Notas iniciais
Olá, minhas divas! Demorei mais cheguei, né? Meninas, enquanto meu not não chega, vou postar um dia sim e dia não, certo? Pois não quero prometer e não cumprir com a minha palavra. Por favor, não fiquem chateadas! É temporario. Enfim, que agradecer a todos os lindos, maravilhosos e lindos comentários. Gente, vcs são MARAVILHOSAS! Vou responder a todos, viu? E hoje vocês terão uma surpresa. hahahaha Não conto! hehehehe Sou má! (SQN)
Sem mais delongas...
Aproveitem e boa leitura, baby's. ;)

Capítulo 12 – Não acredito!

(Música do capítulo)

http://www.vagalume.com.br/joss-stone/tell-me-what-were-gonna-do-now-traducao.html

Ainda estamos sentados no chão do Box. Christian está passando os dedos suavemente pelas minhas costas e adoro isso. Pela primeira vez depois de ontem, começo a relaxar. É tão bom ficar perto dele, me sinto de alguma forma preenchida. Estamos em silêncio, até que ele fala.

- Você está pensando em desistir em ser minha submissa? – pergunta colocando o queixo na minha cabeça.

- Sim. – respondo sincera.

Depois do que aconteceu, não sei se quero continuar ou assinar o contrato. Estou com medo até de ler.

- Mas você nem tentou, Ana. Leia primeiro o contrato e pesquise se quiser. Quero que conheça o meu Quarto de jogos. Pensei que não era possível, mas gostei de fazer meu primeiro sexo baunilha. – conclui beijando meu cabelo.

Levanto o rosto para olhar em seus olhos. Sexo baunilha? Quarto de jogos? Ele nota a minha confusão.

- Sexo baunilha é sexo sem brinquedos, Anastásia. – responde a minha pergunta silenciosa.

- E o que é “Sala de Jogos”? – pergunto com medo da resposta.

Ele passa a mão no cabelo e levanta, me ajudando a ficar em pé. Pega a esponja novamente e começa a me lavar.

- É aonde faço minhas cenas, Ana. Olha, quando terminarmos de tomar banho vou te mostrar, assim você entenderá melhor. – diz passando a esponja na sua barriga.

De repente fico curiosa. Quero saber tudo sobre ele.

- Com quantas você... Hum... Você sabe? – pergunto com vergonha.

Ele levanta a sobrancelha e sorri de canto.

- Sempre avida por informações, Srta. Steele. – fala passando shampoo no meu cabelo- Foram quinze, Anastásia. – responde.

- Quinze? Puxa! – falo franzindo os lábios em desaprovação.

- Você acha muito? – pergunta rindo da minha cara.

- Não. – respondo seca.

Não deveria ter perguntado isso. Puta que pariu! Diz meu inconsciente. Sei porque estou tão incomodada. Ele me observa sério, como se quisesse ver a minha alma e depois abre um deslumbrante sorriso.

- Você está com ciúmes, Ana? – pergunta sorrindo ainda mais.

Mais que merda! Como ele faz isso?

- Preciso sair, estou ficando com frio. – falo abrindo a porta do Box.

Tento mudar de assunto. Ele continua sorrindo e sai para pegar as toalhas. Passa uma pra mim e pega outra para se enxugar. O tempo todo ele fica me olhando. E eu também não consigo tirar os olhos dele. Não sinto mais tanta vergonha dele. Devidamente secos, vamos para o quarto e visto o meu sutiã e o vestido. Odeio usar calcinha usada, então guardo na minha bolsa. Christian está se vestindo no closet. Sento na cama para espera-lo, até que meu celular começa a tocar e pelo toque sei que é a Kate. Olho a hora antes de atender. São oito e meia da manhã.

- Oi, Kate. – atendo desanimada.

- ANA, PELO AMOR DE DEUS! VOCÊ... VOCÊ. — ela não termina de falar.

- Calma, Kate! O que aconteceu? – pergunto desesperada.

Christian aparece no quarto e fica ouvindo a conversa. Ando de um lado para o outro.

- Ana, preciso de você. Por favor, vem pra casa! Por favor! – ela diz chorando.

- Estou indo, amiga. Se acalme! Em 20 minutos chego aí. – falo e desligo.

- Desculpa, Christian! Mas preciso ir. Aconteceu alguma coisa com a Kate. – falo querendo chorar.

- Tudo bem! Eu te levo. Não fique nervosa, vai dar tudo certo. – diz me abraçando e isso me conforta.

