Amor sombrio
20 Capitulo - 19 Além de uma simples vingança !
Notas iniciais
You're broken down and tired
Of living life on a merry-go-round
And you can't find the fighter
But I see it in you so we gonna walk it out
And move mountains
We gonna walk it out
And move mountains
And I'll rise up
I'll rise like the day
I'll rise up
Andra Day — Rise Up
Pov Oliver.
Quantas surpresas teremos mais essa semana? Por Deus deve ser algum castigo divino nos punindo por algo que ainda estou tentando descobrir.
— Você deixou minha neta ser sequestrada seu idiota que espécie de homem é você? – rosna puxando Tommy pelo o colarinho – acredite você vai sofrer mais do que o diabo que a levou.
— Você não tem direito de entrar em minha casa e dizer o que é certo ou errado para mim – urra Tommy o empurrando. – Cait foi sequestrada, mas a culpa não é minha.
— Vou encontrar minha neta Thomas e acredite nunca mais você a verá em toda sua vida novamente, eu prometi ao pai dela que a protegeria até os últimos dias da minha vida – avisa pegando-o chapéu e saindo pela porta como um raio.
— Tommy – sussurro – vai ficar tudo bem – asseguro olhando dentro dos seus olhos que me fita descrente.
— Posso morrer hoje ou amanhã, mais viver sem ela me dói mais – diz triste se afastando – talvez ele tenha razão, sou idiota em acreditar que posso cuidar da Cait.
— Nada disso foi nossa culpa, Cooper vai pagar caro e nossas garotas estarão em casa ao nosso lado – afirmo. Escuto o bipe de uma mensagem e vejo que é de Diggle informando que a Amanda aceita nossa oferta de nos ajudar. Demônio vestido de terno, não quero nem imaginar o que ela vai querer em troca. O celular começa a tocar e vejo que é o número restrito, falando no diabo. Olha ele ai.
— Estou com dinheiro diga o local – atendo sem paciência.
— Muito bem Mr. Queen – sorri – anote o endereço, por favor e faremos nossa troca.
[....]
— Thea agora não – esbravejo colocando o dinheiro no porta-malas. – Fique com seu pai enquanto eu resolvo essa questão.
— Oliver não pode fazer isso assim, você precisa informar para o capitão Lance sobre o sequestro das garotas, ele pode ser muito perigoso – argumenta nervosa me puxando pelo antebraço enquanto olho nos seus olhos para responder altura.
— Não é uma decisão sua Thea, e sim minha, ela é a minha namorada e principalmente está com um filho nosso na barriga, a vida dela está em jogo, não posso simplesmente esperar a polícia resolver isso, não posso deixar nada acontecer com ela – rosno impaciente desvinculado do seu aperto firme.
— Temos que ir – chama Tommy do carro.
— Volte para casa e fique com Malcolm, não diga nada a ninguém – ordeno entrando no carro.
— Porque você nunca me escuta – diz triste.
— Porque nada depende só de você – dou partida no carro seguindo para o local passado por Cooper. Olho pelo retrovisor ela com as mãos no bolso.
— Só quero nossas garotas de volta Oliver – Tommy suspira nervoso ao meu lado.
— Vamos tê-las Tommy, tenha um pouco mais de fé –sussurro acelerando o carro pela avenida.
— Se der errado espero o fim que me aguarda levando um tiro do General Snow. – diz com a voz tensa fechando as mãos em punhos.
— Temos um plano e o seguiremos – relembro sincero sem tirar os olhos da estrada. – Não faça nada que se arrependa depois e, por favor não tente nada além dos nossos limites, eu conheço você bastante tempo para saber que você é impulsivo. A vida de todos está em risco.
Chegamos no lugar combinado e entramos sem ser notados.
— Por que ainda não chegou? – rosna Tommy olhando para os lados. Sua voz ecoa pelo o local vazio. Um galpão abandonado com cheiro de urinas e mofo. – Ele não vem.
— Pode por favor parar de falar no meu ouvido – esbravejo olhando em volta. – Está me deixando mais maluco.
— Mr. Queen e Mr. Merlyn – Cooper sai das sombras batendo palmas com terno preto alinhado ao corpo com a postura firme e ousada sem esboçar ser aquele garoto perspicaz de meses atrás – vejo que cumpriram com o tratado – acena.
— Onde está Felicity e Caitlin? – Tommy se exalta dando um passo mais o impeço de seguir em frente.
— Quieto – ordeno. Por um momento ele me fuzila com o olhar mais se afasta adquirindo uma postura defensiva. Volto atenção para Cooper que sorri nostálgico.
