Amor sombrio

9 Capitulo - 08 Segredo ou tragédia ? Pobre coração sombrio.


Notas iniciais
Sem muita enrolação aqui está mais uma att espero que gostem besitos meus amores !!!

Something about you

It's like an addiction

Hit me with your best shot honey

I've got no reason to doubt you

'Cause certain things hurt

And you're my only virtue

And I'm virtually yours

And you keep coming back, coming back again

Keep running round, running round, running round my head

And there's certain things that I adore

And there's certain things that I ignore

But I'm certain that I'm yours

Certain that I'm yours

James Arthur – Certain Things (feat. Chasing Grace)

Pov Felicity

– Oliver... não...– resmungo sonolenta sobre ele – deixa tocar – sorrio sentindo ele massagear minhas costas nuas em movimentos suaves e circulares.

– Pode ser importante – murmura calmamente beijando meus cabelos.


O telefone para de tocar, o que me faz relaxar o corpo. Mas como um alarme irritante, o telefone volta a tocar pela terceira vez; inclino-me um pouco para frente e pego o mesmo sobre a cômoda próxima da cama.

– Alô – atendo desajeitadamente.

– Oliver está? – questiona sem paciência.

– Sim – resmungo – seu nome por favor?

– Nyssa – disse com desdém – diga a ele que é importante por favor. Afasto o telefone do rosto e entrego a ele que abre os olhos e coloca o aparelho próximo ao ouvido.

– Nyssa, diz ser importante – murmuro.

– Sim. Nyssa – pigarrear com uma carranca. Deixo meu queixo sobre seu peito e o observo escutar a mesma com uma expressão vazia apertando os lábios.– Tudo bem, eu resolvo isso depois, quando você volta? – questiona seco, faz uma breve pausa e solta a respiração –tudo bem então, não se preocupe e ligue quando ela voltar. Massageia a têmporas com uma fina irritação – certo, até mais – disse encerrando a ligação e me fitando com a expressão dura.

– O que houve? – pergunto.

– Nyssa terminou o noivado e a Sara não aceitou isso muito bem – suspira – acabou quebrando toda academia e batendo em algumas pessoas no local; Quentin então resolveu tirá-la da cidade por alguns dias. Nyssa vai visitar o pai e está deixando a academia, então eu como um dos sócios majoritários preciso rever a papelada e comprar sua parte ou vender a outra pessoa, mas depois eu resolvo isso – resmunga.

– Nossa – digo incrédula – certo que ela seja uma ninja. Mas violência não vai levá-la a lugar algum.

– Isso é o de menos – suspira – Sara ainda vai dar muito trabalho nessa história usando da violência ou não.

– Ficando longe de mim com seu karatê, por mim não tem problemas – sorrio sarcástica.

– Bem vinda ao meu mundo – disse girando nossos corpos e me deixando abaixo de si – sou perigoso para você?

– Talvez – dou de ombros segurando seu rosto com as mãos – mas não tenho medo de você Mr. Queen. Ele esboça um sorriso torto e se inclina para me beijar; de início um beijo doce, que se aprofunda fazendo aquela eletricidade percorrer por todo o meu corpo. Nos afastamos quando o ar é necessário.

– Quer tomar banho comigo? – questiona com a voz rouca mordendo meu lábio inferior.

– Sim – arfo em desejo. Ele se ergue e me leva em seus braços até o banheiro enquanto beija meu pescoço; minha pele em contato com a sua queima, passo as mãos por suas costas largas e me arrepio inteira; seus lábios deixam os meus seguindo caminho até meu pescoço, sinto mordidas envolventes e beijos molhados com uma lentidão torturante. Escuto ele ligar o chuveiro e nos colocar embaixo rapidamente – Oliver – gargalho sentindo a água quente nos molhar em segundos. Ele sorri de encontro com meus lábios e me segura firme nos seus enormes braços.

Com sorriso malicioso brincando em seus lábios ele se inclina e me beija, tal beijo que se prolonga tornando algo intenso; sou pressionada pelo seu corpo contra a parede fria, que me faz gemer baixo. Sinto meu corpo estremecer ao seu toque lascivo em minha pele, suas mãos apertam minhas nádegas e com uma certa urgência me penetra sem cerimônias o que me faz soltar um grito rouco; fecho os olhos sentindo aquela deliciosa sensação de preenchimento feito por ele até o nosso limite, seguro-me firme em seus ombros como apoio e mordendo seu queixo que rosna coisas sem sentidos e volta a me beijar.

