Amor sem fim

3 Capítulo 2 - Você não está sozinha


Notas iniciais
Bom, esse capítulo tem novidade. Amizade da Arizona com Francesca se inciando, e se preparem, será uma grande amizade. Conheceremos um pouco da vida de Francesca. E são dois amigos para Arizona. Quem é um amigo no final do capítulo? Vou indicar que vocês escutem a música de Enya "Only time" no momento em que Arizona atende a ligação de Callie até o momento em que a loira é consolada por Francesca (se precisar repita a música - muito a ver com o momento). Segue o link com a música: https://www.youtube.com/watch?v=ME8TPKhzxfg As postagens dos capítulos ainda serão aos domingos. Entretanto, o trabalho imprensou quinta e sexta, então adiantei... Se conseguir, posto o próximo no domingo. Espero que gostem do capítulo.

O Sol já havia se levantado. Arizona sentiu uma claridade atingido-lhe os olhos, vinha da janela de vidro com cortinas abertas. A cabeça doía. Inclinou o rosto, de forma que pode observar o teto do quarto. Estranhou. Formato diferente, com inclinação circular. O teto era pintado de azul escuro e tinha diversas estrelas pintadas. A loira começou a se perguntar onde estava... Tentava se lembrar de alguma coisa. A memória da noite anterior ia voltando aos poucos, mas era recordado sobre àquele lugar. Se mexeu um pouco e ao fazer isso sentiu uma pele quente tocando a sua. Girou o corpo imediatamente. Viu a mulher da noite anterior, dormindo do outro lado da cama. A respiração era tranquila. Arizona tremeu.

— Oh meu Deus, oh meu Deus. — murmurou ao levantar o lençol, ao qual estava coberta, e olhar por baixo dele.

Notou que estava com uma camisa fina, sem qualquer peça íntima por baixo. Tentava lembrar o que havia acontecido ali, mas nada lhe surgia a mente. Os cabelos estavam levemente úmidos. Percebeu que sua prótese havia sido tirada e colocada ao lado da cama. Sentia uma dor da cabeça, talvez fosse por causa da bebida. Ao lado da cama havia uma cadeira onde pode observar as próprias roupas dobradas, sua bolsa e a chave do seu carro. Sentou, pegou as peças íntimas e começou a colocá-las. Em seguida, colocou a prótese e vestiu a roupa. Observou uma mesinha ao lado, e em cima dela havia uma jarra de água, um copo e um remédio para enjoo, Arizona supos que fosse para quando ela acordasse e o tomou. Apesar de ter bebido na noite anterior, não se sentia enjoada, mas era melhor prevenir. Olhou a mulher que continuava dormindo tranquilamente. Sem fazer barulho, pegou a chave do carro, juntamente com a bolsa, e saiu do quarto. "Tinha que sair dali. Não importava como", pensava. Como não tinha a chave da casa, resolveu pular a janela. Abriu a janela, ficando sentada na mesma, para em seguida tentar pular... Até que ouviu uma voz e parou nervosa

— Indo embora na surdina? — perguntou a mulher que antes dormia, já na escada, com um sorriso maroto.

— Oh meu Deus — gelou por um momento sem saber o que dizer — Nãaaao. — fechou os olhos, fez uma careta e abriu somente um olho, em seguida abrindo o outro — Bom, eh, ahm... É qu...

— Você está parecendo aqueles homens que transam e depois vai embora sem nem sequer desejar um bom dia. — cortou e comentou sorrindo.

— Então... Isso quer dizer que nós transamos? — engoliu em seco. — Olha, desculpa, eu não...

— Nossa, você foi incrível na cama, Arizona. Deus, eu nunca havia transado com um mulher antes, mas foi espetacular. Suas mãos são mágicas. Não imaginava que pudesse ser tão maravilhoso. Não quero mais transar com homens... Agora só consigo pensar quanto tempo eu perdi sem sexo lésbico — sorria e se divertia com as caras e bocas da loira.

