Amor sombrio

12 Capitulo - 11 O passado pode esconder muitas coisas sombrias.


Notas iniciais
Eu vos deixo claro que fique logo no chão para não cair, põe o copinho de Nescau do lado e poe a musica para rodar, deixa o celular logo no disk emergência e segura o forninho porque a coisa vai esquentar hahaha Boa leitura e vamos que vamos .....

Clear blue water
High tide came and brought you in
And I could go on and on, on and on
And I will

Skies grew darker
Currents swept you out again
And you are just gone and gone, gone and gone

In silent screams
In wildest dreams
I never dreamed of this

This love is good, this love is bad
This love is alive back from the dead, oh
These hands had to let it go free
And this love came back to me, oh

Tossing, turning
Struggled through the night with someone new
And I could go on and on, on and on

Lantern, burning
Flickered in my mind for only you
But you're still gone, gone, gone

Through losing grip
On sinking ships
You showed up just time

This love is good, this love is bad
This love is alive back from the dead, oh
These hands had to let it go free
And this love came back to me

Taylor Swift — This Love

Pov Felicity

Sinto-me aliviada pelo mal-estar ter passado. Acaricio minha barriga observando o volume dela refletido no espelho. Cait disse que a qualquer momento o bebê irá se mexer. Aguardo com tanta ansiedade esse momento que estou aponto de ter um ataque cardíaco, essa espera me deixa na expectativa torturante, Oliver é o único que consegue se manter calmo.

— Não vejo a hora de você estar nos meus braços, está mais perto do que longe – murmuro animada. Olho para o relógio e vejo que está próximo da hora do almoço, não fiz nada ainda e não posso comer besteira. Então resolvo me arrumar, encontrar com a Cait e chama-la para almoçar comigo. Decidida tomo um banho rápido e visto um vestido azul com decote v sem mangas rodados acima dos joelhos, com sapatos quinze nude, cabelo em um rabo de cavalo e uma maquiagem leve, por último coloco o sobretudo preto, pego minha bolsa e saio do apartamento.

Entro no meu carro que Oliver fez questão de me presentear mesmo não sendo o mês do meu aniversário e me encaminho para a clínica, mas antes paro em frente a uma boate que irá ser inaugurada em alguns dias. O nome me chama a atenção, Verdant, parece ser tão familiar. Observo mais um pouco e antes de dar partida no carro, vejo Marlon meu ex-chefe saindo de dentro e fechando a porta, saio do carro e dirijo-me a ele sem acreditar.

— Marlon – chamo sua atenção com sorriso. Ele olha sobre os ombros curioso e sorri de volta. Ele está diferente, adquiriu uma postura mais playboy com o cabelo bagunçado e curto, uma jaqueta preta com calça jeans escura e botas, porém o olhar permanece do mesmo jeito cor de mel penetrantes.

— Lis – disse surpreso se aproximando rápido para me dar um abraço sufocante, até músculos ele adquiriu nesse curto período – nossa faz tempo que não tenho notícias de você – sussurra ao meu ouvido.

— Não faz tanto tempo assim – murmuro nervosa me afastando um pouco para fitar seus olhos e respirar um pouco.

— Quando você partiu, foi tudo tão rápido – suspira mordendo o lábio inferior – não se despediu de mim.

— Sinto muito Marlon, mas o Cooper estava atrás de mim e eu estava sozinha nessa, então consegui uma proposta melhor de trabalho – dou de ombros.

— Entendo – sorri torto – pelo menos tive a oportunidade de receber o e-mail seu pedindo suas contas – gargalha sarcástico.

— Isso é verdade – sorrio apertando sua mão – me diga como veio parar em Star City? – questiono com curiosidade.

— Recebi uma proposta de uma garota que irá voltar a morar nessa cidade e abrir uma boate, como os negócios no bar não estavam mais dando certo em NY, resolvi aceitar a proposta dela, ser seu sócio e morar aqui – disse com desdém passando a mão pelos cabelos.

— Nossa que ótima notícia – suspiro – eu gosto daqui é movimentado demais, mas acho reconfortante de certa forma.

— Me parece um lugar adorável, estou começando a me acostumar – sorri. – Vejo que a sua barriga já está crescendo rápido – disse admirado – quando me contou achei que fosse alarme falso.

— Sim – concordo balançando a cabeça – está crescendo rápido, quando eu contei a você já tinha toda certeza – brinco.

— Já sabe o sexo do bebê?

— Não – resmungo – não quis mostrar no último ultrassom – choramingo.

