Amor ou Ódio? - Naxi
16 Capítulo 16 - O Piquenique - Parte 2
Notas iniciais
POV Naty
Vale: Naty, posso ir brincar? — ela perguntou assim que chegamos ao parque.
Naty: Claro, mas se cuida, vamos sentar ali. — disse apontando pra um lugar perto de uma árvore de onde enxergavámos os brinquedos.
Vale: Ok.
Fomos até o lugar. Estendemos a toalha e sentamos ali. Ficamos conversando, brincando e rindo, até uma maluquinha chegar.
Vale: Naty, vamos comer?
Naty: Boa ideia, estou com fome mesmo.
Vale: Tá com fome, velhinho? — ela disse sentando.
Maxi: Sim.
Colocamos tudo em cima da toalha e começamos a comer.
[...]
Após um tempo já tínhamos terminado de comer e Vale já estava brincando. Comecei a puxar conversa com o Maxi.
Naty: Como você conseguiu?
Maxi: O que?
Naty: Fazer com que ela gostasse assim de você tão rápido.
Maxi: Ah Naty, isso é a consequencia de ser tão gato, simpático e querido.
Naty: Ah claro. Depois me passa a receita então.
Maxi: Você já tem tudo o que precisa... e muito mais. — fomos interrompidos por uma garotinha eufórica.
Vale: Olha o que eu achei!
Naty: O que?
Vale: Abre a mão.
Naty: Tô fora. Da última vez você colocou uma aranha na minha mão. Morro de medo de aranhas.
Maxi: Pode colocar aqui.
Ele estende e abre a mão.
Vale: Viu só, o Maxi é legal. Aprende com ele — disse me mostrando a língua, devolvi.
Ela abriu a mão em cima da mão do Maxi e uma minhoca foi parar na mão dele.
Naty: Eca, minhoca.
Vale: Ela é molenga. — eu e Maxi rimos desse comentário.
Maxi: Sabia que uma minhoca pode ter até 15 pares de corações, totalizando 30 corações?
Vale: Sério? Nossa, quantos corações! Por que ela tem tanto?
Maxi: É para garantir que haja uma boa circulação de sangue pelo seu organismo.
Naty: Nossa, isso soou muito nerd... você tá bem Maxi? — ele deu um sorriso de canto.
Maxi: Sim, eu li no livro de biologia.
Naty: Ah.
Maxi: Vamos colocar ela de volta na terra?
Vale: Sim!
Ele se levantou e foi perto da árvore e a colocou na terra. Enquanto isso, me deitei e fiquei observando o céu azul cheio de nuvens brancas e fofinhas. Logo ele volta e se deita ao meu lado.
Ficamos alguns minutos naquela posição apenas observando as nuvens.
Naty: Olha, aquela nuvem parece um coelho... e aquela um algodão doce.
Maxi: Às vezes, acho que sou burro.
Naty: Burro? Por que?
Maxi: Só pelo fato de ficar em recuperação de quase todas as matérias.
Naty: Isso é porque você não tem hábito de estudo... não se esforça, não presta atenção.
Maxi: Não acho.
Naty: Mas é... essa curiosidade sobre a minhoca eu não sabia e você só descobriu porque prestou atenção num livro. Você não é burro, Maxi.
Maxi: Ainda acho que sou.
Ok, cansei. Podem me chamar de chata mas, odeio quem fala que é uma coisa e não é. Apenas me levantei e fique em cima do Maxi. Ficando cara a cara com ele e é claro, ele se assustou.
Naty: É a úlima vez que eu falo, você não é burro. E pra provar isso, vamos fazer um acordo?
Maxi: Que acordo?
Naty: Você odeia concordar comigo, certo?
Maxi: Mais ou menos.
Naty: Certo. As provas estão chegando, eu vou te ajudar em todas as matérias e se você ficar em duas ou menos, vai ter que concordar comigo de que você não é burro.
Maxi: Tá, mas e seu eu ficar de 3 ou mais? O que vai acontecer.
Naty: Eu concordo com você.
Maxi: Ok, fechado. — ele estendeu a mão e eu a apertei, até uma criança chegar na gente pedindo socorro.
Vale: Socorro! Socorro!
Naty: O que foi? — disse ainda com a mão junta com a do Maxi.
Vale: Isso caiu da minha boca. — ela mostra um dente de leite e rimos pelo desespero dela.
Saí de cima do Maxi, sentando na grama. Maxi fez o mesmo.
Naty: Relaxa é só um dente, isso acontece é normal.
Vale: E o que eu faço com isso?
Maxi: Nunca ouviu falar da Fada do Dente?
Vale: Quem é ela?
Maxi: É uma fadinha bem pequenininha que vive num lugar muito distante.
Vale: O que ela faz?
Maxi: Ela leva todos os dentes que as crianças perdem e no lugar coloca uma moeda de recompensa.
Vale: Uhh, legal! E como eu faço pra que ela pegue meu dente?
Maxi: Quando você for dormir você coloca seu dentinho debaixo do travesseiro e ela vai vir buscar.
Vale: Que legal! Quantos dentes tem pra cair ainda?
Naty: Com esse, uns 20.
Vale: Vou ficar rica! E aí, no último dente vou raptá-la e pegar toda a grana dela! — Maxi riu disso
Naty: Nossa, que maldade!
Vale: Vou tentar fazer com o Papai Noel também.
Naty: Ai Vale, só você, hein.
Maxi: Olha que não é uma má ideia.
Naty: Maxi!
Vale: Guarda pra mim?
Naty: Guardo.
Ela me deu o dente e voltou a brincar.
Maxi: Eu lembro de quando eu acreditava nisso.
Naty: Eu também.
Maxi: Uma vez coloquei biscoitos e leite pro Papai Noel. Na mesma noite, descobri que era meu pai que colocava os presentes debaixo da árvore.
Naty: Eu descobri porque meu pai me disse. Eu tinha 11 anos e já era hora de saber de toda a verdade. Que não existe Papai Noel, Coelho da Páscoa, Fada do Dente e muito menos contos de fadas.
Maxi: Bons tempos esse.
Naty: Muito.
Sem perceber, coloquei minha cabeça no ombro do Maxi. E após alguns segundos, ele colocou seu braço em volta dos meus ombros e apoiou sua cabeça na minha.
CONTINUA...
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