— Não, não — Arizona tentava terminar a frase, enquanto forçava a mente para lembrar de alguma coisa — Não, consigo lembrar de nada... — disse nervosa sem conseguir olhar nos olhos da outra mulher — Quer dizer, lembro de nós no pier. Foi legal. — a outra mulher só ria — Mas, nem sequer lembro como vim parar aqui. E — Arizona ouviu uma gaitada da outra mulher.

— Você deveria ver a sua cara — riu ainda mais alto.

— Quê? Do que você está rindo? — pergunta Arizona um pouco chateada com as risadas

— Calma — descia as escadas e ria da cara nervosa da outra mulher.

— Ok, abre essa porta e me deixa ir embora daqui — pediu descendo da janela e com uma impaciência nervosa. — Meu dia ontem não foi nada bom e você está piorando as coisas aqui.

— Relaxa — disse rindo — Se está com medo por causa do meu problema de saúde... Pode ficar tranquila. — pensou no que dizer um instante — Nós não transamos, só estava curtindo com a sua cara — riu — Se quiser ir embora, a chave está na mesinha ao lado do sofá. Mas, vou preparar uma café, se quiser sinta-se convidada? — falou duvidosa.

Arizona olhou em direção a mesinha ao lado do sofá e viu a chave. O gesto não fora feita com intuito de confirmar o que a mulher falava. Foi uma atitude automática. A dona da casa só mexia e remexia no armário da cozinha. A loira pensou que devia ficar e sondar melhor o que havia acontecido. Imaginou também que poderia ajudar a mulher com o problema de saúde e a gravidez.

— Adoraria o café — após pensar, resolveu aceitar. Olhou a mulher caminhar pela cozinha, abrindo e fechando portas do armário e resolveu ir até lá — Não é por causa do seu problema de saúde. — dizia tentando se justificar — É só que... não me lembro de nada, entende — parou — Além disso, existe sexo seguro, sabia? — foi incisiva nessa última frase — Não é só porque uma pessoa tem AIDS que ela não pode transar.

— Ok. Está tudo bem comigo. E você não precisa ficar parada aí em pé. — apontava para a loira e em seguida para uma cadeira no balcão da cozinha. — Sente-se, A-ri-zo-na — pronunciou lentamente.

Quando Francesca finalmente terminou de fazer o café, serviu Arizona e colocou um copo para si. Recostou a barriga no balcão, ficando de frente para a mulher de olhos azuis celeste. Bebericou o líquido preto. Observou a satisfação no rosto da loira a cada gole sorvido. Se movimentou, a fim de sentar em uma das cadeiras. Ainda permanecia de frente para Arizona. Nenhuma das duas se sentiam desconfortáveis com o silêncio. Só sorviam a bebida preta. Arizona queria falar com Francesca sobre a noite anterior e sobre o problema da saúde dela, mas ainda não havia feito. De repente, um som surge no ambiente, três vezes seguidas, era o celular da Arizona. Antes da médica sair do seu transe e abrindo a bolsa, a fim de retirar o celular, o aparelho silencia. Ao olhar de quem se tratava um longo e triste suspiro é dado. Em seguida, olhou ao relógio do braço, já era tarde. "Deveria ter atendido", pensou. Afinal, precisavam resolver algumas coisas sobre Sofia ainda.

— Sinto muito, resolvi ligar seu celular ontem... Imaginei que pudesse receber alguma ligação importante. — mencionou acreditando que a mulher ainda não queria que o aparelho tivesse ligado.

— Tudo bem — Arizona disse sorrindo.

A cirurgiã, na tentativa de esconder a tristeza que a acometia da outra mulher, sorriu. Era assim que a loira sempre agia, tentava aparentar alegria a todos ao seu redor, mesmo quando estava triste. Entretanto, o suspiro triste da loira não havia passado despercebido por Francesca. Além disso, com os acontecimentos da noite anterior, a "desconhecida" tinha certeza que a mulher não estava tendo um dia muito bom. Novamente o aparelho celular volta a tocar, mas dessa vez Arizona resolve atender.

— Oi, Callie.

— Tenho tentado falar com você desde ontem, Arizona.

— Sinto muito, não pude atender.

