Amor ou Amizade? (Betty e Armando)

7 Capítulo 7 - O baile do Amor e da amizade


Armando ficou parado, arregalou os olhos, reconhecendo esta voz, mas não aquela pessoa em frente a ele:

—Be-e-tyy !!!

Betty riu do seu jeito -Sim, seu Armando!

Parecia que o mundo havía deixado de girar. Ao fundo tocava a canção “My Girl” (um clássico do grupo norte-americano de Doo wop-Soul The Temptations), seu Hermes dançava com Dona Julia, Nicolás dançava com Kátia.

E Armando, sem reação, estava impressionado. Ele, que sempre foi um especialista, em mulheres, clinicamente falando. Alguém que sabia escolher a mais bela entre tantas, inclusive, profissionalmente. Não entendia, como não se deu conta. de que Betty, sua Betty... era ... era ... como poderia dizer?

—Betty! Betty! Como está bonita! Quero dizer ... –beijou sua bochecha, como sempre, deixando Betty vermelha de timidez

—ojojo Seu Armando! Imagina! Não me zoe!

É lógico que Betty estava tontinha pelos olhares de Armando, mas precisava parecer indiferente e manter sua amizade. Não poderia deixar se levar pelas circunstâncias, ele sempre foi um bom amigo e provavelmente, ao ver sua mudança e seu esforço por parecer bonita e apresentável para ele estava apenas sendo amável e gentil, pensava Betty.)

—De verdade, Betty! Dá uma voltinha por mim, vá! (fez com que Betty desse uma volta em torno de si mesma em seu dedo.)

Nicolás perto dali, arregalou os olhos, assim como Kátia, estavam assombrados.

"Seu Armando estava cortejando Betty?"

—Ai, Seu Armando!

—Dança comigo, Betty?

—Ai, seu Armando! Já te digo que não sei dançar e...

(Mas antes que pudesse dizer mais alguma coisa, Armando a tomou em seus braços).

—Olha! Só deixa-se levar, sim?

—E-e-es-tá be-eem! -hipnotizada por aquele sorriso encantador.

"Não acredito! Estou dançando uma canção romântica com Seu Armando!”

"Não acredito! –afudando o nariz no cabelo macio e cheiroso de Betty -Betty é assim tão ... Não sei o que dizer! Não está só bonita, parece ter saído de um sonho. Quem poderia imaginar que minha Betty era assim, ah? –apertou-a contra si, que estava flutuando nas nuvens.

Betty se sente atordoada pela proximidade e o cheiro da loção de Armando e atrapalhada quebra o clima, pisando no pé dele.

—Me perdoe, Seu Armando! Que vergonha!

—Não, Betty, não tem problema! -sorriu-lhe.

Na mesa dos Pinzón:

—Julia! Não estou gostando nada disso! Por que este senhor chefe de Betty está dançando com a menina? Por que, se queria vir a esta festa, não veio com sua senhora, aquela executiva da empresa?

—Ai, Hermes! Deixa a menina!

—O que a senhora deste senhor casado pensaria ao vê-lo dançando com sua empregada? -Julia alça os olhos. -Ai não, Julia! Não gosto desta história!

—Deixa a menina, Hermes! Vai que a esposa dele sabe¿ Eles trabalham há tanto tempo juntos, ela deve saber, são grandes amigos!

—Espero que saiba, mas...É o que digo “O diabo é porco!”

—Ai, Hermes! Deixa a menina! Ela está tão feliz! Nicolás não pôde acompanhá-la e como o doutor Mendoza a considera tanto, se ofereceu para ser seu acompanhante. Veja como está feliz!

Dona Júlia sabe que Betty sempre esteve apaixonada por seu chefe, mas que este é só um sonho impossível de cumprir. Primeiro porque só era sua empregada e ele um homem rico e poderoso, cercado de belas mulheres e ainda por cima, casado com uma executiva de la empresa. Esperava que sua filha Betty não cometesse o erro de meter-se com um homem casado e arriscar perder amizade dele e seu trabalho. Logo, “deixa que a menina sonhe um pouco já que é de graça.” -pensa.

Era como o baile da história da Cinderela. Com seu vestido azul cobalto, que se ajustava às belas formas de Betty a seu corpo, se deixou guiar pela pista por seu amado chefe e amigo, todo o típico repertorio romântico deste dia. Baladas em espanhol e inglês. Parece que se haviam esquecido que também era o baile da amizade e não só do amor.

