Amor sombrio

11 Capitulo - 10 Seu sorriso me fascina meu amor, mais o passado me atormenta !


Notas iniciais
Que agradecer o carinho de todos e aqui está mais um capitulo beijos de luz e boa leitura.

How long will I love you?

As long as stars are above you

And longer if I can

How long will I need you?

As long as the seasons need to

Follow their plan

How long will I be with you?

As long as the sea is bound to

Wash upon the sand

How long will I want you?

As long as you want me to

And longer by far

How long will I hold you?

As long as your father told you

As long as you can

Ellie goulding — How Long Will I Love You

Semanas depois.

Pov Tommy

– Cait – chamo fitando o computador a minha frente.

– Sim – responde da cozinha.

– Venha até aqui por favor – chamo sério. Ela assente e vem até mim rapidamente, sentando ao meu lado cruzando as pernas e largando o pano sobre a bancada.

– O que houve? – pergunta nervosa.

– Eu pedi ajuda a um detetive de Central City, o nome dele é Barry Allen, foi indicado por um velho amigo meu – suspiro – você sabe, não quis envolver o Quentin nisso – esclareço passando as mãos pelo os cabelos.

– Seria a mesma coisa que envolver a Laurel nessa história – bufa – então o que temos? – questiona com desdém.

– Dei todas as informações da Helena para ele, como nome completo, data de nascimento e alguns registros que você tinha guardado dos últimos exames dela – sorrio – o rapaz é bom fez seu trabalho muito rápido – digo abrindo o arquivo que ele acabou de enviar – vamos ver o que ele tem para nós agora.

– Sabe. Eu tenho medo – murmura colocando o queixo sobre o meu ombro e me envolvendo pela cintura.

– Qual o motivo do medo? – pergunto.

– Oliver. Tenho medo que ele descubra tudo isso que estamos fazendo pelas suas costas e sei lá, resolva nos odiar e se afastar de vez – pisca com olhar em pânico.

– Não tenha medo – sussurro para acalma-la – ele não vai fazer isso com mais ninguém, Felicity está cuidando disso – sorrio maléfico voltando a encarar a tela do computador.

– Como assim? – questiona confusa.

– Ela está dando luz ao coração dele, temos que ter calma com o Oliver, ele é bipolar e de gênio muito forte – dou de ombros – mas Felicity, ele nunca vai se desfazer dela, ele a ama só não quer admitir ainda.

– Espero que esteja certo – murmura aflita. Balanço a cabeça em concordância e abro o arquivo anexado, ele mostra muita informação, mas nenhuma dela nos chama atenção, pois tudo indica no relatório é que ela está mesmo morta, não há possibilidade dela estar viva durante todos esses anos. – Não foram encontradas informações recente de Helena Bertinelli, nenhum registro digital ou facial em qualquer sistema policial ou empresarial de Central City ou de Star City – murmura lendo o arquivo. – Não tem nada Tommy, que não sabemos – resmunga fitando a tela e terminando de ler o relatório.

– Graças a Deus – solto a respiração aliviado. Ela franze o a cenho confusa – melhor deixar como estar, ela morta. – me adianto para explicar.

– Credo Tommy – disse arrepiada sacudindo os cabelos.

– Cait se ela estivesse mesmo viva Oliver iria enlouquecer – resmungo fechando o arquivo que não possui nada – melhor assim. Ele está feliz agora, não precisamos de mais nada. Deve ter sido alguém muito parecida com ela e me confundi, afinal de contas não tem como ela forjar a própria morte, se foi um acidente imprevisto.

– Isso é verdade – concorda se levantando – então caso resolvido, podemos seguir em frente, sem mais dessa história ou loucura como preferir – sorrir – vamos jantar amor.

– Vamos – assinto desligando o computador e sentindo o alívio percorrer o meu corpo. Melhor assim, deve ter sido outra visão da minha cabeça. Devo está mesmo enlouquecendo. Não há como ela estar viva depois de tantos anos isso é claramente impossível.