— Ok. Bom, é que nós precisamos conversar melhor... Há muita coisa a ser resolvida antes de eu ir para Nova York com Sofia. Imaginei que você pode querer passar o dia de hoje com nossa...

— Claro, claro que eu quero — cortou a morena já imaginando o que seria dito — Você já resolveu que dia vai embora?

— Sim, resolvi ir no domingo à noite, porque... — Callie sentiu um pesar ao ouvir o suspiro da ex-mulher e não conseguiu terminar a frase.

— Então, eu vou tentar ver com Bailey se consigo essa semana de folga para passar com a Sofia. Quero passar o máximo de tempo que puder com a minha menina.

— Claro, claro — Callie sentiu uma lágrima solitária descer dos olhos — Sinto muito, Arizona... Eu não queria que nós terminássemos assim...

— Vai ficar tudo bem, Callie. Vai ficar tudo bem. Vou pegar a Sofia mais tarde — lágrimas desciam pelo rosto da loira — Tenho que desligar. Tchau.

— Arizo... — tum tum tum tum. A loira já havia desligado.

A médica continuou de costas para a mulher que estava sentada na cozinha. Levantou as mãos e guiou-as pelo rosto, a fim de enxugar as lágrimas. E assim o fez. Limpou o rosto. Girou o corpo e com um sorriso amarelo, caminhou até a outra mulher. Francesca não queria ter ouvido a conversa que a loira havia tido, mas a distância não era grande, de modo que, não pode deixar de escutar. Quando Arizona se aproximou, a dona da casa notou que a loira havia chorado. Os olhos estavam vermelhos. Arizona sentou, a fim de terminar de tomar o café e de introduzir os assuntos que ainda queria ter com a outra mulher. Entretanto, não foi possível.

— Parece que seu dia não está indo muito bem. — falou colocando mais café nos copos.

— Não, não está. — mencionou triste — Eu abri mão da guarda da minha filha — os olhos encheram de lágrimas de novo — Eu abri mão da minha filha... Para a mulher que amo levá-la para morar com outra mulher em Nova York — falou em um fio de voz, não conseguindo mais se conter, escondendo o rosto com as mãos. — Eu não vou suportar essa dor, não vou. Dói demais, meu Deus. — Arizona chorava. A outra mulher se levantou e a abraçou. — Deus, não aguento mais essa dor — soluçava em prantos. — E se a minha menina gostar mais de Penny do que de mim. Não vou suportar isso, eu não vou suportar isso... Essa dor é forte demais.

— Xiiiiiiiii... — tentava acalmar enquanto passava as mãos nas costas da outra mulher em um abraço fraternal — Sua filha nunca vai amar essa Penny mais do que você, entendeu? Você é a mãe dela. Você é a mãe dela. Calma...

Arizona continuava chorando e escondendo o rosto com as mãos. A outra mulher ficou ali abraçada até a loira parar de chorar. Quando finalmente as lágrimas cessaram, a morena voltou a se sentar no mesmo lugar de antes. Jogou o resto do café já frio, que havia nos copos, e serviu mais. As duas sorveram um pequeno gole.

— Eu era como você. — murmurou séria — Você tem que parar de pensar somente nas pessoas ao seu redor e pensar mais em você. — aconselhou

— O que você quer dizer? — a loira questionou bebendo o café e franzindo a testa.

— Vou te contar a minha história. Há alguns anos atrás, eu fazia tudo que os meus pais pediam. Me formei em administração que era o que eles queriam, aprendi outros idiomas que era o que eles queriam e noivei com um homem que eu não amava, mas era o homem que eles queriam... Eu só queria ver as pessoas que eu amava feliz, então... Até que, no dia do meu casamento, meia hora antes para ser mais precisa, fui a sala de presentes, e olhei uma molheira.

— Molheira? — Arizona questionou estranhando a menção do objeto, fazendo uma careta no rosto.

— Sim, uma molheira, uma molheira maravilhosa... — sorriu ao notar a careta da loira — De repente, eu percebi que estava mais interessada na molheira do que no meu noivo. Eu entrei em pânico e me dei conta do quanto meu noivo se parecia com Sr. Potato Head.

