Amor em Cinquenta Sombras

6 O céu é o limite? rsrsrsrs


Notas iniciais
Minhas flores e deusas. Aqui estou com mais um capítulo fresquinho para vcs. Estão feliz que tenham gostado da Pov do Christian. Não esperava mesmo essa reação de vcs! Ai... Aguenta coração, né? Muito obrigada minhas lindas por cada comentário. Todos lindos e maravilhosos. Espero que vcs gostem desse capítulo, pois passei o dia inteirinho digitando com carinho. Sem mais delongas...
Aproveitem e boa leitura, Baby's. ;)

Pov Ana — O céu é o limite? rsrsrsrs

(Música do capítulo)

http://www.youtube.com/watch?v=mKsIAuG1zlI

Ele exerce algum feitiço poderoso sobre mim, pois enlouqueci totalmente e deixei que ele me prendesse em sua teia.

- Christian, me solta! – Sussurro tentando me recompor.

Ele coloca a cabeça um pouco para trás e olha bem nos meus olhos. Solta as minhas mãos, mas seu corpo ainda me prende na parede.

- Não me toque! – Fala e coloca a mão na minha cintura.

Quando ele vai me beijar novamente o elevador apita e as portas se abrem. No mesmo instante Christian muda de posição e fica ao meu lado. Quando vejo que entra um jovem no elevador, quase tenho um treco. Que vergonha! Fala meu inconsciente estalando a língua em reprovação. Ele dá um sorrisinho para nós. Retribuo e Christian balança a cabeça. Um silêncio constrangedor se instala no ambiente. Percebo que o homem fica me olhando de relance dos pés a cabeça. Olho para Christian quando ele passa a mão pela minha cintura, enquanto encara o homem.

- Perdeu alguma coisa aqui? – Christian pergunta para ele.

Congelo. Ai, meu Deus! Que merda ele tá fazendo? O homem olha sério para ele e em seguida sorrir.

- Só admirando o que deve ser admirado, cara. – Ele responde provocando Christian.

Sinto Christian ficar rígido e apertar a minha cintura.

- O que você disse, seu idiota? – Christian retruca e graças a Deus o elevador chega ao térreo.

As portas se abrem e saio puxando Christian, mas ele é pesado.

- Calma cara! Estou brincando! – O rapaz se defende levantando as mãos em derrota.

Em seguida ele sai em dispara, quando vê que ele não está para brincadeira.

- Vamos Anastásia! – Ele fala e segura a minha mão depois que o homem some da sua visão.

- Obrigada por me defender, não precisava. – Agradeço e aperto um pouco sua deliciosa mão.

- Não precisava? Ele praticamente te comeu com os olhos. – Ele quase grita.

Levo um susto e abro a boca chocada com sua reação.

- Baixe o tom, por favor! Ele poderia olhar o quanto quisesse, pois EU não tinha interesse nenhum em qualquer coisa dele. – Falo e solto sua mão.

Não gosto, nunca gostei e não permito que gritem comigo. Quem ele pensa que é para falar assim.

- Anastásia, olha a boca! Morreu esse assunto! Vamos... Vou deixá-la em casa. – Ele diz segurando o meu braço.

- Certo. Realmente preciso ir para casa! Amanhã tenho muita coisa pra fazer. – Murmuro e sorrio.

Amanhã provavelmente irei entrevistá-lo, espero que ele não fique com raiva. Ele sorrir também e franze a testa.

- O que faço com você, Anastásia? – Sussurra e acho que ele pensou em voz alta de tão baixa que saiu a sua voz.

- Espero que me leve para casa. – Respondo o seu pensamento sorrindo.

- Vamos. – Diz sorrindo também.

O manobrista trás seu carro e partimos para o meu apartamento. Ele está perdido em pensamentos e fico contemplando mais uma vez o seu perfil.

- Sei que está me encarando, Anastásia. – Sou pega em flagrante.

- Quem manda ser lindo! – Falo em um ato de coragem que desconheço.

- Muito obrigado, Srta. Steele. – Responde e percebo que ficou constrangido.

- Já terminou o seu discurso? – Christian pergunta. Acho que é para mudar de assunto.

Mexo desconfortável no banco e seguro o meu cinto com a mão direita.

