Amor ou Amizade? (Betty e Armando)
10 Capítulo 10 "Rompendo a "Friendzone”
Notas iniciais
— O que foi, hein? Não é a primeira vez que te vejo com esse francês do restaurante! Outro dia foi no restaurante, outro na porta do Ecomoda! Ele nunca te enxergou e agora está atrás de você!
— O que diz, seu Armando? Ninguém nunca me olhou, pelo menos agora que estou assim, arrumadinha, alguém me olha!
—Eu sempre olhei, Betty, eu sempre olhei!
— De jeito nenhum, doutor! Um homem como você, embora sejamos bons amigos, jamais olharia para mim. Somos amigos, mas eu sou aquela “amiga feia”!
—Se eu não olhasse para você e me preocupasse, não teria te levado à festa!
—Foi uma pena, um sacrifício, não foi doutor?
—Não! Foi ... foi ... por causa de ... amizade! Sempre foi muito especial para mim, Betty! Acredite!
—Eu sei, Don Armando! Você também é muito especial para mim. Mas não sei porquê ficou assim por causa de Michel.
—Esse cara está todo babão com você e eu não gosto disso de jeito nenhum!
—Então não posso ter outro amigo além de você?
—Não é isso, Betty! Você também tem o Nicolas que é quase um irmão, mas esse cara está tentando se aproveitar da sua ... inocência (Betty ri) Falo sério, Betty! Ele não tinha interesse e agora que está assim ... Olhando, tocando, elogiando, babando em você (cerrou os punhos).
— Don Armando tem ciúme de Betty, a feia? Como é possível?
—Não, não são ciúmes! Ele está querendo se aproveitar de você e me preocupo! Você é inocente e não sabe como agem os homens! (Você sabe não, Armando?)
—Pelo menos Michel me nota!
—O que quer dizer com isso? — parou o carro no meio da rua
—Que nós somos amigos há muito tempo..Adorava quando vinha me procurar para conversar, me contar coisas que não tinha coragem de contar a ninguém. E quando me convidou para ir ao baile, foi como a realização de um sonho de menina como o príncipe encantado que toda garota como eu sonharia a leva ao baile. Foi a realização de um sonho juvenil que o homem mais lindo que conheço me leva ao baile.
—Como a história da Cinderela?
—Algo como isso! Só que Cinderela nunca foi feia!
—E nem você! Você só precisava da ajuda de um amigo! Ou uma fada madrinha com Cata.
—Mas desde aquele dia, meu sonho se transformou em pesadelo.
—Como assim?
—Antes éramos companheiros, saímos sempre juntos, não só para coisas de trabalho. Desde este dia, você nunca mais passou na minha sala para conversar, para tomar um drink, contar piada, ou até suas aventuras, frustrações com dona Marcela ou o que seja. Só vai e assim mesmo, muito raramente para dizer coisas sobre a empresa. E acho que agora que você sabe, além de ser inteligente, posso ser ... arrumadinha e bonita. É como se eu não merecesse mais ser sua amiga, porque não sou a garota esperta e feia que conheceu. Como se eu não pudesse ser inteligente e bonita, como Dona Catalina, por exemplo. Pois saiba que isso é machismo, doutor Mendoza! E estou muito chateada com a sua atitude!
—Do que está falando? Não sou machista!
—Sim, machista, classista ou qualquer uma dessas coisas ou simplesmente, por me desprezar ou julgar! Me aceitava porque, apesar de inteligente, ao menos, era feia, mas não pode aceitar que uma mulher possa ser inteligente, e também atrair a atenção dos himens por ser bonita ou pelo menos, parecer bonita.
Estavam ao luar naquela noite fria de Bogotá, as janelas do carro estavam embaçadas de frio. Por dentro, o que Betty disse gelou ainda mais o coração de Armando.
—Não, Betty, não! Não pense assim! Nem estou agindo assim por machismo ou por achar que mulher bonita não pode também ser inteligente! Pelo contrário, temos grandes exemplos de grandes empresárias e apresentadoras. Mulheres lindas e inteligentes em todos os lugares e se pedi a Cata para te ajudar foi porque acreditei que você também, de repente, precisava de ajuda para se descobrir, descobrir sua beleza interior!
—Então, por que desde aquele dia está me tratando de maneira diferente?
—Diferente como?
—Frio, diferente do amigo que costumava ser. Que outra razão poderia haver do que não tolerar ter uma amiga inteligente e bonita?
—É isso que você pensa, Betty?
—Sim.
—Não é assim, Betty! Não é o que está pensando.- Balançaa cabeça.
—Então, o que é? Diga-me! –olhando fundo nos olhos dele, que quer desviar o olhar, mas ela o obriga a olhar nos olhos dela.