— OMD, não — Arizona riu alto. Francesca tinha esse poder de deixar as coisas mais leves e engraçadas. De fazer a pessoa sorrir.

— Sim, eu achava ele meio familiar antes, mas não havia notado com quem ele parecia... Depois de perceber com que ele aparentava, eu corri de lá e enquanto eu corria pensei "Por que estou fazendo isso?". — a loira deu um sorriso leve e fez uma expressão de quem entendia — Eu fugi de lá. E a partir daquele dia eu vivi a minha vida. Aproveito cada momento. E tudo que me dá na cabeça eu simplesmente faço, se for para eu ser feliz, é claro.

— Mas, e o noivo? E os seus pais? E os convidados? — se interessou pela história.

— Bom, os convidados aproveitaram as comidas e bebidas — achava graça — Meu noivo não quis falar comigo depois que eu o chamei de Sr. Potato Head.

— Não acredito que você fez isso — Arizona fez uma careta de que não acreditava.

— Sou muito sincera, ok? — arqueou uma sobrancelha e a loira riu — E voltando a responder sua pergunta... O meu pai, bom, foi mais complicado. Tive que dizer que sentia muito, mas que não ia me casar com o Sr. Potato porque não o amava. Meu pai disse que amor não importava, que eu tinha que me desculpar e tentar consertar as coisas.

— O que? — questionou desacreditando no que ouvia.

— Para minha família os negócios são mais importantes... Não sentimentos — disse com um balançar de mãos — Então, eu lembro que meu pai quase surtou e eu comecei a falar uma metáfora a ele que "as pessoas sempre me diziam que eu era um sapato, que eu era um sapato, um sapato, um sapato... E que naquele dia eu havia pensado e descobri que eu não queria ser um sapato, queria ser uma bolsa"

— OMD — a loira gargalhou de novo — que metáfora horrível. Você é louca.

— Eu não sou louca — percebeu o olhar de descrença de Arizona — Talvez um pouco louca — as duas sorriram. — Meu pai disse que eu podia ser uma bolsa e casar com o Sr. Potato. Gritei dizendo que não queria ser uma bolsa, era só uma metáfora. Depois nós brigamos muito e eu só deixei claro ao meu pai que a vida era minha e eu ia casar com quem eu quisesse. Então, meu papai cortou a minha mesada.

— Wow, já vi isso acontecer uma vez... — a outra mulher a olhou duvidosa — A parte de cortar a mesada — se explicou.

— Hum... acontece sempre por aí...

— Sobre a sua gravidez e o seu problema de saúde... Bom, queria que você soubesse qu... — o bipe de Arizona começou a tocar.

— Que barulho é esse? Seu celular de novo? — a expressão de Francesca era meio nervosa. Não por causa do celular, mas por causa do assunto que a médica havia mencionado.

— Não, é o meu bipe... Realmente tenho que ir, mas ainda quero falar com você sobre o seu bebê — Arizona tirou um cartão e deu a mulher — Me ligue amanhã. Ah, você é ótima. Obrigada.

Francesca só sorriu. Pegou a chave, abriu a porta e viu a loira indo embora.

* * *

Quando Arizona chegou na OR alguns da equipe já estavam na sala. A loira chegou junto com Richard, que também ia participar da cirurgia. Os dois lavavam as mãos enquanto conversavam.

— Vamos embolizar o tumor... E ver se revertemos os efeitos na circulação sanguínea da mãe. — falava Arizona.

— Então, não vai me contar o que está acontecendo? Callie me disse que você a deixou levar Sofia a Nova York. O que deu na sua cabeça? — o amigou questionou com cara de quem não estava entendendo nada.

— Dr. Webber, precisamos nos preparar para os pacientes. O estado deles é muito grave, precisamos nos preparar. Se não estiver em condições de participar da cirurgia posso chamar outro cirurgião — falou em tom alto já chateada. Richard balançou a cabeça concordando, entendendo que Arizona estava certa.

— Tudo bem... Desculpe-me.

— As plaquetas da paciente estão baixas — Arizona voltou a falar, ainda se lavando as mãos — Teremos que lhe dar seis bolsas, para evitar hemorragia hepática. Então nós faremos a fetoscopia para reverter a cascata...