— Tenha paciência Felicity, logo, logo ele ou ela vai mostrar – disse carinhoso. Seu gesto me lembrou de Oliver quando disse para que tivesse paciência com nosso filhote. – Vamos até aquele café – chama minha atenção apontando para o outro lado da rua – temos tanto a falar, como o pai do bebê por exemplo, ele está com você? – Ergue uma sobrancelha.

— Isso não é da sua conta – gargalho o empurrando pelos ombros.

— É sim, afinal ele roubou você de mim – choraminga ultrapassando a faixa de pedestre sobre protesto. Reviro os olhos e solto uma risada, ficando ao seu lado.

Entramos no local amplo com algumas vidraças mostrando a rua e mesas organizadas em uma fileira no lado esquerdo com poucas pessoas nelas, e o balcão do atendimento com uma garota loira de sorriso encantador. Sento-me em uma das mesas enquanto ele vai em busca de nosso café. Almoço hoje vai atrasar. Afinal não é todo o dia que você encontra seu ex-chefe, amigo de longa data, o qual abandonei sem me despedir. Olho para o bloqueio do meu celular e vejo a foto do Oliver com olhar azul penetrante para câmera e um sorriso cínico nos lábios. Pergunto-me onde ele está agora, o que está fazendo, gostaria de vê-lo, de sentir seus lábios tocarem os meus e seus grandes braços me envolverem como ele sempre faz.

— Oliver – sussurro com desejo.

— Então esse é o nome dele – chama minha atenção Marlon com sorriso torto me entregando o café.

— Sim – sorrio.

Pov Oliver.

— Isso não é real – murmuro nervoso passando as mãos pelos cabelos, me sinto em um sonho muito distante da realidade – você não real – me afasto dela encostando no carro com o coração batendo tão acelerado que chega a doer no peito. Ela sorri e se aproxima com receio o que me faz prender a respiração.

— Sou eu Oliver, a Helena – disse gentil pegando minhas mãos e colocando no seu rosto, a maciez de sua pele me desarma, posso sentir o calor ultrapassar a pele e tocar a minha, fazendo meus dedos queimarem – eu sei que é difícil de acreditar, mas sou eu.

— Você morreu – sussurro aflito olhando dentro dos seus olhos – não posso acreditar nisso. Como pode ser você? Eu enterrei você com meu coração a exatamente malditos cincos anos – digo nervoso a soltando.

— Posso explicar tudo a você – disse com sorriso torto voltando a pegar minha mão – o que importa é que eu me lembro de você agora, éramos noivos na faculdade, levou um tempo, mas encontrei você – sorri com os olhos marejados.

— O que? – questiono incrédulo, meus olhos a podem ver aqui e agora, mas não consigo acreditar de maneira alguma, estou aponto de ter um colapso nervoso. Meu sangue gela e minha respiração acelera ainda mais.

— Eu acordei em um hospital de Central City, com machucados pelo corpo e um corte profundo na cabeça o qual me fez perder muito sangue, eu estava coberta de terra e os médicos disseram que um homem alto de cabelos negros tinha me trazido e ido embora sem deixar nenhum registro meu, apenas alguns documentos com o nome Jane Billy – suspira – eu não me lembrava de nada na época, era tudo preto e branco como se a minha mente tivesse sido apagado de vez e o único pertence que eu tinha era um anel de noivado, eu me apeguei a isso mesmo sem me lembrar de você – murmura triste o que me desconcerta.

— Seu nome não é Jane Billy – digo boquiaberto afrouxando a gravata – é tudo tão confuso.

— Eu sei que não, mas posso provar – acena puxando do bolso o anel de noivado que eu lhe dei e quando a enterrei deixei o anel em seu dedo. Era algo que não queria guardar.

— O anel...

—.... De esmeralda – completa sorrindo e colocando em seu dedo – eu sei que foi uma garotinha com os olhos da cor de esmeralda que ajudou você escolher na joalheria.

— Isso – concordo com a vaga lembrança da garotinha dizendo que era uma joia muito bonita então a nomeie esmeralda.

— Passei meses sozinha em um abrigo com esse nome, nada constava nos sistemas sobre mim e minha família, eu não sabia o que fazer nem para onde ir – suspira chamando minha atenção deixando as lágrimas escorrer pelo rosto – comecei a desenhar e fazer o que nem imaginava que poderia realizar.

— Você era arquiteta – murmuro lembrando das noites em que ela passava em branco desenhando projetos para Star – era algo que você amava fazer.

