Amor sombrio

21 Capitulo - 20 Meu pequeno Queen !


Notas iniciais
Olha eu por aqui novamente amores! sem muita enrolação! boa leitura!

I don't wanna go another day

So I'm telling you exactly what is on my mind

Seems like everybody is breaking up

Throwing their love away

But I know I got a good thing right here

That's why I say, hey!

The Pussycat Dolls — Stickwitu ft. Avant

Pov Oliver.

Vejo seus olhos marejar e as lágrimas caírem livremente pela sua face, ela não solta a arma, tenta tocar meu rosto com as pontas dos dedos, me mantenho imóvel aos seus atos. Como a mulher que um dia amei sem limites, tornou-se um monstro sem remorso? Capaz de tirar tudo de mim, para me ter como se fosse algo natural.

— Tenho um lugar em mente onde você poderá seguir em frente – sussurro. O que eu quero lhe dizer seria um hospício mais me contenho – onde você possa curar sua dor.

— Todos esses anos Oliver, você me amou como ninguém, a cada passo errado que você dava era uma faca no meu coração – diz com tristeza – por que deixou de me amar? Tão facilmente.

— Você nunca foi meu amor verdadeiro – explico observando seu pavor em minhas palavras – nunca vou voltar a ama-la novamente Helena, eu deixei você partir no dia em que encontrei Felicity.

Olho sobre seus ombros observando a aflição de Felicity em cada palavra posta por mim. Tento transmitir em meu olhar que ela ficará bem, tudo isso é culpa minha, desde o início, preciso corrigir antes que seja tarde demais para nós dois.

— Não posso deixar você ficar com ela Oliver – sussurra dando um passo para trás voltando a mirar a arma – eu vou tirar tudo de você, assim como você tirou tudo de mim.

— Helena não faça.... Isso – tento impedi-la dando um passo em sua direção, mas ela acena e parece objetiva – não vê que está cercada por vários tipos de agentes armados, se você atirar vai ter o mesmo fim.

— A culpa sempre foi sua – rosna com lágrimas – não precisava ser assim bastava apenas ficar comigo.

— Não posso ficar com alguém que pôs a vida das duas pessoas mais valiosa no mundo para mim em risco – discordo balançando a cabeça – sinto muito.

— Fiz tudo isso para te punir Oliver, a culpa é sua – sorri com a voz embargada – não tenha medo Oliver a morte é lenta e tudo que verá é apenas uma escuridão nada mais. Vai pagar por tê-la deixado morrer.

Franzi o a cenho com sua última frase, deixei quem morrer? Sei o quanto ela está disposta a fazer isso, sua loucura está deixando-a sem controle, posso ver em seus olhos a decisão de me fazer pagar por um erro que nunca cometi, meu único erro foi apenas amar sem limites e se isso me trouxe até aqui, posso lidar com isso. Dou um passo para pegar sua arma, mas antes escuto um disparo o que me congela por dentro. Ela me olha nos olhos assustada assim como eu, toco meu peito mais não sinto nada, nenhuma dor; ergo o olhar para ela novamente antes de cair no chão de joelhos tocando o seu peito verificando sua mão com sangue, olho sobre seus ombros e Cooper está mirando a arma para ela.

— Não vai machucar mais ninguém vadia – arqueja ele segurando a arma em punho.

— Chega seu idiota – rosna Cait dando-lhe um chute em seu rosto fazendo-o cair desacordado.

— Helena – sussurro seguro seu corpo antes de cair no chão por completo – o que você fez?

— Helena está em um bom lugar Oliver – engasga com o sangue em sua expressão de dor mesmo sorrindo o que me deixa confuso – ela fez você o homem mais feliz do mundo, não se esqueça disso.

— O que quer dizer com isso? – quis saber observando seu corpo amolecer em meus braços.

— Depois que a Helena morreu eu queria me vingar de você por ter a deixado morrer em seu lugar ela era apenas uma adolescente apaixonada gravida sonhando com um futuro de rainha ao seu lado – respira com dificuldade – mais eu me apaixonei por você no processo, então eu quis o lugar dela, já que éramos idênticas – pisca com a voz enrolada – você era a única chance que eu teria de sair da minha vida miserável como uma prostituta em Londres, depois que eu conseguisse seu amor faria você pagar por tudo, esse era meu grande objetivo – sorri com o canto da boca escorrendo o sangue. Suas revelações me desconcertam – Minha irmã foi muito feliz ao seu lado saiba disso. Antes que eu possa morrer você precisa saber – arqueja de dor – eu paguei para que o corpo dela fosse removido para perto da nossa mãe, onde de fato era seu lugar.

