Amor sombrio
8 Capitulo - 07 Por você, pelo o bebê !
Notas iniciais
Lyin' here with you so close to me
It's hard to fight these feelings
When it feels so hard to breathe
I'm caught up in this moment
Caught up in your smile
I've never opened up to anyone
So hard to hold back when I'm holding you in my arms
We don't need to rush this
Let's just take it slow
Just a kiss on your lips in the moonlight
Just a touch in the fire burning so bright
And I don't want to mess this thing up
I don't want to push too far
Just a shot in the dark that you just might
Be the one I've been waiting for my whole life
So baby I'm alright, with just a kiss goodnight
Just kiss — Lady Antebellum
Pov Felicity
– O que você está fazendo com meu Oliver? – pergunta irritada.
– Primeiro: ele não tem nenhuma placa dizendo que é seu – ergo um dedo – e segundo: ele é pai do meu filho, posso fazer com ele o que eu quiser!
– Como o que? – questiona Oliver malicioso.
– Quer dizer, não nesse sentindo – digo nervosa me levantando rapidamente e deixando uma distância segura entre mim e ele.
– Não foi o que pareceu – disse a megera com o olhar de cobra venenosa.
– Escuta aqui... – começo, mas sou interrompida por Oliver que acena para mim, levanta se recompondo e a fita sério.
– Laurel não temos nada – suspira – então não faça perguntas que não precisamos responder.
– Oliver desde a Helena você me procura – disse incrédula.
– Como a outras mulheres também – sorrir cético – não me leve a mal Laurel, mas tudo não passou de sexo para mim e você é ciente disso.
– Não precisamos ter essa conversa na frente dela – disse apontando para mim nervosa. Reviro os olhos e bufo longamente.
– Posso continuar minha caminhada sem você na minha cola? – pergunto para ele que nega com a cabeça – chato – resmungo.
– Laurel nós já tivemos esse tipo de conversa e a conclusão dela foi sexo sem compromisso – dá de ombros. Que nojo! Faço uma careta e meu estômago revira, tampo a boca de imediato – o que houve? – questiona para mim preocupado.
– Nada – suspiro – só essa cena que está me causando náuseas.
– Então. Você é a Felicity Smoak, que o Tommy mencionou – sorri falsa se aproximando – apenas mais uma na cama dele.
– Como você? – pergunto.
– Como todas – sorrir – Helena se foi e levou...
–... O coração dele. Isso eu já sei – reviro os olhos – bom o papo está nojento, digo incrível, mas tenho que ir, você sabe, fazer exercícios pois meu Queen Junior precisa que a mamãe dele esteja forte e com muita saúde para sua chegada – sorrio sarcástica – foi um desprazer conhecer você Laurel – aceno cética e começo a caminhar calmamente. Olho sobre os ombros e eles começam uma briga entre melodramas dela e rosnados do Oliver. O ar pesou tanto que me deixou tonta, parece que ela soltava veneno pelas narinas, massageio a barriga e fico perdida em sentimentos. Não acredito que Oliver teve coragem de dormir com aquele saco de osso chamado corpo.
Que mulher mais mesquinha e sem sentido. Cruzo o parque com preguiça em passos lentos.
– Assim não vai chegar a lugar nenhum com essa preguiça – bufa Oliver ao meu lado me tirando dos devaneios.
– Já despachou o ser das trevas? – pergunto irônica.
– Não temos nada para conversar Felicity – disse seco.
– Então por que ela lhe procura? – pergunto com desdém.
– Por que quem fica comigo nunca mais esquece – sussurra com a voz grave ao meu ouvido o que me arrepia inteira.
– Eu...Eu já esqueci – gaguejo nervosa o empurrando para o lado. A verdade que nossa primeira noite está mais viva em minha mente, mas do que qualquer outra coisa. Maldito homem de gelo. Respiro fundo e fito o nada disfarçando minha frustação.
– Sabe que não é verdade Felicity – disse cantarolando.
– Onde quer chegar Oliver com isso? – questiono irritada cruzando os braços sobre o peito e parando a sua frente – se foi por causa daquele beijo, esqueça, foi uma fraqueza!
– Tem certeza? – pergunta fitando meus lábios. Mordo o lábio inferior e estremeço com ele chegando mais perto.
– Oliver – alerto em defesa sentindo sua respiração quente tocar minha pele encarando seus lábios – eu não vou cair no seu truque novamente.
– Não tenho nenhum truque quando o assunto é você – disse sério beijando a ponta do meu nariz. Pisco algumas vezes e aperto com toda minha força a barra do meu casaco.
