Amor, uma droga necessária
1 Capítulo 1 - Choques, Descobertas e Territórios em Disputa
Notas iniciais

POV – Renesmee
Minha mãe, Bela, sempre esteve comigo. Na verdade, ela era a minha melhor amiga. Sempre pude contar com ela para tudo. Já com meu pai, Edward, as coisas não são bem assim. Ele sempre esteve envolvido cem por cento com o trabalho e quase nunca tinha tempo para mim. Agora, com ele morando fora de casa, ficaria ainda mais complicado para eu poder vê-lo.
Já faz uns três meses que eles se separaram, e eu estou morando com a minha mãe, é óbvio. Meu pai, vez ou outra, aparece com alguma modelo gostosona em alguma revista. Ele tem uma empresa que cria jogos de videogame e ganha bastante para bancar as putas dele.
Já a minha mãe está namorando. E, bom, o modo como eu conheci o meu padrasto foi totalmente não convencional. Eu quase tive um infarto, e ele, um colapso nervoso.
Flashback On
Já eram mais ou menos cinco da manhã e eu ainda não tinha conseguido dormir. Minha barriga estava roncando de fome. Então tive a magnífica ideia de assaltar a geladeira. Abri a porta do meu quarto e fui andando, feliz da vida, pelo corredor, quando ouvi a porta do quarto da minha mãe bater atrás de mim. Fiz uma careta de medo, porque, se ela me pegasse acordada a essa hora da manhã, me matava.
Me virei e dei o mais alto berro de susto que já dei em toda a minha vida. Tinha um cara de quase dois metros de altura, só de cueca, com braços enormes. Seu rosto estava escondido no escuro. Eu pensei que fosse o satanás vindo me buscar.
— Renesmee?! — minha mãe abriu a porta do quarto, assustada.
Ela estava de robe, mas deu para ver bem que estava parcialmente nua.
— O que é isso?! — berrei, apontando para o ser gigante à minha frente.
Então ele riu, dando um passo à frente, e eu vi seu rosto. Não era o satanás. Era, na verdade, um cara muito bonito. Parecia aqueles modelos de revista: bem sarado e com um sorriso safado. Será que ele é ator pornô?
— Isso, filha, é o Jake — ela riu.
— Ah, meu Deus! — gritei em desespero. — Você é prostituto! — exclamei, fitando ele. Os dois riram da minha cara.
— Na verdade, sou namorado — sua voz era grossa.
Se ele não era prostituto, era locutor de rádio. Ou talvez trabalhasse com tele-sexo, porque, com essa voz… bom, ele ganharia dinheiro.
— Namorado de quem? — perguntei, confusa.
— Meu — ela disse, meio envergonhada.
— Seu?! — exclamei, chocada com a ideia.
Não fazia muito tempo que ela e meu pai tinham se separado e ela já estava namorando? Será que esse Jake era o motivo da separação? Eu sei que é idiotice, mas ainda tinha esperança de que fosse só uma briguinha idiota e que meus pais voltassem a ficar juntos.
— Filha, você está bem? — Bela perguntou ao ver minha cara de decepção.
— Ah, sim, eu estou — respondi, meio confusa.
Eu não ia bancar a adolescente rebelde, mas também não ia pular de felicidade.
— Sou Jacob Black — ele se apresentou, sorrindo abertamente. Forcei um sorriso.
— Nessie — disse.
— Renesmee, na verdade — minha mãe explicou. — Ela odeia esse nome. — Ela riu, e ele acompanhou.
— Eu acho um nome muito bonito, é único — Jacob disse.
— Meu pai sempre me diz isso — sorri, e logo depois percebi a cagada do século.
Os dois ficaram desconfortáveis com o comentário. Suspirei pesadamente.
— Isso são horas de estar acordada, mocinha? — Ah, já estava demorando.
— Eu estou com fome — fiz um bico.
— Então vá comer, e depois cama — Bela mandou.
— Sim, general! — bati continência.
— Bom, eu vou tomar uma ducha. Conversamos melhor mais tarde, Nessie — Jacob sorriu simpático, e eu assenti.
