Amor proibido

8 Capítulo 8 - A chegada.


Notas iniciais
Gente, meu carregador chegou hoje *-* Estou muito feliz rs, eu sei que fiquei bastaaaaaante tempo sem postar, me perdoem, mas enfim está aqui o capítulo 8, esperado por alguns, já já postarei o 9 que já está ficando pronto!Esperto que gostem! Boa leitura!- - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -Quem é o garoto que está a frente de Taylor? E o que ele faz naquele lugar?

Hey girl, is everything you wanted in a man? You know, i gave you the world.

What Goes Around — Justin T.

Olhei para o outro lado da grama, e dei de cara com um garoto, ele estava encapuzado, com a cabeça meio abaixada de um modo que fizesse com que quem quisesse olha-lo pensasse que seria impossível ver seu rosto, apesar de ter uma parte meio aberta do capote pelo corpo, quem é ele? O que ele está fazendo aqui?

Olhei para o corpo dele analisando-o, percebi que ele tinha braços fortes e largos junto com os ombros, o peitoral também deveria ser bem definido, junto com o abdômen, mas ele não era tão grande, em minha opinião, claro, ele deveria ter uns 1,81.

– Henrodale – Acordei dos meus pensamentos com a voz do amigo da minha mãe, ele apontava para o chão. – Venha aqui, quero te apresentar a uma pessoa.

Voltei minha atenção a ele, e percebi por uma parte meio aberta do capote dele, que ele estava formando um sorriso, ele tinha dentes perfeitos, oh nossa! Ele colocou suas mãos dentro do bolso da calça dele, e começou a andar até o amigo da minha mãe, ainda com a cabeça meio abaixada.

– O que foi agora? – Ele falou friamente, ele encarava o homem, mas eu ainda assim não conseguia olhar o rosto dele.

– Quero que conheça Taylor Mongerst, ela morará conosco a partir de hoje, então se comporte, pois teremos duas belas jovens aqui.

– Hm... – Ele levantou apenas um pouco a cabeça quando se virou para mim, e eu ainda assim não conseguia vê-lo direito, era como se ele estivesse evitando isso. – Prazer, sou Nicholas Henrodale, cuide de mim a partir de hoje. –ele virou para minha mãe, apertou a mão dela e falou a mesma coisa que disse para mim, mas levantou a cabeça para ela, e a olhou olho no olho pelo que eu imaginava.

– Oh, ele é muito bonito, até mais bonito que o pai! – Disse minha mãe totalmente alegre.

– Bem, vamos entrar? – Disse Sebastian, totalmente alegre também.

– Oh, Taylor, pegue as malas. – Minha mãe disse com um sorriso.

– Ah sim... – Sebastian segurava algumas malas- Nicholas, ajude a Taylor com as malas também certo?

– Tsc... – Nicholas virou e pegou três malas ao meu lado.

– É... Não precisa – Dei um riso nervoso.

– Você é idiota ou o quê?

– Bem... Desculpa se eu estava tentando ser amigável.

– Tsc. – Ele entrou na casa com as malas.

Eu peguei as duas malas que restavam e entrei na casa, ela era bem espaçosa até mais do que aparentava ser, a sala tinha uma parede de madeira e o chão também, tinha uma TV de plasma que por sinal era enorme, colado na parede, um tapete de veludo cobria o chão com dois sofás brancos em cima do mesmo.

Havia também um espelho grande na sala, olhei admirada o local.

– Filha? – Acordei do meu pensamento com minha mãe falando.

– O quê?

– Você não estava ouvindo?

– Bem... Não.

– Eu disse que era pra você subir com o Nicholas, ele está com suas malas na mão, você não percebeu?

– Ah... – Olhei para ele e vi que tinha um sorrisinho no rosto dele, percebi que ele murmurou algo como “idiota”. – Bem, perdão mãe, vou subir agora mesmo.

– Tsc. – Percebi que ele fez isso bem baixo.