– Como posso ter certeza? – balbucio hipnotizada por ele; seu efeito sombrio me afeta em segundos, ele não precisa pedir para conseguir um beijo meu, basta cinco segundos próximos e já estou completamente entregue a ele. Por que eu não tenho controle sobre mim quando o assunto é ele e acabo vivendo uma relação de amor e ódio com esse homem. Ele sorri mais não responde, segurando meus antebraços com um aperto leve. Ficamos em silêncio nos encarando como uma conversa só entre olhares. Aqueles olhos azuis me fitam profundamente; sem expressão, mas com muita intensidade que mexe comigo de maneira aquecedora. Sinto pingos molharem meu rosto fazendo uma chuva forte começar a cair sobre nós.
– Melhor irmos para casa, não quero que fique doente e a Cait me acuse de alguma coisa – disse voltando para seu olhar habitual. Frio para ser mais realista.
– Concordo – digo nervosa tentando me proteger da chuva. Como ainda estamos perto do prédio saímos em uma corrida normal para ele e exaustiva para mim. Ele não fala mais nada ao longo do percurso se trancando em um silêncio torturante. Passa direto para seu apartamento e só acena, sem palavras. Posso jurar que eu conheci o velho Oliver, mas por medo ou por outro motivo, ele se fechou de novo. Entro no meu apartamento e tiro toda a roupa encharcada pela chuva, dirigindo-me para o banheiro.
Dia seguinte.
Vejo o elevador se abrir e me mostrar um local amplo e bem organizado. Um homem de terno cinza com cabelos pretos e olhar castanho se ergue rapidamente e vem até mim.
– Bom dia! – disse formal.
– Bom dia – sorrio – sou Felicity Smoak.
– Oh. Claro! Sr. Palmer lhe aguarda – acena para a sala mais a frente – por aqui Senhorita.
– Obrigado? – estalo os dedos para saber seu nome.
– Maximiliano – sorri – mas me chame só de Max.
– Sim Max – sorrio torto. Ele bate na porta com dois toques e escutamos um pode entrar do Ray. Ele abre e acena para que eu entre a sua frente. Agradeço com sorriso e entro receosa. Vejo Ray do outro lado de sua mesa vestido com terno preto impecável como sempre. Fitando alguns papéis.
– Max, por favor, me traga um café – ordena ainda encarando os papéis, olho para trás, mas não o vejo mais e sim a porta fechada.
– Não sirvo mais nenhum café ou outro tipo de bebida Mr. Palmer – digo sorrindo. Ele ergue o olhar e abre um grande sorriso acolhedor.
– Felicity – disse levantando-se rapidamente e chegando a mim em segundos – quando pedi para você me visitar não pensei que demoraria tanto.
– Não faz tanto assim Ray – digo desdém.
– Para mim achei que fossem anos – disse se fazendo de ofendido.
– Ray, por favor – gargalho.
– Que bom que você veio me ver – disse me dando um beijo estalado no rosto.
– Eu disse que viria – suspiro – então estou aqui.
– Ótimo – relaxa os ombros – como vai o bebê?
– Está bem – respondo suave passando a mão sobre a barriga – isso não te incomoda? – solto a pergunta sem pensar e arregalo os olhos sentindo a ironia na frase – desculpa... Eu... Eu não quis dizer isso..
–... Não se preocupe Felicity – interrompe colocando uma mão sobre meu ombro – não importa que seja dele. O importante é que você é a mãe do bebê.
– Sinto muito pela a cena anterior Ray – digo nervosa.
– Oliver me provoca a anos, isso é o de menos – dá de ombros.
– Vocês se odeiam tanto assim? – pergunto curiosa.
– Talvez sim – sorriu – vamos, venha conhecer o setor de produção de tecnologias avançadas para a segurança de Star.
– Claro – concordo animada. Saímos em direção ao setor privado da empresa.
Cada parte da produção me deixa admirada, seja nas pequenas coisas como nas grandes coisas desenvolvidas no laboratório, os projetos são perfeitos me apaixono por cada um. As horas começam a se alastrar e acabo perdendo a noção do tempo, sou despertada pela fome que me ataca e pelo o corpo começando a ficar trêmulo; sinto frio, meu corpo começa a sentir a temperatura mais baixa o que me deixa alarmada. Ray fica um pouco preocupado desejando me levar ao hospital próximo ou a clínica da Cait, mas respondo que estou bem para tranquiliza-lo. Mesmo assim sinto que não estou nada bem, desde a hora que acordei todo meu corpo está dolorido, resolvi sair um pouco e acabei chegando aqui.
– Você não parece bem – disse Ray chamando minha atenção.