—É só ... que ... Não posso ficar perto de você. (voz sussurrada) Não consigo sentir o seu cheiro sem me lembrar ... como é abraçá-la ... quando dançamos (a abraça ).
—... –Betty não sabe o que dizer e acha que é ilusão o que está ouvindo.
—Você está me deixando louco, Betty! (sussurrado) Não consigo parar de pensar em você! Me imagino amando-a! (Aperta-a contra si que está sem reação.) (Ele tenta se controlar e se afasta um pouco) E eu me culpo! Eu me culpo, porque somos amigos e você não é como as mulheres que eu conheço! Eu não posso falhar contigo e perder o mais valioso que é sua amizade! Por isso, por este desejo, por esta vontade que tenho de te abraçar e fazê-la minha, resolvi me afastar e fingir indiferença! Mas eu não sabia que estava te machucando com esta atitude de manter-me afastado de você. Achei que era a melhor coisa a fazer. Desculpe-me, Betty! –coloca a mão na cabeça agachada no volante, puxando os cabelos).
Betty ficou surpresa, Don Armando disse-lhe essas coisas ou foi sua imaginação.
—Mas, por mais que me afaste de você, basta um olhar seu, basta me aproximar de você, ouvir sua voz para sentir-me incendiar por dentro! E agora, está magoada comigo, esse francês está se aproveitando e te conquistando. E até Mario está falando coisas...
—Como assim? Don Mário?
—Sim, todos, todos os homens de Ecomoda estão loucos por você. Eles falam: Ah, mas aquela doutora Pinzón, aquela Betty, como ficou linda e sexy! –Betty abaixa a cabeça, pois não concorda com o que ele está falando -E ... estou enlouquecendo, porque não suporto ver outro homem perto de você ee babando por você (Aperta-a contra ele, pegando o rosto dela com uma das mãos, acariciando suas costas com a outra, roçando os lábios nos dela, até dar-lhe um beijo doce.)
Ele esperava que ela o rejeitasse, que lhe desse um tapa no estilo das garotas dos velhos filmes americanos, mas não. Betty abriu a boca e fechou os olhos. E quase desmaiando, cedeu ao beijo.
Os olhos de Armando se arregalaram para verificar se Betty estava entregue em sua boca. E aprofundou o beijo, colocando a língua dentro da boca de Betty, fazendo-a dançar com a de Betty. Os dois gemeram e suspiraram desesperadamente nesse beijo tão desejado por eles. O vidro do carro estava agora ainda mais embaçado, com o impacto da temperatura externaria e a interna com o calor que emanava de seus corpos. Armando colocou Betty no colo e beijava-a com mais paixão, como se fossem dois adolescentes apaixonados.
—Betty, minha Betty! –suspirava em sua boca
Suas mãos percorreram o corpo de Betty que, queria reagir, se afastar dele, mas a loção, junto com o aroma natural de seu corpo, as carícias que produzia em sua pele, os beijos e tudo o que ela queria experimentar por tanto tempo não lhe permitiam raciocinar. Algo que sempre pertenceu a outras pessoas e não a ela, estava ali. Podia senti-lo, beijá-lo, abraçá-lo. Sentia a pele dele que provocava choques em seu corpo, estava arrepiada. E sentava no seu colo, podia sentir o desejo crescente dele entre suas pernas.
Estava enlouquecendo de desejo, a ponto de fazer a loucura de deixar que ele a possuísse ali mesmo naquele carro no meio da rua de sua casa, se ele assim o quisesse. Quando entusiasmo a puxou e sem querer bateu no volante e tocou a buzina, viu a luz da sua casa acender e ficaram com medo.
—Vamos para outro lugar, picarona! -disse com uma voz sussurrada e rouca de desejo.
—Não, seu Armando. É meu pai!
—Vamos, Betty!
Antes que Seu Hermes viesse ver o que acontecia e reconhecesse seu carro parado ou Betty pudesse refletir sobre a loucura que ele estava cometendo, Armando puxou a marcha, apertou o acelerador, dando a partida.
—Voce está louco!
—Sim, louco por você!
—Meu pai vai me matar!
—Ele não nos viu! Deve imaginar que está no seu quarto!
—Espero que sim!
De fato. Julia sabia, porque ela tinha ido ao quarto de Betty, mas ela imaginava que estava namorando o francês e não o chefe.
Armando pisou no acelerador. E ele parou na frente do hotel La Fontana.
—Mas o que é aqui?
—Eu quero passar a noite inteira com você, Betty! Quero conversar, jantar, beijar, senti-la, amá-la!
Nesse momento o celular dele toca.
—Fala, Mario!
—Está muito bom aqui! As garotas estão enlouquecidas perguntando sobre você! Vem logo para aqui?
—Me esquece! Não saio daqui por nada.