– Certo. – Disse minha mãe.

Subi para o outro andar com o Nicholas logo atrás de mim, um silêncio absoluto claro.

– Bem... Você sabe onde fica o meu quarto?

– Por acaso eu tenho obrigação de saber? – A voz dele saiu totalmente fria.

– Desculpa, pensei que soubesse...

– Então para quê você acha que eu iria querer saber onde é o seu quarto?

– Bem... –Abaixei minha cabeça- Não sei...

– Se você pensa que eu sei, fique totalmente enganada, e mesmo se eu soubesse não te contaria! – Olhei para ele e vi outro sorriso, ah que raiva! – E pode ficar totalmente tranquila, não invadirei seu quarto no meio da noite, até porquê você não me interessa nem um pouco.

Eu corei envergonhada pelas palavras sem noções dele.

– Aish! E quem disse que eu pensei nisso? Você é idiota por acaso?

– Isso vai depender de sua opinião sobre mim.

Lancei para ele um olhar de irritação.

– Vai ficar parada no meio da escada, bichano?

Bichano?!!! Quem esse garoto pensa que é? Continuei a subir as escadas, fiquei olhando para a parede enquanto subia, a escada era realmente grande, chegava a ser um exagero, as paredes tinham quadros de pessoas estranhas, será que são os antigos moradores?

Sem perceber tropecei no meu próprio pé, me assustei com isso e sem querer quase cai para trás, senti uma mão me segurar e logo após uma mala bateu em minha perna.

– Cuidado, as escada não são tão novas assim. – Nicholas sussurrou em meu ouvido, senti um arrepio percorrer meu corpo, ele me empurrou meu corpo para frente e só me soltou quando percebeu que eu estava segura.

– O-Obrigada. – Corei ao falar.

– Hm... – Ele sorriu. – Olhe para frente, essas escadas não aguentariam seu peso.

– O quê?! – Gritei. – Idiota!

Ele começou a rir.

– De quê está rindo?

– Ahn? Nada não, só estou percebendo o quão difícil vai ser conviver com uma atrapalhada.

– A-Atrapalhada? – Esse garoto está me tirando do sério, quando ele me salvou eu pensei que ele era uma boa pessoa, mas na verdade esse garoto é dos piores!

– Claro, você quase caiu.

– Eu pensei que você fosse uma pessoa boa, mas na verdade você é dos piores!

– Sim, é isso que todas as garotas dizem. – Ele sorriu.

Todas as garotas como assim? Comecei a subir a escada apressadamente, não queria ficar com esse garoto atrás de mim, continuei andando e entrei em um corredor, já estava chegando ao fim dele, avistei uma porta e comecei a abri-la.

– Epa, para onde você pensa que está indo? – Nicholas falou com a voz saindo meio irritada.

Assustei-me com a voz dele e tirei a mão da maçaneta por impulso.

– O que foi?

– O seu quarto não é ai garota. – Ele falou soando irritado.

Olhei para a porta e olhei para ele de novo, caminhei até ele.

– Desculpa.

– Tsc.

Ele abriu uma porta e apontou para dentro.

– Seu quarto.

– Ah sim, obrigada.

– Não me agradeça, não ainda.

– Oh. Certo. E bem... aquela porta...

– O que tem ela?

– O que tem lá dentro? – Apontei para a porta no final do corredor.

– É o banheiro, talvez.

– Ah sim... – Fui entrando e ele veio logo atrás.

– Meu quarto é aquele ali. – Ele apontou para uma porta em frente ao meu quarto?

– Ali?!

– Sim, mas como eu já disse não se preocupe, não virei te atacar a noite, já tenho minhas... Presas.

– Presas?

– Tô brincando, ô cabeçuda.

– Ah... –Ri nervosa.

– Por fim, onde quer que eu ponha suas malas, princesa?

– Não sou uma princesa, por favor, pode deixa-las ai mesmo.

– Tem certeza?

– Claro que tenho.

– Hm... Mas vou deixar em cima da sua cama.

