Amor em Cinquenta Sombras
13 Minha namorada - Pov Christian
Notas iniciais
Sem mais delongas...
Aproveitem e boa leitura, baby's.
Minha namorada – Pov Christian
(Música do capítulo)
http://www.vagalume.com.br/kings-of-leon/use-somebody-traducao.html
Depois que deixei Anastásia em casa, fui direto falar com o Flynn. Tinha que falar sobre Leila e precisava desabafar também. Desde o dia que a Ana entrou na minha vida, tudo está uma bagunça. Minha cabeça, meus sentimentos. Ela me deixa confuso e não consigo pensar direito quando estou ao seu lado. Então, John irá me ajudar a clarear as ideias. No caminho ligo para Gail. Preciso de noticias sobre Taylor.
– Sr. Grey? – ela atende no segundo toque.
– Oi, Sra. Jones. Você tem noticias do Taylor? – pergunto preocupado.
Taylor é um funcionário de muito valor e espero nunca perde-lo, assim como Gail.
– Tenho sim, Christian. Ele terá alta daqui uma hora. Graças a Deus não teve na grave, só um galo que vai doer bastante. – diz com sua voz serena.
– Ainda bem, Gail! Por favor, fale para ele descansar. O problema da Leila resolveremos depois. – peço.
– Falo sim e o Sr. está bem? Fiquei tão preocupada quando soube de tudo. – pergunta com o jeito que só Gail tem.
– Estou. Obrigada por tudo Gail! Mas tarde chego em casa. – falo e espero.
– Certo. Até mais, Christian. – diz e desliga.
Tenho um respeito enorme pela Gail. Seu caráter é raro. Ela e Taylor namoram faz um bom tempo. E fico muito feliz por eles. Confio plenamente nos dois e me sinto bem em tê-los como funcionários e amigos.
Chego ao consultório do Flynn e vou para a recepção. Não tinha hora marcada, mas ele vai ter que me atender mesmo assim. Pago uma quantia absurda para me atender a hora que solicitar. A sua assistente sorrir quando me vê. Ela é outra oferecida e sem vergonha, mas minha educação fala mais alto.
– Bom dia, Sr. Grey! – ela cumprimenta mordendo o lábio.
Tenho vontade de falar uma boa verdade para ela. Deveria se dar o valor.
– Bom dia! O Flynn está atendendo? Gostaria de falar com ele, pois é uma emergência. – falo impaciente.
– Dr. Flynn está com uma paciente no momento, mas assim que ela sair o encaixarei. Por favor, queira aguardar. – diz apontando para o sofá- O Sr. deseja um chá ou café? – pergunta solicita demais.
Penso um pouco. Estou morrendo de fome. Não deu tempo de comer antes de sair de casa.
– Um café, por favor! Sem açúcar. – peço educadamente e sento para esperar.
Depois de trinta e cinco minutos, uma mulher sai da sala do John aos prantos e com um lenço de papel em suas mãos. John está na porta e sorrir ao ver a minha presença.
– Sr. Grey? Pode entrar. – diz a assistente.
Levanto e vou a passos resignados até John. Estendo a mão para cumprimenta-lo.
– Olá, Christian! Já estava esperando você aparecer aqui hoje. – diz apertando minha mão.
– Sim. Preciso mesmo falar com você. – falo sério.
– Tudo bem! Por favor, entre. – John fala e me dá passagem.
Entramos em sua sala e ele senta no mesmo lugar de sempre e eu sento no sofá aconchegante que fica de frente para ele. Seu consultório é simples, mas elegante. Com um sofá preto de couro e duas poltronas também pretas que ficam viradas para o sofá. Entre as poltronas e o sofá, tem uma mesa de centro com uma caixinha de lenço de papel. As luzes são calmas e as paredes em um verde escuro. Cruzo as pernas colocando o calcanhar em cima do joelho e ele segura um caderno de anotações com capa de couro. Sua caneta é toda em ouro com as inicias J e F. Foi um presente meu de aniversário. Estou um pouco nervoso, pois falar sobre Anastásia é muito importante para mim.
– O que você gostaria de falar assim tão urgente, Christian? Ontem quando você me ligou, falou sobre Anastásia e que a Leila estava apontando uma arma para ela. Sei que Leila não é apenas o motivo de você está aqui. – fala calmo como sempre.
Respiro fundo e penso bem antes de falar sobre ela. Flynn é muito perigoso quando não usamos as palavras certas.