— Você.... Você não é a Helena – gaguejo incrédulo escutando seus batimentos cardíaco anularem. – Isso tudo não passou de uma mentira.

— Meu nome é Margot Bertinelli, fomos separadas ao nascer, ela nunca me conheceu mas eu sim – suspira olhando em meus olhos – não a odeie Oliver, Helena amou você de verdade e deu a vida para que você continuasse a ser você mesmo em uma vida feliz, sinto muito se trouxe alguma dor para você. Está livre da escuridão agora, sua luz é Felicity, se apegue a isso e esqueça o passado, onde Helena estiver ela está feliz por você ter recomeçado – afirma por fim deixando seu último suspiro no ar soltando minha mão.

— Meu Deus – sussurro nervoso observando ela se desfalecer em meus braços. – Sinto muito.

Um coração ferido pode doer mil vezes mais do que uma flecha cortando sua carne com simples ataque, leva você a fazer coisas sujas e sem sentindo, vingança poderia estar em seus olhos mais e no seu coração? O que tinha em real? Dor ou ódio. Talvez os dois. No fundo eu sentia que aquela mulher não era a que eu amava em fim, Helena em seu último suspiro me disse adeus, eu sabia plenamente que ela não voltaria mais para mim, por isso eu me torturava para substituir a dor por algo a mais; a simples solidão.

— Acabou – Tommy olha nos meus olhos – agora você precisa ergue-se novamente sem dor, pois quem você amava de fato te disse adeus a muitos anos atrás e a mulher que você ama agora, está bem ali e precisa de você como nunca precisou um dia – afirma apertando meu ombro com firmeza. Olho para ela uma última vez e fecho seus olhos com simples gesto. – Eu limpo essa bagunça – aperta meu ombro de leve.

— Caitlin – chama uma voz entredentes.

— Vovô? – engole ela sem seco olhando para o mesmo que se aproxima com outros caras bem armados.

— Pena que eu perdi a festa – murmura sarcástico tirando o chapéu – culpa receio desse homem que você se insiste chamar de marido – rosna. Tommy revira os olhos bufando longamente. Cait fica imóvel sem acreditar no que está acontecendo em nossa volta.

— Oliver. Oliver – grita Felicity com dor chamando minha atenção rapidamente, vejo em seus olhos desespero e dor descendo o olhar para sua barriga onde acompanho e noto um liquido descer e sujar por fim seu short. – Adam quer nascer! – exclama em pânico.

— A bolsa estourou – Cait se aproxima a ela com um aceno – vamos leva-la para o hospital agora – ordena.

— Não acabamos Cait! – Josh diz entredentes.

— Vovô fique com Tommy sei o quanto vocês dois se dão bem, mas agora preciso realmente ir.

— Felicity – corro até ela que está com corpo trêmulo – amor você está bem?

— Oliver estou com cara de estar bem? – esbraveja irritada com gemidos de dor – isso dói muito – sussurra contorcendo-se em meus braços – eu não vou suportar por muito tempo.

— Vamos logo para o hospital – praguejo nervoso segurando em sua cintura e colocando seu braço entorno do meu pescoço para apoio. Seguimos até o meu carro onde a coloco no banco de trás com a Cait que tenta acalma-la. Fecho a porta e sigo para o banco do motorista. Seus gritos dentro do carro me deixam mais atordoado, sua expressão de dor me parte o coração no momento. – Não tenha medo amor vai dar tudo certo.

— Adam deixe a mamãe chegar ao hospital por favor – suplica com engasgo suando fazendo seus cabelos colarem em sua testa de imediato. – Só mais um pouco querido.

— Ainda não acredito que meu avô está nesse meio – Cait bufa incrédula. – Mais rápido Oliver – rosna com aceno impaciente. – Antes que o Adam chegue no banco do seu carro. Felicity preciso que respire longamente e tente controlar suas emoções, foque em mim e faça o que eu ordenar.

— Você está sangrando – noto alarmado o sangue escorrer pelo o braço da Cait.

— Estou bem – suspira examinando Felicity – ande o bebê está mais perto do que imagina.

(...)

Chegamos ao hospital onde Cait se adianta em busca do obstetra dela Dr. Charlie Wilson, a vejo ser colocada em uma maca onde os enfermeiros a preparam para o parto e seguem rapidamente pelo o corredor. Sua mão solta a minha e ela se desespera ainda mais.

