Amor sombrio
5 Capitulo - 4 Doce ILusão
Notas iniciais
Empty spaces fill me up with holes
Distant faces with no place left to go
Without you within me I can't find no rest
Where I'm going is anybody's guess
I've tried to go on like I never knew you
I'm awake but my world is half asleep
I pray for this heart to be unbroken
But without you all I'm going to be is incomplete
Voices tell me I should carry on
But I am swimming in an ocean all alone
Baby, my baby
It's written on your face
You still wonder if we made a big mistake
Backstreet boys — Incomplete
Pov Felicity
Pulo dos seus braços colocando uma distância segura entre nós. Fito o casal Merlyn completamente envergonhada, ainda vou para o inferno com esse descontrole sobre meu corpo. Empurro Oliver para mais longe de mim, saio em passos largos para o apartamento, com o corpo trêmulo e a respiração ainda ofegante.
– Felicity – disse Cait entrando no apartamento atrás de mim.
– Caitlin agora não – aceno nervosa para ela – por favor.
– Não estou aqui para julgá-la – suspira.
– Está tudo errado Cait – fito seus olhos – eu me deixe elevar mais uma vez, por que não posso ficar um minuto sozinha com ele.
– Você o amar Felicity e isso...
– ... Isso machuca – interrompo – eu nunca deveria ter aceitado ficar aqui e mesmo com todas as dificuldades eu era feliz longe dele, antes de conhece-lo.
– Sinto muito por ter colocado você nessa – disse triste – eu não pensei nos seus sentimentos, mais só em como trazer o Oliver de volta.
– Ele precisa se encontra – deixo uma lágrima escorrer –sozinho.
– Ele precisa de você e do bebê – insiste – você é nossa última chance.
– Eu não quero mais isso – suspiro – sinto muito. Ela aperta os lábios e olha para os lados, balançando a cabeça positivamente com a expressão triste, não mais do que eu estou agora, tudo que ele faz para me magoar não posso simplesmente passar a mão na cabeça dele e dizer sim a tudo. Por mais que eu sinta algo por ele, não é justo comigo mesma, deixar ele ditar as regras e seguir conforme sua música.
– Posso falar com ela a sós Caitlin !? — pergunta Oliver dando passos largos até mim. Ela assente e se vai fechando a porta em seguida. Respiro fundo e olho dentro dos seus olhos.
– O que aconteceu ! Não vai mais se repetir – digo séria.
– Você tem razão – suspira – não estamos sendo justo um com o outro.
– Você que não está sendo Oliver – aceno o corrigindo — não sou seu brinquedo – rosno irritada o empurrando – eu não quero que me toque mais – aviso séria – nunca mais. Eu não quero ser a mulher que você pode amar um dia.
– Felicity – disse surpreso segurando meus pulsos — eu não lhe farei mal algum. Você só precisa entender que não sou...
– ... Você já me fez mal no dia em que eu resolvi dormi com você – deixo minhas lágrimas escorrer – e você me deixou para trás como um objeto qualquer, para depois o destino me joga em cima de você novamente, eu não aguento mais isso. Você não me ama nunca vai me amar, nem a criança que está dentro de mim, que você rejeita como se fosse um brinquedo quebrado, se você não tem um coração Oliver, eu tenho – bato no peito de leve e me afasto me soltando de suas garras dando passos para trás – só vai embora e me deixe sozinha agora.
– Felicity...- começa me fitando indescritível mais o interrompo.
– .... Não temos nada mais para falar Oliver — suspiro e doou as costas mais antes olho sobre os ombros — não se preocupe não seremos mais um fardo para você — aperto os lábios e começo a andar em direção ao quarto — seremos um alívio fora da sua vida.
Não quero mais olhar nos seus olhos, me sinto vazia no momento, perdida em pensamentos torturantes de desejos não correspondido da realidade cruel que me atormenta, todos aqueles que amo um dia me abandona ou não costumam a sentir o mesmo de volta, à palavra, gestos que são bonitos, mais a outros que vai te machucando aos poucos até não sobrar mais nada.
Pov Oliver
A vejo entrar no quarto, não posso negar que suas palavras gritantes não doeram, eu mereço, disso não tenho dúvidas. Me atingiram em cheio suas lágrimas nunca me senti bem em ver alguém chorar, principalmente quando o culpado sou eu, a sensação de partida dita por ela, me deixa angustiado, eu não nego e não minto sobre quem sou ou o que sou, mais uma coisa tenho certeza não consigo vê-la mais longe. Quero segui-la e dizer algo mais não consigo. Respiro fundo e saio do apartamento, Tommy me espera com os braços cruzados sobre o peito enfrente a minha porta fitando o nada, me aproximo e ele abre a porta para mim, entro em silêncio seguido por ele, me sento no sofá soltando um longo suspiro.