– Mova-se – ordena entre dentes com a respiração acelerada e o coração em batidas desnorteadas. Com leveza jogo a cabeça para trás, me deliciando em sua plenitude deixando que meu corpo se delicie com o prazer crescente de tê-lo dentro de mim.

Ele me acompanha seguindo com estocadas bruscas, idas e vindas firmes, abafando meus gemidos com seus lábios quentes, raspando sua barba rala, o que faz todo o meu desejo por ele crescer ainda mais; meu corpo queima ultrapassando toda nossa excitação, minhas pernas se apertam ainda mais envolta do seu quadril sentindo nosso clímax se aproximar com investidas mais aceleradas. Cravo as unhas na sua carne absorvendo seus gemidos ruidosos com um beijo voraz, não temos nenhum controle; isso não é fazer amor, para ele é foder sem compromisso, mesmo assim sou elevada pelo o poder de ser possuída por esse homem de olhar frio, mas de corpo e alma ardente, é um erro!? Talvez sim e meu. Porém não tenho culpa se me apaixonei por uma cara que não queria voltar a amar. Minha consciência me reprime, mas meu coração se envolve a não desistir dele. Nunca vou me cansar de ser sua, de estar com ele; sinto que estou em casa, eu quero isso mais do que tudo, mais do que todos. Olhando em meus olhos ele me toma de maneira intensa e sublime.

– Oliver – gemo baixo em seus lábios, nosso ápice chega de maneira delirante; a água quente que molha nosso corpo se torna fria comparada ao quanto nossas peles estão suadas e grudadas. O beijo com carinho deixando meu corpo relaxar aos poucos, até que as batidas de nossos corações se acalmam e nossa respiração volte ao normal.

– Belo banho Srta. Smoak – ofega buscando meu olhar.

– Ainda nem passamos o sabonete – sorrio balançando o frasco de sabonete líquido. Ele pisca com a água molhando seu rosto e o deixando mais lindo do que já é. Com leveza sai de dentro de mim e me coloca no chão.

– Eu faço isso – murmura tomando o frasco.

– Oliver – resmungo. – Não! Deixa eu passar em você – choramingo tentando tomar de volta o frasco, mas ele ergue o mais alto que pode. Nunca vou conseguir pegar dele, sem saltos e baixinha como sou – Oliver – bufo ficando nas pontas dos pés, o máximo que consigo é chegar no seu antebraço – assim não vale.

– Eu quero tocar você primeiro – murmura me secando inteiramente com a expressão mais cínica que possa esboçar. Reviro os olhos e tento conter o sorriso.

– Idiota – sussurro descendo as mãos por seu peito até encontrar seu bem mais preciso – acho melhor me devolver o sabonete – alerto.

– Está me ameaçando? – questiona animado com adoração em seus olhos.

– Estou – mordo o lábio acariciando-o com firmeza – agora.

– Não pode me ameaçar – rosna com minhas investidas deixando o frasco próximo ao shampoo e com um movimento rápido prendendo meus pulsos contra a parede – Felicity Smoak – estala a língua com a voz rouca.

– Eu acho que posso – beijo seu queixo encarando-o intensamente – não vou deixar você me tocar Oliver.

– Não preciso de sua permissão – dá de ombros beijando meu rosto e descendo para meu pescoço, me inclino um pouco para que ele tenha mais acesso – você agora é minha – sussurra mordendo o lóbulo da minha orelha me ocasionando arrepios.

– Desgraçado – arfo rendida pelo desejo de me entregar a ele mais uma vez. Ele solta minhas mãos segurando meu rosto e me fazendo recomeçar a estaca zero do prazer – muito sexo faz bem para a saúde de uma grávida? – questiono animada.

– Segundo Cait quanto mais melhor – sorri sarcástico.

– Oliver – bato no seu braço incrédula – você perguntou isso a ela?

– Não – resmunga tentando me beijar – só escutei por alto.