— Senhor precisa se trocar – informa um enfermeiro. – Nessa sala por favor.

— Mais, preciso ir com ela agora, o bebê já está nascendo – tento argumenta com ansiedade querendo passar por ele onde sou impedido mais uma vez.

— É necessário senhor, troque-se e pode acompanha-la – afirma seguindo para onde a levaram. Assinto irritado entrando na sala, visto os trajes hospital aqueles que parecem dos médicos tão rápido quão o flash, lavo as mãos e sigo quase correndo para sala de parto, entro como um raio. Onde Felicity já gritava por mim.

— Amor, eu não consigo, isso dói muito, a dor é insuportável – geme fazendo força, seu tom desesperador me faz estremecer inicialmente ao seu lado – não consigo, eu quero ir para casa – ofega com as lágrimas descendo do rosto. Se não fosse a situação talvez estivesse sorrindo.

— Consegue sim – afirmo segurando sua mão com firmeza olhando em seus olhos, posso ser forte o bastante para nós dois não se trata de algo simples e banal, é nosso filho e é por ele que devemos lutar – onde está a Felicity por quem me apaixonei? Que enfrentou tudo e todos para ser quem é hoje? Eu amo essa mulher e sei que ela está com muito medo agora, quem não estaria? Eu estou, mas mesmo assim eu acredito que você é capaz, a dor é uma só, e no momento vale a pena senti-la, nosso filho Felicity, lute por ele.

— Estou com medo Oliver – grita cravando as unhas na minha mão tentando controlar a respiração – mais pelo Adam, eu vou conseguir – afirma com gemidos se concentrando por fim.

— Felicity, respire fundo e solte o ar longamente, faça bastante força seu bebê quer e precisa vim ao mundo – diz o médico examinando ela por baixo do pano hospitalar – estamos quase lá.

— Vamos, eu sei que você quer conhecer o Adam tanto quanto eu. – sorrio com nervosismo. Ela ofega e morde o lábio fazendo força, muita força. Com a expressão cansada e suada mais nos obedece.

— Isso mamãe! Estou vendo ele, continue assim – incentiva o médico com alguns gestos. – Falta muito pouco, acreditamos em você.

— Felicity – suplico dando-lhe forças para continuar. Ela fecha os olhos por um momento e faz força uma última vez com um grito fino ecoando pelo local. Depois de alguns minutos escuto um choro agudo e engasgado se espalhar pela sala o que quebra a tensão espalhada anteriormente. O tempo parece congelar por um longo minuto, o ar se torna algo diferente mais puro, o médico chama minha atenção solicitando que eu corte o cordão umbilical, mesmo com a mão tremula faço, o médico entrega-o para uma enfermeira que o limpa tirando os resíduos de sangue com uma massa branca, enrolando-o em uma manta azul. O médico volta a pega-lo e o examina com sorriso no rosto, se aproxima e me entrega colocando em meus braços. Meu pequeno Adam. Meus olhos caem sobre ele de imediato; leve e fofo, todo meu corpo estremece de maneira agradável. Ele é lindo, meus olhos lacrimejam ao vê-lo assim em meus braços ainda chorando com um bico lindo.

— Adam – sorrio com as lágrimas molhando meu rosto. Ele abre os olhinhos por um momento mostrando íris azuis perfeitamente moldado em seu rosto fofo – bem-vindo meu amor – sussurro com a emoção me invadindo o peito, finalmente posso vê-lo de verdade, é algo diferente que não se pode expressar ou tentar explicar em palavras, são sentimentos intensos, pode imaginar um amor assim? Algo que vai além de você e de tudo que possa existir para você? – Você é tudo aquilo que sempre me fez forte. Eu te amo. – afirmo com o coração disparado não consigo tirar os olhos dele por nenhum momento, absorvendo cada movimento seu, até que sua mamãe se mostra presente afinal de contas ela foi a maior guerreira em nossa história.

— Oliver – chama emocionada esticando os braços para nós dois me aproximo com cuidado colocando ele em seus braços. – Hey, meu amor – sussurra ainda ofegante beijando a testa dele que volta a chorar – mamãe está tão feliz em ter finalmente você nos meus braços – afirma admirando nosso filhote que reconhece a voz da mãe, parando de chorar balançando suas mãozinhas no ar com gesto simples e carinhoso – isso, sou eu sua mamãe. Você é tão lindo…. Eu te amo tanto – soluça baixo fechando os olhos e beijando a testa dele com todo o amor que se possa transmitir.