– Você só é mais um idiota na multidão – murmura se jogando ao meu lado puxando uma garrafinha do bolso, abrindo a tampa inalando o cheiro e bebendo um gole do liquido fazendo uma careta passando para mim – vai fazer você se sentir melhor ou não – dá de ombros. Bebo um gole e sinto o Whisky rasgar minha garganta com um ardo lascivo.
– Estou sendo um idiota com ela – digo sério fitando uma foto da Helena na mesa do centro.
– Você se sentindo mal nessa situação — se belisca e toma a garrafinha de mim bebendo o resto do líquido de uma vez – vivi para ouvir isso – estala a língua.
– Tommy – suspiro – talvez eu possa tentar !
– Meu Deus é mais grave do que eu imaginava — arregala os olhos incrédulo e põe a mão na minha testa – está usando algum tipo de droga? Ou soro da verdade como no filme da garota divergente!
– Não – resmungo empurrando sua mão para longe – só estou tentando dizer que posso tentar algo – aperto uma mão conta outra – com ela.
– Agora sim estamos falando a mesma língua – sorrir sarcástico.
– Felicity é perfeita para mim – sorrio torto – só não sei por onde começar.
– Perdoe logo a si mesmo, primeiro passo – disse levantando e pegando a foto da Helena – ela fez tudo por você – aponta para foto e a mostra para mim apertando sobre o peito – deixe o coração sentir o amor segundo passo, não tente levar a Felicity para a cama a cada cinco minutos que ver ela por ai, poupando nós de cenas como a do elevador nós temos quartos nesse prédio enfim – suspira – não tenha medo Oliver, Felicity é diferente e adorável fará de você um novo homem – como Helena fez um dia.
– Como a Caitlin fez como você !? – reviro os olhos e jogo uma almofada nele que desvia e gargalha – ela deveria ter se casado com o Ronnie e não com você.
– Jamais preferia a arrancar meus olhos ao ver eles juntos – rosna colocando a foto da Helena virada para baixo e saindo até a bancada próxima a janela onde contém as bebidas, fito a foto, me ergo e deixo ela como está. Me aproximo dele que já enche o copo e o vira rapidamente.
– Cait não vai gostar disso – resmungo sério – e ainda vai me matar por ter deixado você beber.
– Estou com plano de saúde é só umas gotinhas – acena com desdém – e uma vez não vai me matar. – sorri entregando um copo para mim.
– Você é como um irmão para mim – digo sério bebendo o whisky – não duvide disso.
– Nunca – sorri erguendo o copo me fazendo um brinde – irmão. Sorrimos juntos e começamos a beber, a anos não me sinto assim, o que me anima internamente.
[...]
Pov Felicity
– Felicity acorda – escuto uma voz nervosa ao longe dentro do meu subconsciente – acorda – disse mais alto. Abro os olhos com as pálpebras pesadas, meu corpo pesado me faz me manter na mesma posição que estou, pisco algumas vezes até ver a Cait vestida de pijamas com olhar de assustada, o que me faz pular e sentar na cama rapidamente.
– O que houve? – pergunto ainda sonolenta mais preocupada.
– O Tommy – disse nervosa andando de um lado para o outro mordendo uma unha.
– O que aconteceu ? — questiono mais apreensiva, saindo da cama e pairando a sua frente segurando seus ombros.
– Ele está bêbado — murmura.
– Ele fez algo com você !?
– Não – acena – não está nem em casa – fecha os olhos com força e volta abri-los me encarando – ele está bêbado com o Oliver. Engulo em seco e pisco sem entender nada. – eles fazia isso mais a muito tempo como por exemplo a cinco anos atrás na faculdade depois da morte da Helena eles não saíram mais juntos, Oliver nunca mais foi o mesmo, mais hoje estão bebendo como se nada tivesse acontecido – completa respondendo meus pensamentos — isso é inusitado para mim – finaliza incrédula.
– E o que pretende fazer a respeito ? – pergunto curiosa.
– Nós vamos ! – disse me puxando.
– Como assim nós vamos ? – esbravejo.
– Os vizinhos chamaram a polícia – disse nervosa – eles estão fazendo o maior auê no apartamento do Oliver, preciso da sua ajuda.
– Cait seja lá qual for a comemoração deles no momento, eu estou fora – resmungo voltando para a cama – não tenho nada com o Oliver, aguas passadas agora me deixa dormi – me enrolo deitando de lado e dando as costas para ela – não pelo o Tommy quero deixar claro, mais por mim pode levar o Oliver preso, ficarei feliz – suspiro e fecho os olhos para dormi – sou uma gestante já sofri muitas emoções hoje, boa noite !