Beatriz se sentia como em um sonho. O melhor dia de sua vida. Podia, finalmente, esquecer tudo o que aconteceu em seu

Aniversário de 15 anos quando ninguém quis dançar com ela, com exceção de Nicolás. E Seu Armando a havia convidado antes de que ficasse assim, bonita. E mais, foi ele que, lhe proporcionou esta mudança e confiou no resultado, antes mesmo de saber que daria certo.

Durante o baile, falaram de muitas coisas. A festa, como havia sido a mudança, os gritos de dor, a surpresa de se ver bonita pela primeira vez.

—Mas diga-me, Betty ... –sussurrando em seu ouvido-Não me disse como está se sentindo agora assim, tão bonita? Porque sim, está belíssima!

—Imagina, Seu Armando! -disse, ruborizada.

—Sim está, Betty! Catalina fez um ótimo trabalho, souberam realçar suas qualidades!

—Está falando sério? Não está tirando uma da cara da feia que tem ilusão de parecer bonita uma vez na vida?

—Como pode pensar isso, Betty? Lógico que estou falando sério!

—Oj oj ojí! Sabe nunca me importei muito se era feia ou não, Seu Armando. Até me acostumei, só não gostava de tirarem sarro de mim. Pois eu mesma posso tirar sarro de mim, não os outros! Oj oj oj

—Não é mais assim, Betty! Talvez tenha que se acostumar ao fato que não é mais feia, se é que algum dia foi. -acariciando seu rosto com a ponta dos dedos-Terá que se acostumar a que te vejam como é, uma mulher muito bonita! Acostumar-se aos elogios e saber que são sinceros, ao menos, os mesmos são.

Ia dizer algo quando sentiu os dedos de Armando entre os buraquinhos da renda de suas costas (pois claro, Armando, a havia feito tirar o bolero que prometeu que não tiraria, assim como ele tirou seu paletó, pois fazia muito calor naquela tarde, um tempo raro em Bogotá). Aquela renda era a única coisa que evitava o contato da pele dos dedos das mãos de Armando ao de sua pele que logo, ficou arrepiada por seu contato. De verdade, Armando não estava sendo abusado ou tentando provocá-la, estava apenas dançando e para dançar este tipo de música, precisa ser bem juntinho. Mas para Betty era o suficiente, nunca o sentiu tão perto e foi como se sentisse um choque elétrico atravessando seu corpo. Os pelos de todo seu corpo estavam arrepiados, a loção e o cheiro do corpo dele a estavam deixando-a tonta, um calor invadiu-a, sentia suas pernas dobrarem. Armando, preocupado, teve que segurá-la em seus braços para que não caísse.

—Betty! O que tem?

—Eu.. eu...Preciso me sentar! Por favor, Seu Armando!

As bochechas dela ardiam.

—Mas o que tem, Betty? Está bem? –colocando-a sentado na cadeira

—É é Deve ser... a pressão!

—Te trarei algo!

Enquanto ele ia a buscar algo, Betty colocava o rosto entre as mãos.

—Achava que já tinha me acostumado e até imune a ele!

—Que aconteceu, Betty? — perguntaram seus pais, que a viram quase desmaiada nos braços de Mendoza.

—Só uma queda de pressão.

—Também ficou dançando com seu chefe o tempo todo. Não tinha como ficar mal, dançando assim tão colado. –a repreendeu Hermes

—Hermes! Mas nem assim deixa de recriminar a menina! –passando a mão em seu cabelo

—Julia, de boca fechada!

Logo chega Armando com uma taça com suco de amoras com gelo, uns bolinhos e um pedaço de torta.

—Oi, Seu Hermes! Dona Julia!

—Olá, doutor Mendoza!

—Betty, olha, te trouxe algumas coisas, deve ter passado mal porque não comeu nada.

—Grata, Seu Armando.

—Doutor Mendoza, me diz uma coisa ... -disse Hermes sentou-se ao lado de Armando, enquanto Júlia ajudava a filha e começou a inquisição.

Hermes pergunta a Armando o que ele estava fazendo ali, onde estava sua esposa, e se não lhe parecia estranho que viesse a uma festa sem ela. (Ninguém merece) Betty e Julia não sabiam onde enfiar suas caras de tanta vergonha. Então, Nicolás se acercou, apresentou Kátia como sua novia e começou a falar da empresa. Ao que Betty e Armando suspiraram aliviados, embora, preferissem seguir conversando sozinhos, como estavam antes. Mas agora tinham que esperar. Só quando o padre chamou Hermes para dar continuidade a alguns trâmites que Betty e Armando podiam realmente, ficar aliviados.