– Não perde uma Oliver Queen – resmungo nervosa.

– Jamais – sussurra – adoro saber que suas atividades físicas são relacionadas a mim. Reviro os olhos e gargalho envolvendo seu pescoço com os braços. Por ele me permito sentir. Desejada.

[....]

– Estou indo – disse se aproximando vestido com um terno preto alinhado ao corpo deixando-o o mais sexy possível.

– Está muito bonito – murmuro admirada.

– Muito obrigado – disse sério, mas de maneira afável. Inclina-se e me beija delicadamente, passando o polegar pelo meu rosto. Arrumo sua gravata e suspiro longamente – o que houve? – questiona com a testa franzida.

– Nada – respondo nervosa.

– Tem algo incomodando você – ergue uma sobrancelha desconfiado segurando minhas mãos com aperto leve – diga Felicity – disse sem paciência.

– Oliver por que acha....

–.... Felicity – interrompe seco com a voz autoritária.

– Você ainda não me disse como vai ser agora – resmungo apreensiva.

– Vai ser o que? – questiona intrigado.

– Entre nós – pisco nervosa – eu não quero te pressionar – gaguejo – agora que estamos juntos ou não estamos juntos, não sei – suspiro – como vai ser!? Somos namorados!? Amigos que dividem a mesma cama!? Ou você vai ficar aqui sozinho e eu no meu apartamento emprestado e sozinha, não quero que pense que estou me convidando para morar com você, porque não estou, eu só não sei como...

– ... Você quer namorar e morar comigo é isso? – questiona com um olhar semicerrado e desconfiado. Engulo em seco e fico em silêncio, ele não quer Felicity está escrito nos olhos dele, a cinco anos ele não divide um lar com alguém, namora alguém, isso é o cúmulo do absurdo para ele, foi só sexo, e aqui estamos tentando decidir algo ou pelo menos eu. Respira mulher e pensa! Minha consciência grita, ele não compartilha algo com alguém a anos, não é agora que ele vai querer isso, aperto os lábios e sinto meu coração murchar.

– Desculpa Oliver – murmuro disfarçando minha cara de decepção – eu vou voltar para o meu apartamento – forço um sorriso. Ele solta minhas mãos e me encara com uma expressão indescritível.

– Melhor fazer isso – concorda cético.

– Tudo bem – suspiro – tenha um bom dia. Ele põe as mãos no bolso e me observa chegar até a porta.

– Felicity – chama secamente, olho sobre os ombros para ele me contendo para não chorar. Fui enganada mas uma vez, bem feito para você que tem sentimentos.

– Sim? – questiono.

– Só volte...

– Eu sei, só quando você estiver em casa e quando quiser sentir um pingo que seja da minha companhia – interrompo irritada. Ele sorri torto o que me desconcerta – homem de gelo, enganador de uma pobre mulher grávida... espero que derrame café no seu fino terno e que fique feio em você; muito feio para ser realista e rasgue também, nenhuma mulher vai sentir tesão em vê-lo vestido assim e você está barrigudo – choramingo perfurando ele com os olhos.

– Já acabou? – questiona com desdém.

– Acho que sim – murmuro triste.

– Só volte – abro a boca para responder, mas ele ergue o indicador pedindo silêncio – só volte com suas coisas.

– Que coisas? – pergunto surpresa.

– Suas coisas ou seja suas roupas e aquelas camisolas fina que deixam seu corpo perfeitamente lindo a amostra – disse malicioso passando a língua sobre o lábio inferior.

– Não tem graça – digo irritada.

– O que? – pergunta.


– Você mentindo para mim desse jeito – suspiro – seu mentiroso, só está dizendo isso para que eu me sinta melhor.

– Se não quiser morar aqui eu vou morar com você – cruza os braços sobre o peito com a expressão animada – a escolha é toda sua.

– Isso é sério mesmo? – pergunto desconfiada dando passos receosos.

– Felicity Smoak, você aceita namorar comigo? – pergunta – dividir a cama e o apartamento? Ou dividir as camisas? – aponta para sua camisa que está cobrindo meu corpo acima dos joelhos, coro e me faço de séria. A verdade é que quero gritar animada como uma maluca pelo o prédio.

