Amor ou Amizade? (Betty e Armando)

8 Capítulo 8 - Betty é a minha “Dulcita” (O que farei?)


Notas iniciais
Armando acordou com um sorriso nos lábios, estava suado, a excitação explodindo dentro da calça. Mas ele logo percebeu sua situação: havia um braço ao redor dele. E não era de Betty, mas sim de Marcela, sua esposa.

—Mas como? Eu estava com a Betty!

Marcela estava dormindo. Ele precisava sair de lá, antes que ela percebesse sua excitação e quisesse fazê-lo cumprir suas obrigações de casamento e não queria apagar aquele sonho de sua mente. Sonhava com Dulcita, como chamava aquela bela moça de cabelos escuros que chegavam até a cintura, de pele macia, olhos doces e sensuais, aquela menina-mulher que visitava seus sonhos e se entregava a ele sem reservas. Agora, o sonho era diferente, eles não apenas faziam amor, mas ele a tocava e a chamava de Betty.

Ele estava na banheira, queria relaxar, fechou os olhos, mas se lembrou do sonho, toda sua pele arrepiou, lembrou-se de sua dança com Betty, quando tocou sua pele macia e sentiu uma corrente elétrica (e ele sentiu isso ela sentiu algo, porque ela estremeceu e sua pele corou.) A mesma sensação agora percorria-o, estava excitado, lembrando o sonho e a dança.

—O quê? Armando Mendoza, como você pode ser tão depravado para ter sonhos assim com a Betty? Sua Betty incondicional? Sua amiga de todas as horas? Olha, minha Betty andou escondendo coisas, hein? Eu não sabia que era "assim"! Nunca a olhei desse jeito.

—Betty, querida, venha até mim, deixe-me ter você! -ele disse de olhos fechados, se tocando.

Desde a adolescência, Armando não se lembrava de ter que usar a masturbação. Afinal, sempre que havia um desejo, havia uma garota disposta a fazer todo o trabalho. Mas aquele momento era só dele. Não queria que ninguém participasse, exceto a "Betty dos seus sonhos".

Foi uma sensação diferente e muito agradável. Ele passou alguns momentos se divertindo e depois relaxando. Até que tocaram a porta.

—Armando! Armando! O que você está fazendo aí?

—Tomando banho! Posso?

—A esta hora?

— E se tem hora certa para tomar banho? Pode-se fazer isso a qualquer momento!

— E não vai abrir?

—Você tem seu próprio banheiro.

—Mas eu quero tomar banho com você!

"Que cruz!"

—Já acabou.

—Ah, deixe-me entrar!

—Marcela, já saí! Pronto? Satisfeita?

—Não, te quero.

—Temos que acordar cedo amanhã.

—Temque fazer seu trabalho agora!

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Betty, de sua casa em Palermo, tinha dormido muito. Mas antes, ela estava acariciando a testa, onde ele havia beijado, além da bochecha, ao se despedir. Começou a escrever sobre a emoção de dançar com Armando. Antes de Armando, os únicos homens com quem ela dançou foram seu pai e Nicolás. Ela ainda podia sentir o cheiro dele em suas narinas e o toque de seus dedos nas costas que a deixou louca. Mesmo sozinha, ficou vermelha.

—Vá dormir, Betty! Você tem que trabalhar amanhã! –disse a si mesma.

No dia seguinte, os dois se vestiram, se perfumaram, pensando um no outro. Dona Júlia ficou surpresa e feliz ao vê-la maquiar-se e pentear-se, além de vestir outros tipos de roupa, do que estava acostumada a vê-la.

—Betty! Onde pensa que vai?

—Ora, pai! Trabalhar!

—Pois não. Então vá trocar de roupa agora!

—Imagina, pai! Se em 20 minutos tenho que estar em Ecomoda! Quase não tenho tempo para comer. Além disso, este é um vestido executivo! Mas não se preocupe! Tenho que ser uma executiva respeitável em Ecomoda, representar bem a empresa, como dona Catalina me disse!

—O diabo é porco e também atua nps mios empresariai!