— Obrigado por não ter desistido de mim Felicity, conhecer o Adam é a coisa mais bonita que já vi em toda a minha vida e isso eu devo a você – sussurro sincero próximo aos dois. Ela abre os olhos e concorda sorrindo acariciando meu rosto com a mão livre.

— Estou completa agora – diz admirando-o assim como eu. Acabei de descobrir um novo amor! Isso é possível? Sim. Pois é aquele que não pode ser comprado, roubado muito menos perdido, a palavra amor ainda é pouco para descrever esse pequeno pedacinho de mim que está aqui dando luz a minha vida. Como a mãe sempre fez.

— Vamos prepara-los para o quarto – ordena o médico com aceno para os enfermeiros. Felicity não quer soltar Adam de imediato trava uma guerra até que a convenço que é o necessário por hora, ele precisa ser limpo e examinado devidamente, assim como ela para ir para um longo descanso. Vejo a enfermeira sair com ele nos braços para longe o que me aflige por dentro, não consigo ficar um minuto longe dele. É tão intenso e novo. Inseparável denomina-se meu coração nesse momento.

(....)

— Você é o bebê mais lindo do mundo – Felicity sorrir beijando a face de Adam com carinho que mama com sucções rápidas de olhos fechados, de inicial ela fez bastante careta dizendo que doía muito o seu seio, mas logo depois começou a se acostumar com a sensação – meu pequeno príncipe. Admiro ambos em silêncio e encantado com a cena mais linda, as duas pessoas que mais amo em toda a minha vida, ali diante dos meus olhos demonstrando o quão posso ser feliz – Oliver – chama minha atenção com sorriso, pisco saindo do devaneio.

— Hey – me aproximo ficando ao lado de Adam. Ele veste um macacão azul fofo enrolado em uma manta bem confortável nos braços da mãe.

— Ele é sua cara – diz sorrindo afagando os poucos fios loiros do Adam para o lado – cabelos, olhos, nariz e a boca, não tem nada meu – choraminga. – Nasceu forte, mesmo não sendo de nove meses o que seria mais ou menos hoje já que se passa da meia noite leva a crer...

— Que você precisa descansar – interrompo com uma risada. – Basta ele puxar sua persistência, que isso me levará a loucura – sorrio beijando sua pequena mão coberta por uma luvinha fofa. – Ele é perfeito como você.

— E como o pai também – sussurra olhando nos meus olhos – assim como ele faz parte de mim, você também faz e não desistir de nenhum dos dois me faz muito feliz.

— Como consegue ser tão forte? – questiono admirado.

— Aprendi com você – pisca alisando minha barba com carinho, seus olhos refletem tudo aquilo que vivemos em todo esse tempo. Um amor intenso, enquanto ela me amou primeiro eu construí minha própria verdade ao seu lado. Deixar Helena finalmente partir do meu coração me faz feliz. Descobrir que ela nunca esteve aqui afasta-me a escuridão, agora posso realmente ser feliz, sem aquela áurea negra que eu mesmo construí para mim. Me inclino e beijo seus lábios com carinho.

— Mesmo sendo um amor sombrio, você me trouxe luz – confesso de coração aberto alisando seu rosto com as pontas dos dedos enquanto ela esboça um sorriso encantador, talvez eu tenha me apaixonado por ela mais uma vez! Eu estou pronto para enfim seguir em frente ao seu lado – meu amor por você cresce a cada minuto em que estou ao seu lado.

— Tudo que vivemos até agora é prova do quanto nós nos amamos de verdade…. Mesmo com todos os obstáculos, você me deu o melhor presente do mundo – afirma com sorriso novo em seus lábios olhando para nosso filho com admiração plena. – Meu pequeno Adam.

Pov Caitlin.

Faço uma careta pela dor sobre meu supercílio a pancada daquele desgraçado causou efeitos no meu rosto como uma fina cicatriz futura e uma pequena fatura em meu antebraço esquerdo. Maldito te amaldiçoou pela eternidade.

— Caitlin Snow, até quando acha que pode fugir de mim – olho sobre os ombros do enfermeiro que fazia um curativo em mim, engasgo arregalando os olhos, meu avô está mesmo na cidade e não foi nenhuma miragem minha pela pancada.

— Vovô? – engulo em seco. – Como chegou aqui tão rápido? Onde está Tommy?