– Aceito – respondo sem me conter com uma animação contagiante, correndo até a ele e me jogando em seus braços. – Sim... Sim... Sim eu e o bebê aceitamos sua hospitalidade – disparo com um sorriso bobo no rosto, fico tão emocionada fazendo meus olhos marejarem. Aliso minha barriga e aos poucos percebo que ele está aceitando, se permitindo sentir algo, o que para mim é novo para ele pode ser apavorante de início.

– Ótimo – sussurra passando a mão por cima do tecido, tocando minha barriga, perdido nos seus próprios pensamentos.

– Não precisa fazer isso se não quiser – digo aflita.

– Eu quero tentar – disse disfarçando o sorriso.

– Eu também – sorrio com emoção.

– Não quero que chore – resmunga colocando uma mecha do meu cabelo para trás.

– Às vezes consigo controlar, outras vezes não, você sabe a gravidez me deixa com mudanças de humor – sorrio enchendo ele de beijos.

– Prefiro você irritada – solta uma risada – é mais divertido.

– Oliver – resmungo.

– Você fica linda irritadinha – murmura beijando meus lábios – a verdade é que você é linda até chorosa.

– Obrigado pelos elogios toscos – sorrio.

– Estou barrigudo? – questiona se fazendo de ofendido.

– Ninguém quer você – gargalho sarcástica – no momento sou a única que ainda vê alguma coisa de interessante em você – dou de ombros.

– Vou fazer uma pesquisa hoje sobre isso – disse com desdém.

– Como fará isso? – pergunto.

– Vou pedir que as minhas funcionárias – suspira – que me deem sua opinião sobre meu corpo – pisca para mim.

– Não precisa disso – murmuro irritada.

– Como eu disse eu gosto de você – sorrir convencido – irritadinha.

– Oliver vai fazer isso mesmo? – pergunto alarmada.

– Eu até que gostaria – suspira – mas eu já sei que sou gostoso e que todas me desejam, não preciso do certificado está nos seus olhos a minha beleza – disse.

– Convencido – murmuro afastando sua mão com tapa leve.

– Agora o barrigudo aqui precisar ir trabalhar – sorri sarcástico me dando um beijo casto nos lábios e me soltando para pegar suas coisas.

– Tudo bem – assinto.

– Traga suas coisas para cá – ordena – meu apartamento é maior para nós dois e me sinto bem melhor aqui – dá de ombros – não pegue em peso por favor – disse sério voltando a atenção para mim com olhar autoritário – se precisar de ajuda chame alguém, se não conseguir é só ligar para mim ou Cait. Concordo o seguindo até a porta. – Tenha um bom dia – disse me roubando um beijo.

– Você também – sorrio passando minhas mãos sobre sua barba rala segurando seu rosto e o beijando demoradamente. Me fita uma última vez e sai pela a porta.

Observo ele se encaminhar até o elevador acenando e entrando no mesmo sumindo de vista. Fecho a porta e me jogo no sofá, abafando meus gritos animados na almofada; não consigo acreditar que estamos namorando e vamos morar juntos, meu coração bate tão forte que chega doer, meu Queen malvado, finalmente está deixando ser feliz e comigo. Minha felicidade não podia estar completa como agora. Minha bolha é quebrada quando escuto o meu celular tocar com o nome restrito na tela.

– Alô – atendo receosa.

– Felicity – sorri – sou eu Diggle.

– Nossa! Diggle a quanto tempo – sorrio animada.

– Pelo tom da voz, vejo que dormiu muito bem – disse malicioso.

– Diggle – repreendo nervosa.

– Não se preocupe, Oliver vai fazer você muito feliz – disse com desdém e um tom malicioso do outro lado da linha.

– Como tem certeza disso? – pergunto.

– Por que tenho, são essas coisas de sexto sentido – gargalha. Reviro os olhos – então... liguei por que preciso da sua ajuda.

– O que deseja? – questiono curiosa.

– O melhor T.I que temos sofreu um acidente – suspira – o setor está uma bagunça hoje, pensei que você pudesse passar por aqui.

– Claro – solto um gritinho animado – estou indo.

– Tudo bem vou lhe aguardar na recepção – sorrir.