– Você acertou, John. Não é apenas sobre Leila que quero falar, mas primeiro quero saber se você já a avaliou. – explico minhas intenções e ele muda sua posição.
– Avaliei. Ela tem um quadro grave de obsessão por você. Seu tratamento durará meses e será caro. –diz e interrompo.
– Não quero saber o valor. Quero que ela fique curada de qualquer transtorno que tenha para pagar pelo que fez. John, quase que a matei! Quando a vi apontando a arma para Anastásia. – falo cerrando os punhos em frustração.
– Christian, Leila estava fora de si e não tinha consciência dos seus atos. O tratamento será o melhor caminho. Ficarei responsável por isso pessoalmente. Agora quero saber como foi que tudo aconteceu. Você precisa colocar pra fora essa frustração que sente. – diz e coloca os dedos indicadores no queixo.
Descruzo as pernas e encosto no sofá para ficar mais confortável. Quando lembro da cena que presenciei ontem, sinto um nó no estomago. Poderia ter perdido Anastásia e jamais me perdoaria por isso. começo a contar a noite animada que tive.
– Estava dormindo tranquilamente... Sim tranquilamente, quando algo me acordou. Não sei o que foi ao certo. Olhei para o lado e vi que Anastásia não estava na cama. – quando falo, John arregala os olhos em surpresa- Ela estava dormindo na minha cama, John. – falo e nem eu acredito nisso.
Nunca permiti que nenhuma submissa dormisse comigo, pois tenho aqueles malditos pesadelos e não me sinto confortável dormir com alguém. Agora com Anastásia não tive pesadelo. Será que foi coincidência? Não tinha prestado atenção nisso.
– Você deixou uma submissa dormir com você? – pergunta incrédulo.
John sabe de todas as minhas preferencias e sobre minhas regras.
– Sim. Eu dormi com Anastásia, mas ela não é minha submissa. – declaro e Flynn fica vermelho- Por enquanto ela não minha submissa e vou falar sobre isso quando terminar o assunto “Leila”. – digo limpando a garganta.
– Tudo bem! Por favor, prossiga! – pede e espera.
– Bom, como estava falando. Percebi que Ana não estava no quarto, nem no banheiro e no closet. Por um momento pensei que ela tinha ido embora, mas vi suas roupas no chão. Então, fui procura-la pela casa. Quando estava no corredor a chamei e ela gritou com um desespero que fez meu coração gelar. -passo a mão no cabelo incomodado- Corri em direção a sua voz e vi o momento em que Leila bateu com a arma em sua cabeça. Não foi muito forte, mas a fez cambalear e pisar em uns cacos de vidro. Logo em seguida Leila apontou a arma para o coração dela e isso foi demais para mim. O medo do que poderia acontecer quase me sufocava. Eu juro que nunca esquecerei aquilo, John! — confesso colocando os cotovelos no joelho.
– Qual foi à reação da Ana nesse momento? – ele pergunta anotando em seu caderno de couro.
– Ela parecia em choque, mas sua expressão era de raiva. Leila começou a falar sobre seus planos. Ela disse que tinha ido me matar, mas que naquele momento teria que fazer o serviço completo, pois Ana estava ali também. – meu sangue foge do rosto quando lembro-me disso.
– Ela disse que já tinha a intenção de mata-lo quando chegou, mas foi surpreendida pela Anastásia? – pergunta com a cara confusa.
– Isso mesmo! Ela me viu com a Ana... Transando. –falo desconfortável- E foi muito clara nos motivos que tinha para me matar. Disse que era uma perfeita submissa e não aceitava me “perder”. – falo fazendo sinal de aspas.
Nunca fui dela para achar que me perdeu!
– Entendo! Isso é característico em pessoas obcecadas e no caso, também possessiva. – diz gesticulando no final- Continue. Como vocês conseguiram detê-la? – pergunta muito sério.
– Quando ela falou que iria matar a nós dois, Ana se transformou e torceu o pulso dela, aponto de quebrar. –falo com certo orgulho escondido- Sei que foi um ato perigoso, mas salvou nossas vidas. Leila estava disposta a tudo. A dor a fez soltar a arma, então corri e peguei jogando para longe. Logo depois ajudei Ana imobilizando-a. Mesmo com o pulso quebrado, ela tinha uma força tremenda. Pedi para Ana correr e chamar Taylor, mas Leila tinha apagado o pobre homem com uma coronhada. Mandei-a pegar um par de algemas e conseguimos prende-la. Ana se machucou quando pisou nos cacos. — afirmo carrancudo.