— Um senhor chamado Keller Bllond artista plástico e professor, notou meu talento e me ofereceu ajuda e uma bolsa de estudo fora do país, então aceitei porque no momento era minha única opção, fui morar na Inglaterra e todos esses anos eu consegui me desempenhar como ninguém – disse com orgulho. – Um dia precisei voltar a Star para apresentar um projeto ao prefeito – se aproxima e fita meus lábios – foi quando eu vi você falando ao telefone em uma lanchonete, talvez eu tenha me apaixonado por você uma segunda vez, você era diferente e tinha algo que aquecia meu coração sem nem mesmo conhecer você.

— Por que não falou comigo? – rosno – tudo isso teria sido esclarecido.

— Você estava acompanhado e o que eu poderia dizer a você Oliver? – questiona com tristeza.

— Se seguisse seu coração eu teria a encontrado – suspiro irritado – foi tudo tão triste e frio quando você partiu, meu coração já não era o mesmo, tudo e todos não eram mais o que eu desejava. Eu me desliguei de tudo, a dor me consumia e me devorava todos os dias, acordar e saber que você não estaria ali. E agora você está aqui como se nada tivesse acontecido, contando uma história difícil de digerir, não me leve a mal Helena, mas as coisas não são mais a mesma, meu mundo não é mas o mesmo.

— Eu sei o quão foi difícil para você Oliver, eu posso sentir do fundo do meu coração por que ele se partiu em mil pedaços calculando os dias e as horas que passei longe de você, eu fui embora na primeira vez que eu o vi, por que era o certo a se fazer no momento – suspira enxugando as lágrimas – não lembrar de nada me fazia uma desconhecida para você, então deixei você seguir e voltei para a Inglaterra. Segui meu caminho como Jane Billy, tentando esquecer um passado que eu não nem lembrava – disse sarcástica.

— Como se lembrou de tudo? – questiono vazio.

— Um dia eu estava a cavalgar e cai do cavalo batendo com a cabeça, passei dois meses em coma quando acordei comecei a ter flashes de você, primeiro era seu rosto depois seu nome e por fim as lembranças do tempo que passamos juntos – disse me abraçando pela cintura, ergo os braços surpreso, mas sinto meu coração bater acelerado, impossível ela ainda possui o mesmo cheiro e o mesmo abraço – foi tudo tão triste Oliver era como se algo me faltasse – se afasta um pouco e me olha nos olhos em expectativa – era você que estava me faltando.

— Helena – sussurro encontrando seu olhar.

— Olie – sorri.

— Não consigo acreditar que você está mesmo aqui – suspiro sentindo meus olhos arderem pelas lágrimas – você se foi e levou tudo consigo, e agora está aqui bem na minha frente como há cinco anos, nada mudou em você, até mesmo o olhar tem o mesmo brilho e a doçura.

— Eu sinto muito por tudo – suspira entre um soluço – eu me acostumei com a vida que comecei depois do acidente porque nada me trazia de volta. Finalmente as memórias voltaram e me trouxeram até você.

— Você estava grávida na época, o bebê, você teve o bebê? – questiono apreensivo.

— Não. Eu o perdi – aperta os lábios distante. Posso ver meu próprio medo refletido nos seus olhos, temos tanto em comum a distância, as perdas, mas tudo mudou nada é como antes, afinal se passaram cinco anos, estou sentindo meu coração do tamanho de uma ervilha, a incerteza me rodeia, a aflição toma conta de mim, talvez eu nunca tenha me sentido assim, nem mesmo quando ela se foi – quero que venha comigo a um lugar – disse segurando minhas mãos.

— Para onde? – pergunto nervoso.

— Um lugar que quero lembrar – disse enxugando as lágrimas e me puxando atrás de si.

Meu coração não bate como deveria, é uma mistura de medo, incerteza e nada parece real, vê-la assim mexeu comigo, alguém que você imaginaria estar morta, agora está aqui na sua frente. Não sei como agir ou o que dizer, isso é uma loucura, parece um sonho doloroso e distante da realidade. Ela me guia até o seu carro e começa a dirigir concentrada, atenta a tudo, observo suas afeições e noto uma cicatriz sobre a sobrancelha. Chegamos ao local que deseja, o que me arrepia e gela todo meu corpo.

— Não – digo nervoso. Ela sai do carro e contorna abrindo a porta para mim.

— Não tenha medo Oliver – disse estendendo a mão.

— Não é medo, é algo que não quero viver de novo – murmuro fitando a imensa ponte a minha frente, parece o precipício do medo.

— Foi aqui que você me perdeu – disse segurando minha mão com aperto firme e me puxando para fora do carro – então é aqui deveríamos começar.