– Até daqui a pouco – encerro a ligação dando pulinhos – e o dia só melhora – gargalho saindo do apartamento, voltando para o meu, tomar um banho e ir para a QC.

[....]

Entro na QC e avisto Diggle conversando com o recepcionista. Aproximo-me rápido dele que ao meu ver me laça um sorriso encantador.

– Felicity – disse caloroso depositando um beijo casto em meu rosto.

– Olá Diggle – digo na mesma familiaridade.

– Espero que não se incomode – sorri – mas tenho um trabalho para você hoje.

– Ótimo – do de ombros – era tudo que eu queria no momento trabalhar em algo que eu tanto amo – olho envolta alarmada – e minhas economias estão acabando – sussurro.

– Mas você tem um Queen dono disso tudo – acena para tudo a nossa volta com animação.

– Diggle – resmungo nervosa.

– E o herdeiro está ai dentro de você – completa animado apontando para minha barriga.

– Pode parar – sussurro irritada – alguém pode ouvir.

– A barriga vai crescer – resmunga se fazendo de ofendido.

– Eu sei – suspiro – mas ninguém precisa saber que é dele.

– Todo mundo já sabe – revira os olhos.

– O que? – arregalo os olhos alarmada.

– Vocês tiveram uma briga recentemente em uma festa beneficente com vários paparazzi no local lembra? – questiona pegando uma revista atrás do balcão – olha isso – disse folheando as páginas e me mostrando uma matéria com letras gritantes.

" Milionário Oliver Queen, um dos mais poderoso de Star City, será o mais novo pai do ano. O mesmo afirma em meio a uma discussão com o outro milionário Ray Palmer que espera seu primeiro filho com a jovem até então desconhecida que se chama Felicity Smoak ".

– Não – choramingo sem acreditar no que acabei de ler, era só o que me faltava ser assunto de fofoca para Star City, já imaginava que em meio àquela confusão ridícula do Oliver iria acabar nisso. Aperto a revista com força nas mãos encarando a foto de nós três juntos – ele viu isso? –questiono nervosa.

– Sim – sorrir com a postura formal.

– O que ele disse?

– Nada – dá de ombros – Oliver não se incomoda com as notícias a seu respeito.

– O conhece muito bem não é? – bufo.

– Como ninguém – disse animado – então, vamos logo Felicity – resmunga me puxando até o elevador, entramos e meu corpo todo fica tenso – não se preocupe – chama minha atenção como forma de leitura dos meus pensamentos – ninguém fará comentários maldosos sobre você aqui – disse sério.

– Eu tenho medo Diggle – digo baixinho.

– Oliver deu ordens para ninguém ousar falar em seu nome – disse com desdém – ou será demitido.

– Ele não pode fazer isso – murmuro incrédula.

– É o Oliver Felicity. Ele nunca vai mudar facilmente – disse com uma carranca.

– Eu sei – murmuro pensativa. O elevador se abre e saímos até uma sala quase ao fim do corredor.

– Aqui é sala que você vai ficar – sorri e acena para que eu entre. Passo o olhar pelo o local e vejo tudo organizado com os servidores atrás da mesa e me encanto rapidamente – você pode ir a qualquer sala que precisar e de qualquer setor, tem total permissão e aqui está seu crachá, se passar pelo teste de hoje a vaga é sua e amanhã é só preencher seus requisitos juntamente com o RH.

– Eu vou passar – sorrio me sentando na cadeira – não é à toa que formei no MIT em primeiro lugar – dou de ombros.

– Ótimo então – gargalha – bom tenho que ir.

– Obrigado pelo convite Diggle – digo sem jeito.

– A verdade é que a Cait teve sua colaboração – pigarrea com uma careta.

– Isso tudo foi plano dela para me colocar....

– Juntinho do Oliver – gargalha saindo em disparada pela porta e a fechando antes que eu possa acertar com algo da mesa.

– Não tem graça – grito.

Pov Oliver

– Lívia me traga por favor os últimos relatórios das finanças – ordeno seco passando direto para minha sala.

