Amor ou Ódio? - Naxi
17 Capítulo 17 - O Piquenique - Parte III
Notas iniciais
POV Naty
Estava com a minha cabeça apoiada no ombro do Maxi, nem tinha percebido. Estava lembrando da minha infância... tão boa e eu sempre desejava ser uma adolescente. Agora que sou uma, quero voltar a ser criança.
Quando voltei à realidade, Maxi estava com o seu braço em volta dos meus ombros, com sua cabeça apoiada na minha e suas mãos acariciando meus cabelos.
Ficamos um bom tempo assim, lógico que eu queria que nunca acabasse esse momento. Vale veio até nós, fazendo nos separar.
Vale: Naty! Posso comprar um sorvete?
Naty: Ahn? Ah, pode... toma. — entreguei o dinheiro e ela foi comprar.
Logo ele volta com o sorvete já toda lambuzada de chocolate.
Vale: Que sorvete delicioso!
Ela se senta do meu lado.
[...]
Era 16:00, a hora está passando devagar. Que continue assim. No momento, Vale está no meu colo dormindo. Faço um cafuné nela e percebo Maxi me olhando com um sorriso. Finjo que não percebi e continuo fazendo, até que ele quebra o silêncio.
Maxi: Então... aquele papo de você me ajudar nas provas, é sério?
Naty: Seríssimo... digo, só se você quiser.
Maxi: Eu quero! Preciso de ajuda, acho que repito esse ano.
Naty: Então tá, eu te ajudo. Mas você tem que se esforçar ao máximo. Promete?
Maxi: Sim... prometo me esforçar ao máximo!
Naty: Ok, começamos segunda — falei com um sorriso, ele retribui — Então, Maxi mudando completamente de assunto... você sabe que o León e a Vilu estão namorando, né?
Maxi: Sim... por que?
Naty: Você acha que é pra valer? Digo... acha que o León está mesmo gostando da Vilu?
Maxi: Eu acho. León está mesmo gostando dela. Relaxa, ele não vai magoá-la.
Naty: Será? É que, a Vilu e Fran foram as primeiras amigas que eu tive aqui, porque eu sei que elas são verdadeiras... ao contrário do resto do colégio. E não quero que elas se machuquem por amor.
Maxi: Eu entendo essa sua preocupação, Naty. Mas fica tranquila tá, o León não vai machucá-la. Você vai ter que confiar nele.
Naty: Vixi, a última vez que eu confiei nele, não deu muito certo.
Maxi: Como assim?
Naty: Foi um trabalho que eu deixei com ele. Valia metade da nota e o infeliz, não entregou o trabalho pro professor e eu fiquei com 0.
Maxi: Outra vez te entendo, já fiquei com 0 por causa dele.
Naty: Quanto será que a gente tirou na atividade de matemática?
Maxi: Ah, uns 10.
Naty: 10?
Maxi: Sim... tem que pensar positivo né, Naty.
Naty: Ah, claro.
Sinto a Vale se remexer, ela acordou.
Vale: Nossa que sonho maluco.
Naty: Sonho?
Vale: É... sonhei que você tava se casando.
Naty: Casando? Com quem? Ai, por favor fala que é com o Justin Timberlake.
Vale: Timberlake? Sério, não sonhe tão longe.
Naty: Pensamento positivo... né, Maxi?
Maxi: Exato!
Naty: Fala... quem era o noivo? Digo, o sortudo.
Vale: Era o velhinho! — ela disse isso e olhei pro Maxi, nossos olhares se cruzaram, ele sorriu, corei e voltei a olhar pra Vale.
Naty: O Ma-maxi?
Vale: Sim... que louco, né?
Naty: Um pouco.
Vale: Quem sabe um dia
Naty: Um dia o que?
Vale: Quem sabe um dia vocês se casem.
Naty: Quem sabe um dia você deixe de ter sonhos malucos.
Vale: É, quem sabe. Ah, sabe quem eu vi como convidada no seu casamento?
Naty: A Demi Lovato?
Vale: Nãão! A Fada do Dente!
Naty: Realmente, seu sonho é maluco.
Maxi: Tava o Papai Noel?
Vale: Siim! Ele deu um montão de presentes!
Maxi: Se o Papai Noel for, eu aceito me casar com a Naty.
Olhei pro Maxi com uma cara assustada. Nunca imaginei que ele dissesse isso pra alguém, que ia casar comigo. Ele ri com a cara eu eu fiz e abaixa a cabeça, ainda rindo.
Vale: Uuh! Posso ser a dama de honra?
Naty: Ah claro e a Fada do Dente a madrinha.
Vale: Não tinha pensado nisso. Vou convidar ela hoje a noite, já que ela vai vir pegar meu dente.
Ri e fiz um "não" com a cabeça.
[...]
Já era 18:00. Estava esfriando, decidi ir embora.
Naty: Vamos embora? Tá ficando tarde e frio.
Vale: Já? Aahh.
Maxi: Naty está certa.
Naty: Opa, Maxi concordando comigo?
Maxi: Pois é.
Vale: Então vamos.
Guardamos a toalha dentro da cesta e partimos. Maxi levou a cesta e fez questão de nos levar em casa. Após um tempo, já estávamos na frente da minha casa.
Vale: Bom... tchau velhinho! Vou sentir sua falta! — ela a abraçou e ele fez uma cara de "interrogação" e eu também.
Naty: Sentir falta? Vale, você pode ver ele outros dias.
Vale: Não sabem?
Naty: Do que?
Vale: Eu vou embora amanhã.
Naty e Maxi: O que?!
Vale: É... seu pai não te falou?
Naty: Não!
Vale: Pois é, minha mãe já voltou. Mas nos vemos daqui há uns meses... né?
Maxi: Claro! — ele se abaixou e novamente, eles se abraçaram. Pareciam que eles não iam se ver pra sempre. Eles se soltaram.
Vale: Adorei te conhecer, velhinho!
Maxi: Eu também, Vale!
Vale: Nos conhecemos graças a marrenta aqui, né?
Naty: Marrenta?
Vale: Sim, marrenta!
Maxi: Pois é. Então, tchau Vale.
Naty: Não vão se abraçar de novo, né? Nas férias ela volta, Maxi.
Vale: É, sempre passo as férias aqui.
Maxi: Então, até as férias. Tchau. — ele abaixa e beija a cabeça dela — Tchau marrenta! — ele veio até mim e me beija na bochecha.
Naty: Tchau Maxi!
Ele acena e vai embora. Entramos, Vale sobre pra tomar um banho e eu fico no sofá, relembrando dos acontecimentos no piquenique.
CONTINUA...
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