— Começar o quê?

— Começar a deixar o passado para trás Oliver – murmura sentando na beirada da ponte e acenando para que eu faça o mesmo – não precisa mais sentir a dor.

— A dor não é opcional, faz parte quando se ama e se perde – digo sentando ao seu lado.

— Foram longos anos sem saber a verdade Olie – sussurra fitando a água – agora eu sei parte da verdade.

— Me conte – insisto observando o vento tocar seus cabelos trazendo o perfume até mim.

— Quando você desmaiou eu ainda estava viva, um casal que passava no local de carro conseguiram nos tirar do carro com ajuda da Thea que pediu socorro, eu tive uma parada cardíaca e meu coração ficou sem bater por longos minutos foi o tempo necessário para afirmar minha morte no local. Você não deixou eles fazerem autópsia em mim, disse que minha beleza deveria ser mantida, então fizeram uns exames de praxe e diagnosticaram que eu estava grávida logo depois que você resolveu enterrar meu corpo, com a descrição que não poderia manter o caixão aberto pelo motivo de ter muita água no meu corpo.

— Você foi enterrada viva? É isso que está me dizendo – engulo em seco.

— Por parte sim, mas alguém sabia que eu estava viva, pois assim que vocês deixaram o cemitério ele tirou meu corpo do local – suspira – eu me lembro de acordar fora do túmulo sem fôlego, então me acertaram com uma pancada muito forte na cabeça, depois disso acordei no hospital sem memória.

— Porque alguém faria isso com você? Aproveitar de sua morte – questiono distante.

— Quem quer que seja que tenha feito isso, fez para me tirar de você, eu consegui meus exames antigos e eles mostraram uma toxina diferente no meu sangue, o liquido poderia fazer meu coração desacelerar por horas e fazer parecer que eu estava mesmo morta, por isso não acordei no hospital – murmura triste – o médico que assinou meu atestado de óbito morreu alguns anos.

— Encontraremos outra forma de descobrir sobre ele – murmuro encontrando seu olhar em expectativa. – Maldito – rosno com a dor se tornando raiva

— Obrigada Olie – sorrir – eu ainda te amo com a mesma intensidade – disse erguendo a mão para acariciar meu rosto, a interrompo segurando com leveza e afastando seu toque.

— As coisas mudaram, não sou o mesmo que você conheceu, hoje sou um homem de características diferentes pois sua morte fez isso comigo, o amor e eu tomamos caminhos diferentes – sussurro deixando sua mão em seu colo. Ela olha dentro dos meus olhos com aflição e dor.

— Eu estou aqui, todos esses anos você chorou pela minha morte, seu amor ainda está dentro de seu coração – disse fitando meus lábios.

— Meu coração ficou vazio por todo esse tempo – suspiro – até encontrar outro alguém, ela me faz feliz.

— Quem é ela? – questiona sem jeito.

— Felicity – digo desviando atenção para o rio

— Bonito nome – admitiu com sorriso torto.

— Ela é uma pessoa maravilhosa – sussurro.

Felicity seria a última pessoa no planeta que eu magoaria e agora que ela está no seu estado sensível da gravidez cada palavra dita poderia magoa-la e mexer com seus sentimentos. Eu não pensei e deixei me elevar pela emoção do momento e me culpo por ter esquecido alguém tão importante como ela que está agora em casa esperando por mim. Não sei como vou jogar isso em cima dela, estou aponto de enlouquecer com isso tudo, não quero que minha pequena sofra as consequências do meu passado, ela não tem culpa de nada.

— Vejo que ela é importante para você – disse me chamando atenção.

— Sim – concordo – e não quero que ela se machuque com isso, vamos ter um... – para abruptamente engolindo em seco.

— Um filho? – questiona triste o que faz meu coração se encolher ainda mais.

[....]

Pov Felicity

Quinta ligação já passa das nove, número desligado ou fora da área de cobertura, aonde esse homem se meteu?! Será que aconteceu alguma coisa!? Afasto o pensamento negativo e me pego a apenas o seu atraso.