Pov Oliver

– Felicity assim o restaurante vai fechar – digo alto ecoando pela a sala.

– Estou indo – grita do quarto com uma risada.

– Mulheres – resmungo – sempre com mania de que estão prestes a se casar – reviro os olhos colocando o relógio no pulso.

– A não ser quando a mulher quer agradar seu homem – sorri parando poucos metros a minha frente, a visão me encanta e me excita, prendo a respiração sentindo meu corpo ficar rígido. – Então? – questiona dando uma volta. O que me faz engolir em seco, aperto os lábios fitando descaradamente todo seu corpo.

Ela veste um vestido dourado acima dos joelhos, justo ao seu corpo, sem decote e sem mangas, dando a volta em seu pescoço como um colar com pedras desenhando detalhes do vestido, uma pequena abertura nas costas, sapatos quinze pretos e uma bolsa pequena ao lado, tudo nela é sexy para uma gestante que a barriga está começando a ser notável, a maquiagem leve destaca seu olhar sereno com as bochechas corada e os cabelos em cascatas caindo sobre os ombros.

– Está muito bonita Srta. Smoak – admito encantado por sua beleza.

– Um elogio feito por você é como ganhar na loteria – sussurra sarcástica se aproximando.

– Eu poderia tirar seu vestido agora e você ter seu prêmio – pisco malicioso.

– Oferta tentadora – suspira envolvendo minha cintura com os braços – sabe que não resisto aos seus encantos.

– Mas alguns minutos próximos assim, eu jogo você na minha cama – sorrio olhando nos seus olhos e me inclinando para sussurrar ao seu ouvido – adoro quando você grita meu nome.

– Oliver – esbraveja irritada me dando um tapa no braço.

– Esses gritinhos, mas em outra circunstância – murmuro animado.

– Então é melhor ir andando Oliver Queen – sorri girando meu corpo de frente para porta – ou não terá prêmio hoje.

– Eu consigo meu prêmio a hora que eu quiser – digo convencido.

– Menos Oliver – resmunga.

– Só um beijo – sussurro.

– Não – disse nervosa me empurrando porta a fora, fechando-a e encaixando seu braço ao meu. – Você me deve esse jantar a duas semanas, na nossa penúltima tentativa eu estava muito enjoada e na última tentativa você rasgou meu vestido na nossa sala, me levando para o quarto e me trancando por dois dias com você em casa, eu quero algo natural hoje Oliver, um encontro nunca tivemos um encontro – suspira entrando comigo no elevador – mesmo que nós tenhamos pulado todas as etapas de um relacionamento, como jantar pela primeira vez, você me deixar em casa e depois me levar a outro lugar, me apresentar a sua família, mas como seus pais morreram e sua irmã não mora aqui, pulamos essa parte, transamos antes de tudo e aqui estamos morando juntos.

– Você ainda não me deu meu beijo – resmungo dando de ombros ao seu discurso e a puxando para mim – só um, prometo não tirar seu vestido.

– Oliver – alerta nervosa dando passos para trás – se comporte Sr. Queen. Sorrio malicioso prendendo seu corpo contra a parede, entre abrindo seus lábios com a língua ela aceita e aprofunda o beijo, lido com a sua língua com uma suavidade sedutora, ela relaxa e segura meu rosto entre suas mãos, soltando um gemido baixinho, vou descendo a mão por suas curvas até chegar a sua coxa, mas somos interrompidos com elevador se abrindo – acabou seu tempo Oliver – ofega com sorriso malicioso em seus lábios se recompondo e me puxando para fora do elevador até o carro.

– Tenho a noite inteira para chegar onde eu quero – digo com desdém abrindo a porta do carro para ela.

– Estou um pouco com saudades do meu homem de gelo – gargalha entrando no carro – porque esse Queen de agora é um safado e só pensa em sexo – sussurra. Reviro os olhos e contorno o carro entrando no mesmo.