—Encontrou-a?
—Sim!
—E me conte tudo!
—Não.
—E como foi? Betty estava fazendo coisas com o francês?
—Olha, seu idiota! Eu não vou te responder!
Armando desliga o celular e beija Betty com posse, levando-a pelo braço para sair do carro, até a porta do hotel, onde se registraram com outro nome, para que Marcela não pudesse localizá-lo.
—Senhor e senhora Pinzón!
Depois de alguns minutos, eles estavam na suíte presidencial.
—Pegue!
—Obrigado, senhor! -disse o menino
Armando estava muito excitado, como não ficava há muito tempo, pois realmente a desejava, não era apenas uma liberação.
Queria tomar Betty e possuí-la desesperadamente. Mas não! Tinha que se acalmar. Tinha que ser especial. Tinha que ser como nos sonhos. Ele precisava abraçá-la, tomá-la nos braços, beijá-la, tirar cada peça lentamente, acariciando cada pedaço de pele nua. Beijá-la, lambê-la, tocar seu corpo inteiro desde aquelas enormes mechas de seda de seu cabelo que o envolvia até os pés de princesa. Só depois de deixá-la pronta para ele, tomá-la e fazê-la dele.
—Quer beber alguma coisa, Betty?
—Um suco.
—Temos um vinho. Podemos? É uma ocasião especial!
—Sim, pode ser, seu Armando!
—Você poderia me chamar de Armando? Ao menos por hoje…
—Ah, doutor, não sei. Estou tão acostumada a chamá-lo de Seu Armando! -ele sorri e ri -Eu amo o seu sorriso! Sempre o amei, mesmo antes! Ah!
Beije-a enquanto bebem o vinho.
Os dois riem, se beijam, bebem vinho.
Ele a abraça.
Beija seu pescoço, fazendo-a tremer. Ele a abraça, beija seus cabelos, acaricia seu rosto, tornar a beijar sua boca e pescoço.
—Betty ... é você?
—Sim, seu ... Armando, sim.
—Você me ama, Betty?
—Muito.
Toma-a nos braços fortes e deita-a na cama, tira os sapatos e as meias, acaricia-lhe o cabelo que cheira a mel, abraça-a, toca-a com a ponta dos dedos, delicadamente.
Betty não sabe o que fazer, ela está vermelha, tem vergonha de tocá-lo e acariciá-lo. São tantas as sensações que a provocam e até a surpresa de sentir o quanto ele a deseja.
Ela não sabe como devolvê-lo, como provocá-lo. Não tem experiência para isso. Ele percebe.
—Não é necessário, Betty, deixa comigo. Deixe-se levar, deixe-me fazer você sentir todas as sensações!
—Sim, Seu Arman ... Armando, sim ...
Ele retira cada pedaço lentamente, explorando aquele corpo para mostrar que é como em seu sonho, pois tem certeza de que Betty é como ele sonhou e que ela é a garota que ele chamou de "Dulcita", sua Dulcita, sua Betty.
Ele beijou, reconheceu e lambeu cada parte de pele que ia desnudando, com total reverência por ser uma mulher tão diferente das que esteve: sua melhor amiga, sua confidente, a mulher com quem ele sonhava. Ele iria torná-la sua. Se algo que ele sabia fazer com a mesma maestria que Betty sabia cuidar das finanças, era a arte de agradar a uma mulher, mesmo as coisas que fazia apenas para se aliviar, sem a menor vontade. E não era assim, desejava muito Betty, já que nunca sentiu tanto por uma mulher. E Betty sentia isso toda vez que gemia ou se contorcia com seu toque.
Queria resistir, queria fazer o que sua mente lhe dizia, lembrar que era seu patrão, seu amigo, que seria apenas mais uma em sua enorme lista de conquistas, queria lembrar que era casado, que ele pertencia a outra, que ele era um homem proibido. Mas se seu coração, seu corpo, sua pele a proibiam de pensar e apenas lhe permitia sentir seu toque e desejá-lo.
—Armando ... -suspira -me faz ...
—Sim, doce Betty! Vou te fazê-la minha!
E assim ele abriu caminhos para seus beijos do pescoço ao umbigo, deixando-a apenas com calcinha de seda preta.
—Betty, querida, minha, assim me deixa louco!
—Armando, estou com medo!
—O quę, Betty? Não há razão para ter medo! Serei um cavalheiro com você!
—Não é isso! Você não vai se afastar de mim de novo? Ainda podemos ser amigos depois disso?
—Sempre seremos, Betty! Mas também seremos outra coisa. (Ele a beijou com paixão)
Ele abriu as pernas dela, enfiou os dedos entre os lados de sua calcinha para acariciar sua central de prazer, enquanto lambia seu pescoço. Betty gemeu, cintilou. Ao deixá-la pronta, abriu mais a flor com os dedos, continuou acariciando, enquanto tirava sua boxer. Beijou sua boca novamente, enquanto abria e se acomodava entre as pernas, entrando nela docemente ...