- Sim. E você terminou o seu? — Pergunto curiosa.

- Ainda não. Você está preocupada comigo? – Ele debocha.

Bastardo! Ele está rindo da minha cara. Quem manda fazer perguntas idiotas? Minha deusa volta do seu repouso pós-pegada.

- Estou preocupada com a cerimônia, Sr. Grey. – Provoco.

Adoro essa brincadeira! Ele olha para mim e depois para frente. Chegamos e ele estaciona perfeitamente. Não quero que vá embora!

- Você e sua boca inteligente, Srta. Steele. – Seu tom é suave e faz meu coração acelerar.

- Você quer subir? – Pergunto com esperança.

- Tenho que ir! Amanhã tenho uma entrevista cedo com sua amiga. – Diz virando de frente para mim.

Lembro-me da Kate. Será que ela está melhor?

- Tudo bem! – Respondo e baixo a cabeça.

Que droga! Por que tenho vontade de ficar perto dele?

- Adorei essa noite, Ana! Obrigado por ter me dado essa chance de me desculpar. – Ele murmura e levanta minha cabeça pelo queixo, passando o polegar pelo meu lábio inferior.

Ele olha profundamente em meus olhos. Cinza e azul... Suspiro.

- Obrigada pelo jantar, Christian... E pelos esclarecimentos. – Concluo.

- Nos vemos na formatura? Ligue-me se precisar de alguma coisa. – Ele solta o meu queixo e fica reto no banco.

- Ok. E você gravou o meu número? – Pergunto e não respondo a sua pergunta sobre a formatura.

Ele sorri e não responde. Sai do carro, dá a volta no mesmo e abre a minha porta. Saio do carro e tento não mostrar a calcinha. Que merda de vestido apertado! Ele me acompanha até a entrada do prédio. Viro para ficar de frente para ele.

- Boa noite, Christian! – Me despeço.

- Boa noite, Anastásia! – Diz e aproxima o seu rosto do meu.

- É melhor você entrar. Está ficando frio. – Ordena e dá um selinho nos meus lábios.

Sorrio apenas e entro no prédio. Antes de fechar a porta olho pela última vez aqueles olhos e mordo o lábio. O seu olhar escurece, fica tão escuro que não vejo o cinza que tem. Fecho a porta e pelo vidro noto que está sorrindo. Viro as costas e subo as escadas. Que noite! Ele quer que eu seja sua submissa! Abro a porta do apartamento e está tudo quieto. Vou andando devagar para não fazer barulho. Vou até o quarto de Kate e a porta está aberta. Ela e o Elliot estão dormindo de conchinha. Abro um sorriso com a cena e encosto a porta. Vou para meu quarto e me jogo na cama com roupa e tudo. Quanta coisa aconteceu nesses últimos dias! Apesar de toda reviravolta estou feliz. Aquele homem lindo tem planos para mim. De sua forma estranha, mas ele me quer. E também o quero... Muito! Nenhum homem tinha mexido comigo desse jeito. A ponto de querer me entregar para ele. Tiro os meus sapatos e me encolho na cama. Muita coisa ainda irá acontecer...

- Ana... Anastásia! Acorda... – Desperto com uma voz masculina me chamando.

Abro os olhos e vejo que é Elliot. Levanto se súbito.

- Oi... Que aconteceu? Kate está bem? – Pergunto com o coração acelerado e arregalo os olhos.

- Calma! Ela ainda não está bem. Vou levá-la ao médico. – Quando ele termina de falar, vou correndo para o quarto dela.

Meu coração quebra em mil pedacinhos quando a vejo tremendo de febre.

- Kate, vamos ao médico! Você não pode ficar assim. – Falo passando a mão no seu braço para aquecê-la.

- Tem a entrevista com o Christian, Ana. Você pode realmente fazê-la por mim? – Pergunta com a voz rouca e funga.

Seus olhos brilham por estarem lagrimejados.

- Faço sim! Agora por favor, vai ao médico. Você não está nada bem. – Peço e Elliot observa a tudo escorado na porta.

- Vou, pode deixar! Você me leva, baby? – Pergunta ao Elliot. Ele se aproxima e senta também na cama.

- É claro que sim! Você vem em primeiro lugar, amor! – Ela abre um sorriso e acho que foi pelo jeito que ele a chamou.