– Quantos anos tem a Ana? – pergunta interessado.
– 21. – respondo evasivo.
– Certo. Depois de prendê-la, você chamou a policia e eles a levaram. Como Ana reagiu a isso tudo? – John está começando a me irritar.
– Ela reagiu de uma forma totalmente inesperada. Não fugiu e nem me culpou. – quando falo isso, ele anota mais uma vez.
– Ok. Agora quero saber sobre Anastásia. Ela não é sua submissa no momento, porém será em breve. Ana não tem treinamento, Christian? – pergunta e por um momento acho que está me repreendendo.
– Não. Ela não tem treinamento e até ontem era virgem. – confesso e ele fica em choque.
– Ela era virgem? Você dormiu com uma virgem? – pergunta sem acreditar.
– Sim, John. Tirei a virgindade dela ontem e se ela aceitar, irei treiná-la. E confesso que gostei do sexo baunilha. — falo sorrindo.
Ele pensa por um tempo e parece ter um momento de luz.
– Como foi que a conheceu? – diz colocando seu corpo para frente.
– Conheci através do Elliot. Ana é colega de quarto da sua namorada. Desde a primeira vez que a vi, John, não consigo mais tirá-la da cabeça. Parece que ela plantou um feitiço em mim, pois quero foder com ela e ficar perto o tempo todo. –falo exasperado- Ela me enlouquece profundamente, me provoca e é atrevida. Por incrível que parece, adoro quando ela me desafia. E tem mais uma coisa. – declaro e espero sua reação.
– Ah, sim? E o que mais você tem para dizer e me chocar, Christian? – pergunta e caio na gargalhada.
Realmente! Até eu estou chocado com tudo e é muito refrescante.
– Pois é, John. Esse é o efeito Anastásia. – falo zombeteiro- Isso você realmente vai ficar chocado. – aviso e ele parece se preparar- Gosto quando ela toca e acaricia o meu cabelo. – termino de falar e posso ver Flynn arregalando os olhos lentamente.
– Você gosta que ela toque em seu cabelo? – murmura.
– Sim. Gosto e muito. – digo sorrindo e fazendo careta ao mesmo tempo.
– É... Você me chocou mesmo, Christian. Ter dormindo com ela, ter tirado sua virgindade e ainda deixa-la tocar em você. Isso tudo e o medo que você tem em perdê-la, me falam algo muito importante sobre você. – diz John de forma enigmática.
– E o que seria? – pergunto confuso.
– Você está apaixonado por essa moça, Christian. – solta a bomba e caio na gargalhada outra vez.
– Apaixonado? Você deve ter enlouquecido. Eu não tenho coração e não é possível amar se não tem coração. – falo sério.
Isso é um absurdo!
– Christian, não escolhemos quando vamos nos apaixonar e nem por quem vamos nos apaixonar. E você tem coração sim! –diz revirando os olhos- Senão seria impossível ter medo de perdê-la, e você claramente tem esse medo. Assumir será mais fácil! – conclui e é a minha vez de ficar chocado.
– Assumir? Não tenho nada para confessar, pois não estou apaixonado por ela e sim enfeitiçado. Deve ser uma bruxa e não estou sabendo disso. – resmungo passando a mão no cabelo.
– Você acredita em feitiçaria e não acredita que pode amar? – pergunta rindo da minha cara- Christian, não falo apenas como seu terapeuta, mas como um amigo. Pare e pense sobre seus sentimentos. Já faz três anos que te acompanho e nunca te vi assim. Dormindo ou tirando a virgindade de uma moça que nem é sua submissa. –ele para e olha para o relógio- Por hoje é só! Por favor, pense e quero você aqui semana que vem. Estou muito curiosa para saber mais sobre esse assunto. – diz se levantando e faço o mesmo.
– Não preciso pensar, pois já sei a resposta. Não amo Anastásia e ponto. Semana que vem estarei aqui e obrigado por me receber sem marcar horário. – falo apertando sua mão.
– Não precisa agradecer! Até semana que vem, Christian. E pense! – conclui batendo o dedo na cabeça.
– Até! – me despeço e saiu em disparada para o carro.
