Amor em Cinquenta Sombras

4 Ele é louco X Eu louca e meia


Notas iniciais
Galera, hoje foi um dia de fortes emoções. Não tenho palavras para descrever o que estou sentindo nesse momento. Em três capítulos ganhei 4 recomendações e 32 comentários. A cada comentário e recomendação que li, foram lagrímas e lagrímas de alegria. Essa fic pra mim é mais que uma história, é uma superação pessoal. Fiquei mais de 3 meses pensando se postava ou não, tinha receio de vcs não gostarem. E no fim sou presenteada com leitoras maravilhosas como vcs. Quero agradecer a cada uma que comentou, favoritou e recomendou. Sheila Santana, Thaydinucci, Tainá e Priscila Cristina Amaral muito, muito obrigada pelas belíssimas recomendações. Vcs me fizeram chorar! E como forma de agradecer todas vcs, postei logo hoje o quarto capítulo. Dedico com muito carinho esse capítulo a todas vcs, flores.
Aproveitem e boa leitura, baby's.

Capítulo Quatro — Ele é louco X Eu louca e meia

(Música do capítulo)

http://www.youtube.com/watch?v=WwFjDv89fFg


Depois de uma eternidade ele volta à cor normal. Estou morta de vergonha, pois prometi ao Elliot que não falaria nada.

– Como você sabe disso? – Pergunta com um tom muito suave.

– Christian, desculpa! Eu, eu... Por favor, não fique bravo! – Peço suplicando, não quero que ele brigue com seu irmão.

– Quem te disse Anastásia? Foi o Elliot? – Ele sonda virando o corpo para frente e deixa de me olhar.

– Sim, foi! Mas ele não fez por mal. Ele queria entender o motivo de você ter saído daquele jeito. E por isso contou que você tem aversão ao toque. Infelizmente sei que esse não é o motivo de ter ido embora. – Termino de falar e olho para as minhas mãos entrelaçadas no colo.

– Tudo bem! Vamos logo, pois você tem trabalho amanhã. – Ele fala mais calmo.

Como ele sabe que trabalho amanhã? –Franzo as sobrancelhas- Ele liga o carro e partimos para o tal misterioso destino.

– Não conte isso para ninguém! E você pode tocar no meu cabelo. – Christian fala baixinho.

Ele acabou de dizer que posso tocar em seus cabelos? Meu inconsciente está com olhos arregalados.

– Posso tocá-lo no cabelo... Você quer que eu te toque? – Pergunto chocada.

– É estranho para mim, pois nunca consegui e nem permiti que alguém me tocasse. Agora com você é diferente, EU quero que você me toque, mas apenas no cabelo. – Ele enfatiza o “Eu”. Fico boquiaberta.

– Sinceramente não te entendo! – Explodo confusa. Ele me olha assustado e volta a olhar para a estrada. Estamos demorando demais para chegar!

– Cuidado com o jeito que fala Anastásia. – Ele repreende e a minha raiva aumenta.

– Eu falo do jeito que quiser, Sr. Grey. – Respondo petulante e fecho as mãos.

– Por favor, quero apenas uma conversa civilizada. – Diz com os olhos estreitos, mas permanece de olho na estrada.

–Tem algo em você que me atrai profundamente, Anastásia. Não sei explicar, acabei de te conhecer e tenho essa sensação. – Ele tenta explicar.

Levanto as sobrancelhas. É verdade, faz pouquíssimo tempo que nos conhecemos. E eu também sinto essa sensação por ele.

– Olha, estamos chegando. Tenho uma proposta para você. – Ele conclui de forma misteriosa.

Como assim tem algo em mim? Tudo bem, eu confesso! Estou começando a gosta dele, não sei é possível, mas estou. Olho para frente e noto um enorme edifício. Ele direciona o carro para estacionar na entrada da mesma. Desce do carro e vem abrir a minha porta. Faço o mesmo e olho em seus olhos que brilham até demais.

– Chegamos! – Exclama e segura a minha mão enquanto entrega a chave ao manobrista.

É um prédio muito alto. Acho que têm uns trinta andares. Na entrada tem uma porta giratória, mas Christian entra pela comum. Será que é para não soltar a minha mão? Esse pensamento me faz sorrir.

– Por que está sorrindo, Srta. Steele? – Ele está curioso. Amplio meu sorriso e ele faz o mesmo.

– Por nada! – Respondo e tenho um olhar cinza penetrante em resposta.

O saguão do prédio é todo branco com detalhes dourados. A recepção é feita de mármore de um bege claríssimo. Um lustre de cristal enorme toma conta de toda atenção. Tem um senhor sentado no balcão da recepção e levanta quando nos aproximamos.