- Ana, as perguntas estão em cima da minha mesa. Tem um gravador do lado. É só aperta play que irá gravar. Se você puder fazer algumas anotações, seria ótimo. – Ela diz tentando sentar.

- Certo. Assim que vocês saírem do hospital me liguem. Vou me arrumar! Ah, onde será a entrevista, Kate? – Já ia esquecendo desse pequeno detalhe.

- Será no hotel em que ele está hospedado. O endereço está na folha de perguntas. E como foi o jantar? – Ela pergunta e Elliot virá à cabeça para me olhar.

- Depois a gente conversa! Vão logo para o hospital – Tento mudar de assunto.

Merda! Assinei um termo que não posso falar nada sobre ele. Vou tomar banho e visto uma roupa simples. Uma calça jeans branca e uma camisa azul clara. Faço um rabo de cavalo e passo um gloss para não ficar muito pálida. Depois de pronta vou me despedir da Kate e do Elliot.

- Até gente! Por favor, me avisem. – Dou um abraço nela e aceno para Elliot.

Essa entrevista promete! Vou dirigindo tranquilamente. Conheço o endereço do hotel e fico mais relaxada. Chego ao hotel com vinte minutos de antecedência. Vou fazer uma surpresa para o Senhor Tira Respiração Grey. Encaminho-me para recepção, onde tem uma ruiva. Ela sorrir e parece ser simpática.

- Bom dia! No que posso ajudar? – Pergunta solicita.

- O Sr. Grey me aguarda! Sou Katherine Kavanagh. – Minto.

Me aguarde que estou chegando! Ela arregala os olhos quando falo o seu nome e fica vermelha. -Reviro os olhos- Será que ele faz isso com todas? A Srta. Ruiva pega o telefone e liga para ele... Eu acho!

- Bom dia, Sr. Grey! Srta. Kavanagh está aqui embaixo... –Ela espera ele falar- Tudo bem! Falarei sim. Obrigada Senhor! – Termina e desliga o telefone.

- Pode subir Srta. Ele está aguardando. Andar oito, quarto 509. – Explica e sorrir novamente.

- Obrigada! – Agradeço e vou para o elevador.

Hum... Elevadores! Fico vermelha quando lembro-me de ontem. Chego ao andar informado e vou à procura de seu quarto. 506... 507... 509. Passo a mão no rabo de cavalo e arrumo minha camisa. Respiro fundo e dou duas batidas de leve na porta. Em poucos segundos escuto alguém mexendo nela, porém quem abre é o Sr. Taylor. Ele leva aos segundos para processar a situação.

- Srta. Steele? – Ele fala perplexo.

- Olá, a Kate... Quero dizer Katherine está indisposta e me mandou em seu lugar. – Explico.

Isso não estava nos meus planos, porra! Ele dá um passo para trás e deixa-me passar. Entro procurando vestígios do Christian e nada.

- O Sr. Grey já irá atendê-la. Por favor, sente-se! – Ele diz apontando para um enorme sofá que tem nessa enorme sala.

- Obrigada! – Murmuro e sento para esperar por Christian.

Taylor fica em pé olhando para o nada. Observo o quarto, na verdade a suíte. Uau! Diz meu inconsciente balançando a cabeça afirmativamente. A decoração é toda em branco e marrom claro. O sofá é branco em forma de meia lua e no meio da sala tem um pequeno centro de vidro. No meu lado esquerdo tem um bar e a minha frente uma lareira. Existe uma grande porta depois no bar. Olho para ela com expectativa. Bato os dedos na perna ficando impaciente.

- Desculpe Srta! Deseja ao para beber? – Taylor tira-me dos devaneios.

- Não, obrigada! – Respondo e o silêncio volta.

Olho no relógio e passaram-se seis minutos. Que demora! Taylor parado do meu lado está me deixando desconfortável. Depois de uma eternidade, a porta ao lado do bar é aberta. Ele está com a cabeça baixa mexendo no celular. Levanto e espero sua reação. Está lindo para variar. Veste um terno preto, camisa branca e uma gravata cinza. Seus cabelos estão bagunçados e eu adoro isso.

- Desculpe o atraso, Srta. Kavana... – Ele para de falar quando vê quem está na sua frente.