– E-ei, espera!

Nicholas começou a entrar em meu quarto, jogou a mala em cima de uma poltrona que tinha no canto do quarto, ele virou e se dirigiu para minha cama.

– Ei, o que você vai fazer? – Perguntei.

– Eu? Simplesmente isso. – Ele se jogou na minha cama, com sapato e tudo.

– Ei, sai daí.

– Não quero, sua cama é tão confortável.

– Aish! Sai logo.

– Não quero. – Joguei minha mala em cima dele. –Cuidado com a violência bichano.

– Já falei para não me chamar de bichano seu imbecil!

Nicholas levantou da minha cama com a mala na mão e a derrubou no chão, passou por mim e parou na porta.

– Vejo que não precisa mais da minha ajuda, então vou indo.

– Oh, sim, realmente não preciso.

– Que surpreendente uma pessoa atrapalhada não precisar de ajuda, boa sorte ai.

–Morra!

Ele fechou a porta com força quando percebeu que eu ia jogar a outra mala na direção dele, onde eu vim parar...

– Acho que não terei tranquilidade nessa casa. – Murmurei.

Coloquei todas as malas no chão arrumadas em fileiras, sentei na cama e comecei a analisar meu quarto, as paredes estavam com um papel de parede colorido, e o chão era de madeira, meio branca. Que lindo esse papel de parede, tinha uma janela em frente a minha cama.

Me aproximei dela e a abri para olhar qual visão eu teria da rua, era muito bela a paisagem, as casas eram todas sofisticadas, claro que os moradores delas eram ricos, o jardim era coberto de rosas, algo realmente encantador de se ver, a maioria das casas dessa rua tinha dois a três andares, algo que na minha opinião era exagero.

Já que em todas as casas o primeiro andar parecia ser realmente imenso, voltei minha atenção para o quarto, ao lado da janela tinha uma mesinha, talvez minha mãe a tenha posto para eu estudar, já que em nossa antiga casa tinha uma, só que a dessa casa era totalmente branca, com umas flores rosa decorando o espaço branco.

Procurei minha bolsa pelo quarto e não estava lá, desci desesperadamente a escada e quase tropeçava de novo, mas que diabos têm nessa escada?! Cheguei na sala e vi que minha mãe estava sentada no sofá tomando alguma coisa.

– Mãe?

– Oi Tay, o que foi? – Ela se virou para me olhar.

– Você viu onde está minha bolsa pelo amor de Deus?

– Ah, bem...

– Ah bem o quê?

– Acho que você deve ter deixado no carro, já foi lá ver?

–Não, claro que não.

– Então vai lá olhar.

– Certo, cadê a chave do carro?

– A chave? Bem...- Ela parou pra pensar um pouco e colocou o que ela estava bebendo em uma mesinha que apareceu na frente do sofá, não a tinha visto quando cheguei aqui. – Acho que está em cima da mesa, na sala de jantar.

– Sala de jantar?! Tem isso aqui?

– Claro que sim, não sei se você reparou, mas essa casa é realmente imensa.

– Mas não tinha isso na nossa antiga casa mãe, isso é exagero não?

– Não filha, fiz isso porquê se não teria um grande espaço sobrando, e ficaria estranho.

– Ah, que seja, onde fica?

Ela apontou para direita, e olhou para mim.

– Fica lá.

– Hm, certo. – Falei.

Comecei a andar para a direção que ela apontou e logo encontrei uma porta com a maçaneta dourada, presumo eu que seja aqui a sala de jantar, abri lentamente, mas não era o que eu queria era o banheiro, totalmente decorado também, acredito eu que seja mentira dela dizer que não estávamos com tanto dinheiro.

As paredes tinham azulejos azuis e brancos, e o chão estava com um azulejo brilhante branco meio amarelado, o banheiro era exageradamente grande, a pia era branca e em volta dela tinha um balcão de vidro, em cima um grande espelho que dava para ver o corpo todo e ao redor do mesmo era coberto com algumas luzinhas amarelas.