– Boa noite, Sr. Grey! Está tudo pronto, Senhor. – O homem com cabelos grisalhos fala para o “Sr. Grey”. Reviro os olhos mentalmente. Quanta formalidade, Jesus!

– Obrigado, Sr. Miller. Essa aqui é a Srta. Anastásia Steele. – Christian me apresenta educadamente.

Solto a sua mão e aperto a mão estendida pelo Senhor Cabelo Grisalho. Ele abre um sorriso de mil megawatts e eu retribuo com a mesma intensidade.

– Muito prazer, Srta. Steele. – Cumprimenta e solta a minha mão.

– O prazer é meu e pode me chamar de Ana. – Digo e o Christian segura a minha mão e aperta com força.

Olho para ele confusa, está quase machucando e ele mantém um olhar frio. O que eu fiz dessa vez? Ele afrouxa o aperto e vira novamente para o Sr. Miller.

– Podemos subir? – Pergunta Christian muito sério e fuzilando o pobre Senhor.

– Claro. Precisa que o acompanhe? – Fala muito solicito o Sr. Miller.

– Não, obrigado! Vamos Anastásia. – Ele diz me puxando pela mão.

Vamos em direção do elevador e ele aperta o botão para chama-lo. O elevador chega e Christian faz um gesto cavalheiresco para que eu entre primeiro. Logo em seguida ele entra e aperta o botão da cobertura. O elevador é revestido de espelhos, posso vê-lo em todos os lados. Ele também me observa pelo espelho e sinto uma corrente muito quente se instalar aqui. Percebo o olhar de Christian escurecer. Meu Deus! Desvio o olhar e fecho os olhos por um segundo. Quando abro novamente, vejo que ele está na minha frente e levanta a minha cabeça pelo queixo. Suspiro quando corre um liquido quente pelas minhas veias e minha barriga aperta. Ele acaricia a minha face e faz menção de me beijar, porém não beija. Levanto a cabeça esperando os seus lábios. Ele olha intensamente a minha boca e volta olhar para os meus olhos. Por que ele não me beija? Resmunga a minha deusa fazendo beicinho.

– Não irei beijá-la até ter sua permissão por escrito. – Ele sussurra, com habilidade de ler os meus pensamentos.

– Como assim por escrito? Você já tem a minha permissão só com o olhar, Christian. – Questiono e confesso sem tirar os olhos da sua boca.

– Você irá entender em breve. – Ele explica e beija a minha bochecha.

Fico frustrada. Ele me deixa fora de si, isso é muito maluco. Ajeito a minha postura, enquanto ele vira para a porta. Segura a minha mão novamente e o elevador graças a Deus chega ao andar esperado. Novamente saiu primeiro, seguida pelo Christian. Saímos em um corredor todo branco e bem iluminado, que no fim tem uma porta enorme. Andamos até ela e Christian abre com seu jeito elegante de ser. Quando passo pela porta fico chocada. A parede da cobertura é toda de vidro e dá para ver Portland para onde olho. A única coisa que tem aqui é uma pequena mesa redonda, duas cadeiras e outra porta ao fundo. O piso preto brilha de tão encerado. A mesa está preparada para um sofisticado jantar. Tem tanto talher que nem sei como se usa. Têm também duas taças de cristal, eu acho. Olho para Christian que observa cada movimento meu. Ele caprichou! Murmura o meu inconsciente fazendo cara de deboche. Christian me guia até a mesa, puxa uma cadeira para mim e sento. Depois ele senta-se a minha frente, coloca os cotovelos na mesa e apoia o queixo nas mãos fechadas. Sinto-me envergonhada.

– Gostou? – Pergunta simplesmente e sorrir.

– Gostei, esse lugar é maravilhoso. – Respondo ficando com os ombros mais relaxados.

Ele muda sua posição, ficando ereto em sua cadeira.

– Christian, estou esperando uma explicação, e que proposta você tem a fazer? – Falo logo, pois estou quase explodindo de curiosidade.

– Ansiosa Srta. Steele! Vamos começar a jantar e te explico tudo. – Ele diz e acho que está me provocando.

– Não. Quero que fale logo! – Exclamo. Tenho direito de saber, afinal estou aqui para isso.

Quando ele vai abrir a boca para falar, entra um homem no salão. Acho que é um garçom. Ele se aproxima da mesa e Christian faz uma carranca.

– Estão prontos para começar? – O Homem pergunta sério e não olha para nenhum de nós dois.