- Oi. – É tudo que falo.

- Anastásia o que faz aqui? – Ele pergunta sério.

Parece que está com raiva. Será que ele não gostou? Penso fazendo beicinho internamente.

- Kate está muito doente e pediu para entrevistá-lo. Tem algum problema nisso? – Pergunto sem disfarçar a amargura na minha voz.

- Problema nenhum! Só fui pego de surpresa! Taylor, pode tirar a manhã de folga. Obrigado! – Ele diz e Taylor sai da suíte.

- Tudo bem? – Pergunto.

Estou muito nervosa em ficar a sós com ele.

- Tudo ótimo! – Ele responde e chega mais perto.

- Que bom! Vamos começar? – Pergunto e volto a sentar no sofá.

Ele sorrir e senta do meu lado direito. Tenho que virar um pouco o corpo para ficar de frente para ele. Tiro o papel com as perguntas e o gravado da minha mochila. Ele espera pacientemente.

- Posso gravar a entrevista? – Pergunto com o gravador na mão.

Ele pensa um pouco e acho que vai negar.

- Pode. – Responde e apoia o braço no encosto do sofá.

Dou uma passada rápida pelo papel e observo que são perguntas pessoais e tem duas ou três sobre seu trabalho. Limpo a garganta e olho novamente para ele.

- Com quantos anos você começou o seu trabalho e qual foi o motivo de ter escolhido esse ramo? – Faço a primeira pergunta que tem no papel.

Ele franze a testa e parece desapontado. Passa a mão no cabelo e isso me distrai.

- Comecei aos Vinte anos, lodo após ter largado a faculdade. Sempre fui fascinado pelo mundo de fusões e aquisições. Acho que esse foi o real motivo. – Responde rápido e direto.

Ele largou a faculdade? Resmungo em pensamento e leio a pergunta seguinte.

- O que te levou a patrocinar a universidade de Vancouver? – Pergunto e olho em seus olhos.

- Achei interessante a proposta que eles têm de tentar erradicar a fome nos países de terceiro mundo. Com tantas pessoas passando fome, esse empreendimento é um grande avanço. Precisamos unir formas e lutar para que os nossos semelhantes tenham o seu pão de cada dia. – Conclui e fico encantada.

Ele quer matar a fome de pessoas que nem conhece. Melhor... Quer que ninguém sinta fome! Isso fala muito ao seu respeito. Fico emocionada e não resisto. Abro um enorme sorriso para ele que retribui.

- Parece o seu coração falando. – Afirmo e ele dá um sorriso indulgente.

- Muitos dizem que não tenho coração, Srta. Steele. – Diz de forma misteriosa e passa o indicador no lábio inferior.

Franzo a testa para a sua resposta. Como assim não tem coração?

- Quem falou isso é um babaca! – Exclamo sem pensar.

Ele arregala os olhos surpreso e mexe desconfortável, mas continua a me encarar. Não aguento e baixo a cabeça.

- Qual é a próxima pergunta, Anastásia? – Pede.

Suspiro e olho a próxima pergunta. É uma pergunta muito pessoal.

- Você teve que sacrificar uma vida familiar por causa do seu trabalho? E algum dia pretende se casar? – Fico na expectativa.

Kate não mede palavras e não liga para reação dos outros.

Ele solta uma gargalhada de jogar a cabeça para trás. Levanto uma sobrancelha.

- Não sacrifiquei uma vida familiar, pois não quero ter uma. Pai, mãe e irmãos já bastam! – Responde depois de se recompor.

Ok. Ele não quer ter sua própria família! Faço uma anotação mental sobre isso.

- Você tem medo de se comprometer? – Pergunto. Isso não está na lista.

- Não. Apenas não tenho interesse em casamentos, filhos e afins. – Responde sério.

- Você nunca foi visto com uma mulher. Você é gay? – Pergunto sem ler antes.

Essa eu já sei a resposta! Ele levanta as sobrancelhas e fica vermelho.

- O que você acha Anastásia? – Pergunta e respira fortemente.

- Não acho nada, você que tem que responder. – Afirmo provocando.