Fica cada vez melhor, porra! Já não basta a noite de ontem. Pego a minha bolsa e partimos para garagem. Não consigo pensar em nada. O que aconteceu com minha amiga? Kate sempre foi controlada e nunca chora. Deve ser algo muito grave. Encolho-me no banco. Christian vê como estou e coloca a mão no meu joelho. Olho para ele e descanso minha mão sobre a sua.

- Quando você começa a trabalhar? – pergunta com o olho na estrada.

- Amanhã. – respondo evasiva.

- Onde você vai trabalhar? – pergunta mais uma vez.

Viro meu corpo para ele e respiro fundo. Isso vai distrair um pouco a minha cabeça.

- Vou trabalhar na SIP, como assistente do editor chefe. – falo pensativa.

Não tinha mais pensado sobre isso, estou ansiosa para começar.

- Como ele chama? – pergunta tirando a mão do meu joelho e coçando o queixo.

- Jack Hyde. Vai ser uma ótima oportunidade. Meu sonho sempre foi ser editora e com esse emprego, vão abrir muitas portas. – digo resignada.

- Editora? Interessante. – diz ele pesativo.

Não pergunto o motivo de ser interessante, pois chegamos em casa.

- Quer que eu entre com você? — Christian pergunta alisando meu queixo.

- Não, obrigada! Quando a gente se vê? – falo segurando a minha bolsa.

- No final da semana que vem. Leia o contrato com calma e se tiver alguma dúvida, me ligue. – diz segurando minha mão.

Não falo nada e olho para o nosso apartamento. Queria vê-lo antes, mas o que fazer? Ele franze a testa e sai do carro, dá a volta e abre minha porta. Sempre cavalheiro! Meu inconsciente começou o dia com tudo. Minha deusa ainda está repousando da reunião no chuveiro. Desço do carro e paro na sua frente. Por que é tão difícil me despedir dele?! E aquela vontade de chorar volta com força total, mas engulo e abro um sorriso amarelo. Não quero que ele perceba como me sinto. Christian em poucos dias, se tornou tão importante pra mim.

- Até mais, Anastásia. – diz dando um selinho nos meus lábios.

Fecho os olhos e aproveito.

- Até mais, baby. – falo e ele sorrir.

Sorrio de volta e entro no prédio sem olhar para trás. Posso ouvir o ronco do seu carro ficando distante. Cada degrau que subo, meu coração parece que vai parar. Com a agonia vou subindo de dois em dois degraus e quase caio. Pego a chave na bolsa e abro a porta cautelosamente. Olho a sala e não tem ninguém.

- Kate? – chamo com medo do que possa vir.

- Ana. – ela chama do quarto.

Jogo a bolsa no sofá e corro para seu quarto. Abro a porta e ela está deitada aos prantos.

- O que aconteceu, Kate? Pelo amor de Deus! – falo levantando ela e abraçando.

- Ah, Ana. Eu quero morrer! Minha mãe vai me matar... Ah, meu Deus! Meu...Meu... Meu pai vai morrer também. – ela não diz coisa com coisa.

- Kate... Kate... –chamo tentando acalma-la- Kate...KATE! – grito e ela olha para mim.

- Conte logo o que está acontecendo, antes que Eu morra. – falo séria.

Ela dobra as pernas e coloca as mãos na cabeça.

- Amiga, pode me falar. O que você fez? – pergunto mais calma.

Ela funga e limpa as lágrimas.

- EstougrávidaAna. – diz tão rápido que não entendo.

- O quê? Não entendi! Fale mais devagar. — peço.

Ela suspira tentando criar coragem, eu acho.

- Estou. Grávida. Ana. – diz pausadamente e sinto todo o sangue do meu rosto fugir.

Não acredito! Realmente o pai dela vai mata-la! Sua família é católica e vão ficar fúriosos. Ela me olha com os olhos arregalados e é claro que já sei quem é o pai.

- Você tem certeza? –ela confirma com a cabeça- Elliot já sabe? – pergunto, mas já sei a resposta.

- Não. Fiz o teste naquela hora que te liguei. Minha menstruação está atrasada faz 10 dias e fiz 3 testes de gravidez. Todos deram positivos. – diz levantando e pegando algo na sua mesa- Aqui. – diz e me entrega os bastões.

Pego e olho. Tem uma carinha feliz em todos eles. Olho para Kate e volto a olhar para os bastões e a única coisa que tenho vontade de fazer é sorrir. Kate mãe vai ser hilária! Ela me olha de cara feia.

