Amor, uma droga necessária

13 Capitulo 13 - Perdidos Para se Encontrar


Notas iniciais
Boa Leitura!!

Pov. Jacob

— Eu não acredito nisso… Meu Deus, eu não acredito nisso. — Esfreguei o rosto em completo desespero. O celular em minha mão quase escorregava de tão suadas que elas estavam. — Eu, um homem com vinte e poucos anos na cara, com uma vida estável e feita, estou perdido no meio de um bosque porque vim escondido atrás de uma menina de quase dezoito anos, porque estou apaixonado por ela! — praguejei.

— Jacob, vendo por esse lado, a coisa parece bem pior do que é — Paul tentou inutilmente me acalmar do outro lado da linha. Suspirei agoniado.

— Aquela louca da Jane me largou aqui sozinho no heliporto e sumiu. Ela não teve a capacidade de me dizer para onde ir. — Tropecei em uma pedra, o que me deixou ainda mais furioso. — Que merda! — bradei ao ver meus pés afundados na lama.

Meu cunhado tentou segurar o riso, mas acabou soltando uma gargalhada alta. Bufei.

— Jake, calma. Se o heliporto é dentro da fazenda, acho que você tem capacidade suficiente para achar o caminho — ele disse.

— Mas aqui só tem mato! A fazenda do moleque Volture é gigantesca! — reclamei.

— Ok, são três e meia da manhã e eu preciso dormir, cara — Paul murmurou, bocejando. — Esqueceu que vou cuidar da oficina enquanto você estiver fora?

Assenti, fechando os olhos. Eu realmente estava abusando.

— Tudo bem, pode dormir. Eu vou achar o caminho — resmunguei.

— Pensa pelo lado positivo: você pode estar na merda agora, mas daqui a pouco vai estar com a menina nos braços — disse ele, e eu sorri inconscientemente. — Boa noite, cunhadinho.

— Boa noite — respondi, desligando.

Ajustei a mochila nos ombros e olhei à frente. No meio daquele breu, enxerguei uma pequena trilha entre duas árvores enormes. Limpei os pés na grama molhada pelo orvalho e segui por ali.

Só de pensar que, a qualquer momento, eu poderia ver a Nessie, meu coração acelerava. Será que ela já estava me esperando?

Pov. Renesmee

O dia começava a amanhecer na fazenda onde Alec havia me levado. O lugar era lindo. A casa de madeira antiga era enorme e bem cuidada, com móveis de mogno escuro, sofisticados de um jeito simples e elegante.

O sol ainda surgia quando fui até a varanda com uma pequena manta envolvendo os braços. Estava frio, e um cheiro suave de malva invadia o ar, me fazendo arrepiar. Respirei fundo, sentindo o ar gelado preencher meus pulmões.

Eu estava ansiosa. Jake já deveria ter chegado. Será que algo tinha acontecido? Ou será que ele não conseguiu vir? Ou pior… será que desistiu dessa loucura toda por minha causa?

Balancei a cabeça, afastando os pensamentos.

Não. Jake me ama.

Olhei ao redor. A fazenda era cercada por árvores e bosques, cheia de flores, animais e árvores frutíferas. Havia até um lago onde patinhos nadavam tranquilamente. Mesmo clandestina, eu sentia uma paz estranha ali — como se estivesse em casa.

Por outro lado, eu mentia para meus pais, e isso doía. Talvez eu fosse ingênua, mas por que eles não podiam aceitar que eu amo o Jake e que ele se apaixonou por mim? Não foi de propósito. Simplesmente aconteceu.

— Nossa, que ruga enorme no meio da sua testa! — ouvi a voz de Alec.

Suavizei a expressão e sorri levemente.

— Estou preocupada com o…

— Jake, eu sei — ele completou, revirando os olhos. — A Jane deve ter cuidado bem dele. A não ser que eles tenham se perdido e ela tenha resolvido se alimentar dele.

Fiz uma careta.

— Afinal, aquele corpinho dá um caldo — brincou.

Dei-lhe uma cotovelada.