Minha sanidade nunca mais voltará? Disso tenho certeza! Fala meu inconsciente prendendo a respiração. A sua reação me pega de surpresa. Ele arranca o papel da minha mão e me joga no sofá segurando as meus braços do lado do meu corpo. Deita sobre mim e me fuzila com o olhar.

- O que faço com você? – Rosna e morde o meu queixo... Com força!

Gemo baixinho e fico toda arrepiada. Tento soltar a minhas mãos, mas não consigo. Ele desce sua boca para o meu pescoço e passa de leve o seu nariz na minha pele. Fica queimando por onde seu nariz encosta.

- Isso é gay para você? – Pergunta e mexe seu quadril fazendo-me sentir a sua ereção.

Fecho os olhos quando ele beija o canto da minha orelha.

- Não. – Sussurro. Não consigo pensar direito.

- E isso? – Ele solta o meu braço direito e aperta o meu seio.

- Ai! – Protesto quando ele aperta com mais força.

- Quieta! – Ordena e me beija.

Só que dessa vez é um beijo lento e sensual. Com minha mão livre, agarro o seu cabelo e puxo com força. Ele geme baixinho e o som vai verberando por todo meu corpo. Quero muito esse homem! Minha deusa desmaiou de excitação. Ele desce a sua mão pelo meu corpo e aperta minha coxa, esfregando uma ereção em mim. Seguro o último fio de coerência que me resta e paro de beijá-lo. Sei onde isso vai parar e não estou preparada ainda. Ele olha com pura luxúria. Estamos ofegantes e posso sentir seu coração batendo acelerado, combinando com o meu.

- Chris. – Falo baixinho.

Estou muito excitada nesse momento. Mais um pouco e não aguentaria. Ele levanta e me leva junto. Sento arrumando o meu rabo de cavalo que está batendo na minha orelha. Ele ajeita sua gravata. Fica lindo nele! Em seguida passa a mão no cabelo.

- Não. Eu não sou gay! — Ele diz respondendo a pergunta anterior.

- Desculpa! Foi mais forte do que eu. — Tento explicar a provocação, que teve um bom resultado.

- Que horas você chegará à formatura? – Ele pergunta pegando o gravador do chão.

- Acho que às dezessete horas, por quê? – Digo levantando.

Tenho que ir embora!

- Curiosidade! Você não tem que chegar mais cedo? – Questiona mais uma vez.

- Não. Perguntei ao diretor e ele disse que não precisava. Terei que esperar os meus pais chegarem da Geórgia, por isso chegarei mais tarde. – Explico.

Estou tão feliz que eles virão para minha formatura. Meu padrasto Ray que tenho como pai, cancelou todos os seus trabalhos para comparecer a cerimônia. Minha mãe Carla está eufórica. Faz oito meses que não os vejo.

- Seus pais moram na Geórgia? – Quantas perguntas.

- Sim, eles voltaram no dia seguinte. – É tudo que respondo.

Ele concorda com a cabeça e levanta também.

- Tem tudo que precisa? – Pergunta e segura a minha mão.

- Sim, obrigada! Kate ficará muito feliz. – Respondo e solto a sua mão.

Preciso ir agora! Ele passa a mão no cabelo e dá um beijo na minha bochecha.

- Aguardarei ansioso pela quinta. – Afirma e passa a mão pela minha face.

- Também ficarei! – Sorrio e também dou um beijo na sua bochecha.

Ele dá um sorriso deslumbrante e me encaminha para porta. Para minha surpresa ele me acompanha até o elevador. E Segurando a minha mão, ele aperta o botão do elevador.

- Não precisa me acompanhar, Christian. – Falo.

- Preciso! – Diz ríspido e ele me acompanha até o carro.

Quando chegamos ao carro, ele abre a boca surpreso. Ficou admirado com o estado de conservação do Bukowski. Deu uma aula sobre as precauções que devemos ter com carros antigos. Ouvi atentamente! Depois de nos despedimos, fui para casa. Preciso saber como está a Kate, depois seguirei para o trabalho. Chego em casa e a Kate ainda não chegou. Ligo para Elliot.

- Fala, Aninha! – Ele atende e respiro aliviada

Pelo seu tom acho que está tudo bem.

- Oi, como ela está? – Pergunto voltando para o carro.