– Estou sim – forço um sorriso.
– Não – discorda – não está Felicity.
– Ray..
– Você está um pouco quente – disse nervoso colocando a mão sobre minha testa – venha vou leva-la para a clínica.
– Não precisa Ray – suspiro.
– Claro que sim. Felicity você não está sozinha nessa, eu posso cuidar de você e do bebê – disse sério alisando meu rosto com toque suave. Pisco algumas vezes e vejo carinho em seus olhos, ele é tão charmoso e tranquilo, me transmite paz tão diferente do Oliver.
– Onde ela está – escuto um rosnado familiar ecoar pelo o local o que me faz estremecer e franzir o a cenho.
– Oliver – pisco para Ray incrédula que revira os olhos.
– De novo não – bufa. Vejo Oliver entrar como um raio pela a porta, seguido do Max que nos fita nervoso.
– A horas eu e a Cait procuramos por você, porque você simplesmente sumiu e não atende a droga do telefone – esbraveja irritado – pensei que alguma coisa tinha acontecido com você então usei o mesmo método de rastreamento que você fez comigo.
– Desculpa Oliver, eu não percebi o telefone tocando – murmuro.
– Eu disse para ficar longe dele Felicity – rosna me puxando pela mão para trás de si.
– Quem você pensa que é para entrar na minha empresa ditando ordens? – questiona furioso Ray chegando a centímetros dele.
– Eu sou o pai do filho dela, aquele que você nunca vai ser seu desgraçado – esbraveja Oliver dando um soco firme fazendo Ray cambalear para trás – não se aproxime mais dela Ray ou eu acabo de vez com você – avisa frio o segurando pelo o colarinho.
– Ela não é sua Oliver – rosna limpando o sangue do canto da boca.
– E nunca será sua – grita Oliver o empurrando sobre a mesa fazendo-o derrubar todas as coisas – o recado está dado.
– Helena aprovaria isso Oliver? – grita se erguendo.
– Você quer mesmo falar da Helena, Ray? – Pergunta seco.
– Dói saber que antes dela morrer – sorrir – ela dormiu comigo não é? – questiona Ray sarcástico.
– Isso não é verdade, não suje a memória dela – rosna Oliver.
– Isso é o que você diz a você mesmo para não sofrer ainda mais – suspira – eu também a amava e você a tirou de mim.
– Ela me escolheu porque eu era mais homem do que você seu covarde – bufa Oliver se aproximando dele mais uma vez – você nunca fica com a garota. Suas palavras soam cortante deixando Ray desarmado e sem fala com uma expressão fria. Abro a boca para tentar falar alguma coisa, mas não consigo dizer nada.
Oliver gira e me fita furioso, me puxando consigo em um movimento rápido, olho sobre os ombros para Ray dizendo um sinto muito com os lábios sem som. Protesto pelo o caminho, porém Oliver só respira acelerado e resmunga irritado coisas para si. Ao sair do elevador sou arrastada para o carro como uma criança de cinco anos quando faz algo errado e precisa ficar de castigo. Ao longo do caminho noto seu maxilar rígido e sua cara de homem de gelo furioso.
– Oliver eu não tenho mais cinco anos – grito irritada o empurrando para longe de mim entrando no meu apartamento e batendo a porta com força. Deixo algumas lágrimas escorrerem. Devido a gravidez me tornei um ser sensível, tudo acaba me atingindo em cheio, ondas de sentimentos que me sufocam. Por que não posso recomeçar!? Seguir em frente sem suas interrupções.
[...]
Pov Oliver
Ando de um lado para o outro no apartamento totalmente frustrado. Quanto mais vejo esses dois juntos mais a raiva me consome, estou a ponto de mata-lo sem piscar. A minha morta que ela vai ter alguma coisa com o Ray, ou com qualquer que seja outra pessoa. Bufo e tomo um grande gole do whisky sentindo ele queimar e descer lentamente pela a minha garganta.
– Que droga – esbravejo jogando o copo na parede observando ele se parti em mil pedaços. Saio do apartamento e vejo Cait sair do dela.
– Oliver – suspira cansada – preciso de um favor seu.
– Depende do favor – digo irritado.
– Calma homem – disse em defesa.
– Desculpa, hoje não é meu dia – massageio as têmporas.
– Felicity? – argumenta.
– Como sempre – rosno.
– Ela me contou tudo Oliver – bufa – por favor, ela está grávida, tente não fazer ela passar por tanto estresse assim.
– Quando a razão é ela, eu acho difícil não se estressar – digo irônico – você sabe muito bem que não suporto o Ray e ele me fez ameaças dentro da minha casa; ela não é a Helena Cait, farei de tudo para ela ficar longe do Ray.