– Não se preocupe pode ter os dois – pisco animado.

– Isso até que foi romântico – murmura me dando um beijo rápido.

– Então vamos — suspiro. Colocamos o cinto de segurança e doou partida seguindo para o restaurante italiano. Felicity vai ao longo do caminho falando praticamente em tudo, sobre o bebê a QC e nossa relação. Desde que ela foi morar comigo, tudo tornou-se diferente, sempre a um brilho em tudo que ela faz; acordar e ver seu sorriso não a nada mais gratificante, como eu disse antes, aos poucos estamos construindo algo e isso é muito bom, estou feliz depois de tantos anos.

Chegamos ao restaurante e nos encaminhamos para nossa mesa reservada, Felicity parece animada o que a deixa ainda mais linda. Puxo a cadeira para ela com cavalheirismo, que se senta e agradece, sento a sua frente e vejo o garçom se aproximando.

– Uma água – pede ela.

– Um Scott puro – peço com aceno. Ele sai em busca do nosso primeiro pedido.

– Então? – questiona com olhar do gato de botas.

– Então? – devolvi com a mesma cara.

– Esse gatinho não combina com você – resmunga. Reviro os olhos. O garçom volta e nos entrega as bebidas. – Então como se sente?

– Bem – dou de ombros.

– Não nesse sentido Oliver – bufa – estou falando entre nós? Nesses dias? Semanas? – sugere erguendo as sobrancelhas.

– Uma experiência gratificante – respondo apertando sua mão sobre a mesa – está conseguindo Felicity.

– O quê? – questiona com aflição no olhar.

– O que tanto deseja – digo olhando dentro dos seus olhos.

– Como sabe que desejo algo? Se eu não falei nada e você...

–...Porque está nos seus olhos – a interrompo sentindo sua mão relaxar – você de sua maneira está conseguindo tocar meu coração.

Eu sei que ela gosta de mim mais do que tudo, eu e o bebê nos tornamos para ela algo precioso e único, quando ela dorme as vezes sonha comigo, acordo e escuto ela divagar, como em um dia, em que ela deixou escapar o que sentia realmente por mim, o seu amor. O Oliver que sou hoje é difícil de aceitar qualquer coisa que nos leve ao nível intenso de amar. Porém estou conseguindo e me deixando ser guiado por ela.

– Eu estou muito feliz ao seu lado – sorri com os olhos marejados – eu estava acostumada a viver por mim e sozinha. Mas depois que conheci você tudo mudou, você era um homem que eu desejava mais que estava longe demais para mim, como inesperado nos aproximamos e mesmo com nossos altos e baixos, conseguimos declarar paz um a outro.

– E aqui estamos recomeçando – completo sorrindo – minha irritadinha.

– Sim – concorda com um brilho diferente no olhar. Chamo o garçom novamente para fazer o pedido do nosso jantar, ela segue o mesmo prato que eu, uma macarronada a moda italiana com vinho branco, Cait lhe concedeu só dois goles para que ela não fique só na água. – Oliver – chama nervosa ergo o olhar e a fito com curiosidade – se for menina? – questiona indicando a barriga.

– Só vai namorar com trinta anos e terá um segurança vinte quatro horas – digo sério abrindo o guardanapo.

– E se for menino? – sorri apertando os lábios.

– Será meu sucessor na QC e nas mulhe...

–...Oliver – esbraveja incrédula jogando o seu guardanapo em mim.

– Tem que ser orgulho do papai – sussurro irônico – não me leve a mal Felicity, mas não vejo nosso filho como um nerd jogando em frente a um computador o dia inteiro. Tem que ser jogador de futebol ou de beisebol e pegar a mulherada da faculdade.

– Homens – resmunga revirando os olhos.

– Vamos ao nosso jantar – ordeno devolvendo o guardanapo.