– Sim senhor – assente formal saindo em direção ao setor financeiro. Ela é uma garota de no mínimo vinte e poucos anos, bonita aos olhos de um homem, com curvas admiráveis, olhos esverdeados, cabelos negros em um corte reto acima dos ombros, com um vestido marcante ao corpo. Tivemos algo alguns meses, que não passou de sexo para os dois, o que me admira é seu total profissionalismo. Separamos trabalho de algo pessoal e com o tempo me acostumei a vê-la só como uma secretária. Principalmente agora que tenho minha irritadinha, perfeitamente linda e incomparável a qualquer mulher que já conheci depois da Helena. Felicity é linda tanto por dentro como por fora, isso é o que me deixa mais encantado por ela. Traze-la para morar comigo era algo que já tinha em mente, mais me contive para perguntar esperando sua reação que como sempre envolve aquela carinha irritada misturada ao gatinho de botas.

– Felicity. Felicity – digo cantarolando seu nome para mim.

– Sr. Queen – chama Lívia.

– Sim – murmuro sério me recompondo do devaneio.

– Aqui estão os relatórios – disse me entregando os mesmos.

– Obrigado – assinto.

– Desculpa a intromissão, mas vejo que estava a falar o nome Felicity – disse.

– Qual interesse? – pergunto sem paciência fitando os papéis.

– Ela está na QC senhor – suspira – ouvi pessoas comentando que ela está no setor de T.I para ser específica.

– O que? – esbravejo – o que ela faz aqui?

– Desculpa Sr. Queen, mas não sei o que ela está fazendo aqui – responde nervosa – mas eu posso ir até....

– Não precisa – rosno largando os papéis sobre a mesa e indo em direção ao elevador – eu mesmo vou verificar – bufo entrando no elevador. O que diabos ela está fazendo aqui!? Questiono para mim mesmo como uma fina irritação se formando dentro de mim.

Pov do Tommy

Chego a clínica com o coração disparado, todo meu corpo está tenso e congelado, fecho as mãos em punhos e tento passar pelas pessoas a minha frente, esbarrando em algumas pelo percurso. Abro a porta do consultório da Caitlin rapidamente e entro como um raio. Ela toma um susto de imediato e pula da cadeira alarmada.

– Tommy, querido – sorri nervosa – o que houve? – pergunta preocupada. Ando de um lado para o outro totalmente desnorteado com o que vou dizer.

– Cait amor, preciso que você se sente – ordeno nervoso acenando para a cadeira.

– Tommy está me assustando – disse segurando meus ombros com aflição no olhar.

– Não sei por onde começar – suspiro com um arrepio na espinha fechando os olhos com força e voltando a abri-los fitando os seus assustados.

– O que houve? Não me diga que descobriu que tem um filho fora do casamento – questiona entre dentes.

– Não por Deus – respondo voltando a andar pela sala e mordendo meu polegar.

– Está me deixando louca homem – esbraveja – fala logo de uma vez. Paro de andar e solto todo ar que continha nos pulmões e tomo coragem.

– Eu vi a Helena – digo nervoso. Ela arregala os olhos e cai na cadeira estática – eu disse para você sentar logo.

– Não pode ser verdade Tommy – grita se erguendo rápido e começando a andar de um lado para o outro.

– Mas eu juro, era ela de carne e osso – resmungo sem mesmo acreditar.

– Onde foi isso? – questiona mais nervosa e pálida.

– Eu estava indo até a QC, chamar o Oliver para almoçar comigo, assim que estacionei o carro na porta, ela estava parada do outro lado da rua fitando o prédio com uma expressão distante – mordo o lábio trêmulo – assim que me viu ela entrou em um táxi e sumiu pelas ruas de Star, tentei segui-la, mas ela sumiu.

– Não pode ser ela – suspira negando com a cabeça –mortos não podem sair por ai andando. Você a viu, eu a vi em um caixão Tommy a cinco anos atrás. Não é possível.

– Eu sei disso, mas era ela sim; eu não bebi e também estou com meus exames em dia, onde não consta nenhuma doença mental – digo convicto no que meus olhos viram – era mesmo ela, nada mudou: o olhar, o cabelo, o rosto e a expressão, só uma coisa era diferente... essa Helena tinha elegância.

– Não sei Tommy – discorda nervosa – pode ter sido outra pessoa.

– Não Cait, estou certo no que meus olhos acabaram de ver – suspiro distante – e não é a primeira vez – resmungo integrado.