—__________

Armando não sabia como ia encontrar Beatriz naquele dia, não sabia como iria reagir estando frente a ela. Estranho, ele a conhecia há algum tempo, mas nunca a tinha visto assim. De repente, ele não podia mais vê-la, como sempre, como uma simples amiga, a amiga que tinha há quatro anos, incondicional, companheira, a que o cuidava e topava todas as paradas e o livrava de suas maluquices. Só de pensar nela estava louco de desejo. Estava com medo. Não queria perder sua amizade. Ela sempre esteve ao seu lado com sua lealdade, cumplicidade, carinho e apoio. Era algo que ele não tinha com nenhuma mulher. E agora Betty se revelava: ela era linda e parecia Dulcita, sua fantasia.

—O que há, Armando? Por que está tão aéreo? No que esá pensando?

—Em nada! Não dormi bem, Marcela!

—Está pensando em alguma vagabunda que levou para a cama!

—Marcela, que vagabunda? Não posso nem mais ficar parado? Não penso em vagabunda nenhuma! Quer saber? Deixe-me trabalhar! –disse à Marcela que saiu batendo opé com raiva da sala

presidencial.

Antes desta discussão, já havia sido uma manhã intensa: logo, ao chegar à empresa, todas do quartel estavam alvoroçada:

—BETTY !!! MAS NÃO PODE SER VOCÊ!

—Mas sou eu meninas! A Betty de sempre!

—Mas…

— E se ele fez?

—Ah, comprei algumas roupas! Eu fui a um salão de beleza! (Não queria envolver o nome de Catalina e Armando e gerar interpretações erradas).

—Você é linda, Betty!

O Armando e a Marcela chegaram dessa vez e quando saíram do elevador viram aquela bagunça das secretárias em torno de Betty.

— Posso saber o que isso significa? perguntou Marcela

Ninguém parecia ouvi-la.

—EU DISSE: POSSO SABER O QUE ISSO SIGNIFICA?

—Ah Dona Marcela! Bom Dia! — cumprimentaram as secretárias

—Bom Dia! -seco

—Bom dia Don Armando !!!

—Bom dia meninas!

Armando e Betty se entreolharam.

— E quem é esta aí?

—Ah Dona Marcela! É a Betty!

— A Betty? Agora é uma piada! Não pode ser a mesma Betty, a sonsa, mosquinha morta!

—Sim, sou eu, dona Marcela! Beatriz Pinzón Solano!

—O QUÊ? -disse Marcela

—Sim é ela, Marcela!

Marcela lançou um olhar mortal para Betty. Como odiava aquela mulherzinha. Desde sempre havia odiado o que pensava ser arrogância sua excelênvcia com os números que tanto immpressionavam Armando. Mas o fato de ela ser feia e mal arrumada lhe pemitia que a humilhasse. Mas aquela estúpida (como ela gostava de chamá-la) agora estava bonita. Vai saber a que custo! Olhou-a de cima a baixo e percebeu o rosto de idiota que Armando estava.

—Agora também vai levá-la?

—O quê? Quem? –disse, disfarçando, queria fugir para sua sala

—À sua cama!

Nesse momento chegou Patrícia, atrasada como sempre.

—Não entendo o que fala! Bom dia, querida Patsy Patty! Ou será boa tarde?

—Bom Dia, Armando! Eu só tive alguns problemas para chegar!

—Ah como sempre né? Digamos problemas nas finanças! Vou pedir a Gutiérrez que dê um desconto pela manhã! Uma hora de atraso.

—Ah, Armando!

—Cale a boca, Patricia! –disse Marcela -Vou resolver isso mais tarde!

—E vocês voltem para seus postos!

—Sim, Don Armando!!- disseram as secretárias fugindo.

Betty, pediu desculpas e se trancou em seu escritório durante toda a manhã, para trabalhar e evitar cruzar olhares com Armando. Assim, como ele. Queria vê-la. Mas não podia ir até a sala de Betty por qualquer coisa, precisava de um motivo sério e justificável.

O estranho é que até a semana anterior, não precisava de desculpa para ir falar com ela, ela era sua amiga e até uma piada ou fofoca era motivo suficiente. Mas agora ele se sentia desconfortável na frente de uma mulher pela primeira vez em sua vida. Como chegar lá e dizer "Oi, Betty! Não sabe o que aconteceu...” Algo mudou. E não foi só porque ele viu que agora tinha uma linda mulher. Haviam mulheres lindas em todos os lugares, mas Betty era “a mulher linda”. E muito mais do que isso: ela era a sua “Dulcina”, a mulher com que sempre sonhou. Doçura, ternura e sensualidade, tudo no mesmo lugar, e como era Betty, como descobriu, também amizade, cumplicidade e lealdade. Suspirou, excitado.