– É lindo quando você diz nosso filho – disse sem jeito bebendo o último gole de vinho.

– Mas ele é nosso filho – pisco para ela que termina de se derreter.

Começamos nosso jantar, sua companhia me fascina, a verdade é que tudo nela me fascina, até nos pequenos gestos; no trabalho ela se conformou com a presença da Lívia e me ajuda o dia inteiro, certo que às vezes abusa da minha paciência, mas acabo dando desconto devido à gravidez, como quando está cochilando no meu ombro ou comendo muitas de suas besteiras. Seguimos um ritmo calmo ao longo dessas semanas. Ela é paz e o caminho certo que eu tanto procurava e não quis admitir inicialmente.

– Maravilhoso – balbucia degustando a comida.

– Absolutamente – concordo com o queijo derretendo na minha boca. Ela abre um sorriso torto e afasta os cabelos para trás da orelha, a fito intensamente.

– Oliver – disse buscando meu olhar.

– Sim? – questiono.

– Por que você nunca fala da sua irmã? – pergunta.

– Não tenho motivos para falar dela – respondo seco desviando atenção para o nada.

– Mas ela é sua irmã. Por que não quer falar dela? – pergunta nervosa.

– Thea resolveu seguir seu próprio caminho, então a deixei ir – murmuro irritado.

– Desculpa – disse com a pele ruborizada.

– Não precisa se desculpar – aceno sério. A verdade é que Thea é uma das mulheres que mora no meu coração, mas ela preferiu viver com o seu pai do que com seu próprio irmão que cuidou e a protegeu em toda sua vida. – Depois do acidente ela mudou, colocou na cabeça que se eu não tivesse a salvado Helena estaria aqui.

– Foi pelo bebê também – argumenta calmamente.

– Sim – concordo com aquela velha sensação de vazio – ela ainda tentou se conformar e viver conosco – suspiro – mas uma parcela de culpa foi minha, eu me afastei de tudo e de todos, ela sabia que ao meu lado não seria mais da mesma forma, eu mudei e ela também, então minhas únicas companhias todos esses anos foram Cait, Tommy e Diggle, porque são teimosos demais ou porque eles nunca perderam sua fé em mim.

– Você não teve culpa de nada, Helena se foi porque não era seu destino ficar – disse me fitando com carinho.

– Não me culpo por ela ter morrido, foi uma escolha difícil, mas o que me partiu o coração foi ter que escolher entre as duas – suspiro com um gosto amargo na boca – tenho que conviver com isso.

– Você nunca a vê? – pergunta receosa.

– Ela liga as vezes e manda um cartão – do de ombros – eu a amo, porém uma parte de mim não lhe ofereceu retorno.

– Por que diz isso?

– Porque é como sou de verdade – murmuro olhando dentro dos seus olhos que fitam um pouco descrente e angustiados – não se preocupe um dia irá conhece-la, Thea é imprevisível.

– Espero que sim – disse com sorriso torto voltando a jantar. Observo ela mais com os pensamentos distantes. De tal forma ela acertou em um dos meus pontos fracos.

Thea sempre foi parte de mim, assim como para Tommy, ele consegue ver Thea como ela é de verdade e aceita ambas atitudes, mas eu não consigo. Eu afastei e a culpa foi minha, espero que um dia ela possa me perdoar, pelos erros do passado, mas acho isso um pouco distante demais para nós dois. Afasto os pensamentos e respiro fundo focando no presente.

Terminamos o jantar e ela choraminga logo pela sobremesa, me dou por satisfeito, mas concedo a ela seu desejo de degustar uma fatia de torta de chocolate. Felicity parece uma garotinha quando ganha um presente de natal, seus olhos brilham com diamantes banhados em um azul ofuscante, não há outra maneira de me encantar mais por essa mulher.

– Por que está me encarando? – pergunta desconfiada.

– Nada – murmuro com desdém – só estou me perguntando para onde vai tanta comida.