— Ok. Robbins, já entendi o que vamos fazer. Só gostaria de saber, você está bem? — indagou ao observar a amiga já se dirigindo a OR.

— Eu vou ficar bem, Richard — respondeu para tranquilizar o médico e com um sorriso fraco. — Agora vamos salvar vidas.

— O bebê está anêmico. Vamos fazer uma transfusão... 40mm de PRBC irradiado. — falou olhando para o residente.

— Robbins, temos que entrar e sair. A pressão dela está no teto — dizia Webber enquanto observava o aparelho com a informação — Se não interrompermos o sangramento, o bebê morre.

— A ideia é salvarmos os dois, e eu vou salvá-los. Sei que consigo. — Arizona respondeu sem tirar o olhar da imagem gerada na tela através da sonda que controlava dentro da barriga da paciente. — Agulha calibre 22. — pediu. — Não estou conseguindo embolizar todos os vasos, merda. Não está dando certo — permanecia observando a imagem — Vamos ter que abri-la.

— Teremos que aumentar a anestesia — informou Webber.

— Ela está tendo desacelerações persistentes — disse o anestesista.

— Vou abri-la, expor o útero e ressecar o tumor inteiro — Arizona disse após ouvir o anestesista e pensar um pouco.

— A anestesia pode ser ruim para a mãe e para o bebê — indagou Webber. — Se for abri-la é melhor chamar Alex e fazer o parto.

— Isso não é uma opção, Webber. — mencionou tirando o aparelho do útero da paciente. — O bebê não está maduro. Não vai sobreviver. — Arizona continuava e começava a cortar a barriga da paciente. — A SAT dela está caindo. Ela está com hipóxia — falava já com a mão no tumor, juntamente com o residente.

— Isso não vai melhorar. — o amigo afirmou.

— Está bem. Vamos lá garota. — falava enquanto tentava retirar o tumor — Droga o tumor é grande e está preso. Dr. Delluca, empurre sem colocar muita força, o tumor por fora da barriga — o residente fez o que a médica pediu — Não, não empurre com tanta força. Seja mais gentil — informou — Se colocar muita força, o tumor pode romper. Preciso de uma incisão maior. Quer cortar? — perguntou ao residente que afirmou e começou a fazer o corte. — Não precisa ter pressa para fazer a incisão. — o aluno passou a cortar mais lentamente — Muito bem. Está ótimo. — disse sorrindo por baixo da máscara — Extirpando o tumor. Preciso de várias kellies.

— Tem que ser mais rápido isso... Está demorando demais. A mãe precisa de mais suporte ventilatório — pediu o homem alto.

— Ligando a última artéria. — falou enquanto limpava a artéria com a pinça.

— Perdemos o pulso do feto. O cordão está comprimido? — perguntou Webber.

— Não, o bebê está em parada cardíaca. Ponha suas mãos em baixo do bebê — pediu a Andrew. — Assim — explicou como o residente deveria fazer o procedimento. — Ótimo. Agora pressione o ferimento. — o residente pressionou sem muita força, com medo de machucar o bebê — Mais forte. Ele não vai quebrar. Mantenha o peito dele para cima. — o rapaz girou colocando o peito para cima — Ótimo. Assim mesmo. Injete 5 microgramas de epi, enquanto eu faço as compressões — pediu a Webber.

— Robbins, o bebê não está voltando — falou Richard, após injetar a substância no cordão umbilical.

— Tudo bem. Vamos lá bebê. — Arizona indagava fazendo a massagem cardíaca — Vamos lá... — Arizona continuava o procedimento e olhava o aparelho indicador de batimentos cardíacos, dando um suspiro aliviado quando o batimento voltou. Olhou para Richard e sorriu alto. Os demais médicos a olharam felizes — Pode soltar agora, Andrew. Hora de colocar o bebê de volta. — o residente a olhou surpreso. Em seguida, tirando as mãos.

— Ele ainda nem... E eu o segurei com as minhas mãos. Ele ainda nem nasceu — mencionou.