- Ela tomou um remédio na veia e assim que terminar o soro voltaremos para casa. É apenas uma virose! – Responde e posso ouvi-la resmungar algo.

- Amiga, como foi à entrevista? – Pergunta Kate eufórica.

- Deu tudo certo. Termina de repousar que estou indo para o trabalho. – Falo e já estou entrando no carro.

- Tá bom! Até mais tarde, Ana. Beijo! – Diz e desliga.

O resto do dia foi entre trabalho e pensamentos pecaminosos com o Senhor Sorriso Deslumbrante. Amanhã tenho que entregar a redação para a nota final. Estou aliviada de estar concluindo a faculdade. Sinceramente não tinha mais saco para aulas, provas e aquela professora chata.

Na quarta entreguei a minha redação e em menos de 1 hora, recebi o resultado. Agora era o fim! Kate está se sentindo bem melhor e tive que falar sobre o jantar, claro que omitindo alguns assuntos e contei como foi à entrevista também. Não contei sobre como ele mostrou que não é gay. Apenas disse que não ficou satisfeito. Na quinta pela manhã recebo uma ligação muito querida. O José me ligou para avisar que estava chegando para a minha formatura. Ele estava passando essa semana com o seu pai, que mora em Seattle. Fiquei muito feliz, pois faz muito tempo que não vejo o meu amigo. E tê-lo na minha formatura é uma honra.

- Ana, vamos! Estamos atrasadas. – Kate me chama.

Vamos ao cabeleireiro fazer as unhas e o cabelo para o grande dia.

- Estou aqui... Você está muito nervosa. – Falo quase caindo tentando colocar o meu All Star.

- Claro que estou nervosa! Hoje é o nosso dia, amiga. Finalmente vamos nos livrar dessa faculdade. – Ela diz fingindo cara de desgosto e caímos na gargalhada.

Fizemos as unhas, cabelo, sobrancelhas... Tudo que uma mulher tem direito no “salão de tortura”. Voltamos para casa e fiquei esperando os meus pais chegarem para nos prepararmos. Apesar de insistir, eles não aceitaram que eu fosse buscá-los no aeroporto. Já era quase dezesseis horas quando chegaram.

- Minha filha que saudade! – Afirma minha mãe e me abraça apertado.

Não aguento e começo a chorar. Estava com tantas saudades deles.

- Também estava, mãe! – Falo chorando baixinho.

- Minha princesa está se formando! Estou muito orgulhoso de você, Ana. – Ray diz e me abraça também.

- Ah, papai! Obrigada e estava morrendo de saudades do senhor. – Digo comovida pelo seu carinho.

- Ok, sem choradeiras. Vamos nos preparar, né? Não podemos nos atrasar! – Mamãe diz me puxando para o quarto.

Depois de tomarmos banho, todas as mulheres foram para o quarto da Kate. Ela me maquiou e minha mãe tirava foto de tudo. O meu pai foi se arrumar no meu quarto. Todas devidamente maquiadas e com cabelos arrumados, partimos para os vestidos. Como a festa será logo em seguida da cerimônia, teremos que usar vestido de gala. O vestido da Kate é todo de seda num rosa pálido e é colado ao seu corpo. O da mamãe é verde escuro e renda. O meu é preto tomara-que-caia. Ele é colado até a cintura e vai abrindo e ficando solto na parte de baixo. Kate dá o último retoque nos meus cabelos e estamos prontas. Faltam vinte e cinco minutos para as dezessete e Ray já bateu na porta duas vezes. Mamãe fala que estou deslumbrante. Vou para frente do espelho e fico chocada. Essa daí não sou eu! Minha deusa está passando perfume e faz biquinho para a foto. Minha maquiagem combina com o vestido preto. Kate fez um preto esfumaçado e com um leve toque de dourado. Realmente estou... Bonita! Depois de meu pai bater pela terceira vez na porta e tirar uma foto de nós três, vamos para a universidade. Chegamos na hora e tive que sair correndo para ficar atrás do palco. Tento arrumar a minha pega que está me sufocando. Quando entro na portinha que dá atrás do palco, todos viram para me olhar. Inclusive Christian, que está fodidamente lindo. Ele veste um terno perfeito no tom de chumbo e está com aquela gravata cinza. Fico vermelha!