– Sim. Pode trazer a entrada. – Christian manda. Nem um “Por favor” ou “Obrigado”.

O Homem volta de onde saiu e eu o fito séria.

– Nossa, você foi grosso com o pobre homem. – O repreendo sem pensar nas palavras.

Por um instante acho que ele vai me matar com o olhar, mas logo em seguida começa a sorrir. -E suspiro- Será que ele é maluco e não percebemos isso? Interroga o meu inconsciente, olhando de mim para o seu mais novo livro de Freud. Sim e provavelmente eu também. Respondo.

– Você e sua boca esperta, Srta. Steele. – Ele murmura e coloca os cotovelos novamente na mesa.

– Estou esperando! – Falo pacientemente e retribuo o seu sorriso.

Por sua vez ele fica sério e tira um papel de dentro do seu paletó. –Franzo a testa e as sobrancelhas- O que é isso agora? Ele levanta o olhar e estende o papel para mim. Pego e o olho confusa. O sentimento de confusão predomina quando estou com ele.

– Isso é um Termo de Confidencialidade. Só irei falar se você assinar esse documento. – Explica e passa a mão pelo cabelo que caia em sua testa.

Ok... Isso é pra lá de estranho! Começo a ler, e o “Termo” trata-se que não posso falar sobre sua vida com qualquer pessoa. Absolutamente ninguém! Termino de ler e pego a caneta que ele tinha colocado na mesa. Certo, quero muito entender esse homem e se isso é preciso assinarei. O que me assusta profundamente, pois deve ser pior do que imaginava. Assino e devolvo uma para ele e guardo a minha cópia. Ele observa tudo atentamente e passa a mão no cabelo mais uma vez.

– Pronto! Agora desembucha, Grey. – Falo revirando os olhos. Estou ficando sem paciência.

– Anastásia, se você soubesse o que tenho vontade de fazer quando revira os olhos para mim. – Ele rosna e levanta uma sobrancelha.

– O que você tem vontade de fazer, Chris... Christian? — Pergunto tropeçando nas palavras, por causa da intensidade do seu olhar.

Ele balança a cabeça como se estivesse tentando limpar os pensamentos.

– Anastásia, fui embora naquela noite, pois não posso me envolver com você. Você é jovem, doce, inocente e linda. Então não poderia trazê-la para o meu mundo. Devo mantê-la afastada de mim. Não sou homem para você. Aquele beijo me deixou completamente desorientado. Nunca tinha gostado tanto de um beijo como gostei do seu, Ana. Quando me olhou com esses grandes e lindos olhos azuis, o meu peito apertou de tal força que precisava sair dali. Precisa pensar e respirar melhor. Esses sentimentos são novos para mim e não sei lidar com eles. Gosto de controle e aquilo fugiu totalmente das minhas mãos. Tentei ficar indiferente, me afastar e nunca mais te ver. Mas sou um homem egoísta e quero muito que você aceite a minha proposta. – Quando ele termina de falar, acho que estou igual uma estátua.

Chocada, paralisada, confusa, feliz e chocada. Definitivamente não esperava por isso! –Engulo a seco- Ele me olha com expectativa e espera me pronunciar.

– Christian, ainda não estou entendendo. Por que o certo é você se afastar de mim? Não quero que se afaste, ainda mais agora que você me explicou, e que proposta é essa? — Falo e seguro a sua mão.

Meu Deus... Quanta complicação! Ele suspira e olha para mim resignado.

– Eu sou um Dom, Anastásia. E gostaria que você fosse a minha submissa. – Ele solta a bomba.

A noite fica cada vez melhor. Pelo fato de ler bastante, já tinha lido um romance que tratava de BDSM e eu sei muito bem o que ele quer. Não aguento e começo a gargalhar.

– Você está brincando, né? Eu ser a sua submissa?! – Falo com sarcasmo e o seu olhar fica rígido.

– Isso não é piada, Anastásia. Quero muito que você seja a minha submissa, na verdade nunca desejei tanto algo assim. – Ele diz com raiva.

Ele está falando sério! Mas como ele entrou nesse mundo? E agora começo a entender ele ter ido embora.

– Não sei se é uma boa ideia, Christian. Nunca fiz algo parecido e nem sei como funciona. – Tento me explicar.

– Pelo menos tente! Olha, não estou explicando direito. O que você vai fazer durante a semana? – Ele pergunta com os olhos vidrados nos meus.

