Amor ou Amizade?
11 Namorando
Cap. 10 – Namorando
Roy chega em casa com um tempo recorde e com um humor do cão. Aquela cena da jovem Riza toda cheia de doçura para Havoc o deixou enjoado, frustrado, louco de raiva.
Ainda não sabia muito bem por que...
O moreno dá um chute na porta do quarto fazendo um barulho estrondoso e sem muita demora foi tirando a roupa e jogando em algum canto do quarto escuro.
- Riza e Havoc... Fala sério!
O corpo imponente do homem desabou sobre a cama e pensando naquilo, adormeceu.
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O sol começava a despontar no horizonte quando um par de olhos vermelhos se abriu. Ainda preguiçosa Riza se espreguiçou e logo, muitas lembranças da noite anterior.
Um sorriso se formou nos belos lábios e ela virou o rosto para o lado esquerdo. Onde um certo loiro jazia adormecido de bruços.
Uma de suas mãos estava embaixo do travesseiro e a boca levemente aberta.
- Ótima maneira de acordar!
Ao analisar o homem o sorriso aumentou. Havoc era um pedaço do mau caminho em carne, osso e pura tentação.
No braço direito, possuía uma tatuagem tribal que circundava o definido braço do loiro e tinha cinco centímetros de espessura.
Era estranho pensar aquilo, mas Havoc estava lhe fazendo tão bem. Fazia tanto tempo que não se sentia tão bem ao acordar ao lado de um homem, o que haviam feito fora mais que simplesmente sexo.
Ainda era cedo, não havia motivo para acordá-lo, deixaria que ele dormisse um pouco mais. Com cuidado levantou-se e foi para o banheiro tomar uma ducha.
Pouco tempo depois, Jean abriu os olhos, se espreguiçou e só então percebeu que não estava em casa...
Sorriu ao ver a loira que saia do banheiro enrolada em uma toalha cor-de-rosa.
- Bom dia, Riza.
O loiro sentou-se na cama.
- Bom dia, Jean.
Só o sorriso que ela lhe dirigiu valeu a pena.
Riza se sentou na cama de lado e deu um selinho em Jean.
- Quantas horas, em?
- Seis e meia.
- Cedo.
- Muito, por isso não te acordei.
- Que vergonha, eu devia estar quase babando no travesseiro.
Ela riu e deixou o corpo cair sobre a cama.
- Quase isso, mas não chegou a babar.
Riza estava deitada com os pés para o lado da cabeceira da cama e com os braços jogados deixados para trás.
- Pelo menos eu não falo dormindo, senhorita.
A loira levantou o tronco de súbito.
- Falei o que?
- Murmurou algumas coisas, não entendi direito, estava sonolento demais.
- Hn...
Uma ruga de preocupação brotou na testa da loira.
- O que foi? Por acaso você pode ter falado algo que eu não posso saber?
- Iie. Eu só... Deixa! Melhor você tomar banho, você ainda tem que passar em casa.
- Sim, senhora!
O loiro rouba mais um beijo da loura e vai tomar uma ducha.
- O que foi que eu fiz, Kami? Vamos, me dá uma ajudinha, o Roy não dá futuro!
A loira deixa o corpo afundar no colchão.
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Como sempre, Riza chegou no quartel antes dos outros.
- Até parece que o céu está mais azul...
Ela riu, fazia tempo que não se sentia tão bem.
Roy não parecia mais tão presente em seus pensamentos.
Sentou-se em sua mesa e começou a trabalhar.
Pouco a pouco, os demais foram chegando, o que incluía um atrasado e mal-humorado Mustang.
- Bom dia, general, esses são os papéis a serem assinados até o meio-dia.
- Bom dia.
E por incrível que pareça, Roy não chiou e muito menos reclamou, apenas começou a assinar os papéis.
- Você perdeu, cara, o Happy Hour foi bem legal.
- Eu tinha outro compromisso, na semana que vem eu vou.
O plano não havia funcionado, Havoc não falaria nada.
- E que tipo de compromisso foi esse?
- Um compromisso... Nada demais.
- Ora! Se não fosse nada demais, você não teria nos deixado.
- Vai plantar fava no asfalto, Breda!
- E você, tenente? Fez alguma coisa ontem?
- Li um bom livro. Por quê?
- Nada. Nadinha.
- Hn...
Riza estava desconfiada, não sabia porque, mas as pessoas ali estavam estranhas, pareciam analisar cada movimento dela.
- E ai, negada!!!
Maes entra na sala com aquele jeitinho nada espalhafatoso.
- Por que o Roy está com essa cara de quem chupou limão com cajamanga verde??
- Sei lá, ele está assim desde ontem quando vimos O Hav...
Riza e Jean levantaram o olhar para o Fallmam que recebia olhares assassinos dos amigos.
- O que, criatura? O que vocês viram??
- A gente...
Riza entendeu o recado, eles haviam visto ela e Havoc brincando no parque. Bem, a confraternização militar não era mais crime e já que eles já estavam supondo coisas...
- Eles viram e o Havoc brincando no parque.
Riza largou a caneta e Havoc quase teve um treco, não esperava que ela falasse.
- Sim, nós estamos juntos...
Os rapazes abriram a boca para falar, mas ela foi mais rápida.
- E não, não faz tempo... Sim, pretendíamos contar... E não, não por agora.
- Nossa!! Parabéns!!!
Maes foi até Havoc que ainda estava calado e lhe deu um abraço.
- Vocês formam um casal muito bonito, não como eu e a Gracia, mas muito bonito.
- Er... Obrigada.
- Não vai falar nada, Havoc.
Agora era a voz de Roy que fazia uma pergunta.
- Eu sei disso. Eu e a Riza combinamos...
Para Roy aquilo soou como uma provocação, ao seu ver a frase soou assim: Ela está comigo e jamais me trocaria por você.
- Parabéns! Só espero que isso não prejudique o desempenho de nenhum dos dois.
- Não vai. Não se preocupe senhor.
- Espero que sejam muito felizes.
A voz de Roy soou com certo sarcasmo, mas Riza que não entendeu por que, ignorou, e Havoc satisfeito por não ter que esconder seu namoro com Riza também.
Bom, não havia feito um pedido oficial, mas depois daquilo era o que parecia. O que não o impediria de fazer o pedido.
- Tenho certeza de que vocês adorarão sair por ai espalhando a noticia, mas agora voltem a trabalhar!!
Com medo do olhar assassino de Riza, até Maes vazou para sua sala.
Tudo parecia normal, o povo trabalhava e cochichava com Havoc tentando arrancar algum detalhe do namoro, Riza não dava moral para isso e Roy entre uma assinatura e outra lançava um olhar para Havoc.
Estava com muita raiva.
O loiro estar com Riza era quase como que uma afronta. Afinal ele era Roy Mustang e ela nunca lhe dera moral... O que um loiro sem graça podia ter de tão interessante?
Sua mente estava encontrando uma solução lógica e funcional para sua raiva: Riza era mulher e nunca lhe dera moral. Era como um murro no ego do moreno.
Mas não seria Havoc que tirar-lhe-ia esse gosto.
Riza não seria uma exceção, não queria machucá-la, mas também não permitiria a ela ser a exceção a regra.
Continua...
Notas finais
Kiss e estou amando os reviews!!
Kiss
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