— Acreditou mesmo que eu entregaria a Felicity para você antes de faze-la pagar por tudo? – rosna com acidez. Tento me controlar para não mata-lo.
— Você não as trouxe, não é? – Tommy grita entredentes.
— Não – responde com uma risada – essa é a primeira parcela do preço que devem pagar por elas, preciso de mais dez milhões de cada um.
— Não vou pagar mais um centavo e você irá me dizer onde Felicity está – dou um passo mais ele acena.
— Não está na posição de negociar Mr. Queen – diz com o dedo indicador erguido.
— Acha mesmo que eu acreditaria que iria entregar as garotas facilmente – ergo uma sobrancelha estalando os dedos ouvindo o destravar das armas no andar superior do galpão. Olho para cima ao ver Diggle e outros agentes da A.R.G.U.S com ele, pisca para mim voltando a mirar a arma para Cooper. Volto atenção para ele que é coberto pelas luzes infravermelhas. – Entregue elas agora!
— Oliver desde quando você é amiguinho da Amanda? –Tommy cutuca meu braço com os dedos o que não posso deixar de revirar os olhos – lembra daquele verão quando ela disse que nós iriamos servir a ela em uma ilha cheia de demônios.
— Eram ameaças evasivas – sobressalto sem dar importância – Amanda gostou do nosso trabalho na academia querendo nos transformar em agentes secretos.
— Ela queria transar com você – resmunga. Aquela mulher me dar medo e náuseas.
— Basta – rosno voltando atenção para Cooper que começa a sorrir com desdém.
— Mr. Queen isso não me assusta em nada – acena com as mãos para o ar – achou que era o único a ter uma carta na manga?
— O quer que dizer? – rosno observando ele afastar a manga para mostrar o pulso com dispositivo piscando uma luz azul – esse dispositivo está ligado aos meus batimentos cardíacos, se caso esse dispositivo pare de funcionar ou meu coração pare de bater sua namoradinha vai pelos ares.
— Isso é.... – Tommy engole em seco.
— Um dispositivo de uma bomba desenvolvida pelos soviéticos – completo a frase.
— Meu pai era um soldado soviético – sorri fechando a camisa – eu vou sair e você não vai me seguir caso tente mais alguma gracinha Mr. Queen, eu tiro o dispositivo do meu pulso o que fará você perder tudo que tem em questão de minutos. – alerta voltando para as sombras.
— Desgraçado – urra Tommy jogando a touca no chão – e agora? Como vamos tira-las dessa? – grita socando meu peito.
— Diggle – grito empurrando Tommy para o lado.
— No carro dele foi posto um rastreador – sorri do andar superior – agora é só pega-lo.
— Não o siga agora, ele pode perceber, quando chegar ao destino, encontraremos o cativeiro – ordeno piscando para Tommy – ele não é o único que sabe jogar.
— E as bombas? – questiona nervoso.
— Ele não é tão sádico assim, aquilo é uma réplica malfeita de um dispositivo soviético – sussurro seguindo para saída – e aquele dispositivo não possui luz azul para ativação, é só um pulso eletromagnético que fará ele ser rastreado.
— Como sabe tanto?
— Pode parar de me fazer perguntas? Que mania – resmungo entrando no carro.
[....]
Pov Felicity.
— Tudo bem – suspira – está tudo pronto, sabe o que fazer – Cait sorri e vai até a porta. – Socorro. Socorro – começa a gritar socando a porta com chutes – o bebê está nascendo. Cooper seu desgraçado precisamos levar Felicity para o hospital.
Com alguns minutos um cara alto adentra ao cômodo com a postura rígida e firme olhando para nós duas com a cara de poucos amigos. Começo a fingir que estou sentindo dores me contorcendo no colchão o que chama sua atenção.
— Por favor meu filho está nascendo – suplico ofegante – por favor.
— O que posso fazer? – questiona nervoso vindo até mim.
— Precisamos leva-la ao hospital, agora – Cait se aproxima nas pontas dos pés com cuidado, ele tenta olhar para trás mais chamo sua atenção novamente com um grito entredentes.
— Não podemos sair – explica olhando para minha barriga – Cooper ordenou....
— Não podemos deixa-la ter o bebê em um local sujo – argumenta Cait observando a arma no cós de sua calça – onde estão os outros companheiros seus, para ajudar na locomoção dela quanto mais agentes melhor?
— Só tem dois no jardim de vigia – sussurra. Cait sorri.
— Obrigado – diz ela. O cara franze o cenho e olha para trás no mesmo momento em que ela o acerta com um chute no rosto com toda força que possa ter em seu tornozelo deixando-o desacordado no chão. – Já pensou em trabalhar como atriz? – gargalha pegando a arma tirando o pente verificando as balas e voltando a travar a mesma.