—Ufa! Aproveite, minha filha! Licença! – disse dona Julia.

—Depois do que aconteceu, melhor que fiquemos os dois sentados aqui conversando.

Mas estava ficando tarde e a conversa não ia continuar por muito tempo. Marcela poderia chegar mais cedo e montaria um escândalo se não o visse em casa, como disse Betty.

—Não se preocupe! Passo pela casa de Mário e digo que estava com ele toda a tarde.

Cuando viu o rosto de Betty, continuou:

—Pois, não estamos fazendo nada de mal, Betty! Mas já sabe como é Marcela!

—Sei e sei quanto ela me odeia!

—Marcela odeia o mundo, não só você, Betty!

“Como pode ser assim? Se eu estivesse casada com Seu Armando, seria feliz e sorridente todos os dias! Mas como, Betty? Ele nunca se casaria com uma mulher como você! "

—Betty! Onde está, espertona? “A penny for you thoughts” (“um centavo por seus pensamentos”, expressão inglesa)

—Ai, perdão, Seu Armando! Me distraí. Oj oj oj Gostou da festa?

—Disse que esta festa me lembra as que minha vozinha me levava quando era menininho. Por isso foi muito especial para mim vir contigo. E participar de sua transformação! E espero que continue assim, Betty! -disse, segurando seu queixo.

Passaram um tempo conversando sentados, enquanto comiam algo até que chegou a hora de se despedirem.

—Ah, doutor! Já que está aqui até agora, vamos a minha casa! -disse Hermes, agora mais gentil — Tomamos um whisky, podemos escutar uns bons tangos e posso te contar mais histórias do tio Lázaro!

—Ai, não papá!

—Betty, shiu! O doutor está interessado, não?

—Sim, seu Hermes. –mentiu- Mas hoje não posso! Já está tarde e tenho que ir!

—Ah, sim, sua mulher!

Os dois se olharam.

Ao se despedir de Betty, com um abraço apertado, que prolongou mais que o costume, Armando pensava:

"Não sei. Mas Beatriz me lembra uma pessoa. Mas quem? "

—Betty! Minha Dulcita!

—Quê?

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(Aviso: Cenas eróticas)

Armando segura Betty pela cintura, na penumbra daquele quarto, abraça-a com uma doçura como nunca antes, enquanto desabotoa cada botão para poder tocar essa tão desejada e doce pele de seda branca. Sua excitação só aumentava, seu corpo ardia de desejo, sente que Betty tremia em seus braços, ardendo de desejo tanto quanto ele. Ela agarra-o pelo pescoço, gemendo seu nome com cada toque dele, agitando-se com cada uma de suas carícias.

—Armando, ah ...

—Minha Betty! Quero fazer amor contigo ...

—Ah ... suspiro. -Faça o que queira, sempre sonhei com isso.

Logo, roçaram os lábios, enquanto ele a acariciava, baixando o zíper de a. As mãos dele ocuparam o espaço dos detalhes de renda em suas costas, tocando-a com devoção. Com a outra mão segurava seu queixo para aprofundar o beijo.

—Que linda que é Beatriz! Minha Betty!

Vendo-a apenas de lingerie, começa a tocar cada centímetro de sua pele nua comas pontas dos dedos. Sentem uma corrente elétrica, como a que haviam sentido enquanto dançavam, os atravessarem. Seus beijos eram apaixonados, lambia seu sorriso, a sufocava com seu beijo. Continuou por seu pescoço, fazendo-a contorcer-se de prazer em seus braços. Levou-a para cama, onde a deitou com carinho, como um cristal e continuou sua contemplação e sedução. Desceu seus beijos por seu tronco, deu especial atenção aos seus seios, que apontou-o fora do sutiã. Encantado, os tomou nas mãos, deixando-a louca de desejo.

—Por favor, Armando! Por favor!

—Já vou, Betty! (Mas continuou acariciando-a, fazendo caminho entre suas pernas, tirou sua calcinha, e a acariciou delicadamente

—Minha Betty! Posso?

—Quero ser sua, Armando!

—Sim, minha fonte de doçura e prazer!

A tomou em um movimento suave, aumentando gradualmente, enquanto a beijava e suas mãos exploravam o corpo de Betty.

—¡Dulcita, minha Betty, dulcita!

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