulo pequeno, desculpem por isso também. É que faz tempo que eu não posto então resolvi colocar aqui, mas prometo que o próximo será maior. Enfim, Boa Leitura!!!!


Pov. Renesmee

Cheguei em casa um pouco depois do esperado. Afinal, precisei de um tempo para ouvir e de mais algum tempo para processar tudo o que tinha ouvido. Agora eu podia confiar cem por cento em Alec. Ele sabia o meu maior segredo, e eu sabia o dele. O melhor de tudo era que ele não me julgou; apenas tentou entender o meu lado — uma atitude rara vinda de quem está de fora, já que o primeiro pensamento que as pessoas costumam ter sobre mim é que eu sou uma vadia.

E eu também não o julguei. Primeiro, porque eu estava numa situação em que, se apontasse o dedo, apontariam para mim. Segundo, porque eu não tinha motivo algum para isso; já havia pessoas demais fazendo esse papel. A única coisa que eu podia fazer por ele era apoiá-lo.

A primeira coisa que vi ao chegar foi meus pais discutindo perto da entrada da cozinha, mas não era uma discussão feia como de costume. Eles estavam rindo, como se apenas discordassem um do outro. Franzi o cenho e percebi Jake totalmente absorto no que acontecia ao seu redor. Ele girava um copo de uísque diante dos olhos, admirando demais o líquido dentro dele.

— Hã… oi?! — resmunguei, largando minha bolsa no chão perto da porta.

— Isso são horas? — fazia tempo que eu não escutava essa frase vinda do meu pai.

— Desculpa… eu sei que vocês queriam comemorar e tal, mas é que eu…

— Filha, não precisa se explicar — minha mãe lançou um olhar de tédio para meu pai e caminhou até mim, abraçando-me com força. — Sabemos que você estava com o Alec — disse, sorrindo animada.

— Sabemos? — Jake e meu pai perguntaram ao mesmo tempo.

— Sim — Isabella lançou um olhar de “cala a boca” para os dois, que fecharam a cara na hora.

— Ele é um amigão — resmunguei, caminhando até a geladeira e pegando uma água.

— Sei — minha mãe soltou um risinho. — Bom, ainda podemos comemorar, certo?

— Acho que está muito tarde para comemorações — meu pai me olhou de forma minuciosa.

— Concordo — Jake se manifestou depois de muito tempo, e continuava estranho vê-los concordando em qualquer coisa.

— Nossa, como vocês são chatos — Isabella girou os olhos.

— Acho que a Renesmee já comemorou o suficiente com o amiguinho dela — Jake comentou, visivelmente irritado por eu ter passado mais tempo com Alec.

Aquilo me trouxe uma certa satisfação. Estava claro que, por trás de toda aquela fachada, havia uma pontinha de ciúmes. Podia ser coisa da minha cabeça, mas sorri internamente.

— Certo, o dia foi longo mesmo, e a minha boneca deve estar cansada — Edward me abraçou forte.

— Já que tantas desculpas foram dadas, eu te levo até a porta — minha mãe sugeriu, sem perceber o quanto estava sendo espontânea.

— Leva?! — meu pai e eu questionamos juntos, enquanto Jake apenas observava a estranha paz entre eles.

— Por educação — ela se corrigiu rapidamente, torcendo o nariz de forma teatral.

— Ok, tchau, filha. Te amo — meu pai beijou minha testa e saiu da cozinha com Bela.

Naquele momento, fiquei completamente sozinha com Jake. Levantei os olhos e levei um choque ao perceber que ele me observava minuciosamente, como se estivesse absorvendo cada detalhe meu, como se conseguisse enxergar minha alma. Meu corpo inteiro tremeu. Levei o copo de água à boca e bebi tudo de uma vez, sentindo o líquido gelar minha garganta numa tentativa inútil de conter o calor que crescia dentro de mim — o calor provocado pelo olhar dele.

— Você reage tão facilmente a mim… — Jake murmurou, saindo de trás do balcão e caminhando devagar até mim, como um leão que escolhe a presa. Engoli em seco.

— Não sei do que você está falando — virei-me para colocar o copo na bancada. Quando o encarei de novo, ele estava perto demais, a centímetros de tocar meu corpo.

— Seu corpo te entrega — disse, tocando meu rosto com a ponta dos dedos. Ao sentir o carinho, fechei os olhos instantaneamente.

— E o que ele está dizendo agora? — perguntei em voz baixa, trêmula.

— Que quer ser todinho meu.

Senti um frio percorrer meu estômago. A boca dele se aproximava da minha, mas desviou o caminho, e seus lábios tocaram meu pescoço em um beijo molhado. Meu corpo se arrepiou inteiro, e ele pareceu perceber, pois soltou um risinho abafado contra minha pele. Suspirei, apertando a camisa dele, o que fez seu corpo se pressionar contra o meu, prendendo-me à bancada.

Os lábios dele subiram pela minha pele até o meu queixo, onde mordeu de leve. Senti sua respiração no meu rosto. Ele iria me beijar…

— Pronto, agora que coloquei o cão pra fora, podemos ir dormir — minha mãe entrou na cozinha de repente.

Jake se afastou no mesmo segundo, quase parando em outro cômodo, e eu tentei controlar minha respiração para que ela não percebesse meu estado.

— Coitado do papai — resmunguei.

— Seu pai não é santo, só gosta de incomodar — ela respondeu.

— É, percebi o quanto a senhora estava incomodada — revirei os olhos.

— Como é?! — ela fingiu não ter ouvido.

Ri pelo nariz.

— Vou pro meu quarto. Boa noite.

Subi as escadas, ouvindo Jake dizer que ficaria vendo televisão e minha mãe avisar que ia dormir. Entrei no quarto, chequei o celular e não havia nada de interessante. Tirei a roupa rapidamente, ficando nua, e me joguei na cama, sentindo o ar gelado do ar-condicionado esfriar minha pele. Ainda sentia os toques recentes de Jake, como se seus dedos tivessem queimado minha pele.

Fechei os olhos, e as lembranças dos nossos beijos invadiram minha mente. Desci lentamente a mão pelo corpo, massageando meu seio enquanto imaginava que era a mão dele ali. Passei os dedos entre minhas pernas e um arrepio percorreu meu corpo inteiro. Gemidos escaparam quando toquei meu clitóris sensível, cada vez mais excitada.

Abri mais as pernas, intensificando os movimentos.

— Humm… Jake… — murmurei.

— Tô aqui, bebê.

Abri os olhos e vi Jake encostado na parede, sem camisa, os olhos escuros de desejo. Corei imediatamente e tentei fechar as pernas, mas meu corpo denunciava minha excitação.

— Há quanto tempo você tá aí? — perguntei, a voz falhando.

— Tempo suficiente pra ver o quanto você está precisando de mim.

— Jake…

— De agora em diante você só vai me chamar assim quando estiver gozando.

Meu corpo inteiro se arrepiou.

Ele segurou minhas pernas, puxando-as e abrindo-as até que seu rosto ficasse entre elas…

Notas finais
Comentários que tal? kkk Beijos!!!