Mais que merda! Só me faltava essa! John pensar que estou apaixonado por Anastásia. Ligo o carro e vou para casa. Tento não pensar mais no assunto e me afundo no trabalho. Foi difícil, pois a noite que tive com Ana não sai da minha cabeça. Suas curvas, seu gosto, estar dentro dela. Foi a melhor transa que já tive e isso me assusta, pois foi um sexo baunilha. Nunca tinha experimentado e com ela foi muito bom. Quando soube que ela era virgem quase morri, mas meu desejo falou mais alto. Tento e falho em não pensar nela. Então me rendo e fico pensando até ir depor contra Leila. Ela foi transferida para a clínica psiquiatra do Flynn. Foi uma luta para conseguir que eles fossem falar com Ana em sua casa. Amanhã ela terá que depor também, mas pelo menos não irá ser numa delegacia.
Volto para casa e tento trabalhar novamente. Elena ligou para mim umas três vezes, mas não atendi. Ontem foi uma briga por eu ter desmarcado nosso jantar. Ela ficou muito chateada e disse que estava trocando-a por uma futura submissa qualquer. Se estivesse na minha frente naquele momento, não teria me controlado e dado uma lição. Não admito que falem assim de Anastásia. Desmarcaria quantos jantares fossem preciso, só para ficar com Ana. Elena vai ter que entender isso e no momento não estou afim de blábláblá na minha cabeça. Também quando contar da Leila, ela irá surtar. Sou arrancado dos meus devaneios pelo celular que toca. Olho pensando que é Elena, mas vejo o nome de Elliot no visor. Atendo quando toca pela segunda vez.
– Fala mano. – digo esperando suas piadinhas.
– Christian, hoje terá um jantar lá na mamãe. Por favor, conto com você. É muito importante! – diz em um único sopro.
– Wow, calma! O que é tão importante? Estou muito ocupado, não sei se posso ir. – digo tentando me livrar dessa.
– Cara, você não tem jeito, né? A nossa família sempre vem em último lugar. – Elliot praticamente grita comigo.
– Olha a boca, Elliot! Você sabe que não é verdade! –minto- O que é tão importante assim? – pergunto mais uma vez.
– Porra, Christian! Queria fazer uma surpresa, mas com você é difícil. –ele dá um longo suspiro- Você vai ser tio, cara! Kate está grávida! – diz animado.
Vou ser tio? Isso é uma surpresa, mas me sinto feliz com isso.
– Uau! Parabéns, Leliot! –falo provocando- Nossa, é realmente uma surpresa. Me desculpe se fui rude. A mamãe já sabe? – pergunto rindo de orelha a orelha.
– Não. Vou contar hoje no jantar para todos. Os únicos que sabem é você e Aninha. – paro de respirar quando ele a chama assim.
Não gosto dessa intimidade deles, mas não vou admitir nunca ou Elliot não me deixará em paz.
– Entendo. Que horas será o jantar? – pergunto para mudar de assunto.
– Daqui duas horas. Conto com você? Ana também irá participar. – diz "inocentemente".
– Ok. Até mais tarde, mano! – falo e desligo.
Puta merda! Ela vai também. Não sei como vou agir nessa situação. Minha mãe já tinha perguntado o quê Anastásia era minha na formatura. Disse apenas que estávamos nos conhecendo e naquele momento bastou. Mas agora Ana pode ficar constrangida e Mia com certeza já deve saber sobre ela e vai bombardeá-la com perguntas. Merda!
Chego à casa dos meus pais dez minutos mais cedo. Estou ansioso para vê-la e sentir o seu cheiro. Meu pai me serve um vinho e minha mãe está terminando de arrumar a mesa. Mia ainda não desceu, deve está fazendo aquelas maquiagens extravagantes que usa. É evidente a curiosidade de todos para saber o motivo dessa reunião de urgência e eu só faço cara de paisagem. Vou para cozinha beliscar alguma coisa enquanto não chegam. Depois de um momento, ouço um burburinho na entrada da casa. Ela chegou! Vou prontamente para entrada e a vejo. Está deslumbrante num vestido branco. Não resisto e vou até ela. Antes que possa me controlar, deposito um beijo em seus lábios e só depois que vejo a merda que fiz. Ela parece perdida e meu pai está sorrindo feito o gato de Alice no País das Maravilhas. Agora ele tem a prova que seu filho não é gay.
– Você também é minha nora, Ana? – pergunta papai.
Porra!
– Éééééé... – ela não consegue responder.
Para não deixa-la assim, falo uma coisa que nunca pensei em fazer.
– Sim pai. Ela é minha namorada! – falo sério e todos olham embasbacados.
Ela está em choque! Não esperava por isso e nem eu. Mesmo confuso e incerto, gostei desse titulo. Espero que ela goste também!
Notas finais
Fiquem na paz, bjim e até... ;)
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