Amor em Silent Hill
3 Esquartejamento
Notas iniciais
Decidi andar novamente pela obscura cidade abandonada, mas tudo estava ficando, cada vez mais, estranho e sombrio deixando aquela silenciosa e pacata região obsoleta. Eu, então, comecei a escutar gemidos femininos nos quais emitiam em todos os prédios semelhantes a miados felinos.
Minha cabeça latejou ate me deixar inteiramente no chão, sem poder fazer nada eu me sentia tão fraco quanto. Os flocos cinzentos, agora, estavam doloridos nas regiões de minha face na qual eu notava descascar ate se tornar apenas um crânio vazio, sem vida e sem alma.
-Não!-eu gritei, meus lábios estavam secos, pensando tudo aquilo ser real... ainda estava sonhando e só agora eu havia acordado, novamente, na movimentada cidade fantasma.
Olhei em todos os lugares possíveis e, como na vez anterior, ninguém notara minha presença a não ser a pequena jovenzinha na qual abraça, sentada em minha frente, suas pernas brancas como gesso. Ela, também, me fitou, mas seu cabelo escuro não demonstrava direito sua misteriosa face, esta parecia ter cicatrizes violentas.
-Quando o relógio bater, na outra dimensão você ira voltar, novamente ela estará lá... cuidado com as doze badaladas.-não entendi nada do que ela disse naquele pouco tempo, mas compreendi que depois de suas palavras eu havia sonhado novamente. A reação do meu corpo me fez vomitar no tapete de um quarto, eu estava, agora, em um hotel e tudo parecia, como anteriormente, abandonado.
O cheiro do carpete centenário coçou meu nariz, senti algo gelado escorrer por meus dedos frios. Não queria olhar, mas não tive escolha, pois estava tomado pela curiosidade.
-A Meu Deus!-um corpo, esquartejado, jogado ao chão despejava o liquido vermelho por todo lugar, era de uma criança... como? Quem havia feito isso?
Levantei, depois de muito tempo assustado, percebendo, então, o papel dentro do crânio decepado... já estava me acostumando com a sensação de nojo criada por esta cena bizarra. Lentamente estendia minha mão ate seu crânio, ao lado da perna cortada brutalmente, internamente senti a folha branca e então, sem hesitar, puxei aquele pedaço rasgado com o numero de um andar, eu me encontrava no mesmo lugar.
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