— Oliver – murmuro apertando o celular entre minhas mãos. Respiro fundo e aliso minha barriga com uma inquietante sensação de algo ruim estar por vir – cadê seu papai? – questiono para meu bebê que está quietinho, o sinto bem acomodado em meu ventre; aos poucos minha barriga tem ficado mais volumosa e pesada, meus seios estão crescendo também na medida em que a barriga se destaca, o que me lembra do Oliver dizer que sou uma mamãe sexy. – Seu papai ainda não admitiu, mas está em seus olhos o quanto somos importantes para ele meu amor – sussurro sentando no sofá e cruzando as pernas erguendo a camisa para observar minha barriga com carinho – por que não mexe para mamãe? Vamos fazer um jogo, seu papai ganha dois beijos se você mexer agora – solto uma risada pressionando os indicadores com cuidado, mas não sinto nada – três beijos – argumento repetindo os gestos, mas não sinto nada – vamos lá meu amor, mexe – choramingo jogando a cabeça para trás – então ele não vai ganhar nada – resmungo.

Começo a ficar sonolenta com as horas se passando, pulo os canais sem achar nada de interessante, a fome não me rodeia o que é ótimo, pois estou virando uma mamãe elefante. Estou quase dormindo quando escuto a porta se abrir, Oliver entra com olhar distante e assustado, com cara de quem viu alguma assombração – amor – o chamo esticando os braços para ele que se aproxima rapidamente – estava preocupada com você, não atendeu minhas ligações e já está tarde.

— Sinto muito, tive um imprevisto no percurso e deixei meu celular no escritório – murmura beijando minha barriga.

— O que houve? Parece preocupado. – questiono curiosa observando seus músculos tensos e rígidos até mesmo seu olhar não é o mesmo, não é aquele caloroso de todos os dias, mas um frio e distante de meses atrás.

— Felicity – sussurra cansado – estou aqui não estou?

— Mas não parece você – suspiro séria – tem algo acontecendo com você e eu quero saber.

— Você está frágil com a gravidez – suspira me puxando para seu colo – eu só preciso do conforto dos seus braços no momento.

— Somos companheiros Oliver – sorrio segurando seu rosto fazendo o olhar em meus olhos – dizer a verdade é um passo fundamental em uma relação, em pouco tempo que conheço você, sei que está mentindo para mim. Ele aperta os lábios e pisca deixando umas lágrimas escorrerem pelo rosto o que me deixa alarmada, pois nunca o vi expressar sentimentos assim como dor e medo – o que há de errado com você!?

— Nada vai mudar Felicity – assegura com firmeza na voz – eu quero estar com você...

—....Está me assustando – interrompo nervosa com tremor pelo corpo.

— Desde o primeiro dia em que a vi, você se tornou algo a mais para mim, diferente de todas você me conquistou e o bebê é o fruto mais precioso de nós dois – disse olhando nos meus olhos como uma confissão dolorosa para si. Sinto meu corpo encolher em seus braços, a sensação de algo ser tirado de você me aflige.

— Oliver o que aconteceu? – engulo em seco estou completamente assustada. Ele acaricia minha barriga com carinho e respira profundamente antes de prosseguir.

— Hel.. Mexeu – franzi o a cenho.

— O que? Uou. Espera. – Suspiro com um chute forte na barriga – chutou – sorrio com outro chute.

— Chutou de novo – sussurra ainda com as mãos sobre minha barriga, emocionado e com sorriso largo tomando conta do seu rosto, o mais bonito que eu já tinha visto em todo esse tempo juntos. – Nosso filhote finalmente mexeu – disse beijando minha barriga.

— Nossa – solto o ar com o bebê mexendo dentro de mim. O movimento me encanta e me emociona incondicionalmente, sinto as lágrimas escorrerem por minha face com a emoção tomando conta de mim, tanto que esperei por esse momento que agora estou completamente feliz – ele mexeu para você Oliver – sussurro com um sorriso lastro olhando dentro daqueles olhos brilhantes e totalmente hipnotizado pelo momento.

— Esse é meu filhote – disse animado deitando a cabeça sobre minha barriga. Acaricio seus cabelos com ele fechando seus olhos, perdida no nosso momento, meu coração está batendo de maneira disparada pela felicidade. – Você me faz o homem mais feliz do mundo não quero que esse momento nunca acabe – sussurra puxando um fio solto do meu cabelo encontrando meu olhar – isso que eu queria dizer a você desde o primeiro momento que recomeçamos, desculpa se te assustei.

— Você sempre me assusta com esse jeito diferente de contar as coisas – sorrio enxugando minhas lágrimas.

— Minha vida está completa – suspira contornando meus lábios com o polegar – com você. Inclino-me para beijar seus lábios demoradamente, entre os dois amores da minha vida um ao meu lado e o outro dentro de mim a vida se torna mais bela e completa.

Notas finais
Então deixem suas criticas, opinioes enfim o que sentem hahaha .. bjss de luz e ate a proxima.. Vamos favoritar e recomendar!!!!