– Eu também não sei – sorri.

– Você tem belíssima curvas – pisco malicioso.

– Você também tem seu lado sexy – ergue uma sobrancelha fitando parte do meu corpo.

– Acho melhor pedirmos a conta – sugiro disfarçando minha cara de quem espera pela minha sobremesa a qual não é servida em um restaurante.

– Claro – concorda com sorriso cínico brincando em seus lábios. Chamo o garçom e peço a conta, dou meu cartão e acertamos; levanto-me e pego em sua mão para sairmos do restaurante, o manobrista vai em busca do carro enquanto aguardamos na saída, Felicity estremece o corpo com o frio tocando as partes nuas da sua pele, tiro meu blazer e visto nela de imediato que me abraça pela cintura e suspira deitando a cabeça no meu peito, aliso suas costas com carinho sentindo ela esboçar um sorriso.

– Por que não trouxe seu sobretudo? – pergunto – poderia adoecer com todo esse frio.

– Tenho você para me aquecer – murmura voltando o olhar para mim – não é do frio que tenho medo.

– E o que seria? – questiono fitando seus lábios rosados e convidativos.

– Perder você – responde com uma ruga na testa apertando os lábios com uma fina aflição desenhada em seu rosto. Sua resposta me desarma por completo, eu errei muito quando a conheci, me surpreende ela ter ficado comigo mesmo sabendo que eu era um homem frio e distante. Passo o polegar por sua face com leveza sentindo sua pele macia e ruborizada.

– Não vai me perder – sussurro com sinceridade – você é parte de mim agora. Ela deixa uma lágrima solitária escorrer e sorri emocionada me dando um beijo demorado e encostando sua barriguinha em mim, acaricio a mesma e ela solta uma gargalhada com o gesto. – Não tenha medo – asseguro beijando a ponta do seu nariz.

Um mês depois.

Tomo meu café acomodado ao banco da bancada lendo as últimas notícias de Star fitando o tablet a minha frente com atenção.

– Bom dia – boceja Felicity caminhando vagarosamente até mim com a mão sobre a barriga pequena vestida com a minha camisa.

– Como dormiu? – questiono envolvendo sua cintura com o braço deixando o tablet sobre a bancada.

– Muito bem – suspira.

– Não parece bem – sussurro beijando seus lábios.

– Estou indisposta hoje – resmunga.

– O que está sentindo? – questiono me levantando alarmado olhando nos seus olhos.

– Só um mal estar – balbucia desanimada passando a mão em sua nuca.

– Quer que eu chame a Cait? Para examina-la?

– Não precisa, estou bem – disse com aceno – só preciso ficar em casa e descansar. Deve ter sido as coxinhas de camarão que comi – sorrir.

– Vou ficar com você – a fito sério.

– Não precisa Oliver, hoje você tem uma reunião importante com os acionistas da empresa que já foi remarcada – suspira segurando minhas mãos – vou ficar bem e se caso eu não melhore, ligo para você ou a Cait.

– Tudo bem – assinto desconfiado. Algo me diz para não deixa-la em casa sozinha. Deve ser meu lado paternal pelo bebê e por ela também.

– Essa semana vamos ao segundo ultrassom – disse animada – já que o primeiro não deu certo.

No primeiro ultrassom, eu estava tão nervoso que meu coração parecia que iria parar de bater ou sair pela boca, era uma ansiedade inquietante, fazendo a adrenalina percorrer meu sangue como fogo. Ver aquele pedacinho de mim dentro dela, mexeu comigo intensamente, tão pequeno e frágil. Pena que não vimos o sexo do bebê.

– Dessa vez veremos – divaguei para mim.

– Mas ele ainda nem mexeu – choraminga me tirando dos devaneios.

– Vai mexer Felicity, tenha paciência com nosso filhote – murmuro sarcástico indo para o quarto.

– Se ele for como você – resmunga me seguindo – acho que vou ter cabelos brancos antes do tempo.