—AIII, BETTY !!!
—Ah, doutor!
Ele continuou a tomá-la com delicadeza, sentia carinho, ternura mesclada com desejo por aquela mulher, que, enfim, era sua. Para Betty, foi a realização do sonho de pertencer pelo menos uma vez àquele homem que ela amou secretamente durante todos esses anos. Quando chegaram ao pico do prazer, beijaram-se, como se amassem, deram-se as mãos, como amigos sempre cúmplices. Amigos cúmplices do amor.
—Foi muito bom, muito lindo, doutor! Como em um sonho!
—Sim, muito lindo, Betty! -Beijo –Muito melhor que um sonho! Mas não me chame de doutor, não estamos na empresa!
—Meu doutor do amor!
—Sim minha Betty picarona! (Beijo)
—Ah, doutor ...
—Sim. -Beijo — carícia — beijo -Ainda querendo.
Eles repetiram a festa duas vezes, uma mais apaixonada, a outra mais doce.
Armando ficou impressionado, Betty era a melhor mulher com quem ele já tinha estado, sem qualquer pretensão de querer se uma atleta sexual, como as outras. Era por seu carinho, sua dedicação, seu desejo, seus gemidos, por aquele corpo perfeito, pequeno e frágil, estreito que o abrigava com entrega total.
Conversavam com Betty deitada no peito de Armando.
—Isso foi uma loucura, doutor! Tudo isso esta noite!
—Mas uma loucura maravilhosa! Eu adorei enlouquecer contigo! Você gostou de ser minha?
—Sim, o que vivemos hoje foi maravilhoso, vou guardá-lo para sempre como um sonho. Ele acariciou sua bochecha.
— Betty também! “Não imagina como sonhava em tê-la assim" — pensou Armando
—Sim, mas ... este sonho, isso que vivemos não pode se repetir!
—Como¿
—Não podemos, trabalhamos na mesma empresa, você é casado. Se sua esposa ou seu pai descobrirem, eles vão nos matar, assim como os meus!
—Não, Betty! Eu nunca vou ficar sem você de novo! Por favor não me deixe!
—Nunca te deixarei! Mas apesar de ser a melhor noite da minha vida, não podemos seguir com isso!
—Oh, Betty! Então, vamos fazer amor de novo! (Beijo)
Sem poder resistir a ele, Betty cedeu e Armando a amou com paixão e loucura, querendo ser inesquecível para ela. Mas a verdade é que ele estava mais afetado n aquela noite com Betty.
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Depois de deixar Betty em casa ...
Narrado por Armando
—Deixei Betty em sua porta, mas com relutância. O desejo era passar a noite em seus braços. Durmir e acordar em seus braços, faça amor ao amanhecer. Eu teria alguém para falar a noite toda, como sempre tivemos. Até piadas para contar como sempre fomos e continuamos bons amigos. E ainda com muito desejo, Betty, quando provocada, sabe queimar como eu. E naquela noite, descobri que sabia exatamente como acariciá-la para deixá-la louca de desejo. Mas não foi só sexo, como fiz com outras e também com a Marcela. Com ela era muito mais que desejo.
Com Betty, foi ainda mais emocionante e delicioso. Implicou dedicação, ternura, carinho, paixão. Amor? Não, não sei o que é. Não podia esperar o dia em que pudesse encontrar Betty novamente e repetir todas as emoções que passamos hoje.
Mas a dura realidade é que minha esposa, a mulher que tentei, mas não consegui amar, era Marcela. E ainda teria que enfrentar isso. Como sempre, quando eu cheguei, após tocar o céu com meu anjo, me xingou, jogou coisas, exigiu satisfação, perguntou quem era ela. Mas fiquei em silêncio. Estava cansado demais para dizer qualquer coisa. Aí Marcela ameaçou me bater, peguei-a pelo braço. Então, sentindo a proximidade, ela me abraçou, começou a me beijar alucinada, me despir, mas dei a desculpa de que estava cansado e sujo e precisava tomar banho. Mas era apenas uma desculpa. Fiquei lá e quando voltei para o quarto, ela estava dormindo. Deitei ao lado dela e comecei a pensar em Betty.
“Como poderia imaginar que a mulher que estava ao meu lado a todo tempo, minha amiga incondicional, era a mulher que estava procurando, minha Dulcita? Agora que a tive em meus braços no mundo real e senti seu corpo, seu coração, sua pele, sei que não é só impressão, sei que não é só aparência. É ela, Betty, Beatriz é Dulcita, a mulher que possuo em meus sonhos.
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