— Sei como é a sensação. É um privilégio. Um grande privilégio. — colocava agora o bebê de volta no útero — Parabéns, Dr. Delluca, você foi ótimo — falou após terem concluído o fechamento da paciente. Andrew sorriu.

— Arizona, nós podemos conversar agora. — Richard pediu já fora da sala de cirurgia — Estou preocupado com você. Vai deixar mesmo Callie levar a Sofia para Nova York depois de tudo? — o page de Arizona começou a tocar.

— Vai ficar para outra hora, Richard. Mas, fique despreocupado... Vou ficar bem. Eu prometo. — abraçava o amigo — Nós acabamos de salvar duas vidas em um caso muito difícil — mudou de assunto, sorriu e saiu.

* * *

— Bailey, você me bipou. E eu estou realmente precisando falar com você — disse ao encontrar a chefe do lado de fora da sala — Queria saber se tem como tirar uma mini férias essa semana... É que no domingo Sofia vai para Nova York.

— Sim, já estou sabendo de Sofia... Não é da minha conta, mas os boatos voam nesse hospital. Bom, organize sua agenda e eu não vejo problema algum nessa mini férias. — respondeu Miranda. — Agora vamos entrar na minha sala que tem alguém esperando por você.

— Alguém esperando por mim? Quem é? — perguntou curiosa, franzindo a testa e entortando a boca.

— Ah, eu não vou estragar a surpresa, Robbins... Anda logo — falou empurrando a mulher para que entrasse na sala.

Arizona estava tentando se livrar do empurrão da chefe. Com isso, o rosto estava inclinado para a mulher baixinha que a empurrava, com as mãos segurando os ombros de Bailey para que parasse com o empurrão. Não fazia a menor ideia de quem se tratava a visita. Entrou na sala ainda lutando com a atitude da chefe. Quando ouviu alguém falar algo que não conseguiu entender. Mas, aquela voz ela reconheceria em qualquer lugar. Sentiu o coração pular alegre no peito. O sorriso de covinhas tomou conta de todo o seu rosto. Enfim, seu dia começava a melhorar. Havia salvado tão difícil duas vidas. E agora, aquela visita. Após todo aquele transe passar, se direcionou para o amigo.

— Não acredito. Você disse que só ia chegar no fim de semana. — Arizona falou eufórica de alegria. Bailey observou deixando um sorriso transparecer.

— Vai ficar aí parada, Robbins... Não vai me dar um abraço — indagou o homem abrindo os abraços, com um sorriso maroto no rosto.

— Meu Deus — Arizona falou caminhando até o homem para abraça-lo. — Você não avisou... Eu teria ido pegar você no aeroporto. — o abraçou.

— Você estava em cirurgia... Você não ia me pegar. Além disso, estragaria a surpresa. — afirmou sorrindo, se desvencilhando da mulher — Você está ótima.

— Você não faz ideia de quanto você faz falta... — falou sem dar muita importância ao que o homem havia dito.

— Eu sei, esse hospital não é o mesmo sem mim. — afirmou convencido — Agora, vamos falar de coisa séria... Que história é essa de você deixar a Sofi ir para Nova York para ficar com a cara de madeira e Callie?

— Bom, vou deixar vocês conversarem a sós — Miranda disse ao perceber que o assunto merecia privacidade — Vocês dois podem ficar a vontade, tenho que resolver muitas coisas e não vou usar a sala tão ced... — uma voz começava a cortar a fala da chefe.

— Bailey, está rolando uma fofoca no hospital — Callie dizia, entrando na sala, enquanto olhava quem estava ligando para o seu celular. — que o — emudeceu após recusar as chamadas e notas as presenças na sala — Wow, então é mesmo verdade... Você está aqui.

— As fofocas nesse hospital continuam eficientes... Como sempre — indagou o homem.

Notas finais
Então, quem vocês acham que é esse cara? Callie parece que ficou surpresa com a presença. Problemas, problemas, problemas... Será que é mais problema?? E Arizona na cirurgia hein, a loira é deusa, a loira fecha, a loira arrasa. Quero ver Callie assim também depois. Beijos de covinhas.