Amor em Silent Hill
2 Você esta em Silent Hill.
Notas iniciais
Eu podia ver seus rastros na neve ácida; a mesma com gosto de carvão ao cair em minha respiração frágil e ofegante. Enquanto tentava lhe desenhar a névoa estranha, misturada com os quentes flocos cinzas( pareciam neves á meus olhos negros), lhe ajudava a ficar menos nítida e com isso eu parecia lhe perder, completamente, de vista.
-Emily!-gritei por seu nome, mas infelizmente minha voz você não escutou enquanto corria pela cidade abandonada.O barulho do silencio ficava, cada vez, mais forte do que a minha própria respiração... eu precisava descansar, mas desperdiçar esta chance estava fora de questão.
Eu tinha de lutar contra o meu corpo humano, mesmo custando toda minha vida este feito impossível. Minhas mãos procuravam por seu corpo e quanto mais meus pés tocavam aquela rua branca, mais dor eu sentia... então cai sem ao menos sentir o impacto do quente solo estranho daquela avenida.
-Não... eu não quero sonhar... de novo não!-eu estava implorando por uma coisa impossível de se evitar, o sonho iria aparecer de qualquer jeito. Eu tenho de enfrentar mesmo sabendo o quanto difícil seria viver dentro deles... eu tenho que tentar... estou no presente, não posso descrever minha dor em um passado inexistente e muito menos prever o que ira acontecer...
-Aonde estou?-o palco do meu sonho parecia ser o mesmo palco da minha corrida por aquela garota tão familiar, mas tudo estava em movimento... a cidade parecia ter se revivido nas cinzas semelhantes a flocos de neve.
Ninguém havia me notado, mas só fui perceber isso após adentrar em uma cafeteira. Estava um pouco lotada, tentei pedir água, mas ninguém me vira a não ser aquela jovem( aparentava ter quinze anos pelo seu corpo), estranha, parada na entrada da porta inicial, a mesma na qual adentrei minutos atrás.
-Você esta em Silent Hill...-percebi sua voz ser a única coisa na qual eu conseguia escutar, tal como as batidas de meu coração.-...você esta morto!
Antes mesmo de poder lhe perguntar alguma coisa meus olhos novamente se abriram diante daquela, agora, cidade escura... estava de noite, mas os flocos cinzas ainda caiam em meu corpo... eu estava vivendo ou sonhando?
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