– Eu sei que vocês dois tem suas desavenças, mas está na hora de ter uma trégua – disse calmante.
– Não depois do que ele fez a Helena – rosno.
– Eu sei disso – suspira – não tiro sua razão. Balanço a cabeça positivamente e respiro longamente relaxando um pouco a tensão.
– Então o que posso fazer por você? – pergunto.
– Preciso que cuide da Felicity – sorrir – tenho uma cirurgia para realizar e não posso ficar com ela aqui.
– O que ela tem? – pergunto.
– Com um início de resfriado e a culpa é sua – disse irritada me dando um tapa no braço.
– O que eu fiz? – pergunto incrédulo.
– Deixou ela levar toda aquela chuva ontem seu idiota, por causa da gravidez ela está com sistema imunológico instável – massageia as têmporas.
– O que eu faço então? – pergunto seco.
– Venha – disse me puxando e entrando no apartamento dela até a bancada da cozinha.
– Ela já está alimentada – suspira – e tomou todos os remédios necessários.
– Então? – questiono.
– Ela precisa de observação no momento, fique com ela, se daqui a duas horas a febre não baixar é para você dar outra dosagem desse remédio – balança um frasco para mim – e esse aqui para os enjoos.
– Certo – concordo.
– Ela está dormindo – sorrir – tenho quer ir, qualquer sinal de emergência leve ela até a clínica.
– Tudo bem – assinto. Ela veste seu sobretudo e sai rapidamente.
Levo os remédios comigo e entro no quarto, observo ela toda enrolada com a expressão cansada. Me aproximo colocando os remédios sobre a cômoda. Com um pouco de receio deito ao seu lado. Ele abre os olhos e me fita desconfiada.
– Oliver por favor não quero brigar – resmunga com uma careta.
– Não vou brigar com você – suspiro – por hora.
– Obrigada – resmunga. Ela remexe-se desconfortável debaixo de suas cobertas e solta um gemido.
– Você está bem? – pergunto.
– Estou com frio – sussurra com a voz baixa. Me aproximo mais dela e afasto suas cobertas – não Oliver – resmunga em protesto.
– Não se preocupe – murmuro. Ela assente com receio sem protestos. Noto seu corpo trêmulo e muito quente ainda pele a febre – me abrace por dentro do meu moletom – ordeno. Com pouco de receio ela coloca os braços por debaixo do moletom e me abraça firme. Aconchego ela mais a mim e inalo o cheiro dos seus cabelos sedosos.
– Não vai deixar eu me aproximar mais dele não é? – pergunta com sorriso torto fechando os olhos.
– Não – respondo convicto.
– Eu sei disso – murmura sonolenta.
Abro um sorriso convencido sem que ela me veja, com alguns minutos ela consegue dormir mesmo com a temperatura alta. Fico observando sua face, nariz pequeno, bochechas ruborizadas até a ponta do nariz, pele macia e sedosa e perfume floral que me desnorteia de certa forma. Beijo o canto de sua boca, ela sorri com gesto ainda dormindo. Suas mãos pequenas me seguram firme me deixando na mesma posição.
Depois de horas cuidando dela o cansaço também me vence, mas preciso de um banho e só consigo dormir na minha cama. Cait chega e a examina informando que ela está bem melhor, então deixo elas e volto para meu apartamento. Tomo um banho rápido e me jogo na cama só com a calça de moletom. Apago a luz e espero o sono chegar. Com alguns minutos escuto a porta se abrir e ser fechada no mesmo instante. Ela engatinha até mim e se enrosca nos meus braços.
– Felicity essa não é sua cama – resmungo sonolento.
– Estou com frio e não quero ficar sozinha – choraminga nos cobrindo com meu cobertor.
– Tudo bem – assinto e deixo ela se agarrar a mim. Em meio ao escuro ela inclina a cabeça para cima e encosta nossos lábios sem querer, prendo a respiração sentindo seu corpo ficar tenso.
– Desculpa – disse nervosa.
– Não por isso – afirmo ainda de encontro com seus lábios – não vou transar com você assim.
– Que romântico – sorrir sarcástica.
– Durma – ordeno com um beijo demorado soltando seus lábios e a deitando sobre meu peito. Ela concorda e fica quieta com a respiração falha. Aliso suas costas com movimento circulares, com alguns minutos o meu corpo relaxa, sentindo o sono me vencer por completo aquecido em seus braços.
[...]
– Oliver – acordo em meio a um sacudido pelos ombros – Oliver – chama mais uma vez irritada.