– Como assim não foi a primeira vez? – pergunta olhando nos meus olhos.

– Por dois longos anos, eu me mantive fechado a isso, sinto muito meu amor, mas tenho um segredo – suspiro frustrado passando as mãos sobre os meus cabelos – essa não é a primeira vez que vejo Helena.

– O que? – questiona arregalando os olhos com a expressão tremula.

– A primeira vez: Oliver estava comigo e a Thea naquela lanchonete próximo ao nosso prédio, nós conversamos sobre o jogo perdido do Blues Jays e Thea fitava os copos a nossa frente perdida em pensamentos. Oliver foi atender ao telefone próximo a saída enquanto eu contava piadas, no momento em que eu olhei para o outro lado da rua, lá estava ela olhando para o Oliver com admiração; eu congelei no mesmo instante e senti meu coração disparar, quase tive um infarto precoce na época. Thea não percebeu e continuava a falar sem parar, eu fiquei tão apavorado no momento, que derramei todo o café na blusa de Thea, acabei passando duas horas escutando um sermão do Oliver de quão bravo ficou por eu ter sujado a camisa nova do Blues Jays que ele deu a Thea. No minuto que desviei atenção para ele e voltei encarar a rua ela tinha sumido como fumaça. Eu quase enlouqueci na época.

– Me lembro das suas noites de insônia e na mesma semana Thea foi viajar para a Espanha com Malcolm – murmura incrédula.

– Você tinha acabado de perder o bebê e eu não tive coragem de contar mais isso para você – digo nervoso sentindo todo aquele pavor voltar – então contei a Thea, que disse que deveria ser coisa da minha cabeça ou efeito dos remédios e do acidente que sofri e que não contaria isso para o Oliver nunca, ela só queria protege-lo, de fato ele iria acabar enlouquecendo de vez; eu concordei e ela se foi com o papai para outro país, mas não consegui desistir disso, eu a procurei por Star, coloquei de cabeça para baixo essa cidade, mas não a encontrei, nenhum vestígio, então presumi que fosse de fato algo da minha cabeça devido ao acidente. Mas depois de hoje tenho certeza Cait, é ela sim – murmuro nervoso.

– O que vamos fazer? – pergunta apreensiva

– Não sei – respondo.

– Contar para o Oliver? – sugere.

– Não. Não – gaguejo – ele vai pirar com isso. Imagina se for ela mesmo? Viva?

– Ele vai enlouquecer – bufa.

– E deixar Felicity de lado – murmuro.

– Meu Deus Felicity – disse alarmada.

– Isso mesmo, ele está começando algo novo com ela, se jogarmos isso em cima dele quem vai sofrer mais é ela – digo sério.

– Estou perdida Tommy – disse nervosa voltando a sentar na cadeira.

– Eu sei o que podemos fazer – digo me agachando a sua frente e segurando suas mãos.

– O que?

– Vamos encontra-la sem que o Oliver e a Felicity saibam – murmuro sem muito certeza.

– Você sabe que isso não pode ser verdade não é? – pergunta.

– Talvez sim – suspiro – talvez não. O que me deixa intrigado é isso. Quando ela morreu foi dito isso no local. A levaram e fizerem exames....

–... Onde os médicos afirmaram sua morte e disseram para enterrar o corpo de imediato por causa da água que acabaria fazendo....

– Isso é nojento amor sem detalhes – interrompo com um embrulho no estômago só de imaginar ela inchada e explodindo no caixão.

– Se ela não morreu, depois de todos esses anos, o que ela quer agora? – questiona.

– O Oliver – murmuro sentindo todo meu ser se apavorar com a ideia da ex-noiva cadáver, estar mais viva do que todos nós juntos. – se Oliver chegar a sonhar com isso, vai mover céus e terras para encontrar essa mulher e o fim dessa história de amor que nem começou direito com a Felicity, pode ser interrompida pelo destino impressível.

Notas finais
só diga uma coisa esse segredo é só para plantar a discórdia. Por quanto tempo Tommy vai esconder isso do Oliver? será que é coisa da cabeça dele ou é verdade ? confusão já foi formada hahaha bjss de luz e até a próxima !!!!!