– Se for linda como você eu que vou ter cabelos brancos antes do tempo – resmungo vestindo meu terno indo em direção a cômoda.

– Por minha barriga ser grande achei que fossem gêmeos – balbucia animada atrás de mim. Arregalo os olhos e engulo em seco parando abruptamente.

– Ai Oliver – geme colidindo com minhas costas.

– Desculpa – me viro alarmado massageando sua barriga.

– Não machucou – murmura com uma careta – o que foi? Não gostou da ideia de ser pai de gêmeos?

– Não estou preparado para ser pai de um – aponto para sua barriga – imagina se fossem dois – murmuro nervoso.

– Acalme-se foi só um pensamento meu – disse cantarolando. Reviro os olhos soltando a respiração, me mantenho quieto terminando de me arrumar, ela se aproxima e dá um nó na minha gravata com sorriso encantador nos lábios, a observo como faço todos os dias. Nesse período juntos já consegui memorizar tudo que ela faz, até suas manias, ela em si, não mudou nada, continua linda, única diferença é barriga crescendo e se destacando.

– Perfeitamente linda – solto encantado.

– Obrigado Sr. Queen – disse surpresa fechando os botões do meu terno – vamos ande não quero que se atrase hoje – acena me empurrando para a sala, pego minhas coisas e dou um último beijo nela roçando meu nariz ao seu.

– Qualquer sinal de perigo me ligue – sussurro fitando seus lábios – quero sua palavra – ordeno.

– Você tem minha palavra – concorda com sorriso.

– Bom dia – pisco para ela e saio do apartamento indo até o elevador, com o último aceno entro no elevador.

Horas depois.

– Oliver – chama Diggle saindo do elevador – por que Felicity não veio com você hoje?

– Estava indisposta então a deixei em casa – respondo abrindo a porta do carro.

– Ela está bem? – questiona.

– Sim. Só foi o excesso de guloseimas que ela comeu ontem – sorrio torto dando de ombros – estou indo para casa, não quero que ela fique sozinha.

– Ah. Sim – gargalha ao meu lado.

– Preciso ir agora, só compareci para essa reunião e nada mais – digo entrando no carro – merda – esbravejo passando as mãos no bolso.

– O que houve? – pergunta se encostando na porta do carro.

– Esqueci meu celular na sala de reuniões – resmungo.

– Não se preocupe, eu vou buscar para você, tenho que pegar umas folhas para você assinar antes de ir embora – dá de ombros.

– Obrigado eu aguardo por você aqui – murmuro. Ele se afasta e volta para o elevador, abro o porto luvas e vejo uma foto da Felicity comigo fazendo uma careta para mim enquanto eu me mantenho sério em direção a câmera.

– Oliver – chama uma voz com suavidade e extremamente familiar fazendo meu corpo estremecer e se arrepiar inteiro. Ergo o olhar para fora do carro vagarosamente e o tempo congela por um longo minuto, não posso acreditar no que estou vendo agora, isso só pode ser minha imaginação brincando comigo. Balanço a cabeça negativamente fechando os olhos com força e voltando abri-los, fico assustado com a visão, por que ela ainda continua ali vestida com uma calça jeans escura, botas cano alto, blusa vermelha de mangas até os pulsos, cabelos lisos em tom negros e longos como sempre foi, pele pálida, olhos azuis profundos e com sorriso doce nos lábios apertando as mãos em frente ao corpo. Saio do carro como um raio e paro a sua frente incrédulo e totalmente desnorteado.

– Helena – sussurro com tremor pelo o corpo tocando seu rosto com as pontas dos dedos, sentindo a maciez de sua pele assim como anos atrás, me fazendo dar passos para trás – não pode ser. Você morreu a cinco anos – pisco incrédulo.

Notas finais
Eitaaaaaaa gente segura é treta hahahah !!! beijos e deixem seus comentários !!!