- Você rir, Steele! Elliot vai terminar comigo, meus pais vão me deserdar e vou ter que limpar merda de criança. — diz gritando e andando pelo quarto.

Levanto e vou abraça-la.

- Kate. Primeiro: Elliot não vai te abandonar nessa hora. Ele é homem suficiente para assumir as suas responsabilidades. –ela tenta falar, mas não deixo- Segundo: Seus pais no começo vão ficar chateados, mas com o tempo irão perceber que você precisa deles e vão aceitar. Sua mãe vai fazer um monte de roupinhas. –falo e ela sorrir- E Terceiro: Não se julgue assim Kavanagh. Sei que vai ser engraçado vendo você cuidar de uma criança, mas tenho certeza que será uma ótima mãe. – termino de falar em lágrimas.

Meu Deus! Serei titia... Christian será titio! Esse pensamento me faz rir.

- Obrigada pela força, Ana! Estava quase me jogando pela janela. – fala e pega o celular.

- Você vai ligar para o pai? – pergunto dando um sorriso de lado.

- Sim. Vou pedir para ele vir aqui o mais rápido possível. – diz sentando na cama.

Faço menção de sair, mas ela segura a minha mão.

- Fica aqui. – pede e sorrio.

Sento na cama e ela faz o mesmo. Depois disca o número e espera.

- Baby? – pergunta receosa.

- Sim... Você pode vir aqui hoje? Preciso conversar com você. É um assunto sério. – diz apertando a minha mão.

Ela escuta um pouco.

- Não quero falar pelo telefone... –diz e espera mais uma vez- Não, baby! Não vou terminar com você. – fala tentando acalma-lo.

- Certo! Até mais tarde... Beijo. – termina e desliga.

- Ele ficou desconfiado? – pergunto.

- Sim. Estou com tanto medo, Ana. Você fica comigo na hora que for contar? – pergunta fazendo os olhos do Gato de Botas.

- Não. Essa responsabilidade é sua. É o momento de vocês. Ficarei no quarto caso você precise. – falo me levantando- Você já tomou café? – pergunto colocando as mãos na cintura.

- Não, estou se fome! – diz baixando a cabeça.

- Não senhora! Vamos, você tem que comer. Agora não é apenas você! Tem um serzinho aí, que precisa se alimentar. – digo puxando pela mão.

- Só você, viu?! Pra ser tão carinhosa e cuidar tão bem de mim. – declara e fico sem graça.

Vamos para cozinha e preparo um belo café da manhã. Kate fica falando dos nomes que irá colocar no filho. Só observo. Ela estava desesperada e agora já sabe os nomes. Gostei dos dois que ela escolheu. Se for menina se chamará Manuela e se for menino se chamará Arthur. Vou ser uma tia babona. Com certeza irei estragá-la. Limpo tudo e quando estou indo pra meu quarto, Kate me chama.

- Nossa. Com tudo que descobri hoje, acabei esquecendo de perguntar como foi com o Sr. Bonitão. – diz Kate batendo palmas.

Ah, não! Kate vai querer saber os mínimos detalhes e não posso contar nada sobre o assunto.

- Ah, Kate. Você sabe como foi! – digo rezando para ela aceitar só essa resposta.

- Não. Quero saber de tudo! Ele te fez gozar? –pergunta sem rodeios e fico dá cor de uma beterraba.

- Kate. –a repreendo- Sim. E só vou falar isso, não me sinto a vontade de contar os mínimos detalhes. Só irei dizer que doeu e foi muito bom. – falo trocando de roupa.

- Tá bom, Ana. Vou respeitar a sua decisão. Mas pelo menos ele é bom no assunto, pois você não teria gozado. – diz sentando na minha cama.

Reviro os olhos e me rendo. Conto alguns detalhes, mas sem falar demais. Claro que não conto sobre a maluca. E nem quero pensar sobre isso agora. Kate fica vermelha de tão animada, quando falo a quantidade de vezes que transamos.

- Meu Deus! Esse homem é uma máquina. – diz com a mão na boca fingindo que está chocada.

- Você nem imagina! Estou até doída! – falo me contorcendo e caímos na gargalhada.

- Nem me fale! Esses homens são uns ignorantes na hora H. – diz revirando os olhos e rimos novamente.

O resto do dia foi dando atenção para Kate. Ela não parou de falar um segundo. Até que graças a Deus, Elliot chegou e ela quase desmaiou de medo. Abri a porta e fuzilei ele com o olhar.