– A última vez que o Tommy bebeu eu estava grávida de dois meses assim como você – sussurra triste – ele bateu com o carro e quase entrou em coma, eu fiquei tão triste e preocupada que acabei perdendo nosso filho em um abordo espontâneo – suspira – então ele me prometeu que não beberia de novo. E agora sou estou pedindo sua ajuda por que estou com medo de voltar a vê-lo assim.
Suas palavras me faz voltar atenção para ela que sorrir torto e suplica com os olhos.
– Sinto muito – digo me levantando – eu fui grossa com você agora.
– Eu prometo não lhe incomodar...
– ... Não se preocupe, estou com você – sorrio e seguro suas mãos – mais só vamos tirar o Tommy de lá, o Oliver pode deixar ser preso – resmungo.
– Por mim tudo bem – dá de ombros.
Saímos do apartamento. Ao chegar próximo da porta escuto risadas longas, olho para Cait que parece receosa e nervosa então resolvo eu mesma bater na porta.
– Tommy abre a porta – grito socando a porta. Mais não escuto resposta e sim uma música alta ecoando pelo cômodo – abre essa maldita porta.
– Espera aqui tem uma chave extra – murmura Cait pegando a chave debaixo de extintor de incêndio próxima a porta. Ela me entrega e abro em seguida a porta, o que vejo me espanta mais me faz rir, Tommy esta agarrado a uma garrafa de whisky vazia de olhos fechados dançando no meio da sala e cantando a música. Tudo está virado totalmente uma bagunça. Oliver está sentado no sofá balançando a cabeça e cantarolando com um canivete rodando entre os dedos, vejo que ele já cortou a outra mão. Ele gira mais uma vez e corta do dedo, mais não faz expressão de dor, só fita o nada. Homem de gelo esbravejo mentalmente.
– Tommy – grita Cait irritada próxima a ele – o que deu em você?
– Amor – sorrir com voz embriagada – eu e Oliver estávamos lembrando os velhos tempos da faculdade, sem garotas — acena mostrando que não tem ninguém envolta.
– Você enlouqueceu Tommy – bufa irritada e o puxa tirando a garrafa de suas mãos – e você me paga amanhã quando estiver sóbrio – grita para Oliver aos oitavos que dá de ombros com um bico e volta a girar o canivete entre os dedos. Ela chega até mim com Tommy sobre seus protestos. Fico o encarando Oliver, mais ele parece calmo e embriagado, o que me apavora é o sangue em suas mãos.
– Vamos Felicity – chama Cait. Concordo e ajudo ela a levar o Tommy saímos do apartamento, mais me sinto angustiada, se ele se machucar com aquela faca !? Respiro fundo e acompanho eles até a porta. – obrigado – sorrir e entra no seu apartamento com Tommy cambaleando para os lados e xingando coisas sem nexo. Me encaminho até o meu mais paro abruptamente, não vou conseguir deixa-lo naquela situação. Giro e volto para o apartamento dele. Entro e vejo que ele já não está mais no sofá, olho envolta mais não encontro, me aproximo do aparelho de som e o desligo.
– Felicity – disse atrás de mim com a voz embargada pelo o álcool o que me faz pular para frente em susto.
– Meu Deus – suspiro assustada voltando atenção para ele que está sem camisa com uma garrafa em mãos – o que há de errado com você !? – pergunto irritada tirando a garrafa de sua mão e o canivete da outra. Ele sorrir o que me faz arregalar os olhos nunca o vi sorrindo é sempre uma expressão fria para tudo. Seu sorriso é lindo mostrando uma face despojada e totalmente encantadora, seus olhos tem um brilho diferente, não é aquele Oliver frio que usa uma máscara para tudo, mais sim um Oliver encantador.
– Você é mais bonita do que pensar – sorrir com a voz embolada tentando se equilibrar nas suas próprias pernas. Não falo nada só o observo desconfiada.
– Venha – resmungo puxando ele pelo o braço, andando em sua frente, ele me segue e resmunga coisas esbarrando nos móveis. Chego até a pia do banheiro e ponho sua mão cortada debaixo da água morna da torneira, lavando o sangue seco. Abro o armário de cima e vejo o kit de primeiros socorros, pego e deixo próximo a mim.
– Você. Você não – tenta falar mais se enrola com a língua, ergo uma sobrancelha para ele sem paciência – não quero você com o Ray — completa com esforço.
– Por que não? Eu sou livre – aponto para mim – ele é livre – sorrio com desdém fazendo o curativo em sua mão – vamos unir o útil ao agradável – do de ombros.
– Ele é um idiota – resmunga fechando a mão.
– Espera não terminei – bufo irritada abrindo sua mão novamente – conte-me mais sobre essa briga de quem mija mais longe dos dois – solto uma risada sarcástica.