— Não está brava comigo, né? — minha mãe questionou, apreensiva.
— Não estou brava, mãe. Só estou chateada. É tipo um choque de realidade — resmunguei, deixando os ombros caírem.
— Eu sei que você ainda tinha esperanças sobre mim e o seu pai, mas…
— Tudo bem, mãe. Vocês são adultos. Sabem o que fazem — resmunguei.
— O Jake é incrível. Quando o conhecer melhor, vai adorá-lo — Bela sorriu, sonhadora.
— Você está gostando dele, né, mamãe? — sorri de canto.
— Estou curtindo, sim — ela piscou.
— Vocês estavam fazendo sexo? — perguntei baixinho.
— Renesmee — ela me censurou.
— Ah, mãe, você sabe que comigo não tem frescura — girei os olhos.
— Sim, estávamos — Bela disse, envergonhada.
— E aí? — perguntei, curiosa.
— Ele é muito bom de cama, carinhoso, gentil e tem uma pegada — ela mordeu os lábios, e eu gargalhei.
— Só pede pra ele não andar só de cueca por aí, tá? — fiz uma careta.
— Tudo bem, querida, desculpe — ela alisou meu braço.
— Vou comer — avisei, dando um beijo apertado na bochecha dela.
Corri escada abaixo à procura de comida.
Flashback Off
Bom, eu não tenho muita intimidade com ele. Conversamos bem pouco, porém ele é gente boa. E fala sério, quem não quer ter um padrasto gato andando por aí? Tá, estou brincando… bom, acho.
POV – BelaSuspirei fundo ao abrir os olhos. Odeio acordar cedo, admito, e hoje era sábado, então sim, era ritual ficar na cama até mais tarde. Senti a falta de Jake na cama esta manhã, e deve ser por isso que acordei. Arqueei o corpo, apoiando-me nos cotovelos, passando os olhos pelo quarto.
Logo vi ele saindo do banheiro com uma toalha na cintura e secando os cabelos molhados com outra. Suspirei com a imagem. Não querendo me gabar, mas meu namorado é muito gostoso. Ele sorriu para mim. O pior é que, mesmo quando ele não está tentando ser sexy, ele é. Até o sorriso dele é sensual sem perceber.
— Bom dia, minha linda — ele saudou.
— Bom dia, amor — sorri manhosa.
Jake riu, caminhou até a cama e me deu um selinho. O agarrei pelo pescoço, fazendo com que ele tombasse em cima de mim. Ele soltou aquela risada gostosa.
— O que você está querendo, hein? — questionou, arqueando uma sobrancelha.
— Me dá um beijo — pedi, e ele riu, assentindo.
Seus lábios cobriram os meus com pressa. Suspirei enquanto suas mãos começaram a vagar pelo meu corpo.
— MÃEE! — o berro da Nessie, seguido da porta se abrindo, fez Jake dar um pulo de cima de mim.
Me virei para fitá-la, que já tinha virado de costas.
— Renesmee! — bradei. — Eu já não disse que é pra você bater na porta?!
— Me desculpa — pediu, envergonhada. — É que tem uma cliente sua no telefone dizendo que vai se matar, só pra fazer o ex-marido pagar o funeral.
Ah, ótimo. Em pleno sábado. Ser advogada é uma beleza: tenho que cuidar até dos surtos psicóticos das minhas clientes.
— Diga para ela me esperar que eu já estou indo à casa dela — mandei, e ela assentiu, saindo correndo do quarto.
— Trabalhar no sábado, Bells — Jake fez uma careta.
— Desculpa, amor, mas faz assim: fica um pouco com a Nessie — pedi. Ele coçou a nuca. — Por favor, pra vocês se conhecerem melhor.
— Ok — mesmo relutante, ele aceitou.
— Agora vem tomar banho comigo, vem — implorei.
— Eu já tomei banho — avisou.
— E quem disse que nós vamos tomar banho? — perguntei.
Jake veio até mim, me pegando no colo. Gritei de susto, e ele nos levou até o banheiro. Senti minhas costas se chocarem contra a parede fria. Gemi quando senti sua mão estimulando minha vagina, que já estava, digamos… quente.