— Ei!

— Ok, ok. Aquele corpinho é todo seu — murmurou.

Suspirei.

— Mas falando sério, Alec… já era pra ele ter chegado.

Olhei à frente e vi duas pessoas surgindo da trilha. Meu coração começou a disparar. Alec se inclinou para enxergar melhor.

— Acho que é a Ivy — disse ele.

— Ivy?

— Évelyne Volture, minha prima — explicou, sorrindo. — E acho que ela está trazendo um presente pra você.

Meu corpo inteiro tremeu.

Eles se aproximaram. Ivy era alta, magra, com cabelos loiros quase brancos, vestida com roupas de montaria e um chapéu de cowboy. Bonita demais. Aquilo me incomodou, mas deixei de lado.

Quando olhei para a pessoa ao lado dela, minhas pernas amoleceram.

— Pelo amor, não vai desmaiar agora — Alec riu.

— É ele… — sussurrei, dando um pulinho de felicidade.

Jake vinha em nossa direção com aquele sorriso de tirar o fôlego. Afastei-me de Alec e desci os degraus da varanda correndo. Jake largou a mochila e abriu os braços.

Corri mais rápido e me joguei nele, envolvendo minhas pernas em sua cintura e meus braços em seu pescoço. Seus braços fortes me apertaram contra o corpo, e senti ele respirar fundo em meus cabelos. Seu cheiro me envolveu por completo, trazendo uma paz absurda.

Meus olhos ficaram úmidos quando me afastei um pouco para olhar seu rosto.

— Jake… eu nem acredito que você está aqui — murmurei.

Ele encostou o nariz no meu e me deu um beijo de esquimó.

— Eu também não acredito que você está nos meus braços. Tive tanto medo de te perder.

— Eu jamais deixaria isso acontecer.

— Nem eu… eu te amo tanto, Nessie.

— Eu te amo.

Beijei-o com vontade. Deus, como esse homem beijava bem.

— Eu achei ele perdido no meio da mata — Ivy comentou.

Jake me colocou no chão.

— Muito obrigada por trazer ele até mim — sorri.

Ela me olhou brevemente e depois lançou um olhar estranho para Alec.

— Alec, só me explica uma coisa: por que a nossa fazenda virou abrigo de sem-teto? — perguntou com sarcasmo.

Ergui uma sobrancelha.

— Prima, depois conversamos. Vamos deixar nosso amigo descansar — Alec a interrompeu, puxando-a.

— Que diabos está acontecendo, Alec? — ela reclamava enquanto era levada.

Suspirei, encarando Jake.

Alec trancou a porta atrás deles.

— E a viagem foi boa? — perguntou.

— Sua irmã é louca. Me largou sozinho no meio do nada! — Jake reclamou.

— Ah, imagina… ela é um amorzinho — Alec riu. — Vou lá dentro alimentar a fera. Fiquem à vontade.

— Louca é pouco — resmunguei.

— Ela parece legal — Jake deu de ombros, me puxando para perto.

— Eu estava com saudades — murmurei.

— Eu também, minha menina…

— Menina? Assim me sinto criança — reclamei.

Ele riu, me beijou rápido e passou a língua pelos lábios.

— Você tem jeito de menina, mas gosto de mulher.

Arrepiei inteira e encostei a cabeça em seu peito.

— Você acha que ela vai contar para a minha mãe que estamos aqui? — perguntei.

— Acho que o Alec não vai deixar isso acontecer.

Assenti e fiz uma careta.

— Eu não queria dizer nada, mas você está fedendo bastante.

Ele se cheirou e fez outra careta.

— É… estou horrível. — Então sorriu de um jeito nada decente. — Quer me ajudar a tomar banho?

Meu estômago gelou.

Como Jake conseguia ser tão sexy sem fazer esforço nenhum?

Notas finais
Então minhas leitoras, agradeço as que nunca me abandonaram até aqui, só tenho a agradecer por tudo e pedir desculpas por ter abandonado e dizer que estou de volta!!! Um beijo.