– Eu roubei a Helena dele – sorrir batendo com a cabeça no armário, fazendo uma careta de dor massageando a testa. Franzo o cenho incrédula, certo que eu e o Ray nos conhecemos a pouco mais por que ele não contou nada sobre a Helena !? Ou pelo menos mencionou sobre Oliver. Claro Oliver já chegou intimidando como um homem das cavernas. Bufo e reviro os olhos terminando o curativo. O puxo de volta para o quarto com ele protestando e quase caindo no chão – não tenho culpa se sou mais quente do que ele – sorrir tentando me beijar desvio dele que passa direto por mim caindo sobre a cama.
– Não temos mais nada Oliver – suspiro – nem nos seus sonhos. Então não tente me agarrar mais e não tente algo comigo ou levará um chute no seu bem mais precioso – rosno irritada.
– Nos meus sonhos. Você. Você – boceja ainda debruçado – é minha garota e mãe do nosso filho que vamos ter igual a mim – sorrir se agarrando ao travesseiro. Sento na beirada da cama e puxo o coberto sobre ele.
– Você não quer o bebê – bato nele irritada – não vai me iludir, bêbado não sabe o que diz – bufo.
– Eu tenho medo de você me deixar como ela fez – resmunga com os olhos fechados – e levar nosso filho por isso não..não me dou por vencido – estala a língua.
– Ela não deixou você Oliver – suspiro – ela morreu.
– Você não vai morrer – murmura – eu vou prote....proteger você e o bebê – gagueja relaxando o corpo, respirando mais profundo.
– E se eu recusar sua proteção? E ir embora para sempre – pergunto me aproximando dele sentindo seu cheiro misturado ao whisky.
– Eu vou atrás de você a qualquer lugar do mundo – sorrir fofo como um garotinho quando faz traquinagens – está segura Felic..... – interrompe-se chegando ao sono profundo, deixando uma expressão tranquila.
– Idiota – resmungo beijando sua face sentindo o pinicar da sua barba rala me furar os lábios – merece uma surra – murmuro me afastando – deveria ser crime transar com você – sorrio saindo do quarto. Ao chegar na sala vejo uma foto da Helena sorrindo com ele, os dois abraçados, aquilo me causa náuseas, me aproximo pego a foto – você pode ter feito ele feliz – suspiro – mais também o tornou um homem sombrio – sussurro triste deixo a foto no mesmo canto e saio do apartamento em direção ao meu.
Dia seguinte
Com muita insistência Cait me convenceu a sair de casa para a clínica começar o pré-natal, hoje acordei indisposta, com os enjoos mais frequente e um sono descomunal, mais pelo o bebê é minha obrigação cuidar da nossa saúde, não contei nada sobre minha volta ao apartamento do Oliver, ela também não me questionou nada o que me deixa mais aliviada. Depois de pronta como um vestido azul escape sem mangas também sem decote rodado acima dos joelhos, com um fino cinto prateado sobre a cintura e sapatos quinze pretos, deixo meu cabelo em um rabo de cavalo com uma maquiagem leve no rosto. Pego a bolsa para sair do apartamento, Cait disse que me esperaria no carro em frente ao prédio. Saio do apartamento no mesmo momento que uma loira com cabelos meio ondulados sobre ombros de olhos azuis intenso sem maquiagem, vestida com uma calça jeans preta e botas, pelo ver temos quase a mesma altura, mais o que me chama atenção é ela está com uma blusa masculina branca que cobre boa parte do seu corpo, saindo do apartamento do Oliver.
– Bom dia – sorrir e passa por mim para o elevador. Engulo em seco e olho para a porta dele com o corpo gelado, não tenho fala, só as batidas torturantes do meu coração que insiste em falhar. Ela entra no elevador e se vai. Pisco ainda em choque com uma sensação horrível de desconforto. Não temos nada mentalizo. Mais é mais forte do que eu, deixo lágrimas escorrer e me encaminho para o elevador, aperto o botão com tanta força que chega doer os dedos. Soluço baixo e saio do elevador em passos largos, queria que a dor fosse embora, não se pode chorar por alguém que não merece, que não se pode ter como deseja mesmo depois do que ele me disse ontem eu até poderia jurar que talvez ele estivesse mudando se tornando bom. Paro para me recompor e vejo Cait acenando do carro do outro lado da rua, ando mais rápido, mais com minhas lágrimas me vista fica turva.
– Cuidado – grita Cait do carro com os olhos assustado em minha direção, tudo parecer passar em câmera lenta a minha volta, olho para o lado esquerdo e vejo um carro buzinar para mim e se aproximar rápido me deixando em pânico, fecho os olhos com força e levanto os braços em proteção do corpo. Tudo que posso sentir é o medo de perde meu bebê, sento um impacto forte que me leva ao chão.
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