Gemi sentindo sua língua invadir minha boca com fúria. A toalha dele já havia caído fazia tempo, e eu senti seu pênis encostar na minha vagina. Eu não costumava dormir com muita roupa, então isso facilitava bastante; eu usava apenas uma camisola de tecido fino.
Desci do colo dele, ficando de costas, com as mãos apoiadas na parede. Empinei a bunda, entregando-a ao seu pênis. O ouvi gemer e, logo depois, ele me invadiu. Senti suas mãos se enrolarem nos meus cabelos e deixei a cabeça tombar para trás. Jake lambeu o lóbulo da minha orelha enquanto me estocava fundo.
— Porra, que rabo gostoso! — rosnou no meu ouvido, e eu gemi alto.
— Isso, Jake! — incentivei.
Rebolei em seu pau, o que ajudava bastante. Ele estava todo dentro de mim; era grande e extremamente grosso. Logo senti o orgasmo. As rapidinhas com Jake eram sempre maravilhosas. Eu sempre começava meus dias com elas. Continuei rebolando sobre seu pau, mordendo os lábios e olhando de relance para trás, até sentir que ele ia gozar.
Ele se afastou, saindo de mim e gozando. Me virei lentamente, e ele sorriu sacanamente na minha direção antes de me beijar com carinho.
— Vou ficar com saudades — resmunguei, manhosa.
— Não mais do que eu — ele sorriu de canto.
— Desce e vai preparando o café — pedi, e ele assentiu.
POV – JacobMe vesti rapidamente e desci as escadas. Eu adorava esse lado fogoso da minha namorada. Ela sempre estava pronta para uma, fosse de tarde ou de noite. Essa mulher é deliciosa.
— Nossa, mãe, demorou um século pra descer! Estou com fome — Nessie reclamou. Provavelmente tinha ouvido os passos na escada e pensado que era a Bela.
— Sou eu — avisei, e ela se virou para me fitar.
Tá bom, eu admito: minha enteada tinha uma cara de anjo mau. Aquele tipo de pessoa com carinha de santa, mas que, na verdade, é o demônio. Eu só não sabia se ela tinha consciência disso.
— Ah… oi — cumprimentou, sem emoção.
— Então, o que quer comer, baixinha? — perguntei, encostando no balcão e a fitando.
Ela apoiou a mão no queixo, torceu os lábios em um pequeno bico e fez uma carinha pensativa. Sorri, analisando-a.
— Posso abusar? — perguntou, envergonhada.
— Manda — ri.
— Pode fazer waffles? — pediu.
— Claro, pidona — assenti.
Ela sorriu pela primeira vez de forma sincera, não aqueles sorrisos forçados que vinha dando.
— Obrigada — sorriu.
— Bom dia — Bela surgiu na cozinha, me dando um selinho. — Vou indo nessa. Se essa mulher morrer, eu estou ferrada!
Ela deu um beijo na testa da Nessie, que sorriu.
— Tchau, mãe, te amo — Renesmee berrou.
— Te amo também, querida! — Bela gritou de volta, já saindo pela porta.
POV – RenesmeeAh, ótimo. A situação mais desconfortável que existe: ficar sozinha com uma pessoa com quem você não tem assunto. Lá estávamos eu e meu padrasto comendo, só se ouvia o som das nossas bocas mastigando. Que horror!
— Zona livre! — ouvi a voz do meu pai e sorri abertamente, olhando para o lado.
Corri para abraçá-lo. Ele me pegou no ar e me girou. Sim, admito: meu pai era tipo uma inspiração para mim. Eu era muito puxa-saco dele.
— Minha boneca, como cresceu — Edward sorriu de canto.
— O que veio fazer aqui? — perguntei.
— Vim pegar uns papéis que deixei no escritório — respondeu, e eu fiz uma careta. — E pra te ver também.
Sorri.
Ouvi Jacob soltar um risinho irônico atrás de nós.
— E você, quem é? — meu pai perguntou, e o tom de voz dele não estava nada amigável.
Ih… vai dar fight. Ai, Senhor, segura esses homens!
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