— Desde quando você sabe lutar? Usar armas? – arregalo os olhos incrédula.
— Meu avô é um General, me ensinou algumas coisas como autodefesa e quando conheci Tommy ele costumava frequentar muito a academia da Sara e do Oliver. Tommy morre de medo dele, sabe não ser a provas de balas faz você temer a algo – pisca me ajudando a levantar do colchão. – Preste atenção eu vou sair e volto preciso limpar a área.
— Cait não pode fazer isso – suplico nervosa – e se....
— Não vai me acontecer nada eu prometo agora fique quieta e atenta a tudo – ordena indo para a porta o que me deixa aflita, segundos depois ela volta com um pedaço de madeira – isso é para o caso dele se mexer – olha para o indivíduo caído dando de ombros.
— Cait cuidado – sussurro nervosa. Ela pisca e se vai. Começo a andar de um lado para o outro com o medo tomando conta de mim. Tento respirar mais tudo em mim começa a acelerar com choques percorrendo meu corpo me deixando estremecida. Sinto uma pontada na barriga e me apoio na parede, o que me faz gemer e suar rapidamente. Vejo o cara tentar se mover balançando a cabeça o que me deixa mais alarmada, que Deus me perdoe pelo o ato, me aproximo receosa e bato com força fazendo-o cair no chão novamente. Fecho os olhos com uma dor incessante em meu ventre.
— Não. Não – gaguejo nervosa acariciando minha barriga. – Adam mamãe precisa fugir primeiro. Escuto disparos de balas o que me assusta tento me mover mesmo com as dores envolta da minha cintura, passo por um corredor escuro sentindo cheiro de fumaça invadir o local, me apoio na parede me arrastando até o fim do corredor – Cait – chamo com dor.
— Felicity – grita ela me apoiando antes que eu deslize para o chão – temos que ir – avisa nervosa.
— O que você fez? – arquejo me contorcendo com as dores.
— Derrubei um cara que estava na cozinha, ele simplesmente pôs fogo na casa – diz nervosa me ajudando a descer as escadas – Meu Deus – engole em seco. –Precisamos ir agora – se adianta no percurso, parece que tem uma faca pressionada a minha coluna com um ardor lascivo o que me faz gemer deixando as lágrimas escorrerem pelo rosto mais me mantenho forte pelo meu filho. Por sorte a bolsa ainda não estouro.
— Adam só mais um pouco – ofego chegando a saída paramos abruptamente com Cooper parado em meio ao portão com os braços cruzados sobre o peito fitando a casa abismado.
— Saia da nossa frente agora – ordena Cait apontando a arma para ele – não me faça descarregar esse pente de balas em você – urra sacolejando a arma no ar.
— Cooper por favor – suplico sentindo meu corpo começar a amolecer pelas dores – eu posso morrer mais meu bebê não, ele não tem culpa de nada.
— Não precisa pedir Felicity – diz Cait disparando dois tiros um no ombro e outro no joelho dele que grita e cai no chão, ele ameaça pegar a arma e ela volta a tirar na mão dele.
— Vagabunda – grita com dor. – Vadia.
— Sua sorte é que não sou uma assassina e que não acertei seus pontos vitais idiota – grunhiu Cait voltando a me levar pelo portão. Mais antes ela para e volta até ele pegando as chaves do carro e dando um chute no seu ponto fraco – meu avô vai adorar ter você na prisão dele.
Respiro com dificuldade tentando focar em tudo a minha volta, mais tudo que sinto é uma dor incessante. Olho para frente e vejo vários caras armados apontando as armas para nós o que me deixa em pânico por um longo momento. Até sentir um perfume doce invadir minhas narinas, eu conheço esse cheiro.
— Olá Felicity, como está o Adam? – questiona com a voz gélida saindo em meio aos caras armados. Vestida em roupas negras marcando perfeitamente seu corpo, com o cabelo em um rabo de cavalo e um batom roxo destacando seus lábios, seus olhos azuis me perfuram com sorriso diabólico montado no rosto – se o Oliver não vai ser meu pelo jeito fácil, então vamos pelo lado mais difícil.
— Você é mesmo desprezível – arquejo caindo de joelhos na grama a dor não me da trégua nem para respirar. – Ele só vai odiar mais você – grito.
— Helena não se atreva a chegar perto dela – Cait grita apontando a arma com ruído fino – minhas ultimas balas serão utilizadas em você.
— Atire Cait – sorrir com aceno banal – eu sei que você sempre quis fazer isso.