– O que houve Felicity? – pergunto sonolento.
– Estou com desejo – choraminga.
– E o que eu tenho a ver com isso? – resmungo virando para o outro lado.
– Eu quero pudim com calda de chocolate branco e você não tem em casa – choraminga.
– Já falou com a Cait? – pergunto em um bocejo.
– Ela não está em casa saiu com o Tommy e não atende o telefone – resmunga – por favor vai comprar.
– Felicity não – digo nervoso ligando a luz e olhando o relógio marca duas horas da manhã – é muito cedo e eu não vou a lugar algum.
– O bebê vai nascer com cara de pudim – soluça. Abro os olhos alarmado e vejo ela chorar baixinho.
– Não chore – suspiro – não gosto de ver mulheres chorando.
– Então compre o pudim com calda de chocolate branco para mim – soluça enxugando as lágrimas – por favor – suplica com os olhos do gato de botas.
– Tudo bem – bufo me levantando com uma enorme preguiça. Troco de roupa e deixo ela cochilando na cama. Vou em busca do pudim coisa que não será nada fácil pois são duas da manhã e não tem nada aberto.
Saio pelas as ruas de Star procurando. Acabo rodando tanto que por pouco não chego em central city. Encontro um supermercado aberto por milagre e vou direto atrás do maldito pudim só que não tem com a calda de chocolate branco. Sendo assim pego uma barra de chocolate. Pago e volto para casa, derreto o bendito chocolate coloco por cima e volto até a cama.
– Até que fim você voltou – disse nervosa.
– Por Deus – suspiro e entrego para ela o prato com o pudim – não me peça mais nada hoje.
– Depende se eu desejar mais alguma coisa – sorri.
– Não sou seu escravo – resmungo seco. Tiro as roupas e fico só de cueca me jogando na cama – boa noite.
– Boa noite – gargalha de boca cheia.
Minutos se passam, mas simplesmente não consigo dormir escutando seu incessante mastigar.
– Melhor comer na cozinha – murmuro.
– Eu terminei – disse irritada com uma cotovelada.
– Então ande, vá guardar o prato e lavar as mãos odeio formiga na minha cama – resmungo.
– Certo tirano – bufa se levantando e saindo rapidamente do quarto. Tento dormir, mas me sinto vazio e ela demora a voltar; depois de longos minutos me levanto para verificar o que ela está fazendo. Chego na sala e a vejo parada fitando uma foto minha e da Helena abraçados. Ela alisa a barriga ainda sem volume e a outra mão fica na cintura, com os cabelos soltos aos ombros e uma camisola fina em seda rosa caindo perfeitamente sobre suas curvas.
– Perdeu alguma coisa Felicity? – pergunto cético.
– Eu sei que você perdeu muitas pessoas que amava – suspira ainda encarando a foto – ela foi a mais importante para você e eu não quero roubar o lugar dela.
– Por que diz isso? – pergunto me aproximando.
– Porque eu não quero ser a segunda opção de ninguém – sorri deixando uma lágrima escorrer.
– Não acho que seja uma segunda opção – digo sério.
– Eu ainda estou aqui pelo bebê Oliver – disse calmamente – eu não tenho mais ninguém no mundo só ele. Ela ergue o olhar para mim, posso ver tristeza neles. Um azul aflito perdido em uma imensidão de lágrimas.
– Eu quero estar aqui por você e por ele – sussurro deixando escapar as palavras que estavam presa em minha garganta – se você ainda quiser.
– Tem certeza? – sorri em expectativa se aproximando, olho dentro dos seus olhos e sinto toda aquela vontade de toca-la e de tê-la só para mim.
– Tenho – respondo me inclinando e encontrando seus lábios ainda olhando dentro dos seus olhos – sinto que por você posso recomeçar Srta. Smoak. Ela abre um sorriso encantador. Com leveza ergo ela em meus braços segurando firme por sua cintura – sabe que se fizer isso será um caminho sem volta – alerto mordendo seu lábio inferior.
– Somos adultos o suficiente para saber que não temos do que nos arrepender – murmura – esse caminho já foi sem volta desde o primeiro dia em que transei com você em NY.
– Meu mundo pode ser muito perigoso para você Felicity – aviso afastando uma mecha de seu cabelo do rosto.
– Posso correr esse risco – disse com sorriso lindo em seus lábios – afinal eu já tenho parte de você dentro de mim – aponta para a barriga sorrindo irônica envolvendo meu pescoço com os braços e me beijando com intensidade; deixo ser levado por seus sentimentos mais intensos, sentindo meu corpo queimar em um toque sublime e sombrio.
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