Amor, uma droga necessária
2 Capitulo 2 - Entre o Pai, a Mãe e Ele
Notas iniciais

POV. Renesmee
— Esse é o Jake, namorado da mamãe — anunciei.
Jacob se levantou e estendeu a mão para meu pai, que fez uma careta de puro desprezo.
— Nossa, como o nível da sua mãe baixou — Edward torceu o nariz.
— Ele já não era muito alto quando ela era casada com você — Jacob rebateu sem pestanejar.
— Acha que está falando com quem, moleque? — meu pai soltou uma risada irônica.
— Se você fosse tão homem, ela não teria te trocado pelo moleque aqui — Jake riu.
— Acha que só porque deu uma comida nela você é alguma coisa especial? É sempre pra minha cama que ela volta — Edward elevou a voz. Nunca o tinha visto tão maldoso.
— PAI! — berrei, chamando a atenção dos dois. — É da minha mãe que vocês estão falando! Ela não é nenhum pedaço de salmão para dois ursos ficarem brigando! — apontei para eles.
— Desculpa, Nessie — Jake abaixou a cabeça, constrangido.
— Filha…
— Você veio me ver ou marcar território? — perguntei, furiosa.
— Não fale assim comigo — sua voz engrossou.
— Tá bom — murmurei, murchando os ombros.
— Não quero ser desagradável com você, princesa — ele suspirou. — Vim dizer que nessas férias temos passagens para o Havaí.
— Nós quem? — perguntei.
— Eu e você — respondeu, óbvio.
Pulei de felicidade.
— Mentira! Sério, pai?
— Só eu e você, minha pimpolha — ele riu.
— Que bom!
— Agora preciso ir, o trabalho me espera — beijou minha testa. — Te amo, anjinho.
— Também te amo, pai.
Ele saiu sem sequer olhar para Jake.
— Seu pai é um filho da…
— Ele só é um pouco narcisista — fiz uma careta. — Aposto que logo vocês viram melhores amigos, quase irmãos.
— Ah, tá — Jake riu.
— Você ouviu? Havaí! Eu vou pro Havaí! — pulei, abraçando-o.
Péssima ideia. Péssima ideia mesmo. Eu não tinha intimidade para abraçar meu padrasto assim… mas que abraço gostoso. Quentinho. Aconchegante. Encostei a cabeça em seu ombro, sentindo-me estranhamente segura.
Renesmee, ele é da sua mãe, meu cérebro gritava.
Mas ainda assim…
— Fico feliz por você, Ness — Jake disse, e senti seu hálito quente na curva do meu pescoço.
Meu corpo inteiro se arrepiou. Aquilo era novo, intenso… e assustador. Afastei-me devagar, sentindo suas mãos deslizarem pela minha cintura antes de se soltarem.
— Obrigada — sorri sem graça.
— Mas acho que sua mãe… — ele coçou a nuca.
— O que tem a minha mãe?
— Tem uma coisinha que ela não te contou…
— Então conta você — incentivei.
— Não posso, ela me mata.
— Se ela te matar, eu faço um enterro digno — ri. — Agora fala.
— Eu e sua mãe nós…
— Cheguei! — minha mãe entrou sorridente.
— Ótimo! Agora você pode contar, Jake.
— Contar o quê? — Bela lançou um olhar mortal.
— Mãe, o papai esteve aqui e disse que nessas férias vou viajar com ele pro Havaí.
— Nessas férias? — ela questionou.
— Sim… por quê?
— Bom, filha… — ela hesitou. — Eu e o Jake estamos noivos.
Fiquei encarando os dois, em choque.
— Já? Só três meses juntos?
— Estamos apaixonados.
— Você também disse isso sobre o papai — rebati, sentindo os olhos arderem.
— Nessie…
— E o que isso tem a ver com minhas férias?
— Queríamos fazer o jantar de noivado nas férias.
Meu corpo gelou.
— Mas, se você viajar, adiamos — Bela explicou.
— Claro, sem problema — Jake sorriu nervoso.
— Você contou isso pro papai?
— Sim… por educação.
Minha garganta apertou.
— E eu achando que ele queria passar um tempo comigo… — solucei.
Minha mãe me abraçou forte.
— Jake, fica com a Nessie — disse, com raiva contida.
— Não, mãe…
— Fica com ele — ela insistiu, sorrindo.
Ela saiu como um furacão, batendo a porta.
Jake me abraçou e me levou ao sofá. Chorei encostada em seu peito.
— Eu sou uma idiota.
— Não é — ele disse firme. — Nunca foi.
Secou minhas lágrimas com o polegar.
— Prefiro seu sorriso — sorriu. — Mesmo você ficando uma graça chorando.
— Você gosta do meu sorriso?
— Gosto. Ele é puro… inocente… e mora nesses lábios lindos.
Meu coração disparou.
— E o que mais gosta em mim?
— Sua espontaneidade. Você sente tudo de verdade.
— E o que estou sentindo agora?
— Vergonha — ele murmurou. — E medo… de eu te beijar.
Seu polegar roçou meus lábios.
— E você vai? — perguntei, fechando os olhos.
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