- Srta. Steele, Vamos subir? – Pergunta o diretor.

- Sim... Claro! – Falo totalmente sem graça.

Fazemos uma fila e Christian fica logo atrás de mim. Consigo sentir o seu cheiro.

- Você está maravilhosa, Anastásia. — Ele sussurra só para mim.

Só escuto a sua voz, pois estou de costas para ele.

- Obrigada! Você também não está nada mal. – Sussurro também, mas acho que o professor que está a minha frente ouviu.

Escuto o Reitor anunciar a nossa entrada e logo estamos todos no palco sendo ovacionados pelos presentes. Está lotado! Procuro por Kate e a vejo na terceira fila. Olho para a arquibancada e vejo meus pais. Procuro pelo José, mas não o vejo em lugar nenhum. -Franzo a testa- Ele disse que viria. Sentamos um do lado do outro e esperamos o Reitor terminar o seu discurso e me chamar. Olho para Christian e ele sorri de canto. Retribuo e fecho os olhos para tentar me acalmar. Meu Deus! Será a primeira vez que falarei em público e pior... O Christian está aqui! Respiro mais uma vez e é agora!

- É com muita felicidade e honra que chamo a nossa aluna... Anastásia Steele. – Conclui o Reitor e tenho vontade de sair correndo. Levanto quase tropeçando. Minhas pernas parecem gelatinas. Sou aplaudida calorosamente e espero todos se acalmarem. Olho para Kate e ela faz um joinha.

- Boa noite! – Começo e espero todos responderem.

Acho que meu coração vai sair pela boca.

— Primeiramente gostaria de agradecer aos meus colegas a confiança depositada em mim, quando me escolheram para proferir neste dia tão importante para todos nós, algumas palavras que possam expressar o pensamento da turma e servir de reflexão nesta nova caminhada. – Falo e olho mais uma vez para Kate.

- Citando Shakespeare “Se seus sonhos estão nas nuvens... eles estão no lugar certo, agora construa os alicerces”... Todo início de graduação é como se o sonho da formatura estivesse nas nuvens... E pode ter certeza que estava. – Ironizo e todos caem na gargalhada.

- No começo, olhamos para o alto e vimos uma confusão de teorias, livros, trabalhos, provas... Sem que tivéssemos a exata noção da dimensão do desafio que nos aguardava. Tomamos fôlego e começamos a escalada. É como um alpinista que está começando a sua subida. Respira fundo olhando o topo da montanha, sabendo de suas dificuldades, mas com a fé que alcançara o cume. Nesta caminhada sempre tivemos pessoas ativas ao nosso lado. –Olho para os meus pais e sorrio- Como reduzir em meras palavras a participação deles? Eles que nos fornecem os subsídios mais preciosos. Pai... mãe obrigada! E como deixar de mencionar, a influencia de nossos mestres, pilares ativos em nosso desenvolvimento, sempre auxiliando-nos em alguma coisa, ainda que não percebêssemos... Obrigada a todos vocês. –Olho para o corpo docente e todos sorriem- Quanto a nós o que fazer daqui para frente? O que fazer... Se não enfrentar os desafios que a vida nos oferece com sabedoria, força e beleza. E que permitiu levantar colunas transpondo barreiras na conquista do nosso objetivo. — Estou um pouco mais calma e suspiro.

- Para concluir, gostaria apenas de dizer que hoje... Hoje, nossos alicerces encontram-se nas nuvens. Agora é tomar posse do que é nosso. –Olho involuntariamente para o Christian- Que está cerimônia de formatura não represente uma despedida, e sim reafirmação do alto grau do comprometimento conosco e com a sociedade... Obrigada! – Concluo emocionada e sou aplaudida de pé.

Olho para minha mãe que está ao prantos. Levanto o braço no sentido de vitória e volto para o lado do Christian.

- Belíssimo discurso, Srta. Steele. — Ele diz e segura de leve a minha mão.

Sorrio de orelha a orelha e não falo nada. Agora é só começar o show!

Notas finais
E aí... Gostaram? Aquela resposta que ele dá: "Dizem que não tenho coração" tinha que colocar! rsrsrsrsrs
Espero ansiosa pelos cometários. E essa garota está em chamas! rsrsrsrsrsrs Fiquem na paz, bjim e até...