- Se você magoa-la vou arrancar as suas bolas e servir de jantar para os urubus. – aviso e ele arregala os olhos.

- Por que está falando assim, Ana? – pergunta assustado.

- Por nada! Kate está no quarto. – falo e fecho a porta.

- Tudo bem! – diz pálido e vai para o quarto dela.

Vou para o meu e deixo a porta aberta. Quero ouvir se ela precisar de mim. Sento na cama e cruzo as pernas. Não faço nada, apenas espero Elliot morrer. Depois de uns dez minutos, escuto um “O quê?” do Elliot. Penso em entrar no quarto dela, mas resisto. Depois a um silêncio e Kate abre a porta me chamando. Vou até lá e vejo Elliot chorando igual um bebê agarrado a Kate.

- Vocês estão bem? – pergunto nervosa.

- Sim, Ana. – Kate parece calma demais.

- Eu vou ser pai, Aninha! Você acredita nisso? – Elliot diz me abraçando.

- É cara... Parabéns? – questiono.

Não sei se ele está feliz ou desorientado.

- Sim. Parabéns! Não acredito que vou ser pai. Sempre quis ter um filho. – afirma e abraça Kate.

Respiro aliviada. Pensei que seria mais difícil. Kate sorri de orelha a orelha.

- Fico feliz por vocês. Bom, vou deixar vocês a sós. – falo.

- Não. Vamos para casa dos meus pais, Ana. Quero falar ainda hoje para minha família. – diz ele sorrindo.

- Ah, Elliot. Esse momento é de vocês. – falo

- Mas você é da família. Você vai sim! – afirma Elliot- Vou ligar para eles. – diz e sai do quarto.

Não sei se Christian vai gostar de me ver lá, com sua família. Porém, não tenho opção. Vou para o quarto e tomo banho. Fico pronta antes da Kate.

- Vamos? – pergunta Elliot- Estão todos avisados da reunião e irão comparecer, até Christian. – diz ele olhando para mim.

Não falo nada e vamos para casa dos pais dele. Chegamos em meia hora. A casa dos Grey é linda. É toda em branco e azul. Tem portas e janelas francesas, e a entrada é repleta de rosas brancas. O senhor e senhora Grey estão esperando na porta e já vi o carro do Christian. Começo a ficar nervosa com isso. Como sabia que Christian iria, caprichei no visual. Estou com um vestido longo solto branco e sandálias de salto médio. Prendi o cabelo em um rabo de cavalo alto e estou com uma leve maquiagem. Simples e elegante. Descemos do carro e eles veem nos cumprimentar.

- Olá queridos. Ana, que bom vê-la novamente. – diz Grace me abraçando primeiro.

- Também fico feliz em vê-la, Grace. – falo com vergonha.

Ela me solta e vai cumprimentar Kate e Elliot.

- Olá, sou Carrick. – diz Sr. Grey apertando minha mão.

- Oi, sou Ana. – falo com vergonha e meia.

Sinto-me constrangida. Parece que ficaram mais felizes em me ver do que o Elliot. Olho de relance para dentro da casa e vejo Christian vindo em nossa direção com uma taça de vinho. Ele parece com raiva. –engulo a seco- Ele não gostou de me ver aqui! Penso. Mas para minha surpresa, ele abre um lindo sorriso quando me vê.

- Boa noite, baby! – diz quando chega até mim e me beija... NOS LÁBIOS!

Quase tive um treco. Meu Deus! Ele me beijou na frente dos pais . Olho em volta e vejo seu pai com a boca aberta e sua mãe sorrindo feito louca.

- Então vocês fizeram as pazes? – pergunta Elliot zombando da gente.

- Sim. – diz Christian colocando o braço na minha cintura.

Estou perdida. Parece que somos um casal comum.

- Você também é minha nora, Ana? – questiona Sr. Grey sorrindo.

- Éééééé... – não sei o que falar.

- Sim pai. Ela é minha namorada! – responde Christian e meu coração para de bater e meu inconsciente fugiu para terra do nunca.

Notas finais
E aí... Aprovada? Gostaram da Kate mamãe e Chritian falando que Ana é sua namorada? hehehehe Quem gostaria de ser a namorada dele levanta a mão. o hehehehe Meninas, esse capítulo é dedicado a minha colega Nathalie, que teve seu bebê hoje. Seja bem- vindo Arthur! Espero ansiosa pelos comentários! Fiquem na paz e até... :D