— Como você está querida? – pergunta com a expressão séria analisando todo meu rosto com cuidado ignorando minhas perguntas – qual daqueles fez isso com você? – aceno para que o enfermeiro saia e nos deixe a sós.

— Vovô.... Vovô.... Estou bem – adianto nervosa afastando sua mão do meu rosto. – Como chegou aqui? – repito a pergunta incrédula.

— Alguns dias você me ligou, recorda-se? – ergue uma sobrancelha irritado – para meus exames, resolvi adiantar a viagem e quando chego aqui, você está sequestrada – esbraveja fazendo gestos exaltado.

— Estou bem...

— Não. Não está, e eu sabia que você se casando com um playboy mimado daria nisso – rosna o que me faz piscar talvez eu nunca tenha o visto assim; furioso. – Eu disse a você que se casasse com o melhor fuzileiro naval do meu esquadrão e você disse que não. Reviro os olhos e bufo longamente começando a me irritar.

— Tommy não tem culpa de nada, vovô – pulo da maca irritada – ele sempre me protegeu.

— Sério Caitlin? Você poderia ter morrido hoje e ele teria feito o que para impedir isso? Nada – urra impaciente – se você não tivesse aprendido todas as coisas que lhe ensinei um dia, agora estaria em um necrotério.

— Eu agradeço por tudo que você me ensinou, mas isso não muda nada a respeito do meu marido, eu o amo e você deveria me apoiar nisso – afirmo incrédula. Entendo suas respectivas ações ele sempre jurou me proteger acima de tudo, mas já estou um pouco grandinha para saber lidar como minhas escolhas e consequências – não torne as coisas mais difíceis.

— Você voltará para Los Angeles comigo, amanhã mesmo – diz decidido.

— Claro que eu não vou – rosno – chega, não vou mais discutir com você – esbravejo cansada.

— Isso não foi um pedido Caitlin – segura meu antebraço olhando em meus olhos – você volta comigo amanhã no primeiro voo.

— E se eu não for? – sorrio sarcástica. – Pretende me prender General Snow?

— Eu já aturei muitas das suas maluquices Caitlin, chega e isso terá um fim – afirma me perfurando com os olhos.

— Para me tirar do Tommy, você terá que me sequestrar – aviso me desvinculando de seu toque – acredite não me teste.

Respiro fundo tentando controlar todos os sentimentos que explodem dentro de mim.

— Eu te amo Caitlin assim como amava seu pai – diz com longo suspiro.

— Eu também te amo vovô mas não me faça escolher por que vai ser ele – suspiro com sinceridade – sempre foi ele, e isso nunca vai mudar.

— Sinto muito por ter me exaltado – pediu com aceno mais não dando por vencido, pelo menos por hora – os anos da guerra me fizeram assim.

— Não se culpe – aceno me afastando dele – estou feliz é a única coisa que precisa saber.

— Caitlin... – Tommy adentra a sala mais para abruptamente congelando no local – posso voltar depois – acena nervoso.

— Não precisa Thomas – resmunga meu avô. – Tudo que tinha para dizer eu disse no momento. Ele me olha nos olhos uma última vez com a expressão triste e sai pela sala em passos largos. Tommy põe as mãos no bolso e parece meio receoso em falar algo para mim, então resolvo quebrar a tensão.

— Está bem? – pergunto.

— Sim – sorriu torto sem querer me encarar sua recepção deveria ser outra, porem se matem quieto. Me aproximo mais ele se afasta com aceno forçando um sorriso. – Sinto muito Cait, mas ele tem razão, você poderia ter morrido hoje e a culpa seria minha.

— Claro que não – afirmo mesmo sobre seus protestos – pessoas más fizeram isso, mas nem você e nem o Oliver tem culpa de nada – olho nos seus olhos – estou aqui, porque acima de tudo eu lutei para voltar a vê-lo novamente, eu te amo demais.

— Mas e se.... – interrompo seu discurso beijando seus lábios inspirando seu cheiro amadeirado longamente sentindo a maciez de seus cabelos entre meus dedos.

— Você e o Oliver precisam entender apenas uma coisa – me afasto sentindo sua respiração ainda falha tocar minha face – nossas vidas e escolhas nem tudo dependem de vocês dois, mas sim do que sentimos e do que queremos para nós duas, tudo isso é o que importa. Sorrio observando ele esboçar o mesmo sorriso confiante do homem com quem casei a anos atrás.

Notas finais
Creio que muito não esperavam por isso ! hahaha.. Deixem seus comentários beijos!