"Mas não! Não podia ser Betty! Dulcita podia ser todas, menos ela! Cara,ocê está louco? Não pode arriscar a amizade e parceria de anos com Betty por desejo? Não! Existem outras mulheres por aí! Betty é especial. Não posso fazer isto com ele, fazer amor e a desprezar. Não com ela. Não posso magoá-la! Tenho que ficar longe dela até me acostumar com sua presença novamente. Isso, só vou falar com ela quando for necessário!” -se torturando.

Queria poder contar com alguém! Não posso me abrir com Mário, que tenho desejo pela Betty. (Achava ser só desejo) Ele iria rir e dizer que sempre senti "coisas" por Betty. Quer seja verdade ou não.

Se sentia culpado, como se tivesse traindo a amizade deles. Portanto, evitar vê-la era a melhor coisa a fazer. Mais ainda, sabia que Betty não era como as outras, não aceitaria e até ficaria ofendida se propusesse ir para a cama com ele, só para se divertirem. Ele era um homem casado.

"Esqueça de Betty, Armando!" –disse batendo com a mão em seu rosto

Naquele dia, Catalina passou no escritório de Betty para saber como havia sido a festa e se estava seguindo suas instruções e as duas foram almoçar no restaurante de Michel Doinell.

Quando ele viu as duas amigas entrarem, o gentil Michel correu para cumprimentá-las:

—Catalina, bon soir! -Beijos -Bem-vinda! Não me apresenta sua amiga?

—Ojojojo Michel! Você não está me reconhecendo?

—Betty? (Como não reconhecer esta risada?

—Sim!

Michel ficou impressionado. Aquela mulher inteligente, mas feia, amiga de Catalina, estava agora belíssima. Uma morena de cabelos soltos, maquiada, em seu terno bem ajustado e salto alto.

—Mas você está tão linda, Betty!

—Olha, Betty! Ganhou outro fã!

Betty ficou vermelha.

Enquanto esperava o almoço, Catalina aproveitou para perguntar detalhes sobre o baile do dia anterior e como todos reagiram. Michel ficou ouvindo, curioso, também. Esta mulher estava muito atraente. E como havia dito, não tinha namorado. E estranho que chegou a pensar que ela e o presidente da Ecomoda tinham alguma coisa, porque eles estavam sempre juntos.

—Mas você gostou do seu novo visual, Betty?

—Sim, Dona Catalina!

—Então você tem que ir mais fundo.

—Como assim?

—Gostaria de ter mais algumas peças? E de preferência da Ecomoda?

—Só se eu puder comprar! Não quero que você ou Don Armando comprem!

—Está bem, Betty!

—Ainda mais, tenho direito a desconto nas peças Ecomoda! E é hora de usá-los!

—Tem algo importante para fazer à tarde?

—Não hoje!

—Eu estou livre, Betty! Poderíamos ver a loja da Ecomoda no Centro! E também visitar outras para adquirir acessórios.

Betty ligou e avisou à Sofia que ia sair com Catalina. Não iria voltar à tarde e tampouco sair com elas mais tarde. As meninas do quartel não gostaram nada, pois esperavam sair de carro com Betty e ir a lugares como o Santuário, onde já haviam estado, antes da mudança. Mas também ficaram felizes, pois agora, com o novo estilo, Betty certamente atrairia um amor e sim, todos poderiam sair com seus parceiros para dançar. Mas Betty estava mais interessada em se preparar, ter uma boa aparência e ser reconhecida na carreira, já que quem amava era impossível.

—O amor não é para mim! Fechei meu coração há muito tempo para isso. A motivação da minha vida é o trabalho! –dizia Betty, como sempre.

Mais tarde naquela noite, após visitarem a loja da Ecomoda e adquirirem algumas peças, os dois se dirigiram a um shopping da Zona Rosa, sempre acompanhados por Michel, que foi convidado por Catalina. Betty suspeitava que ela gostava da companhia do francês e devia estar interessado nele. Depois do passeio, os três saíram para jantar e deixaram Betty em casa. Catalina disse a Don Hermes que Betty tinha que fazer a contabilidade da loja, então demorou um pouco, mas isso não impediu seu pai de repreendê-lo.

Nos dias seguintes, as duas planejavam sair juntas com mais frequência, cada vez mais Catalina dava mais dicasde como se vestir, se maquiar, mas Betty insistia que preferia seu estilo mais simples e natural, mas não menos elegante.

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