– Mas o que diabos é isso? – Murmurei.

Entrei e fechei a porta atrás de mim, logo a minha frente um pouco longe tinha uma hidromassagem, e ao lado dela tinha uma divisão, virei-me para o outro lado e vi uma ducha coberta de vidro, na decoração do banheiro havia umas plantas muito belas.

– Sério, acho que minha mãe exagerou na decoração dessa casa, o que diabos está havendo aqui?! – Murmurei novamente. – Vou sair daqui antes que fique maluca.

Abri a porta e dei de cara com a sala de jantar, que também era grande, tinha uma mesa enorme de vidro e um total de 18 cadeiras ao redor, para quê tantas cadeiras eu queria saber, tinha um lustre logo a cima da mesa, as paredes era pintada de dourado em cima e tinha madeira em baixo, o chão era de azulejo branco brilhante.

Vi a chave no canto da mesa e a peguei, fechei meus olhos feliz, acabei me batendo em alguma coisa, abri os olhos e dei de cara uma barriga de tanquinho, os lados estavam cobertos com um capote presumo eu, e claro como eu imagino talvez seja o Nicholas, oh droga ele vai me matar.

– Ei! Atrapalhada, cuidado. –Nicholas falou me empurrando para trás.

– Desculpa, desculpa eu não te vi. – Me abaixei.

– Tá, tudo bem, que seja.

Passei pelo lado dele sem o olha-lo evitando um contato visual.

– Já achou a chave?

– Ah sim, achei.

– Hm.

– Bem já vou.

Sai correndo dali e fui até lá fora, abri o carro e vi que minha bolsa estava em cima do banco de motorista, peguei e tranquei tudo, senti meu celular vibrar dentro da bolsa, abri e tinha uma mensagem da Clarie.

“Já entrou em casa? Desculpe amiga, mas só poderei chegar com a Maia de noite, mas não se preocupe nós iremos ai, e eu e a Maia ainda dormiremos ai, bjs.”

Respondi-a.

“Ah, já entrei sim, é fantástica, apesar de quê... ah deixa pra lá vocês verão com os seus próprios olhos, cheguem logo então beijos, e eu sei que vocês irão dormir aqui gatas.”

Pensei em avisar a elas que teria um garoto na casa, mas optei por deixar elas mesmas verem com os próprios olhos o perigo que teria aqui, o demônio Nicholas! O pior garoto que eu já conheci!

Entrei em casa e subi com minha bolsa, tranquei a porta do meu quarto como de costume e comecei a arrumar as coisas, coloquei meu notebook em cima da mesinha de estudos, conectei meu carregado nele e o deixei carregando, abri uma porta que tinha lá e era um closet imenso também, fiz uma cara surpresa.

–M-M-Mas que diabos minha mãe acha que está fazendo?! Problemas financeiros?! Claro! – Disse em um tom meio alto.

Já tinha roupas lá dentro, com uma fileira de sapatos à frente, tinha uma mesa no meio com algumas bijuterias, pelo menos é o que eu acho, e um grande espelho, mas onde é que eu colocarei minhas outras roupas? Que falta de espaço! Aish, que incômodo.

Comecei a procurar espaço entre as roupas e fui colocando algumas minha, o que minha mãe está pensando? Isso tá com cheiro de traquinagem, minha mãe está aprontando alguma.

Sai do closet, e comecei a guardar meus livros na estante que tinha ao lado da porta do closet, começou a fazer bastante frio, decidi fechar a janela, notei que na parede tinha um ar condicionado, procurei o controle pelo quarto e o liguei, essa casa deve ter custado uma fortuna.

Sentei na cama e acabei adormecendo.

Notas finais
E ai? O que acharam? Gostaram ou não? haha Mandem reviews, sabem que sempre são bem vindos >< Sei que ficou bem detalhado, perdão, é uma mania minha >< Espero que tenham gostado!