— Desde o primeiro dia em que você voltou – rosna apertando a arma nas mãos, Cooper ainda arqueja baixo pelas balas alojadas em sua carne – você nunca foi o que Oliver precisou. Nunca vai ser.
— Não. Não você não entende – suspira aproximando-se de mim – ele escolhe mulheres fracas.
— Assim como você – desvio do seu toque que iria aos meus cabelos. – Acha mesmo que ele voltaria correndo para você por que resolveu acordar do seu sono eterno – debocho com um gemido entredentes não sei por quanto tempo vou suportar a dor que se alastra por meu ventre. Adam insiste em vir ao mundo nessas circunstâncias o que me deixa mais apavorada do que já estou.
— O que temos aqui? Uma garota grávida e outra garota com uma arma, porém com algumas balas, caso você atire em mim Caitlin todos os meus homens terão o prazer de fazer coisas diabólicas com você – diz olhando em meus olhos.
— Ordene para que eles deixem Felicity ir – Cait rosna pressionando a arma no ferimento de Cooper que grita com dor – agora.
— Pode fazer o que quiser com ele, é inútil demais para ficar ao meu lado – sorri para mim com desdém – ele não me tem mais serventia alguma.
— Helena, como você pode.... Vagabunda vai pagar por isso – Cooper arqueja socando o chão com a dor extensa.
— Meu único homem é o Oliver, só ele me basta, vocês são apenas marionetes do meu joguinho – estala a língua o que causa náuseas – sabe Felicity, quando eu me livrar de você depois que seu bebê nascer, eu prometo que cuidarei muito bem dos dois, tanto o Oliver como o Adam.
— Você nunca vai chegar perto do meu filho – praguejo com as pontadas voltando – nunca.
— Ande, levem-na para o outro local – ordena com aceno. Os caras se aproximam o que me deixam em pânico segurando firme meus antebraços. Sou quase arrastada pela grama, tento me soltar mais o que me machuca ainda mais no ato.
— Soltem agora – Diggle ordena apontando uma arma para o mesmo. Vejo todos entrarem em meu campo de visão, Tommy e Oliver entre outros caras armados.
— Felicity – tenta se aproximar mais para abruptamente ao ver Helena pressionar a arma contra minha pele – Helena.
— Meu amor, você chegou a festa não é nada sem você – sorri para ele com a voz melosa – faz alguns meses que não nos encontramos – debocha entredentes – achou mesmo que ficaria barato o que você me fez Oliver.
— Não sou seu amor – grita ele fechando as mãos em punhos – agora solte minha mulher.
— Podemos ser felizes ainda Oliver, só preciso que você deixe essa loira falsa longe do nosso amor – diz. Ela é mais louca do que podemos imaginar, sei que desde o primeiro dia que lhe vi, tinha algo nela assombroso, não seria sua volta dos mortos mais sim um amor doentio que sente pelo Oliver. – Quando eu voltei achei que você seria meu, largaria ela e voltaria para mim como antes, mas ela acabou dificultando meu trabalho de tê-lo novamente.
— Helena largue a arma – ordena ele sem tirar os olhos dela mudando a postura – venha comigo, podemos partir e deixá-los para trás. Agora ele me deixou confusa. – Eu sempre amei você, seremos felizes juntos, prometo que ninguém aqui irá machucar você – sorri torto. Ele não pode estar escolhendo ela! – Solte-a e venha comigo meu amor – chama como um convite sedutor. Sinto seu corpo relaxar atrás de mim enquanto o meu estremece inteira. Oliver posso estar gravida morrendo de dor por dentro, mais ainda posso te matar sufocado grito por dentro – Eu te amo – afirma. Engulo em seco perfurando ele com meus olhos.
— Oliver você também enlouqueceu? – esbraveja Tommy incrédulo. – Essa louca merece uma passagem para o inferno e não um convite para lua de mel.
— Ela é a mulher que eu mais amo no mundo Tommy, faria qualquer coisa para protege-la, de tudo e de todos – diz olhando nos olhos dela calmamente. Acabou de se abrir um buraco em meus pés. – Só preciso que Helena venha comigo, ela está apenas chateada com tudo que aconteceu.
— Só você pode curar minha dor, eu quero ir com você Oliver. – sussurra Helena me soltando com cuidado e se afastando até ele em passos lentos, Oliver causa um efeito nela que a faz ser hipnotizada por ele de certa forma. – Eu te amo Olie. Sempre vou ama-lo. – afirma próximo tocando seu rosto com as pontas do dedos. Minha vista começa a ficar turva com a cena. Posso morrer agora se for preciso, mas não quero mais ver isso, em todo esse tempo ele a amou e não a mim é isso mesmo?! Eu mato ele se for mesmo isso, não sei como digerir a cena.
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