Quando vou responder o garçom entra com a nossa entrada. Graças a Deus! Estou com muita fome. Essa história me deixou ansiosa e quando fico ansiosa tenho vontade de comer um elefante. A entrada são ostras e o garçom nos serve com um vinho branco. Depois de servir ele se retira e ficamos a sós novamente. Olho para as ostras e Christian começa a se servir. Ele pega a ostra, coloca um pouco de limão e engole de uma vez. Sorrio para ele e faço o mesmo. Está uma delícia isso aqui!

– Huumm... Muito bom! – Afirmo em apreciação.

– Que bom que você gostou e come bem. Não suporto mulheres que comem um cisco de comida. – Ele declara e come outra ostra, seguido por um gole de vinho.

– Sobre a sua pergunta... Essa semana irei trabalhar até a quarta, pois na quinta é a nossa formatura. Na sexta vamos terminar de empacotar as coisas para mudarmos no sábado. – Termino de falar e dou um cole de vinho.

Omiti sobre entrevistá-lo amanhã, pois quero pega-lo de surpresa.

– Você pode vir até o meu apartamento no domingo? Lá mostrarei o contrato para a minha proposta e você decidirá se vai querer ou não. – Ele fala tranquilamente, mas passa a mão no cabelo e acho que isso é um gesto nervoso.

– Tudo bem! Irei no domingo para o seu apartamento, mas vou no meu carro. – Essa é a minha condição.

– Certo! No domingo então. – Ele aprova e volta a comer.

Depois que terminamos com as ostras, foi servido o jantar. Logo em seguida a sobremesa. Entre uma refeição e outra, ficamos conversando sobre coisas banais. Como o meu filme preferido, as bandas favoritas dele. Descubro que temos muitas coisas incomum. A nossa banda preferida é Pink Floyd. Quando ele descobriu isso, começa a cantarolar “Another Brick In The Wall, Parte 2” em um tom grave.

–We don't need no education…

(Nós não precisamos de nenhuma educação)

–We don't need no thought control…

(Nós não precisamos de tenho controle de pensamento)


Caio na gargalhada e canto junto com ele.


–No dark sarcasm in the classroom…

(Nenhum humor negro na sala de aula)

–Teachers leave them kids alone...

(Professores, deixem essas crianças em paz)

–Hey! Teacher! Leave them kids alone!

(Ei, professors! Deixem essas crianças em paz)

Terminamos de cantar e Christian solta um linda gargalhada. Fico maravilhoda com isso. Ele sempre está muito sério e parece ter uns 50 anos no mínimo.

– Você canta bem, Srta. Steele... O que foi? — Ele pergunta por causa da minha expressão.

– Nada. Quantos anos você tem? — Pergunto, acho que ele não tem mais de trinta.

– Tenho 26 anos, Anastásia e você? — Responde e pergunta levantado.

– Tenho 21 anos. — Respondo e pego na sua mão estendida. Ele sorri com a minha resposta.

Levando e vamos em direção a porta de saída. Christian abre a porta e me deixa passar. Depois passa o braço na minha cintura e caminhamos até o elevador. Quando estamos dentro do elevador, aquela sensação está lá novamente. Só que agora mais intenso. Olho para ele e em menos de 5 segundos, sou impresada na parede. Ele faz tudo ao mesmo tempo. Pega a minha mãos coloca à cima da minha cabeça e me beija como se sua vida dependesse disso. Retribuo o beijo com voracidade e gemo baixinho no fundo garganta quando ele morde meu lábio. Segura as minhas mãos com apenas uma de suas mãos e com a outra levanta a minha perna. Sinto a sua ereção na minha virilha.

– Você é tão linda, Anastásia. — Sussurra e volta a me beijar.

Sua voz atinge em cheio a minha pulsação. Depois de um tempo separamos as nossas bocas.

– O que você está fazendo comigo, Ana? — Ele questiona com a testa colada na minha. Fechos os olhos com toda essa intensidade.

Ele exerce algum feitiço poderoso sobre mim, pois enlouqueci totalmente e deixei que ele me prendesse em sua teia.


(Música que eles cantaram)

http://letras.mus.br/pink-floyd/64541/traducao.html

Notas finais
Então... aprovada? Gostaram da Ana comilona? Espero que tenham gostado e espero ansiosa pelos comentários. :D
Amanhã postarei o quinto capítulo com a POV do Christian.
Ai, não estou sentindo o meu bumbum... kkkkkkkkkkk
Passei a tarde sentada elaborando esse capítulo para vocês. rsrsrsrs
Ah, o que a acharam do Christian cantando com a Ana? E a música do capítulo achei perfeita. E vcs? :D
Fiquem na paz, bjim e até...